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Prisão de Vorcaro: 'Não é só crime financeiro, é crime de todo tipo'

04 de março de 20265min
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Míriam Leitão destaca que prisão de Daniel Vorcaro não surpreende pelo histórico de investigação, mas sim pela gravidade dos fatos. Decisão do ministro André Mendonça expõe um esquema que vai além de crimes financeiros, com ameaças de morte, alvo inclusive do jornalista e colunista da CBN Lauro Jardim.

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Assuntos8
  • Segurança OperacionalAmeaças de morte · Ataques físicos planejados · Alvos incluindo jornalistas · Intimidação de adversários
  • Daniel VorcaroOrdem de prisão do ministro André Mendonça · Gravidade dos fatos · Histórico de investigação · Impacto político
  • CorrupçãoPaulo Soso - diretor de supervisão bancária · Belini Santana - funcionário da diretoria · 28 anos de serviço · Afastamento administrativo · Promiscuidade com investigado
  • Invasão de sistemas digitaisAcesso a sistemas da Polícia Federal · Penetração no Interpol · Acesso ao Banco Central · Capacidade de busca de informações confidenciais
  • Esquema de capangas e coerçãoGrupo de capangas físicos · Capanga digital · Controle de adversários · Atuação coordenada de criminosos
  • Violencia contra JornalistasAlvo: Lauro Jardim · Intimidação da imprensa · Perseguição de críticos · Identificação de adversários
  • Justiça e Economia no BrasilOrdem do ministro André Mendonça · Revelação progressiva de crimes · Profundidade da investigação · Múltiplas áreas envolvidas
  • Banco MasterRelacionamento com mundo político · Redes de influência · Proteção anterior
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E aí, Miriam? Boa tarde, Sartenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam. Bom, Miriam, a gente está dando aqui uma cobertura especial ao caso Vorcara, porque, enfim, os fatos são de uma evidência enorme, né? Não só agora nós estamos falando de crime financeiro, mas também estamos falando de crime comum, ameaças a pessoas, ameaças à integridade física de pessoas.

vai aparecendo, a situação vai ficando mais complicada cada vez mais para o ministro Dias Toffoli, né? Exatamente. Hoje a gente falou, a notícia da prisão do Vorcaro saiu cedo, na hora que eu estava entrando no jornal da CBN, eu comentei que não era de se espantar, porque ele estava sendo investigado em outras áreas, mas eu me espantei logo depois, quando eu comecei a saber dos detalhes, inicialmente com as minhas fontes, depois com o documento divulgado pelo ministro

André Mendonça, por causa disso que você falou, Sardenberg. Não é que é formação de quadrilha para praticar crime financeiro. É simplesmente crime de todo tipo. Crime contra a vida e ameaças. E o grau das ameaças, a conversa de Vorcaro com o sicário,

o Capanga, que ele acionava um grupo, que era esse Capanga, que era Luiz Felipe... Luiz Felipe Mourão. É, Mourão. E ele comanda um grupo de ex-policiais e com essa capacidade. Não só ameaças ao ataque físico contra pessoas, inclusive jornalistas, nosso colega Lauro Jardim,

Era um dos alvos, mas tudo que ele identificava como adversário, o que o aborrecia, ele mandava tomar providências, moer, até funcionários dele. Mas tinha também a capacidade de fazer uma capanga virtual também, uma capanga digital, porque entrava em sistemas da Polícia Federal, da Interpol e do Banco Central. Então isso é uma parte do noticiário de hoje.

Parte de criminosa, de crime contra a vida, de crime contra a integridade física das pessoas e da capacidade de buscar informação até dentro de sistemas muito protegidos. E, por outro lado, tem o envolvimento do Banco Central, de funcionários do Banco Central. Esses dois funcionários que foram afastados hoje já estavam afastados há mais tempo, por iniciativa do próprio Banco Central,

pudesse que os comprometiam. É o Paulo Souza, que foi diretor de supervisão bancária no governo passado e nesse governo foi mantido no Banco Central em função de chefia e Beline Santana, que também era dessa diretoria. Eles são funcionários há 28 anos do Banco Central e desde janeiro eles afastados pela atual diretoria, eles já não estavam com acesso

sistema do Banco Central. E foi o Banco Central que tomou a iniciativa de falar, vem cá, vê isso aqui. E tem conversas muito, as coisas vão se revelando, conversas de muita promiscuidade entre esse diretor e esse funcionário, o alto funcionário do Banco Central. Porque quando, no trabalho de supervisão bancária, era natural que eles trocassem informação com o supervisionado. Era natural que trocassem informação, mas não que tivesse aquele tipo de

Não que formasse aquele tipo de grupo de atuação. Então, são várias áreas e essa é a estreia, digamos assim, é a primeira parte, a primeira ação que é por ordem do ministro André Mendonça. Mas mostra a gravidade, a profundidade de tudo que está sendo investigado.

no mundo político, mais esse submundo do crime que ele contratava para ameaçar seus supostos adversários, Sardenberg.