Pegadas Musicais: Tim Maia
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- Mudanças TecnológicasPiano Yamaha CP-80 · Evolução do som entre 1972 e 1979 · Impacto da eletrificação acústica · Qualidade sonora cristalina vs dura
- Música Cristã BrasileiraÁlbum Chimai 1976 · Álbum Reencontro 1979 · Faixas menos conhecidas · Evolução sonora entre álbuns
- Contexto de gravação ChimaiEstúdio Poligra Rio de Janeiro · Arranjos de Artur Verocai · Músicos participantes · Processo de gravação no estacionamento
- Música e CulturaPaulinho Braga na bateria · Paulinho Rockete na guitarra · Miguel Cidras · Participação de múltiplos músicos
Sala de Música, com João Marcelo Pôscoli. Oi, João, boa tarde. Boa tarde, Tatiana, boa tarde, Nando, boa tarde, ouvinte. Boa tarde. Pegadas musicais com o Tim Maia. Aumenta o volume do seu rádio, e aí? Vamos ouvir algumas do Tim, Tatiana, Nando e ouvinte, que não são tão conhecidas. Claro que quem gosta, tem os álbuns, escuta, conhece, mas a gente não ouve muito por aí.
A história também é engraçada. Batata frita, o ladrão de bicicleta. Diretamente do álbum Tim Maia de 1976. Ou seja, tem 50 anos que o batata frita é o ladrão de bicicleta. Ah, era isso que eu ia perguntar. Se é o nome do ladrão de bicicleta. É, batata frita, vírgula. O ladrão de bicicleta. Eu demorei, quando eu peguei o disco na mão, demorei um tempinho. O que é isso? Batata frita, o ladrão, é o apelido do maluco, né? Muito bom.
Vamos lá. Team Maia.
A gente se conhece desde que eu tinha seis anos de idade, né? Deve estar pagando os pecados de alguma coisa, né? Ele falou, João, você lembra quando o Tim ligava na casa do seu pai e eu atendia três da manhã e o seu pai falava, meu, fala que eu não tô, né? E o Tim ficava ameaçando, fala pra ele que eu vou aí, hein? Eu vou aí, é melhor me atender e tal. Cara, era uma loucura. Eu não sei onde ele tava, mas tava fazendo música muito boa, porque desse mesmo álbum, Tatiana, o vizinho era careta, me dedurou.
O cara é maluco demais, né? Bom, depois a gente fala do pessoal incrível que toca com ele aí, mas tem uma outra que eu gosto que é a faixa de abertura. Dance enquanto é tempo. Vamos ouvir. Do mesmo álbum, 76. Ritmo. Gostou? João, essa no dialogo com a época racional dele? Não, foi depois. Foi depois?
Foi depois, 76, né? Ele gravou no estúdio que eu fui muito, que é o estúdio de uma gravadora que não existe mais, chamada Poligrã, lá no Rio de Janeiro. A gente sempre toca, né? Do disco do Sérgio Mendes, aquela música que chama Fanfarra, que é uma das batucadas mais usadas e sampleadas no mundo todo, etc. A gente já tocou aqui algumas vezes, foi gravada lá no estacionamento desse estúdio. Era uma gravadora, a Poligrã, né?
Poligrã, e tinha os estúdios lá, e aí ele gravou, e o pessoal que estava com ele nessa empreitada, nessa gig, como falam, Arthur Verocay fazendo arranjos, junto com o próprio Tim, e o Miguel Cidras. A gente tinha aí, na bateria, o Paulinho Braga, que tocou com a Elis, no Elis e Tom, tocou com o Milton, depois ficou fixo na banda do nosso querido Tom Jobim, gravava tudo do Tim Mayra,
Paulo Braga. Aí, puxa, sei lá, quem mais aqui? Fazendo Guitarra Elétrica, olha que loucura. Paulinho Guitarra, que tá na fita até hoje. Paulinho Roquete, né? Que é irmão do Renato Roquete, que fez aquela música da Marina. Essa noite eu quero te ter, vem chegando o verão. É o Paulinho Roquete, irmão dele, lá de Niterói, né? Aí os vocais. Tem o Junior Mendes, o Gastão Lamonier, Paulinho Guitarra. Barato, disco festivo. Bom, outro período do Tim,
um pouquinho depois, 79, um álbum chamado Reencontro. A música é... Tatiana, essa é pra sexta-feira, né? O nome da música é Vou Com Gás. Hoje eu tô com gás, gente. Vou correndo pra Minas Gerais. Vamos fugir correndo pras montanhas, né? Fugindo. Vamos lá. Vou Com Gás, Tim Maia, do álbum Reencontro, 79. Mudou o som, já tem um piano novo aí, hein? Mudou o som, hein?
Vou falar disso. Clavinete do Steve Wonder. Aí, aí. Vou com gás pra Minas Gerais, né? Boa tarde. Dá uma apertadinha aí na letra também pra caber no tempo da música, né? Não, mas se você for ver uma nota por sílaba, né? Ou uma sílaba por nota. Vou de volta pra Minas Gerais. Ele fez isso aí, né? Então, nessa música, Tatiana, Nando e Ouvinte, tem uma mudança.
sonora interessante, claro. As técnicas de gravação analógicas, elas evoluíram muito, rapidamente. Mas, claro, nos anos 70, essa velocidade chegou quase no seu auge. Então, você começa a ouvir um disco que é de 72 e ouve um de 77, ou a gente ouve um de 76 e 79. Teve uma virada de som aí. Uma das coisas que caracterizam é que a Yamaha lançou um piano acústico eletrificado, que chama CP70 ou CP80.
Eu conheci esse piano, por sorte, porque a Elis Regina foi para o Japão em julho de 79, e de lá veio, estava saindo naquele momento e chegou aqui. E, claro, outras pessoas, Lincoln Olivetti comprou, todo mundo, os estúdios compraram. Então, essa sonoridade, quando vocês ouvem, depois, se você puder, ouvinte, comparar o Vô com Gás com Batata Frita, você percebe que o som da música mudou, parece que fica mais cristalino em algumas distâncias,
durinha, mais brilhante, e a mudança dos instrumentos. Então, hoje, pegadas musicais com o Tim Maia, a gente viu o álbum de 76, Batata Frita, O Ladrão de Bicicleta e Dança Enquanto É Tempo, e de 79, do álbum Reencontro, Vou Com Gás. A gente já descobriu pra onde, pra Minas Gerais. Muito obrigado. Valeu, João, obrigado a você. Até amanhã. É igualzinho. Não, mas tem várias, não é plágio.
O que eu quero... Tem muitas assim no mundo inteiro. Não é plágio, isso aí é linguagem. Tá bom. Ah, tá bom. É assinatura, né? Tá bom. Beijo. É, alheia. Beijo, beijo. Obrigado, ouvinte. Até amanhã.