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IA no campo de batalha: EUA usam IA em conflito no Oriente Médio

04 de março de 20264min
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O Comando Central dos Estados Unidos no Oriente Médio teria utilizado o Claude, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pela Anthropic e semelhante ao ChatGPT, durante a ofensiva militar contra o Irã no último sábado. Ana Letícia Loubak discute o uso da IA em conflitos armados, abordando o papel das empresas de tecnologia e os limites éticos envolvidos na aplicação dessas ferramentas em cenários de guerra.

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Assuntos5
  • Inteligência ArtificialUso do Claude em ofensiva militar contra o Irã · Análise de inteligência e identificação de alvos · Simulação de cenários de guerra · IA como arma de guerra moderna
  • Pressões governamentais e modelos de negócioParcerias com governos de vários países · Contratos em áreas sensíveis de segurança · Flexibilização de limites éticos sob pressão · Conflito entre lucro e ética
  • Etica e TecnologiaVigilância de civis · Desenvolvimento de armas autônomas · Confiabilidade do sistema em contextos letais · Controle humano em operações militares
  • OpenAI e PentagonoFechamento de acordo com revisão em andamento · Críticas ao processo apressado · Restrições a vigilância de cidadãos
  • Medidas contra TrumpRestrição a agências federais · Contexto político da decisão · Impacto em contratos governamentais
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dos Estados Unidos, no Oriente Médio, teria usado o CLODE, que é uma inteligência artificial parecida com o chat GPT, na ofensiva militar contra o Irã no sábado. Essa informação é do Wall Street Journal e foi confirmada pelo site Axios e pela agência de notícias Reuters. Segundo as fontes, fontes anônimas desses veículos, o CLODE teria sido usado para retomar avaliações de inteligência, identificar alvos,

e simular cenários de guerra. A questão é que esse uso aconteceu em meio a um contexto que faz a gente pensar muito sobre o papel dessas empresas de inteligência artificial em situações de guerra e também nos limites éticos dessas empresas, porque o Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, havia proibido todas as agências federais de usar os produtos da empresa Antropic, que é a dona do Clodi.

acontece. A Antropic tem, desde 2025, um contrato de 200 milhões de dólares com o Pentágono para fornecer modelos de inteligência artificial para aplicações militares. A questão é que a Casa Branca queria ampliar o escopo desse contrato para um uso quase que irrestrito. Mais especificamente, eles queriam poder usar a inteligência artificial para o monitoramento de civis e para o desenvolvimento e operação de armas autônomas.

Antropic disse não, eles disseram inclusive que em sã consciência eles jamais poderiam atender a essa solicitação, primeiro porque a questão da vigilância infringe limites éticos e segundo porque o sistema ainda não é confiável o bastante para lidar com armas letais sem que haja um ser humano ali no controle final. E aí depois dessa recusa da Antropic, a OpenAI, dona do chat GPT, fechou um acordo com o

esse acordo já está sendo revisto. Nas palavras do Sam Altman, que é o CEO da OpenAI, foi um acordo um pouco apressado e um pouco descuidado, mas agora eles já estão ali revendo os termos para garantir que o sistema de inteligência artificial não seja usado intencionalmente para a vigilância interna de cidadãos dos Estados Unidos. Mas nessa história toda, o que preocupa é que o modelo de negócios dessas empresas,

envolve sim parcerias e contratos com governos de vários países, não só os Estados Unidos, e contratos em áreas que incluem áreas sensíveis, defesa, segurança pública, e hoje a gente já vê que a inteligência artificial é uma arma de guerra. A questão é, nessas disputas com pressões de governos poderosos, quais limites éticos essas empresas aceitam ou não aceitam flexibilizar

quando estão sob pressão.