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Fechamento do Estreito de Hormuz provoca pânico global e derruba mercados

03 de março de 20263min
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O fechamento do Estreito de Hormuz pelo Irã desencadeou uma forte onda de pânico nos mercados globais, com disparada do petróleo e volatilidade em ativos como o ouro.

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Assuntos7
  • Estreito de OrmuzBloqueio pelo Irã · Impacto no comércio global · Rotas de transporte marítimo · Tensão geopolítica
  • Preços de Combustíveis e PetróleoAlta de preços · Pressão inflacionária · Impacto nos custos de transporte · Reação de mercado
  • Mercado FinanceiroPânico nos mercados · Volatilidade de ativos · Reação internacional · Fuga de capitais
  • JurosExpectativa de cortes · Rendimentos de títulos · Impacto global
  • Inflação e Política MonetáriaPressão inflacionária · Aumento de custos · Repasse de preços · Impacto ao consumidor
  • Resolucao de ConflitosPrevisões de Trump · Horizonte temporal · Impacto na incerteza de mercado
  • Ouro como ativo de investimentoMovimento de preços · Volatilidade · Fuga para segurança
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Gustavo Ferreira, muito boa tarde. Tudo bem? Boa tarde, Débora. Boa tarde, ouvintes. Tudo bem com você? Tudo certo. O Gustavo chegou aqui ao estúdio e eu perguntei a ele, como é que está? Tudo bem? Ele falou um caos. A ficha do mercado está caindo agora, Gustavo? Pois é, Débora. Só o tempo vai dizer se ontem o mercado estava minimizando a guerra no Oriente Médio ou se hoje as coisas foram superdimensionadas. Fato é que hoje uma onda de pânico passou pelo mercado global,

pelo Irã, o petróleo seguiu em disparada, até deu uma desacelerada no fim do dia, mas desde a última sexta-feira o rali já é de 14%. Como efeito, o ouro, que chegou a subir 3% ontem, hoje caiu na mesma medida. Essa correção do ouro aconteceu sob riscos inflacionários, não só os preços de combustíveis tendem a subir no mundo todo por causa do petróleo, o aumento dos custos de transporte deve ser repassado para uma série de produtos,

E disso, uma grande sorte de itens agrícolas passa ou passava pelo estreito de Hormuz. Resultado, se antes da guerra já pareciam mais distantes os cortes de juros nos Estados Unidos, hoje parecem totalmente fora de questão e não só nos Estados Unidos. Com o salto dos rendimentos dos títulos americanos, dólares que desembarcavam em outros países, vão dando meia volta voltando para os Estados Unidos. A moeda americana ficou mais escassa e mais cara em todos os países do mundo.

Hoje, aqui no Brasil, o câmbio chegou a subir 3% no auge do dia. No fim do dia, hoje, uma alta de quase 2% aos R$ 5,26. E o Brasil, com isso, é a pergunta do ouvinte. A queda da Selic, que ontem perigava ser menor de março para frente, agora periga subir no telhado. Periga que não tenhamos queda de juros, assim sendo taxas de títulos brasileiros.

A Bolsa chegou a cair quase 5% hoje nessa reta final do pregão, sobretudo com ações mais sensíveis a juros, catando o cavaco. A queda do Ibovespa, nesse momento, a 5,38% está na ordem dos 3%, Débora. Temos 15 dias até a reunião do Copom para saber como é que vai ficar a nossa taxa de juros, como é que vai ficar a Selic e qual vai ser o impacto dessa guerra.

Então, talvez o Banco Central, por precaução, segure o passo aí, né, Débora? A ver. Obrigada, Gustavo Ferreira, que está aqui conosco no estúdio para trazer as informações sobre o mercado. Gustavo, que é editor e assistente do Valor Invest. Até amanhã. Até amanhã e hoje, sempre, convido a acessarem o valorinvest.com.