'Mesmo com tornozeleira, Vorcaro continuou a delinquir', destaca Maria Cristina Fernandes
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- Daniel VorcaroOperação da Polícia Federal · Tornozeleira eletrônica · Continuação de crimes · Estrutura criminosa · Vigilância privada envolvida
- CorrupçãoFuncionários do Banco Central envolvidos · Diretores de fiscalização · Chefe do Departamento de Supervisão Bancária · Acesso a sistemas da PF e FBI · Recebimento de propinas
- Desaparecimento de recursos financeiros50 a 60 bilhões desaparecidos · Fundo de Garantia de Crédito (FGC) cobrindo perdas · Dinheiro em fundo declarado · Precatórios em resistência · Fechamento de balanço bancário fraudado
- Espionagem e Contra-inteligenciaAcesso a sistemas da Polícia Federal · Acesso a informações do FBI · Acesso a dados da Interpol · Monitoramento de investigações · Antecipação de operações
- Ministerio PublicoResistência da PGR à prisão · Decisão do Alexandre Medonsa contrária à PGR · Bloqueio de acessos à Polícia Federal · Veto às provas do processo · Recurso ao Supremo para reverter decisão
- Ameacas Pos-AgressaoAmeaça contra jornalista Laura Jardin · Violência contra empregada doméstica · Quebra de dentes · Intimidação de testemunhas · Susto contra funcionários
- Delação Premiada INSSInteresse de funcionários em cooperar · Redução de pena · Servidores presos dispostos a fazer acordo · Vorcaro como chefe da organização · Perspectiva de transferência para presídio estadual
- Justiça e Economia no BrasilBloqueio de investigações · Acesso restrito a provas · Impedimento da Polícia Federal · Interferência em processos judiciais
É Política, com Maria Cristina Fernandes. Maria Cristina, boa tarde. Boa tarde, Tati. Boa tarde, Fernando e ouvintes. Bom, são tantos os prismas capazes de gerar comentários e reflexões da Maria Cristina Fernandes a partir dessa operação da Polícia Federal que levou de volta para a cadeia, Daniel Vorcaro prendeu outras pessoas, descobriu uma estrutura criminosa que contava, inclusive,
com uma vigilância privada que, segundo a polícia, exercia um papel central na organização criminosa, um linguajar de bandido, eu acho que a gente pode dizer, Maria Cristina, com uma violência muito explícita ali na comunicação entre eles, corrupção a funcionários, a homens das autoridades financeiras, pelo menos a dois funcionários do Banco Central.
começar de onde você quiser, porque tem muita ponta aí para você pegar. Pois é, Tati. Deixa eu só fazer um breve resumo para quem pegou essa história, esse bonde andando. O ministro da Medronça mandou prender hoje o Daniel Borcaro, banqueiro do Banco Master, o Fabiano Zeta, o seu cunhado e um operador, talvez o principal operador do Borcaro, e dois funcionários deles. Ocultação patrimonial, corrupção do servidor público, invasão do sistema
de informação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, do FBI e até da Interpol, e de monitorar, ameaçar, planejar a violência contra jornalistas e contra até a empregada da casa invocada, além de obstrução de justiça. A decisão também coloca tornozeleira e faz busca e apreensão na casa de dois servidores de carreira do Banco Central, um deles, o Paulo Souza,
chegou a diretoria de fiscalização e o Bellini Santana, que foi chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central. E o Alexandre André Mendonça fez questão de colocar na decisão que a prisão, este pedido de prisão pela PF, não foi acatado pela Procuradoria-Geral da República e que ele tenha decidido mandar prender a despeito do parecer contrário da PGR,
porque ele reputou por lamentável, dadas as evidências de todos esses crimes com os quais ele fundamenta esse pedido de prisão, essa decisão pela prisão. E ele diz o seguinte, olha, havia um perigo iminente, imediato, que nos induziu a essa extraordinária e rápida análise desse pedido.
e que se está diante da concreta possibilidade de se prevenir possíveis condutas ilícitas quanto à integridade física e moral de cidadãos comuns, de jornalistas e até mesmo de autoridades públicas. Ele está falando aí do jornalista Lauro Jardim, do Globo, a quem Vorcaro diz que ele precisava ser alvo de um suposto assalto e ter todos os seus dentes quebrados.
está sendo ameaçado pela empregada da casa dele e que era bom dar um susto nela para um desses funcionários que foi preso junto com ele. Diz que se essas medidas nessa decisão, ao comentar por que ele contrariou a PGE, se ele não tivesse tomado essa decisão, de fato, a vida dessas pessoas poderia correr risco. As consequências disso, primeiro,
é realmente de causar espécie que, até agora, o ministro Dias Toffoli foi mantido, manteve o porcaro solto, ele, enquanto se manteve, relatou do caso, ele autorizou ali, com muita resistência, a atuação da PF, vedando, bloqueando o acesso da PF a muitas das provas do processo, mas,
deu curso aí a operação de uma maneira muito devagar e nada disso veio à tona enquanto a ação estava sob sua relatoria. Que coisa, né? Pois é, e o Daniel Varcaro, ele foi solto e com tornozeleira eletrônica, ele continuou a delinquir com métodos de milícia, máfia, crime organizado. É uma contra-inteligência,
contra espionagem, não é, Maria Cristina? Impressionante. É isso, porque ele consegue, imagina, quando você consegue ter acesso ao sistema de PF, FBI, Interpol, a fonte sua é o diretor de fiscalização do Banco Central, você se antecipa a qualquer passo. Exatamente. E isso já levou ao senador Alessandro Vieira, que tinha pedido a quebra de sigilo da empresa do Profili e tinha sido negada pelo ministro Gilmar Mendes,
Sob a alegação de que a CPI do crime organizado deve investigar o crime organizado. A quebra de sigilo de uma empresa do ministro nada tem a ver com o crime organizado. Acontece que esta empresa do ministro, segundo ele mesmo, o próprio ministro, recebeu dinheiro deste que está sendo acusado de chefiar uma organização criminosa com métodos de milícia de crime organizado.
que ele resolveu entrar hoje junto ao Supremo para reverter essa decisão do ministro Mendes. Então, a gente tem um caso mágico que, de fato, se complica um pouco. A Polícia Federal já disse que não dá para manter o Vorcar e os demais suspeitos que foram presos nas dependências da Polícia Federal. Eles já serão transferidos para a penitenciária estadual, ninguém sabe exatamente qual. Então, eles serão transferidos.
E as pessoas têm falado de relação, certamente haverá aí uma tentativa de se fazer algum acordo com, agora os réus são os principais interessados, aqueles que já estão presos e aqueles que poderão vir a selo, porque entre esses que houve busca e apreensão e que estão com torneios eletrônicos, não apenas servidores do Banco Central, como outros funcionários do Daniel Vorcaro.
O Vorcaro vai fazer delação? Bem, é difícil que a Polícia Federal e o MPF aceitem indicar uma proposta de delação do Vorcaro, porque tudo indica que ele foi e ele era o chefe dessa organização. Então, ele vai entregar a quem? O que está acima dele, né? Mas aqueles que os seus funcionários certamente serão, digamos, se sentirão tentados a fazê-lo para se livrar da pena, porque vamos lembrar que são,
mais de 50 bi, há quem fale que já chega a 60 bi, o dinheiro desapareceu nesse esquema, desapareceu. Onde foi falar? A Polícia Federal, ao noticiar a operação, disse que teriam sido encontrados os 22 bilhões, mas esse dinheiro estaria no fundo, declarado pelo Master, mas ninguém sabe se esse dinheiro de fato existe, ou se é o dinheiro de precatividade,
inexistentes, que foram declarados só para fechar o balanço do banco. Então, você tem um dinheiro que se evaporou e que o FGC está tendo que cobrir, que é o Fundo Garantidor de Crédito. Você tem aí todas essas evidências de corrupção de funcionários públicos, de espionagem, de coação e até aí de ameaça de agressão. Muita investigação ainda pela frente. Maria Cristina Fernandes está com a gente diariamente em Tudo é Política,
Obrigada, Maria Cristina. Até amanhã.