'Nikolas Ferreira tem sim de responder pelas relações que tinha com Daniel Vorcaro'
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- Sigilo Lulinha CPMI INSSDecisão de Alcolumbre mantendo a quebra de sigilo · Rejeição do pedido de anulação apresentado pelo PT · Confirmação da validade da votação na CPMI · Análise técnica da Advocacia do Senado · Contagem de votos e presença de quórum · Investigação de Lulinha como destinatário indireto de repasses do esquema do Banco Master · Impacto político para a campanha de reeleição de Lula · Recados de Alcolumbre de insatisfação com o governo
- Convocação de Nikolas Ferreira na CPMI do INSSRequerimento de Rogério Correia para convocação e quebra de sigilo · Uso de jatinho de Daniel Vorcaro durante campanha de 2022 · Caravana 'Juventude pelo Brasil' liderada por Nikolas e pastor Guilherme Batista · Deslocamentos para capitais do Nordeste · Justificativa de Nikolas sobre desconhecimento do proprietário do avião · Relações políticas com Daniel Vorcaro e interesses em Minas Gerais · Tráfico de influência e rede de lobby do Master · Resposta de Clay Rodrigues minimizando o caso
- Tensao Alcolumbre-Governo LulaPressão por meio de decisões judiciais contra o governo · Recado sobre investigações do Banco Master · Preocupação com avanço de investigações sobre o Master · Descontentamento com negociações políticas · Falta de atendimento ao Congresso · Interesse em apoio para eleições em seu estado · Demonstração de que está descontente e mandando recados
- Investigação e DelaçãoTransformação do filho do presidente em protagonista da CPMI · Discurso da oposição de que filho do presidente 'roubou aposentados' · Impacto político na campanha de reeleição · Voos e hotéis pagos por Careca do INSS · Viagem a Portugal · Investigações da Polícia Federal sobre conexões · Dano político à imagem do presidente
- Votação do fim da escala 6 por 1 no CongressoProposta como bandeira principal do governo Lula · Deputado Reginaldo Lopes (PT) trabalhando para votação em maio · Pressão de partidos da oposição para adiar para após eleições · Arthur Lira prioritizando a votação · Pressão de entidades empresariais ligadas a bancadas poderosas · Disposição de Lira de manter PEC de Erika Rilton como prioridade · Possibilidade de governo enviar projeto de lei com urgência
- Banco MasterEscândalo bilionário do banco · Operações de altíssimo risco sem lastro · Fraude bilionária · Rede de lobby e influência de Daniel Vorcaro · Transações com entidades de previdência de vários estados · Negócios com o BRB · Tentativas de evitar decisões do Banco Central
- Manifestação empresarial contra fim da escala 6 por 1Manifesto assinado por representantes de diversos setores produtivos · Indústria, comércio, agronegócio e serviços contra mudança · Entrega do documento ao presidente do Senado e do Congresso · Defesa de mudança ligada ao aumento da produtividade · Respeito às diferenças de cada área · Negociações coletivas para definição de novas regras · Posição de Ricardo Alban da CNI contra disputas de narrativas
- Debates GeraisProposta de redução de 19 para 16 anos · Posição do relator Pinheiro sendo sensível ao tema · Comprometimento de conversar com bancadas para avaliar retirada · Afirmação do relator sobre flexibilidade na democracia · Resposta do líder do União Brasil Pedro Lucas mantendo posição · Debate sobre tema divisivo e ideológico · Questão de evidências científicas vs ideologia
- CPMI do INSSPedido de prorrogação por mais 60 dias · Encerramento previsto para fim do mês · Interesse de Alcolumbre em manter a comissão aberta · Possíveis investigações de aliados do presidente do Senado · Ligação de aliado de Alcolumbre com entidade de previdência do Amapá · Relações com operações do Banco Master
- Votação da PEC de Segurança Pública no CongressoVotação prevista para a manhã · Possibilidade de adiamento para quinta-feira · Reunião entre presidente da Câmara e secretário de segurança · Discussão sobre tributações destinadas a segurança pública · Possível desvio de recursos para outra finalidade
- Jornada de TrabalhoAumento de 22% nos custos das empresas · Maior impacto em empresas de pequeno e médio porte · Possível geração de desemprego · Repasse de custos para o consumidor · Pesquisa do economista José Pastore sobre impactos · Previsão de aumento de gastos na ordem de 22% para quem emprega
- Política e GovernoPermanência de Alexandre Padilha no Ministério da Saúde · Permanência de Guilherme Bolos na Secretaria · Não desincompatibilização de ministros importantes · Importância de apoio de ministros em palanques · Necessidade de candidato competitivo contra Tarcísio de Freitas · Perfil bolsonarista do eleitorado paulista
Magalhães, hoje eu vou ter que te dar boa tarde, desculpa, porque o sol está aqui batendo na minha cara, brilhando em São Paulo, tudo bem? Tudo bom, Débora, e olha que a gente nem tem horário de verão, mas hoje realmente o sol demorou, de manhã não estava esse sol não, mas quando saiu, saiu com força. Boa tarde, boa noite para você e para todo mundo.
a Brasília. O Igor Cardin tem mais detalhes sobre a decisão de Davi Alcolumbre em relação à quebra de sigilo de Lulinha. Ô Igor, boa tarde, boa tarde, barra, boa noite pra você. Você sabe que aqui também ainda não anoiteceu, Débora. Ainda tá, o dia tá claro aqui. Boa noite pra você, pra Vera e pros nossos ouvintes. Pois é, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, rejeitou o pedido apresentado pelo PT e por parlamentares
a aprovação da quebra de sigilo bancário fiscal de Fábio Luiz Lula da Silva, ou Lulinha. Alcolumbre confirmou a validade da votação na CPMI do INSS, que aprovou o requerimento da quebra de sigilo. Segundo ele, não houve desrespeito flagrante ao regimento interno do Senado, nem à Constituição, que justificasse uma intervenção excepcional da presidência para poder anular aquela decisão da comissão, que a gente lembra foi tomada depois de, literalmente,
um barraco entre a oposição e também parlamentares da base do governo. O presidente do Senado disse que o parecer foi embasado pela advocacia do Senado, por técnicos da Casa e também pela análise das imagens da sessão. Ele também confirmou o número apresentado pelo presidente da CPMI, Carlos Viana, de 31 parlamentares presentes no momento da deliberação. Com esse quórum, mesmo considerando que os 14 governistas tenham se levantado,
contra a quebra do sigilo, o número não seria suficiente para alcançar a maioria necessária de 16 votos para reverter essa decisão. Alcolumbre ressaltou ainda que o presidente da comissão não vota, mas que mesmo assim está mantido a aprovação da quebra de sigilo.
era de 31 parlamentares. A maioria, desta forma, ainda que se considere que o presidente da CPMI se equivocou na contagem daqueles que se levantaram contra os requerimentos, o número de votantes contrários demonstrado pelos autores não seria suficiente para ganhar a deliberação. Lembrando que esse pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da CPMI,
com base em uma representação da Polícia Federal que apura a ligação de Lulinha como destinatário indireto de repasses ligados ao esquema bilionário. Débora. Obrigada, Igor. Aliás, fica por aí que tem um outro negocinho do CPMI e do INSS que a gente quer perguntar para você. Ô Vera, essa decisão de Alcolumbre tem recados? É, desde a semana passada ele vem tomando decisões que tem cara de quem está insatisfeito, quem está descontente.
Então, essa é mais uma delas. Já havia uma expectativa de que ele podia até demorar um pouco mais para anunciar a sua decisão, o seu veredito, mas ele o fez logo com base num pedido de análise técnica que ele tinha feito já na semana passada, a assessoria jurídica e parlamentar da casa. E é o segundo, por assim dizer, recado que ele manda.
Outro era mais claro, né? Porque era possível você ter votado a CP... Desculpa, a medida provisória do Redata antes que ela caducasse. Havia tempo suficiente para isso. Embora tenha chegado em cima da hora e ele já tenha dito em outras ocasiões que não é satisfeito com o fato de que o Senado sempre fica com poucas horas para analisar medidas provisórias, etc. Se tivesse boa vontade, poderia ter votado a MP.
a um programa que é ali meio suprapartidário, todos os partidos apoiam o Redata, ele gera muito emprego, essa coisa de atração de data centers é uma coisa que interessa a estados governados pela oposição também, então escolheu para mandar um recado um programa que é meio suprapartidário, mas ali era um recado claro, ficou muito evidente que ele estava insatisfeito, tanto que ele não atendeu o Haddad,
não atendeu o Dario Durigam, e o presidente Lula, na ocasião, foi aconselhado a procurá-lo diretamente, a conversar com ele, porque havia, portanto, alguma insatisfação ali. Não sei se o Lula chegou a fazer esse contato com ele, mas o fato é que, menos de uma semana depois, vem essa nova decisão, uma decisão bastante desfavorável ao governo, porque diz respeito ao sigilo do filho do presidente.
quebrado antes o sigilo do Lulinha, agora a CPMI vai receber diretamente esses dados. Não vai ser necessário que haja compartilhamento. E a partir daí, a partir do momento em que chega numa comissão com vários subrelatores, com relator com o presidente, a chance de um vazamento é maior. E isso vai transformando o filho do presidente no protagonista dessa CPMI. Embora ele não seja investigado diretamente pelos desvios em aposentadoria,
A ligação dele é indireta, mas, aos poucos, ele vai virando protagonista da investigação. Igor, outra coisa que a gente queria te perguntar sobre a CPI do INSS é em relação a Nicolas Ferreira. Ele está na mira? Está sim. A base do governo se organizando ali, já protocolando requerimentos de convocação do deputado Nicolas Ferreira, o deputado Rogério Correia, do PT, fez esse requerimento como um pedido para que Nicolas preste esclarecer
na CPMI do INSS. O documento foi apresentado nesta terça e pede ainda a quebra dos sigilos do parlamentar depois da divulgação de que Nicolas usou um jatinho do dono do Master, Daniel Vorcaro, na campanha eleitoral de 2022. O caso foi revelado pela colunista do jornal O Globo e comentarista aqui da CBN, Malu Gaspar. A aeronave que pertence a Vorcaro foi usada nos deslocamentos da caravana Juventude pelo Brasil,
O pastor Guilherme Batista, ligado à Igreja Lagoinha, com o objetivo de buscar votos em regiões onde Lula teve a maioria na primeira rodada e tentar reverter o resultado na reta final da disputa.
O deputado do PL confirmou ter usado o avião, mas disse que a época dos voos não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Ele publicou um vídeo nas redes sociais fazendo ataques ao governo e minimizando o uso do avião.
ou por que Deus simplesmente chegar e investigar a empresa ou quem está pagando, porque no fim das contas ele não estava sendo exposto como uma pessoa investigada. Ele operava normalmente, investia em clubes, em empresas, em eventos. A ministra de Relações Institucionais, Glaise Hoffmann, ironizou o deputado e disse que a oposição quer jogar no colo do governo o escândalo do Master. Glaise afirmou ainda que foi o presidente do Banco Central, indicado por Bolsonaro, Campos Neto, quem fechou os olhos para as falcatruas,
No Master, segundo o Nicolas Ferreira, a presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para essa agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que depois ficamos sabendo que se tratava de Daniel Vorcaro. Débora. Obrigada, Igor Cardim, pelas informações. Isso mostra também, né, Vera, que as relações de Vorcaro em Brasília iam de A a Z, né?
Como se para o Nicolas Ferreira ou para todos os influenciadores barra parlamentares da direita, isso fosse critério para deixar de atacar fortemente qualquer adversário se tivesse sido flagrado na mesma situação. Portanto, ele tende sim a responder pelas relações que tinha com o Daniel Vorcaro, que tinha muitos interesses em Minas Gerais, que é a base eleitoral do deputado Nicolas Ferreira.
Assim como ele, muitos vão poder dizer que quando estabeleceram essas relações com o Vorcário, não sabiam de toda a extensão do escândalo do Banco Master. Mas, de qualquer maneira, essas relações já eram relações bastante próximas. E a gente sabe que empresário, quando paga jatinho para político, quando paga estadia de político,
quando paga outro tipo de benesses para políticos, tem um interesse. Existe interesse aí. Não existe almoço grátis na política. Também não tem voo de graça, não tem carona, que não vá se justificar por aquilo que Vorcaro fazia de mais explícito, que era estabelecer uma rede de contatos, uma rede de lobby importante para ele continuar tendo seus negócios crescendo.
em que eles cresciam e sem nenhum lastro como se viu depois. Eram ali operações de altíssimo risco que não se sustentavam e que geraram essa fraude bilionária de agora. Então, todos os políticos sempre vão poder dizer, nossa, eu me dava bem com ele porque eu não sabia o que estava em jogo. Mas já era bastante visível que era um banco que estava crescendo muito além dos demais,
mas da sua mesma categoria, do seu mesmo tamanho, e que era alguém que buscava na política o amparo para essas operações. E foi justamente esse tráfico de influência que provavelmente facilitou as transações, os negócios, esses cursos feitos por Vorcaro. Ele adorava se vangloriar desse trânsito que ele tinha, e não só entre parlamentares, mas nos três poderes, e isso claramente ajudou.
entrasse em negócios com entidades de previdência de vários estados, ajudou nessa transação com o BRB, certamente foi utilizado para tentar evitar que o Banco Central tomasse uma decisão contra ele, houve pressão nesse sentido por parte dele junto às diversas diretorias do Banco Central.
impune e nada de graça nessa situação. Vera, ainda sobre a CPMI do INSS, o Alcolumbre acho que ainda não respondeu sobre isso, mas havia um pedido para prorrogação, né? Por mais 60 dias. Se isso não ocorrer, ela termina agora no fim desse mês. Diante desse humor, você acha que há possibilidade de prorrogação? Não sei, Débora, porque eu acho que não interessa também a ele essa CPMI, né?
Assim como essa investigação do Master não é totalmente inócua para o presidente do Senado. Ele tem um aliado que é investigado diretamente pelas relações com o banco do Daniel Vorcaro, que é o responsável pela entidade de previdência lá do Amapá. Então, não é algo que ele possa dormir tranquilo e achar que nada vai respingar nele. Uma coisa é você mandar um recado,
por meio da quebra de sigilo do filho do presidente. Aí você está direcionando a artilharia, mas ele também pode ser atingido se essa CPMI se prorrogar indefinidamente e se essa e a outra CPI, que aí é exclusiva do Senado, começarem a escarafunchar demais todas as relações, todas as transações do Banco de Daniel Vorcaro.
que elas fiquem se renovando, fiquem ganhando mais prazo, ainda mais à medida em que as eleições se aproximam e todo mundo passa a ter interesses. Vamos para o nosso próximo assunto. Samanta Klein traz detalhes sobre as discussões em torno da escala 6x1. Oi, Samanta, boa noite. Boa noite, Débora e Vera.
a diversos setores produtivos, incluindo a indústria, o comércio, o agronegócio e também os serviços, assinaram um manifesto contra o fim da escala 6x1 pedindo um debate da jornada de trabalho no Brasil. Esse documento foi entregue ao presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, depois de uma reunião da coalizão dessas frentes produtivas aqui em Brasília. Nesse texto, as entidades e confederações
O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Albán, disse que não aceita disputa de narrativas do nós contra eles.
giro do debate, mas admitiu que seria melhor deixar a discussão para o próximo ano sem o que ele chamou de pressão do processo eleitoral.
de narrativa de capital do trabalho. Esse grupo afirma que melhorar a qualidade de vida do trabalhador é legítimo, mas cobra que a discussão considere os impactos na economia. Também faz um alerta que reduzir o limite de horas trabalhadas pode elevar os custos das empresas, gerar desemprego e repassar a conta para o consumidor. É o que diz, inclusive, a pesquisa feita pelo economista José Pastore, apresentada nesse encontro de
cedo, uma vez que as empresas de pequeno e médio porte serão as mais afetadas, segundo esse estudo. A previsão é que haja um aumento de gastos na ordem de 22% nos custos para quem emprega. Lembrando que o fim da jornada 6x1 é uma das principais bandeiras do governo Lula. Um dos autores da proposta, o deputado Reginaldo Lopes, do PT, disse para a nossa colega
que está trabalhando para colocar a proposta em votação na Semana do Trabalhador, ou seja, no mês de maio. Porém, os partidos da oposição estão pressionando o presidente da Câmara, Hugo Mota, e querem adiar esse debate para depois das eleições. Ou seja, tem um racha eleitoral aí, uma briga nesse sentido. Lembrando que, na Comissão de Constituição e Justiça, o deputado Paulo Asi, que é do União Brasil, ele é o relator,
Ditar que a proposta não foi devidamente compensada por ter efeitos negativos nas relações de trabalho, prevendo inclusive o aumento da pejotização. Lembrando que na CCJ o que se analisa é a admissibilidade, constitucionalidade, não o mérito. Com vocês. Obrigada, Samanta, pelas informações. O Gumota estava tratando como prioridade esse projeto também, que é prioridade para o governo.
essa questão, Vera? Olha, a semana passada, quando eu estive em Brasília, o presidente da Câmara estava muito convicto de levar adiante a votação do fim da escala 6x1, por mais que as pressões sobre ele já estivessem muito fortes naquele momento, na semana passada, a ponto de que ele tinha se reunido na terça à noite ou na quarta
Marcos Pereira, que depois deu uma declaração, uma declaração a meu ver até bastante estranha, de que ócio demais faz mal para as pessoas, sendo que ninguém está querendo ócio demais. Pessoas querem o direito ao descanso, inclusive para fazer outras coisas que não trabalhar. Pediu desculpas, viu? Se arrependeu, viu que pegou mal, pediu desculpas. Ele tinha feito essa declaração, inclusive para ir à igreja, né?
um representante da Igreja Universal do Reino de Deus, etc. E mesmo com o presidente do partido dele sendo contrário, pessoas que conversaram com o Mota ouviram dele que o Marcos Pereira é uma pessoa, ele é outra, e que, portanto, ele ia continuar com a sua disposição de pautar a matéria. Não sei agora que, com essa investida mais explícita dessas entidades,
e o fato de que elas também estão ligadas a várias frentes parlamentares poderosas na casa, elas controlam várias dessas frentes parlamentares, e ele vai sentir a pressão e vai mudar de ideia. Mas a disposição dele era, um, pautar, e dois, também não atender a ideia do governo de o governo mandar o seu próprio projeto.
teria a prioridade ao projeto que já tramita, que é a PEC da deputada Erika Hilton. Porque é muito raro alguém avançar com uma proposta legislativa, algum parlamentar, ainda mais uma PEC, e ela começou esse debate lá atrás, não seria justo que a proposta dela perdesse espaço na fila para uma proposta do governo que ainda nem chegou, que ainda nem está na casa. Então, eu acho que
ele está precisando de uma bandeira dessa que seja popular. Aliados dele diziam, tudo bem, eu vejo deputados aqui falando contra, mas quero ver andar lá na base dele, andar no sertão, andar na cidade dele lá e falar, puxa, eu votei contra a redução da jornada de trabalho, que na hora H ninguém teria coragem de votar. Acho que é uma aposta razoável, faz sentido em ano eleitoral, mas a pressão econômica também é uma coisa importante.
Então, vamos ver como as duas coisas vão caminhar e o que vai andar mais rápido para ditar a conduta do presidente da casa. Mas o fato é que ele precisa de uma bandeira popular, ele tinha escolhido essa, não acredito que ele vá abrir mão dela. Hoje mais cedo, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse em Brasília que o governo pode sim enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso sobre esse tema, se julgar que o tema não está caminhando com a velocidade,
desejada, ou seja, que o Gumota está enrolando. Enfim, também é um recado, não deixa de ser um recado a ele. É, mas no caso ele tem que juntar esforços com o presidente da Câmara e não comprar uma briga com ele. O Marinho, eu sempre acho que ele é muito inábil nesse tipo de coisa. E esse é mais um caso. Na verdade, o presidente da Câmara já está lá na frente em relação a ele, já pautou a matéria. Então, ele tem que arrumar treta com os empresários
Esses que fizeram a pressão e não com o presidente da casa, que por enquanto está do mesmo lado que ele. Você fica agora com notícias da sua região. Daqui a pouco tem mais Viva Voz. Viva Voz de volta e nós vamos à Brasília. A Larissa Lopes tem mais detalhes sobre as articulações em torno da PEC da Segurança. Oi Larissa, boa noite. Oi Débora, boa noite para você e para todos. Olha, a base do governo aqui no Congresso tenta mudar pontos da PEC da Segurança,
vista para amanhã, o texto do governo sofreu alterações por parte do relator Mendonça Filho do União Brasil, como, por exemplo, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Em coletiva, hoje mais cedo, Débora, o líder do PT aqui na Câmara, Pedro Xai, afirmou após uma reunião com o Mendonça Filho que o relator se mostrou sensível para o tema e que se comprometeu, segundo ele, a conversar com as bancadas para avaliar a possibilidade
de retirar do texto essa questão da redução da maioridade. Apesar disso, a gente lembra que até ontem o Andonça Filho, que é o relator, concedeu entrevistas dizendo que estava irredutível sobre tirar esse ponto do projeto, o que, segundo o CSAI, foi contornado. Eu estou 15 anos aqui. Muitas vezes eu tenho convicção, mas tenho que ceder na democracia, ceder no debate, ceder no que é central. E o que é central? Não é em setembro.
O que é central é construir uma política pública nacional para enfrentar o crime organizado. Não é discutir dos meninos e meninas de 16 a 18 anos que nós vamos enfrentar o crime organizado. Está aberto, está sensível de dialogar com as demais lideranças e nós vamos conversar e vamos buscar sensibilidade. Bom, depois dessa entrevista, Débora, do líder do PT aqui na Câmara, o líder do União Brasil aqui na casa também, o deputado Pedro Lucas,
publicou nas redes sociais que a bancada não abre mão de defender a redução da maioridade penal. Segundo ele, é um tema que precisa ser enfrentado com responsabilidade e coragem. Pedro Lucas ainda finalizou dizendo que o União aqui na Câmara está fechado nessa posição. O próprio relator, porém, não se manifestou hoje ainda após esse encontro com os parlamentares governistas. O presidente da Câmara, Hugo Mota, deve se reunir com Mendonça Filho,
Secretários de Segurança, ainda na noite de hoje, para debater sobre essa proposta em um evento dos secretários de segurança de vários estados. E só para fechar também, é que em coletiva, o líder do PT, Pedro Cai, ele falou também sobre o financiamento da segurança pública. Ele afirmou que foi discutido que a PEC poderia pegar um percentual das atuais tributações das BECs
o que antes viria para outras finalidades. Apesar da previsão da votação para amanhã, líderes também já admitem a possibilidade de votação na quinta-feira. Débora. Obrigada pelas informações, Larissa Lopes, em Brasília. Essa discussão de redução da maioridade penal, ela sempre esbarra em emoções também, mas acho que é um tema que teria que ser discutido com a sociedade como um todo.
Débora, não usando uma PEC que tem outra finalidade, outro cerne, para tratar de algo que é muito divisivo na sociedade, é uma questão quase filosófica, doutrinária, de como você encara a segurança pública, que deveria estar sendo discutida com base em evidências e não em ideologia, pura e simplesmente, porque passou a ser defendido pela direita como um
um elixir para todos os males do aumento da criminalidade, você reduzir a maioridade penal. Quando evidências mostram em vários locais e em vários estudos que se você baixar para 16, automaticamente o crime organizado vai passar a recrutar menores de 15, de 14. E onde a gente vai parar com isso? Encarcerando crianças enquanto não cuida do principal problema, que não é esse, certamente,
para você enfrentar um crime organizado, que é você ter inteligência, que é você ter principalmente uma abordagem consistente em cima da movimentação financeira, estrangulando financeiramente essas organizações e integrando as forças de segurança para que elas atuem de fato em conjunto e de fato com uma jurisdição entre os vários estados e até transnacional.
a gente entra no que é o central da PEC de Segurança, que é a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública, para integrar essas ações, integrar as ações do combate ao crime organizado. Então, esse é o aspecto fundamental de você aprovar uma proposta de emenda à Constituição, você levar para dentro da Constituição um sistema que seja similar ao SUS, que é algo que vem se anunciando em segurança há muito tempo, mas que nunca é feito,
e que permita à União entrar naquilo que ela é cobrada, entrar subsidiariamente ali no auxílio aos Estados para enfrentamento da violência, para atuar de uma maneira que hoje a Constituição não dá a ela essa prerrogativa de atuar em segurança. Então, talvez fosse salutar, tirar esse bode da sala, tirar essa questão da maioridade penal,
é altamente divisiva, não tem um consenso possível entre esquerda e direita nesse tema. O deputado Mendonça Filho, que é um deputado sério, dos deputados ali da direita, é um dos mais consistentes em termos de formulação, ele está claramente mirando a eleição e querendo colocar uma pauta que vai ser atraente junto ao seu eleitorado mais conservador, que é a história da redução da maioridade penal. Mas,
Se for para facilitar a aprovação da PEC, o ideal seria fazer isso num outro momento, num outro dispositivo, e agora se concentrar naquilo que a proposta tem de principal, que é a unificação do arcabouço de ações e de dispositivos para enfrentar o crime organizado. A gente faz mais uma pausa no Viva Voz para que você fique com as notícias da sua região.
Tiago Bronzato, diretor da sucursal do Jornal Globo em Brasília, que vai comentar aqui com a gente a decisão de Davi Alcolumbre sobre a quebra de sigilo de Lulinha na CPI do INSS. E nós estamos de volta com Viva Voz, são 6 horas e 46 minutos, e está na linha com a gente o Tiago Bronzato, diretor da sucursal do Globo em Brasília, nosso comentarista aqui da CBN às terças e quintas. Boa noite, Tiago.
Boa noite, Vera. Boa noite, Debra. E boa noite aos ouvintes. Oi, Bronzato. Bronzato, a gente viu agora há pouco a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de manter a quebra de sigilo do Lulinha na CPMI do INSS. Ele disse que não houve ali uma clara quebra regimental, falou que a análise da assessoria técnica do Senado confirmou que havia presença de quórum regimental no momento da votação.
mais uma água no chope do governo. O que está acontecendo? O que explica a decisão do Alcolumbre? Olha, Vera, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, ele não costuma dar ponto sem nó. Então, quando ele decide a favor da oposição, mantendo a validade dessa quebra de sigilo do Lulinho, filho do presidente Lula, na CPI da NSS, o Alcolumbre deixa claro para o governo que ele está insatisfeito.
na votação da CPI do INSS, que autorizou essa quebra de sigilo do filho do presidente. Vale lembrar que o Lulinha é suspeito de ser parceiro de negócios do lobista conhecido como careca do INSS, numa investida que eles fizeram para tentar conquistar um contrato no Ministério da Saúde. Então, após essa votação polêmica na CPI do INSS, que terminou empurra-empurra,
votação fraudulenta, os governistas correram para o Alcolumbre e pediram o VAR da contagem de votos. E pediram também para anular essa quebra de sigilo do Lulinha. O Alcolumbre, que tem um coro político grosso, poderia até ter matado no peito e salvado o Palácio do Planalto dessa roubada, mandando anular a votação. Mas não foi o que ele fez, porque ele não queria fazer. O Alcolumbre pediu um parecer da advocacia, do Senado,
que entendeu que não houve qualquer irregularidade nessa votação da CPI do INSS, e ele leu esse parecer no plenário do Senado hoje e determinou a validade dessa votação, mantendo, portanto, a quebra de sigilo do Lulinha. Então, quando o Alcolumbre joga o governo na fogueira da oposição, ele está, no fundo, pressionando o presidente para recebê-lo para uma conversa reservada,
mas, até o momento, não foi agendada por Lula. E alguns aliados do presidente dizem que este não é um bom momento para o Columbre e a sua lista de pedidos ser apresentada por Lula. Então, fica esse jogo de morde-morde da parte do Columbre. E qual é a lista de pedidos do Columbre? O que ele está pleiteando, o que está deixando ele magoado? Olha, Débora, na semana passada, a Vera já leitou para essa ira do Columbre com o governo. E na cúpula do Congresso,
mais especificamente na ala encabeçada por expoentes do Centrão, cresce essa percepção de que o governo está dando combustível para a Polícia Federal incendiar as investigações do escândalo do Banco Master e das emendas parlamentares. Na visão dessas figuras políticas, o Lula quer manter na mira da PF lideranças de partidos como União Brasil e o PP, que ensaiava formar uma aliança com a direita nas eleições justamente para neutralizar o apoio dessas legendas
Bolsonaro. Em conversas com o Alcolumbre, alguns governistas negam que essa seja a intenção do governo e dizem que a Polícia Federal tem independência para atuar, tanto é que o próprio filho do presidente pode ser investigado. Mas nada tem convencido o Alcolumbre e a sua galera de que há uma arapuca política armada pelo Planalto neste ano eleitoral. E para dissipar essa nuvem conspiratória, o Alcolumbre quer ter uma prosa reservada com o Lula. Nessa conversa, segundo alguns parlamentares,
relataram, o presidente do Senado deve demonstrar sua preocupação com o que ele chama de criminalização da política. Traduzindo, Alcolume está preocupado com os avanços da investigação, no caso Master. E o presidente do Senado também está insatisfeito com a forma como está sendo conduzida também as negociações políticas do Planalto com o Congresso. Ele acha que o Congresso não tem sido atendido, e tanto é que na semana passada, insatisfeito com isso,
Ele mandou um outro recado para o governo ao enterrar por conta própria o projeto de lei que viabilizaria a criação do Redata, que é um regime especial voltado para data centers, com potencial para atrair bilhões de investimentos do país. Então, ele vem mandando esses recados de forma consecutiva. E também o Alcolumbre está muito preocupado com conseguir o apoio de Lula no palanque do seu Estado, o Almapá, porque ele sabe que precisa do presidente para eleger os seus aliados no Estado.
Lula, por outro lado, ele está fugindo do Alcolumbre agora, porque sabe que o mar não tapa a peixe para o governo. Com a queda da popularidade do presidente nas pesquisas e a consolidação de Flávio nessas mesmas pesquisas eleitorais, Lula sabe que a cotação para negociar qualquer coisa com o Alcolumbre diminuiu. Tiago, agora imaginando esse cenário em que o Supremo já quebrou o sigilo do Lulinha, agora a CPI vai ter acesso a ele,
O Alcolumbre deu essa decisão. Qual é o impacto para o Lula, para a campanha reeleição, do fato do filho do presidente ter virado o principal personagem de uma CPI a essa altura do campeonato? Pois é, Vera. Antes mesmo de chegar qualquer informação sobre a quebra de sigilo do Lulinha, já está gerando um enorme impacto político para o presidente. Isso porque a oposição começou a costurar um discurso de que o filho do presidente
roubou os aposentados. Essa estratégia de distorcer os fatos tem sido explorada nas redes e também em discursos eleitorais da oposição. Isso tem gerado um dano político enorme para a imagem do presidente e o Planalto está bastante preocupado com o rumo disso. E como pegou muito mal a tentativa dos governistas de evitarem a quebra de sigilo do Lulinha, o Planalto decidiu recalibrar a estratégia para parecer que estão tranquilos
conta a investigação envolvendo o filho do presidente, ao menos aparentemente. Então, após hoje a decisão do Alcolumbre de manter essa quebra de sigilo do Lourinha, o senador Randolfe Rodrigues, que representa o governo nessas negociações no Senado e é conterrâneo de Alcolumbre, ele surpreendeu todo mundo e gastou o latim para elogiar o presidente do Senado. Ele disse que quando o Alcolumbre decide, é como o Roma, falou e a causa está encerrada. Ou seja, tentou dar uma puxadinha de saco ali no Alcolumbre
não criar mais indisposição com o presidente do Senado. Mas será que essa causa está encerrada mesmo? Porque nos bastidores do Planalto há uma preocupação enorme com o impacto político dessas investigações envolvendo o Lulinha. Ontem o Estadão revelou que o filho do presidente reconheceu as pessoas próximas que teve voo e hotel pagos pelo careca do INSS em viagem a Portugal. Tem também esse inquérito da Polícia Federal que tem avançado
quebra de sigilo e no levantamento de outras informações que podem estabelecer uma conexão entre o filho do presidente e o lobista careca do INSS, que está preso após o escândalo do INSS vir à tona. E o ministro André Mendonça, que está cuidando dessa investigação que pode atingir o filho do presidente no Supremo Tribunal Federal, tem cobrado mais a digilidade da Polícia Federal nos bastidores.
Foi quebrado o sigilo financeiro do filho do presidente em janeiro e a Polícia Federal está computando esses dados. Então, a depender do que a PF conseguir confirmar a partir desses dados, isso pode continuar desgastando a imagem do presidente, que em outra frente trabalha ali em planos para tentar minimizar esse impacto eleitoral. Sim, está parecendo Roma mesmo, mas mais no sentido de jogar os leões e deixar lá no meio do coliseu
que acontece. Obrigada, Tiago, por hoje. É isso mesmo, Vera. E até quinta-feira. Obrigada. Valeu, até mais. Tchau, tchau, pessoal. Tchau, Bronsato. São 6 horas e 55 minutos. A Karen Lemos tem informações porque o presidente Lula está em São Paulo e se reuniu com as suas apostas à eleição no Estado. É isso, Karen. Boa noite. Boa noite, Débora, Vera e também para os ouvintes. Exatamente. Lula veio acompanhado do ministro da
Zenda, Fernando Haddad, da ministra do Planejamento, Simone Tebit, e também do vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A equipe toda visitou agora de tarde uma indústria farmacêutica em Valinhos, que fica aqui no interior de São Paulo. E à noite, Lula e os ministros participam da abertura da Conferência Nacional do Trabalho na capital. Lula tem feito reuniões com esses três nomes aí para tentar definir as candidaturas ao governo de São Paulo
Senado. Haddad e Tebit já adiantaram que vão deixar os ministérios até o início de abril, justamente para se dedicarem à campanha eleitoral. O cenário mais provável é Haddad sendo candidato ao governo e Tebit ao Senado por São Paulo. O presidente Lula aposta ainda em Geraldo Alckmin, que já governou São Paulo em quatro mandatos, para atuar principalmente nos palanques no interior do Estado, onde a gente ressalta que a maioria do eleitorado tem um perfil mais bolsonarista.
Candidato ao governo de São Paulo pelo PT em 2014 e derrotado por Alckmin, inclusive, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, citou a indefinição do vice na chapa da candidatura à reeleição do atual governador, o Tarcísio de Freitas, para pregar cautela na escolha das candidaturas.
Tem gente que está no governo aqui em São Paulo, nem decidiu se é candidato ou não. Não decidiu se é o vice, candidato da reeleição. Então, se eu perguntar para quem está no governo, já está pronto aqui, já está definido em relação a isso. A gente tem o tempo correto. O importante é que tem um time aqui. Nós temos um time e temos um discurso para falar para São Paulo. Bom, ontem, para encerrar aqui, ontem, Fernando Haddad abriu espaço para a candidatura a governo de São Paulo, mas disse que a decisão final
Só vai ser tomada depois dessas conversas com o presidente Lula hoje. Débora. Obrigada, Karen, pelas informações. Essa declaração de Haddad ontem, Vera, já estava mais na linha do tipo, não quero, mas eu vou. Exato, né? Se não tem eu, vou eu mesmo. Se não tem outro, vou eu mesmo. É o seguinte, eu falei na semana passada, né? Houve um jantar do Lula com ele, mesmo depois deles terem ficado um tempão juntos na viagem, fizeram um jantar dos casais.
Telo Batido, depois de uma conversa que envolvesse também o Alckmin. E aí essa conversa se deu e com o acréscimo da Simone Tebet. Tudo vai caminhando para uma candidatura do Haddad ao governo, da Simone Tebet ao Senado, como disse a Karen, e o Alckmin funcionando como uma espécie de um coordenador. Aí, formal ou informal, vai depender das atribuições que ele tiver também no plano nacional,
como candidato a vice-presidente. Então, se ele vai correr o país todo com o Lula, ou se ele vai ficar mais centralizado em São Paulo, ou talvez no Sudeste, e deverá ser algo por aí que eles vão definir. Resta definir o quê? Se a Marina Silva vai ser a outra candidata ao Senado, ou se aí caberia a alguém, algum outro nome, e se o Márcio França vai ser o vice de uma provável candidatura do Haddad,
se eles vão tentar atrair um empresário, como já se falou por aí. O Padilha, o ministro Padilha, que a gente viu falando agora, não deverá deixar o Ministério. Isso é importante. Não deve ser candidato a deputado. Ele tem mandato hoje em dia de deputado. Deve abrir mão da reeleição para ficar no posto. Essa foi uma condição quando ele assumiu o Ministério da Saúde, que é o ministério mais importante do governo, do ponto de vista de orçamento e de entregas.
O ministro Guilherme Boulos não deverá sair da secretaria. Ele, que também é um puxador eleitoral do PSOL, ele deverá ficar no governo e não deve disputar nada. Pelo menos esse é o último desenho que eu colhi na semana passada em Brasília. Então, dois nomes aí, um do PT e um do PSOL, podendo ir para o PT, porque também tem essa conversa de que o Boulos pode ir para o PT, mas ele deve ficar no governo e não deverá se desincompatibilizar em abril para disputar a eleição.
Vera Magalhães, muitíssimo obrigada. Amanhã tem mais Viva Voz. Beijo. Beijo. Até amanhã, Débora. Ótimo jornal pra você.