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Governo prepara primeiro grande leilão para contratar baterias gigantes de armazenamento de energia no Brasil

03 de março de 20265min
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Rosana Jatobá fala sobre uma boa notícia no setor de eletricidade: o governo está preparando o primeiro grande leilão para contratar baterias gigantes no Brasil. A comentarista explica que os aparelhos possuem uma capacidade tão grande de armazenamento de energia que é como se juntassemos 160 milhões de pilhas usadas em controle remoto.

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Assuntos7
  • Baterias de SodioPrimeiro grande leilão brasileiro · Capacidade de armazenamento · Dimensões das baterias · Contratação de 2 gigawatts · Previsão para abril
  • Consumo energético e eficiênciaFuncionamento das baterias gigantes · Capacidade de armazenamento (160 milhões de pilhas equivalentes) · Solução para energia intermitente · Equilíbrio entre oferta e demanda
  • Transicao EnergeticaRedução de energia térmica poluente · Energia limpa e renovável · Menor dependência de combustível fóssil · Salto de qualidade no setor energético
  • Problema de sobrecarga da rede elétricaGeração excessiva de energia solar e eólica · Impossibilidade de absorção pela rede · Risco de apagão · Necessidade de corte de geração · Distorções no sistema elétrico
  • Estabilidade e confiabilidade da redeSistema mais estável e moderno · Menor vulnerabilidade · Redução de apagões · Transformação de energia intermitente em energia de confiança
  • Investimentos FinanceirosProjetos prontos no país (18 gigawatts) · Interesse de empresas internacionais (Tesla) · Empresas chinesas (BYD) · Grupos nacionais investindo · Segurança regulatória atraindo investidores
  • Tarifas de EnergiaCustos iniciais elevados · Redução a longo prazo · Menor desperdício · Pressão tarifária reduzida
Transcrição9 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

E aí, Rosana? Oi, Sardenberg. Boa tarde para você, para a casa e para os nossos ouvintes. Boa tarde, Rosana. Você vai nos contar como é que é esse primeiro grande leilão para contratar baterias gigantes no Brasil, Rosana? Sardenberg são as baterias conhecidas como BESS. Elas são gigantescas mesmo, podem ocupar uma área equivalente a três campos de futebol. E elas armazenam, são enormes, é uma loucura.

160 milhões de pilhas dessas que a gente usa no controle remoto. Imaginou aí a enormidade? Nossa, muita coisa. Né? E esse leilão anunciado aí pelo governo, ele é muito bem-vindo, porque vai ajudar a equilibrar o sistema elétrico no Brasil, que está cheio de distorções. O que é que acontece hoje? A gente está gerando cada vez mais energia solar e eólica, principalmente no Nordeste, e quando o sol está forte, o vento está soprando bem, a geração é tão alta que o sistema

não consegue absorver tudo. E aí precisa cortar a geração dessa energia. Se não cortar, é pior. Porque se entra energia demais na rede, a frequência sobe, os equipamentos começam a operar fora do padrão e pode ocorrer até um apagão. Ou seja, um colapso da rede por causa da sobrecarga. Agora, quando você tem um sistema de armazenamento de energia, você consegue guardar essa eletricidade que sobra para usar quando for necessário, naquela hora em que a demanda cresce.

Isso normalmente acontece à noite ou nos horários de pico. Então, essas baterias, elas chegam para acabar com desperdício de energia e para alcançar o maior equilíbrio entre oferta e demanda. Tem uma outra questão muito importante aí nesse caso. Quando a gente não consegue gerar energia solar ou eólica, por falta de sol ou vento, a gente precisa acionar as usinas térmicas, que são mais caras e muito mais poluentes, porque são movidas a combustível fóssil. Com o armazenamento por meio das baterias,

a gente consegue reduzir essa dependência das térmicas. Então, resumindo, as baterias representam um salto de qualidade na transição energética. O sistema fica mais limpo, mais estável, menos vulnerável às oscilações, sem desperdício e mais preparado, então, para evitar os apagões. Elas ajudam a transformar a energia intermitente, que a gente tem, em energia confiável. Tudo isso que os investidores e os fabricantes internacionais precisam. Então, com esse leilão aí, a gente está dizendo,

para o mundo, olha, pode vir para o Brasil com projetos de longo prazo, venham movimentar bilhões de reais que existem com relação a isso, segurança regulatória por aqui. Agora, Rosana, tem a história do sistema ficar mais estável, mais moderno, de a gente conseguir gerir energia, mesmo que seja muita energia, mas no fim das contas, tenho certeza que quem está nos ouvindo em casa está pensando assim, e a conta de luz vai ficar mais barata? É, e eu com isso, né?

não vai ficar mais barata, não. E mais caro. É, porque você tem o peso dos investimentos, né, Sardenberg? São investimentos realmente enormes. Só que no médio e no longo prazo, dá sim para baixar a conta de energia, porque quanto menos desperdício e menos acionamento da energia térmica, essa poluente, menor a pressão tarifária. E olha, tem mais um aspecto aí, o mercado brasileiro, gente, já está preparado. Esse leilão, ele deve contratar 2 gigawatts.

Mas já existem projetos de baterias aqui no país, somando cerca de 18 gigawatts. Projetos prontos, ou então em fase de registro. Projetos de cerca de 18. Então, é uma grande diferença. Não é à toa que gigantes como a Tesla e empresas chinesas como o BYD, além de grandes grupos nacionais, estão de olho nesse mercado de armazenamento de bateria. Estão dispostos a investir bastante. Então, vamos esperar para ver. Esse leilão está previsto para o mês de abril.

dentro do programa de leilão de reserva de capacidade. De acordo com os especialistas, tem tudo para ser um sucesso. Gostou da novidade, Sardenberg? Obrigado? Sim, claro. Rosana Jatová. Obrigado, Rosana. Até. Um beijo para vocês dois e até quinta.