Relatório inédito de crítico inglês dá 95 pontos a vinhos brasileiros
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- Economia brasileira em 2026Relatório de Tim Atkin · Avaliação de 215 rótulos brasileiros · Pontuação de 95 pontos · Reconhecimento internacional de vinhos brasileiros · Posicionamento do Brasil como produtor competitivo
- Vinhos e EnologiaTinto custo-benefício: Cerro da Cruza Semblagem 2022 · Branco custo-benefício: Chardo-Nédio Pinto Bandeira 2025 Aurora · Rosé custo-benefício: Tana Rosé 2024 Nova Aliança · Espumante custo-benefício · Faixa de preço acessível
- Critica e Analise de MidiaTim Atkin e Master of Life · Patricia Tapia e Descorchados · Metodologia de avaliação de vinhos · Relatórios anuais por região/país · Uso de degustadores colaboradores
- Distribuição geográfica e demográficaVinhos do Sul do Brasil · Vinhos da região da Cerrada Mantiqueira · Vinhos do Nordeste · Cobertura multi-regional · Diversidade de produtores brasileiros
- Prêmios e categorias do relatórioVinho branco do ano · Vinho rosé do ano · 12 categorias no pódio · Avaliação por estilo e características · Reconhecimento diferenciado
Momento do Brinde, com Suzana Parelli. Suzana? Boa tarde, Cássia Sadenberg, ouvintes. Suzana, nós vamos falar aqui do Brasil Special Report 2026, relatório sobre vinhos brasileiros. Exatamente. Esse relatório, ele foi feito... Por que eu estou chamando a atenção? Ele foi feito por um crítico inglês que se chama Tim Atkin. Ele é um Master of Wine. Master of Wine é aquele título super...
cobiçado no mundo do vinho, ele é inglês, né? E ele, pela primeira vez, decidiu avaliar os vinhos brasileiros. Ele tem esse reporte que ele publica há bastante tempo, ele faz reportes anuais, começou com a África do Sul, faz bastante, ele publica bastante Espanha, Chile, Argentina. E nesse relatório, o que ele faz? Ele faz um panorama do setor do vinho, da região ou do país que ele está avaliando e pontua notas, né?
e aí o que aconteceu? Ele veio para o Brasil finalmente, depois de fazer há algum tempo já Chile e Argentina. Na verdade, não é ele que faz, ele colocou uma pessoa que trabalha com ele, que é uma uruguaia, que chama Gabi Zimmer, que ela trabalha com ele desde 2021. Isso é usual acontecer, por exemplo, ele tem outros degustadores que fazem outros desses guias, desses reportes para ele, e o próprio Robert Park, por exemplo,
de crítico da atualidade. Continua saindo Wine Advocate, que é a revista dele. As pessoas colocam lá o RP de Robert Park, mas são outras pessoas que degustam. O importante aqui é que é um report assinado por um crítico europeu olhando os vinhos brasileiros. Foram degustados 215 vinhos de todas as regiões. Então, assim, ele traz desde vinho lá do sul, traz vinhos aqui dessa Poda Invertida, Serra da Mantiqueira,
essa região, e traz também vinhos do Nordeste. E é o que eles chamam atenção, eles colocam bem claro no relatório, assim, que está na hora das pessoas, dos consumidores, pararem de ver o Brasil só como um destino para os vinhos europeus que são importados para cá, mas também como um player, como um competidor no mercado de vinho, no mercado de produtor de vinho. Isso para o Brasil é muito, muito importante. E aí eu vou citar para você o que ele fez.
mas ele tem alguns destaques. Para quatro vinhos, ele deu 95 pontos numa escala de até 100 pontos, que é uma pontuação bem alta. São eles, o DNA 99, da safra de 2022, que a Pisato faz lá no sul. Aí tem outro que se chama Merlot Barricas 2022, da Bercano, também lá no sul. E dois espumantes, que é o Bland Noir Brute 2021, da Cave Geise, e o Ouro Extra Brute, da Dom Giovanni.
são todos lá da região do sul. Além disso, ele dá prêmios para os enólogos brasileiros. Então, o enólogo da Valduga, que é o Daniel Dalavalle, ele foi eleito enólogo do ano. O Eduardo Stracher, que é da Cata Terroirs, que é um cara lá de Santa Catarina, que tem feito vinhos bem legais, foi eleito como jovem enólogo do ano. E o Flávio Pisato, da Pisato, como enólogo lendário. E aí, assim, ele vai dando, dá notas mais altas,
Tem o Vinho Branco do Ano, o Vinho Rosé do Ano, são 12 destaques no pódio. E esse relatório foi divulgado semana passada, traz esse panorama do vinho brasileiro e eu acho que a gente tem que comemorar que tem europeus olhando para o nosso mercado. Eu fui anotando aqui, eu perdi só o Merlot, o segundo que você falou. O segundo dos tintos é o Merlot Barricas. Merlot Barricas. 2022, de uma vinícola que chama Bercando.
É com K, é B-E-R-K-A-N-O. Um pouquinho mais acessível que o DNA 99 da Pisato, né? É, eu não vi preço, mas é. Agora, se você quiser destacar para os ouvintes que é legal, ele tem assim, por exemplo, porque esses foram a nota mais alta, que é 95 pontos. Mas ele pôs, por exemplo, como tinto custo-benefício do ano, um vinho da Nova Aliança, aquela do Sul, que chama Serro da Cruz Assemblagem 2022.
custo-benefício. Ele tem um branco custo-benefício do ano, que é o Chardonnay de Pinto Bandeira 2025 da Aurora. Tem um Rosé custo-benefício do ano, que é o Taná Rosé 2024, também da Nova Aliança. E o espumante custo-benefício do ano, que é o Salton Ouro Brute. Eu não fiz a lição de casa de pegar o preço desses vinhos, mas são vinhos que eu acho que não ultrapassam cem reais. Muito bom. O que você viu aí, Cássia?
Cruz, Assemblagem, achei outros, outros deles, mas o Assemblagem aqui eu não achei. O DNA 99 você achou? O DNA 99 eu achei, é um pouco mais carinho, assim, cerca de quatrocentos reais e o Merlot Barricas Bercano, esse mais acessível, cerca de duzentos reais um pouco pra menos aí em alguns lugares. Tá certo. E esse de custo-benefício a gente vê depois. Isso. Aí a gente acha todos, vamos, vamos, você falou de, eu não peguei o Rosé, o custo-benefício. O Rosé,
Rosé 2024, da Nova Aliança. Tá na Rosé 2024, Nova Aliança. Vamos ver o que que aparece aqui pra gente. Na comparação de preço. Olha aí, tem menos de setenta reais, dá pra achar. Esses custos-benefício, eles não são vinhos caros, não. Nenhum custa cem reais, com certeza. Olha aí. Bacana, vou procurar. São boas dicas, né? E frisando que a gente tem um cara de fora olhando aqui, pontuando o vinho brasileiro.
E para não falar que ele é o único, tem um crítico chileno que faz um guia que chama Descorchados, que é o Patrício Tápia, que ele também avalia vinho brasileiro. Ele começou com espumantes em 2015 e hoje em dia avalia brancos, tintos, espumantes, rosês e tudo mais. Mas é europeu, tinha acho que quem está fazendo esse trabalho aí, que eu acho que para o Brasil exportar vai ser uma coisa legal. Muito bom. Tá certo. Suzana Marelli, obrigado Suzana. Até quinta-feira. Até quinta.
Até mais.