Episódios de Comentaristas

Venda de remédios em supermercados é aprovada pela Câmara

03 de março de 20266min
0:00 / 6:56
Luis Fernando Correia traz detalhes e restrições do projeto de lei. O texto segue para sanção do presidente Lula. Ouça.

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Assuntos2
  • Medicamentos em SupermercadosAprovação pela Câmara dos Deputados · Restrições e regulamentações · Farmácias dentro de supermercados · Segurança do consumidor · Diferenças com prática internacional · Medicamentos não vendidos em gôndola
  • COVID-19 e seus efeitos duradourosPerda completa do paladar · Perda de sabores específicos (doce, amargo, umami) · Afeção das papilas gustativas · Alterações no sistema nervoso · Persistência de sintomas além de um ano · Impacto nutricional e saúde mental · Casos no Brasil
Transcrição13 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Mamãe e papai que estão ouvindo aí o seu podcast. A promoção Gotinhas Johnson's Baby chegou. Compre cinquenta reais em produtos participantes e ganhe a sua pelúcia surpresa. São seis gotinhas fofas pra chuchu. Consulte o regulamento em www.promo.johnsonsbaby.com.br Com Luiz Fernando Correia. Muito bom dia, doutor Luiz Fernando Correia. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, doutor.

Doutor Luiz Fernando, diz uma palavra para mim aqui, a proposta dessa decisão lá da Câmara dos Deputados, que agora vai para a sanção do presidente, porque a ideia de você ter farmácias dentro de supermercados não é uma ideia, diríamos, nova. Nos Estados Unidos isso já acontece? Já acontece, mas na prática o que acontece lá fora é você ter uma farmácia completa dentro do supermercado, ou seja, uma área separada com o farmacêutico seguindo todas as regras, inclusive muitas vezes com horários de funcionamento diferentes do mercado.

Nada está vendido na gôndola, né? Não, não, não. Na gôndola você tem, perto dessa área, muitas vezes você tem aquelas coisas, cosméticos, enfim, coisas que podem, por legislação, ser vendidas em gôndolas ou em prateleiras, vamos dizer assim. Mas não é colocar junto do arroz e do feijão. Essa é a sensação que é muito ruim, né? É tratar medicação como se fosse arroz e feijão. Não é por aí, cara.

Traz exatamente essa restrição, esse cuidado para que não se tenha isso. Eu estou reforçando isso porque a gente dá a notícia assim, a primeira impressão que a pessoa tem é dizer, então vou chegar no supermercado, está na rôndola lá, pego o remédio e vou embora. Onde é que vai estar o farmacêutico? Não, vai ter o espaço para isso. Aí tem uma discussão de mercado, aí uma outra briga. Mas enfim, estou falando aqui do ponto de vista da segurança do cliente, do cidadão, na compra desses produtos que continuarão tendo todos esses regramentos quando você vai na farmácia.

Vamos lembrar que nos Estados Unidos os medicamentos são vendidos fracionados, ou seja, não tem essa coisa de comprar caixinha. Tem esse detalhe ainda. Medicamentos sob prescrição, ele é separado, ele é fracionado pelo farmacêutico, coloca naquele potinho, todo mundo já viu em filme, e faz um rótulo com o seu nome, quantos comprimidos o médico autorizou você a tomar, e qual é o jeito de tomar o remédio.

E, inclusive, isso é outra discussão enorme, né? Que fica sobra de remédio em casa. Enfim, deixa pra lá. A gente conversa só sobre isso. Vamos sim. Agora, doutor, hoje o nosso assunto é um estudo que o senhor vai nos apresentar sobre Covid longa e perda persistente do paladar. O que esse estudo descobriu? Cássia, um dos sintomas mais característicos da Covid, desde o início da pandemia,

perdeu o olfato e o paladar. Eu posso dar a minha visão pessoal porque eu tive meu olfato bastante afetado quando eu fui infectado lá em 2020. E isso até hoje não voltou 100%. Isso, algumas pessoas, isso retorna, mas para outras pessoas persiste. O meu, por exemplo, meu olfato está alterado há cinco anos. E esse trabalho mostra o seguinte, pacientes que tiveram Covid há mais de um ano,

tiveram. Alguns tiveram a perda completa do paladar, mas outros, principalmente, perdem a capacidade de sentir sabores específicos. Principalmente doce, amargo e um sabor que é chamado de umami, que é o sabor associado a proteínas e alimentos com carnes e caldos. Então, o pesquisador foi tentar descobrir por que acontece isso. Parece que o vírus da Covid afeta células específicas na língua capazes de detectar esses sabores. Algumas papilas gustativas específicas são afetadas.

Mas o mais interessante é o seguinte, mesmo depois de um ano, quando os pesquisadores olharam as estruturas, ou seja, as papilas lustativas, elas estavam normais. Então o problema é que não é que o vírus destrói o sistema que capta o paladar, é na verdade como é que funcionam essas células, ou ainda mais, como é que o cérebro interpreta esses sinais. Você não tem mais vírus presente no organismo, mas as alterações persistem por anos.

é que a infecção pelo vírus da COVID provoca alterações no sistema nervoso, ou seja, na conexão entre essas células e o cérebro para transmitir a informação. E se a gente fizer a conta no Brasil, Cássia, isso é uma enorme relevância. Foram mais de 38 milhões de casos de infecção e milhões de brasileiros podem estar com essas alterações. Isso é importante. Isso parece uma coisa simples do dia a dia, mas, por exemplo,

a nutrição dele, o que ele aceita para se alimentar, levando até a problemas de desnutrição, perda de massa muscular, afeta a saúde mental de algumas pessoas que perdem o gosto de comer e aí complicam, ficam com uma relação complexa com a comida e aí fica difícil. Então, é para a gente entender que o vírus da Covid deixou marcas, não só marcas no nosso dia a dia, como é que a gente encara a vida, mas ele continua circulando, isso é importante,

em outras, cada hora com uma cepa nova. Mas ele tem essa capacidade, sim, de além de outras alterações de longo prazo, alterar o paladar e, muitas vezes, o olfato também. E, pelo que tudo indica, é uma coisa que funciona na ligação entre as células que recebem essa informação e seriam responsáveis por transmitir essa informação para o cérebro e o próprio cérebro humano. Muito obrigado, doutor Luiz Fernando Correia.

Bom dia para você, Milton, Cassi e para todos os ouvintes. Até amanhã, doutor. Até amanhã.

Venda de remédios em supermercados é aprovada pela Câmara | Castnews Index — Castnews Index