Episódios de Comentaristas

Irã ataca Turquia; tráfego de navios cai 90% no Estreito de Ormuz

05 de março de 20264min
0:00 / 4:48
Irã ataca Turquia, país membro da Otan; tráfego de navios cai 90% no Estreito de Ormuz.

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Assuntos8
  • Conflito Irã-EUAMíssil disparado contra país da OTAN · Defesa aérea da OTAN · Primeiro ataque a membro da OTAN · Resposta turca · Implicações do artigo da OTAN
  • Colapso logístico e comercialQueda de 90% no tráfego · Navios com GPS desligado · 200+ navios ancorados · Impacto no comércio global
  • Ataques Iranianos Infraestrutura EnergeticaAtaque de submarino americano · Torpedos em combate · Vítimas e resgatados · Primeira ação desde WWII · Posicionamento de Sri Lanka
  • Impacto energético global do conflitoPassagem de 20% do petróleo bruto mundial · Disrução de supply chain · Efeitos no setor energético
  • Interrupção de operações econômicasParada de liquefação · Empresa responsável pelas instalações · Tempo de retorno à normalidade · Normalização de produção
  • Preços de Combustíveis e PetróleoCorte de produção · Problemas de armazenamento · Volume reduzido
  • Tensão Trump-Sánchez sobre bases na EspanhaAutorização para uso de bases · Declaração de legalidade da guerra · Ameaça de Trump · Solidariedade europeia
  • Preocupações britânicas e francesas com ChipreBases militares britânicas · Ataques no início da guerra · Reforços militares
Transcrição8 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

O Mundo em 3 Minutos

O Irã disparou um míssel contra a Turquia, que é membro da OTAN, e a defesa aérea da OTAN foi quem destruiu esse míssel. Isso aconteceu sobre o mar Mediterrâneo, não teve vítimas. Mas é a primeira vez que um país membro da OTAN é atacado. Esse míssel, segundo o Ministério da Defesa turco, teria passado sobre o Iraque à Síria antes de ser derrubado no território turco. E aqui vale lembrar que a Turquia tem o segundo maior poderio militar dentro da OTAN,

Estados Unidos. E num caso como esse, a Turquia já poderia invocar um artigo da OTAN e chamar os demais membros para uma consulta. Por enquanto, não fez nada disso. E outra, a Turquia estava tentando mediar as negociações entre Estados Unidos e Irã antes da guerra começar. Agora nós passamos para o sul da Ásia, para o Sri Lanka, onde um navio de guerra do Irã foi bombardeado por um submarino dos Estados Unidos. Isso aconteceu a mais de 3.200 quilômetros

de Teherã. Pelo menos 80 pessoas morreram, 32 foram resgatadas. E uma curiosidade, essa é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um submarino americano dispara um torpedo contra um navio inimigo em combate. O governo de Sri Lanka não tomou nenhuma posição pública sobre o ataque, até porque mantém relações amistosas com o Irã. O que o secretário da Guerra americano, Pete Hexat, disse foi que esse navio iraniano achava que estava seguro perto de Sri Lanka, meio que se escondendo,

mas foi abatido mesmo assim. Já Reino Unido e França estão preocupados com o Chipre. A ilha tem bases militares britânicas que foram atacadas logo no começo da guerra e também já mandaram reforço militar para lá. E aí tem um detalhe sobre a Europa, porque Donald Trump está, digamos assim, bravo com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que disse essa semana que a guerra é ilegal e que não autorizaria os Estados Unidos a usarem suas bases em território espanhol.

até ameaçou cortar relações com a Espanha e tal. Eis que a União Europeia fez uma reunião e declarou total apoio a Sanches, a Espanha. Agora, sobre o Estreito de Hormuz e o impacto no setor energético. Hormuz, como você já sabe, é por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo bruto. Primeiro, o tráfego de navios no Estreito de Hormuz caiu 90% desde o início dos ataques.

por lá com um GPS desligado. Outro dado, pelo menos 200 navios, aí tem petroleiro, tem navio com gás liquefeito, tem cargueiro, esses permanecem ancorados em águas abertas no Golfo, estão ali parados. Já a Qatar Energy, que é a única empresa responsável pela operação das instalações energéticas do Qatar, interrompeu completamente a liquefação de gás e não vai conseguir retornar aos níveis normais de produção ou de exportação,

por pelo menos um mês. Mesmo quando voltar à produção, eles demoram até duas semanas para normalizar tudo. E por fim, o Iraque. O Iraque reduziu sua produção de petróleo, cortou cerca de 1,5 milhão de barris por dia, porque não tem onde armazenar. Mundo em 3 minutos. Amanhã tem mais. Até lá.