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Sedentarismo é responsável por 10% das complicações graves do diabetes

03 de março de 20268min
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O médico Luis Fernando Correia fala sobre a relação entre o sedentarismo e diabetes.

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Assuntos7
  • Saúde e Bem-estarImpacto do sedentarismo nas complicações · 10% das complicações graves atribuíveis à falta de atividade física · Prevalência de sedentarismo em diabéticos brasileiros · Mecanismos de ação da atividade física
  • Mecanismos de ação e funcionamentoSensibilidade à insulina · Funcionamento celular · Redução de inflamação · Controle de glicose no sangue · Proteção vascular
  • DiabetesDoença cardiovascular · Retinopatia diabética · Insuficiência renal · Problemas vasculares periféricos · Amputações · Infarto
  • Recomendacoes Atividade FisicaCaminhada 30 minutos diários · 150 minutos semanais de atividade moderada · Frequência recomendada (5 vezes por semana) · Exercício físico em pequenos blocos (snacks de exercício) · Adaptação individual
  • Política e GovernoInfraestrutura urbana para atividade física · Iluminação em espaços públicos · Segurança em áreas de caminhada · Responsabilidade de secretarias de saúde · Acesso a locais para exercício
  • Integração de Exercício no CotidianoUso de escadas · Caminhada no deslocamento urbano · Redução de uso de transporte · Snacks de exercício · Mudança de hábitos
  • Saude e condicao fisicaDisposição física · Humor e bem-estar · Impacto na saúde mental · Qualidade de vida
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Saúde em Foco. Com Luiz Fernando Correia. Oferecimento. Você luta pela sua saúde. A gente também. Alice. Plano de saúde como deve ser. Oi, doutor. Boa tarde. Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, ouvintes. A gente vai falar sobre diabetes hoje e a relação do sedentarismo com a doença. É um fator agravante, né, doutor? Isso mesmo. O sedentarismo é responsável por 10%, ou seja, 1 em cada 10.

das complicações graves do diabetes. Vamos lembrar que no Brasil são mais de 16 milhões de brasileiros convivendo com essa doença, que é uma das principais causas de infarto do coração, acidente vascular cerebral, cegueira, insuficiência renal e também problemas vasculares que podem levar até a amputação. E aí agora feito um estudo internacional grande que mostra o seguinte, parte significativa, pelo menos 10% dessas complicações,

Dida simples, atividade física regular. Foram mais de 2 milhões de pessoas com diabetes em vários países que foram acompanhadas e os dados foram analisados e mostrou isso. 10% dos casos de acidente vascular em pacientes com diabetes estão diretamente atribuíveis à falta de atividade física. 10% também dos casos de retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira, também estão ligados ao sedentarismo.

evitados, Tatiana, se esses pacientes fossem fisicamente ativos. Ou seja, na prática, 10% das complicações graves poderiam ser prevenidas com atividade física adequada. O que é isso? A atividade física melhora sem... Oi? Parece que estão passando um fax no meio da nossa conversa. Não sei se o senhor está ouvindo uma interferência ou só a gente aqui, o nosso ouvinte? Só vocês aqui. Tá bom, então vamos voltar. Desculpa. Eu achei que estava realmente

prejudicando a nossa compreensão do que o senhor estava dizendo, sabe? Desculpa, pode retomar. Não, que isso. Então, eu estava dizendo que, mostrando que 10% das complicações graves do diabetes, como a V6, a V6 cardíaca, retinopatia diabética, ou seja, a lesão que leva à cegueira, podiam ser prevenidas com atividade física. Isso porque a atividade física, nas nossas células, ela melhora a sensibilidade à insulina.

que abre uma porta da célula para a glicose entrar, para o açúcar entrar, a fonte de energia das nossas células. Então, a atividade física melhora o funcionamento dessa fechadura, então a insulina abre essa porta para a glicose, isso faz a glicose no sangue que está circulando diminuir, reduz a inflamação, o que a gente sabe que a presença de glicose em excesso circulando no sangue da gente pelo corpo todo induz processos inflamatórios,

sanguíneos. E aí, o que acontece? O sedentarismo, ele leva o organismo para o estado de funcionamento metabólico que favorece o dano das artérias. E é justamente o dano dessas artérias que causa as complicações mais graves. As pessoas com diabetes ficam cegas porque as artérias da retina são lesadas e aí você não consegue enxergar mais. As pessoas fazem lesão periféricas, que a gente chama, nos membros, principalmente membros inferiores,

levando a amputações, porque essas artérias estão lesadas. Isso acontece também nas pequenas artérias e dentro do coração. Fazem o coração ficar mais fraco e as pessoas terem insuficiência cardíaca. E volto a dizer, um país com 16 milhões de pessoas com diabetes, 60% são sedentários. Então, esses 60% das pessoas têm um risco maior de infarto, ABC, cegueira, coisas que podiam ser prevenidas com esquemas de atividade física,

organizada. Que tipo de esquema, doutor? Porque quando a gente fala atividade física, duas vezes por semana, três vezes por semana, todos os dias, depende da idade, depende do gênero, depende de outros fatores. Verdade. Mas olha só, caminhar 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, já reduz significativamente o risco de complicações, Tatiana. Então, não precisa ser nada lógico que o ideal é que a gente tenha não só para a prevenção das complicações do diabetes, mas só para a prevenção

doenças cardiovasculares em geral, inclusive para câncer e tudo mais, que a gente faça os 150 minutos de atividade física moderada, intensa, todas as semanas. Isso seria o ideal. Mas olha só, 30 minutos por dia, 5 vezes, dá 150 minutos por semana. E caminhada. Caminhada é um exercício que, a não ser que a pessoa tenha uma limitação ortopédica muito importante, ou já tenha uma doença séria, é uma coisa bastante natural e razoável de se fazer.

Para se deslocar pela cidade, inclusive, dependendo da cidade onde o nosso ouvinte está. Essa é uma das questões. A gente precisa trabalhar junto. Quando eu digo que isso é uma questão de saúde pública, falando aqui, 16 milhões de pessoas com doença, com uma doença que pode ser diminuída, as complicações com exercício, nossos prefeitos, nossos secretários de saúde tinham que brigar para que nas suas cidades você tivesse condições de caminhar,

exercício físico, com segurança, com iluminação, ou mesmo as coisas mais simples. Se as pessoas pudessem, por exemplo, descer da condução um ponto antes, perto do seu trabalho, sem ter que se preocupar com segurança, só isso você já conseguiria um tempinho para fazer exercício. E quando eu falo dos 30 minutos, ah, tudo bem, não consigo fazer isso organizadamente, meia hora certinho. Tudo bem. A gente já comentou aqui também, faz o que já se entende hoje em dia, como

exercício físico como se fossem lanchinhos, né? Como se fossem snacks. Você vai, faz um pouco de exercício, chegou no prédio de trabalho, consegue, tem acesso, pode subir de escada. Vê se consegue, né? Sim, sim. Dependendo da distância, faça isso. Na hora de voltar pra descer pra pegar a condução, mesma coisa. Consegue, ah, é seguro o suficiente, eu posso caminhar, em vez de pegar no ponto mais perto, eu posso pegar no próximo? Caminha um pouquinho, né?

É fácil, é simples de falar e não é tão fácil de fazer, né? Sim, sem dúvida. Mudança de hábito de vida, né, Tatiana? Claro, claro, sem dúvida nenhuma. E faz diferença, né? Como faz diferença na nossa disposição, enfim, na prevenção de tudo isso que o doutor está contando. Mas na nossa disposição, no nosso humor, né? Muda o dia, às vezes, um exercicinho de manhã antes da coisa começar, né? Antes do turbilhão da vida começar. Doutor Luiz Fernando está conosco toda terça e quinta.

em Saúde em Foco. Obrigada, doutor. Até quinta-feira. Até quinta, Tatiana. Até quinta, ouvintes.