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Economia brasileira desacelerou no 2º semestre por causa dos juros altos

03 de março de 20267min
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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, alcançando R$ 12,7 trilhões. Segundo Carlos Alberto Sardenberg, o crescimento no quarto trimestre foi fraco, refletindo em grande parte o impacto da alta taxa de juros.

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Assuntos9
  • Desaceleracao EconomicaCrescimento de 0,1% no Q4 · Fraco desempenho trimestral · Impacto dos juros altos · Expectativa antecipada
  • Problemas Estruturais do IBGEPIB anual de 2,3% · PIB em R$ 12,7 trilhões · Evolução trimestral · Comparação com anos anteriores
  • JurosJuros elevados · Objetivo de controlar inflação · Impacto na economia · Política monetária
  • Setor AgropecuárioCrescimento de 11,7% do agro · Ganhos de produtividade · Safra no começo do ano · Único setor acima da média
  • Investimentos FinanceirosQueda de 3,5% no Q4 · Investimento público e privado · Formação bruta de capital de 2,9% · Nível muito baixo comparado ao necessário
  • PIBCrescimento de 1,9% do PIB per capita · País de renda média · Aspiração de enriquecimento · Crescimento abaixo da média mundial
  • Delação Premiada INSSPoupança de 14,4% do PIB · Nível insuficiente · Comparação com países de renda média
  • Importações em altaCrescimento das importações · Impacto na balança comercial · Movimento forte de importações
  • Idade e Saúde de CandidatosExpectativa de melhora no 1º trimestre · Retorno da produção agrícola · Impacto esperado no PIB
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aberta. Carlos Alberto Sardenberg. Muito bom dia pra você, Carlos Alberto Sardenberg. Muito bom dia, Milton, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Carlos Alberto. PIB do Brasil cresceu, portanto, 2,3% no ano de 2025. Quero ouvir sua análise. Bom, considerando aí já dados os números aí apresentados pelo Federico Goulart, a gente pode fazer aqui algumas observações sobre a composição desse produto interno bruto do ano passado.

E, sobretudo, também no quarto trimestre de 2025. Foi um quarto trimestre muito fraco. O crescimento da economia brasileira nesse quarto trimestre foi de apenas 0,1%. Igual ao crescimento do terceiro trimestre. Para resumir, a economia brasileira veio desacelerando de maneira acentuada ao longo do ano.

de 1,5%. No segundo trimestre caiu para 0,3% de crescimento e no terceiro e no quarto repetiu-se o número de 0,1% de crescimento. Essa desaceleração do quarto trimestre era amplamente esperada tanto dentro do governo quanto pelos analistas de fora do governo.

juros bastante elevadas, cujo objetivo da taxa de juros é justamente desacelerar a economia e derrubar a inflação, fenômeno que está em andamento. A inflação está caindo e a economia, na medida em que a economia vai se desacelerando. Mas a composição do índice Milton Kassel, Vites, ele mostra também alguns problemas sérios, graves e que não são momentâneos, não são de agora.

da economia brasileira. Por exemplo, a economia está sendo puxada pelo agro. O agro cresceu 11,7% do ano passado e manteve... O momento forte do agro é no começo do ano, quando as safras são vendidas, são colindas e vendidas. Então, o momento forte do agro é sempre no começo do ano. Mas, mesmo assim, ele vem puxando o PIB brasileiro,

ao longo de todo o período. Quer dizer, veja só, o PIB brasileiro, na média dos diversos setores, cresceu 2,3% no ano passado. E a agricultura, o agronegócio, cresceu 11,7%. Aliás, o agro, com esse crescimento, foi o único dos setores que cresceu acima da média. A indústria cresceu 1,4%, o setor de serviços cresceu 1,8%.

claramente ficaram valores abaixo dos 2,3, que é o valor médio, e mostra como o crescimento vem sendo puxado pelo agro no Brasil, que é o único setor da economia que tem mostrado ganhos de produtividade, ganhos de eficiência, aumento de produção sem aumento de área plantada ou cultivada. Enfim, é o setor mais forte, tanto da economia quanto, por exemplo, das exportações.

brasileiras. E pegando por outros dois itens extremamente importantes, o investimento, o investimento no país. Os investimentos caíram no quarto trimestre. Houve uma queda forte nos investimentos no quarto trimestre. Aqui é investimento público e privado. Uma queda forte de 3,5% no quarto trimestre, mostrando uma desaceleração muito grande. E no conjunto do ano, a formação bruta de capital, quer dizer, o investimento,

foi de 2,9%. É muito, muito baixo. Devia ser várias vezes acima desse valor. E o investimento, no caso do Brasil, um país como o Brasil, devia ser 14%, 15% do PIB e está tendo um crescimento muito baixo. O consumo das famílias também ficou abaixo da média. O consumo das famílias do ano que vem, do ano passado, cresceu 1,3% contra 2,3%

a média geral do produto, confirmando mais uma vez que o produto continua sendo puxado pelo agro. E nós tivemos um movimento forte de importações. As importações cresceram e, finalmente, para não aborrecer muito o vídeo com essa quantidade de dados, a poupança do Brasil foi de 14,4% do PIB, que também é muito baixa. Um país de renda média,

que precisa crescer aceleradamente, precisa ter uma poupança mais perto dos 24%, 25% do PIB. Então, nós temos aí o resumo geral dessa ópera. Uma economia fortemente desacelerada no quarto trimestre do ano passado e desacelerada também no conjunto do ano. Ela veio bem abaixo dos anos anteriores.

de 2026, a expectativa é de melhora em relação à média do ano passado. Porque, de novo, agora, no primeiro trimestre desse ano, de novo entra a produção agropecuária e que deve dar uma puxada no PIB, como costuma fazer. Mas o resultado da economia é um resultado baixo, um PIB de crescimento baixo. E, finalmente, quando você olha aquele crescimento do PIB per capita,

dividida pela população, cresceu apenas 1,9%. O Brasil é um país de renda média, que aspira a ser um país rico, e para isso ele precisa ter um crescimento da renda per capita acima da média mundial, e isso não está ocorrendo. O Brasil precisa crescer mais do que os outros, e ter uma renda maior do que os outros, o crescimento da renda maior do que os outros, e isso não está acontecendo. Esse aí é o resumo da ópera, Milton.

Muito obrigado, Sardenberg, por nos ajudar a entender todos esses números e as tabelas que foram divulgadas agora pelo IBGE. Muito obrigado, bom dia, até logo mais meio-dia. Até logo mais no meio-dia. Até mais. Até mais tarde.

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