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Tensão no Oriente Médio ameaça carne bovina do Brasil

04 de março de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que um levantamento feito pelas empresas exportadoras de carne bovina do Brasil revelou um cenário considerado gravíssimo. Embora o Oriente Médio compre apenas 10% de todo volume de carne de boi vendido pelo Brasil muita carne depende da rota para chegar aos seus principais clientes no exterior. O conflito na região pode impactar de 30% a 40% das exportações brasileiras de carne bovina. Ouça.

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Assuntos5
  • Exportações BrasilVolume total de exportações · Estimativas para 2025 · Dependência de rotas do Oriente Médio · Impacto potencial de 30-40% das exportações
  • Conflito EUA-IrãTensão entre Estados Unidos, Israel e Irã · Impacto nas rotas marítimas · Bloqueio de portos · Duração e resolução do conflito
  • Comércio InternacionalPortos do Oriente Médio como pontos de parada · Rota para Ásia e China · Interrupção de fluxo · Navios aguardando atracação
  • Comércio China-EUAChina como maior cliente de carne bovina · Comprometimento do fluxo para Sudeste Asiático · Volume em risco
  • Custos e análise econômicaTaxa de guerra · Valor por container · Rejeição de contratos · Inviabilidade econômica
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CBN Agro, com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Hora de acordar o campo. Cassiano Ribeiro está chegando com o assunto de hoje, o assunto do dia. E nessa quarta, ele destaca que a tensão no Oriente Médio, o conflito, Estados Unidos, Israel versus Irã, está ameaçando a carne bovina no Brasil. Cassiano, bom dia. Bom dia, Fred. Bom dia, ouvinte.

O presidente da entidade, Roberto Perosa, explicou que a carne bovina do Brasil revelou um cenário considerado gravíssimo. Isso porque, embora o Oriente Médio compre apenas 10% de todo o volume de carne de boi vendido pelo Brasil, muita carne depende daquela rota do Oriente Médio para chegar aos seus principais clientes no exterior. Segundo a ABIEC, Associação Brasileira das Indústrias, esse conflito na região pode impactar de 30% a 40% das exportações brasileiras de carne bovina.

Dificou ontem ao nosso repórter em Brasília, Rafael Wallendorf, que os portos da região são pontos de parada para navios que seguem inclusive para a Ásia e também até de desembarque de cargas que partem dali para outros países, incluindo a China, que é o maior cliente da carne bovina brasileira. O executivo demonstrou grande preocupação com esse cenário e salientou que o dano potencial vai depender do tempo de duração do conflito,

região. As exportações brasileiras de carne bovina estão estimadas em cerca de 3 milhões de toneladas em 2025 e, no limite, o conflito poderia afetar o comércio e transporte de pelo menos 1 milhão de toneladas, segundo Perosa. O volume inclui as exportações para a China e todo o Sudeste Asiático, que seria comprometido. Esse fluxo ficaria comprometido, interrompido, apontou ele. Alguns efeitos já são sentidos. Os navios que transportavam carne brasileira

guardam em alto mar sem poder atracar nos portos do Oriente Médio. E empresas de transporte marítimo também já têm rejeitado contratos para envio de qualquer tipo de carga para essa região. Outras que ainda se arriscam a fazer esse transporte têm cobrado uma taxa extra, chamada de taxa de guerra, de 4 mil dólares por container, o que inviabiliza a exportação, segundo a indústria. Uma situação muito complexa e que ameaça um dos setores mais fortes da economia brasileira, que é a produção de carne bovina.

Outros detalhes dessa matéria do Rafael estão no jornal Valor Econômico de hoje e também no site globorural.com.br. Boa quarta-feira e até amanhã.

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