Quais os reflexos do conflito no Irã na tecnologia?
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- Conflito EUA-IrãCancelamento de 35% das reuniões de negócios · Redução de participantes chineses · Fechamento de aeroportos no Oriente Médio · Alterações de rotas de viagem via África · Clima de incerteza na maior feira de telecomunicações
- Internet no BrasilEvolução da velocidade média do Brasil · Problema de confiabilidade das conexões · Queda frequente de serviço · Demora em reparos de fibra óptica · Impacto em telemedicina e reuniões de trabalho
- 5G no Brasil: desempenho e integração com IAPrazos e cronograma de entrega · Velocidades crescentes em medições específicas · Disponibilidade inconsistente da rede · 5G no Brasil: desempenho e integração com IA · Chatbots e acesso a recursos via 5G
- Proximos compromissos da SelecaoImportância da confiabilidade sobre velocidade · Pesquisa de disponibilidade de serviço por região · Análise de tempo de atividade da rede · Custo-benefício para o consumidor · Comparação entre prestadoras
- 6G: expectativas versus realidade6G: expectativas versus realidade · 6G: expectativas versus realidade · 6G: expectativas versus realidade · Expectativa de resolução antes de 2030 · 6G: expectativas versus realidade
Dia a dia digital com Tácius Veloso. Tácius Veloso, boa noite, tudo bem? E aí, Débora? Boa noite pra você, boa noite pros ouvintes. Tô sabendo que você tá em Barcelona, na maior feira de telecomunicações do mundo, né? Dá pra perceber aí os reflexos do conflito no Irã, Tácius? Tá sim, Débora. Essa feira, a MWC, ela atrai gente do mundo inteiro. São 100 mil visitantes.
uma estimativa de chegar a 107 mil nessa edição. Visitantes de todos os cantos, 200 países têm participantes por aqui. E conversando com as pessoas que frequentam a feira, elas têm me dito que a quantidade de empresários, analistas, engenheiros que viriam e não virão mais por causa do conflito no Irã é crescente.
principalmente é uma feira que atrai muitos chineses, muitas empresas chinesas. E Dubai acaba sendo um dos hubs para quem vem da China para Barcelona, para Espanha, para participar dessa feira, e o aeroporto ficou fechado um tempo. Eu até estou na dúvida agora se permanece fechado, mas o impacto é real, aconteceu, então as pessoas não estão vindo para cá. E numa das conversas aqui, de bastidores mesmo da feira, mas eu trago para o ouvinte da CBN,
um representante de uma grande empresa de telecomunicações falou que diante dessa situação toda, dessa incerteza no mundo, 35% das reuniões que estavam previstas para a feira de telecomunicações foram canceladas. Canceladas porque não é mais possível fazer negócio, porque as pessoas não virão mais, porque não tem clima para determinadas ponderações que serão feitas ali.
Então, o clima é de incerteza e do ponto de vista prático, isso, de aeroportos fechados. Então, pessoas-chave dessas conversas, dessas discussões, não estão fazendo as suas participações conforme o esperado. Então, está muito evidente e também nos bastidores, a dúvida é sobre como determinados participantes voltarão para seus países, porque também tem isso. Então, do ponto de vista de logística, já tem gente que está ali pesquisando,
sentido, em vez de utilizar um aeroporto indo para o Oriente Médio, fazer via aeroporto que passe pela África. Então, isso está no radar de todo mundo e acaba diminuindo, logicamente, o clima da feira, que normalmente é uma feira de inovação, de tecnologia, e esse fator está impactando a todos. Otácio, outro destaque é a disponibilidade de internet de alta velocidade. O Brasil está bem nesse quesito?
O Brasil está melhorando, viu? Está melhorando nos últimos anos. A velocidade média do Brasil é crescente, mas isso não é tudo. E não é tudo na visão de uma especialista, uma analista da OpenSignal, que é uma consultoria especializada nisso, em medição de rede, em entender o que as pessoas estão fazendo nas suas conexões, seja móvel, seja internet cabeada.
Fiona Armstrong Mills. E eu perguntei para ela o seguinte, Fiona, ok, nós temos os indicadores de que a internet no Brasil está evoluindo, a conexão vai ficando mais rápida ano após ano. Isso é suficiente? Essa é a meta que nós temos que perseguir? Aumentar a velocidade? Pensando principalmente no consumidor que está ali preocupado com o melhor custo-benefício do serviço? Ela me disse que não.
feito. E de acordo com a Fiona, um dos pontos, aliás, o principal ponto que as prestadoras de telefonia do Brasil não observam ou poderiam trabalhar melhor, Débora, tenho certeza que você vai se identificar, é a confiabilidade. Porque não adianta ter uma conexão de 500 mega, 700 mega, 1 giga, que é coisa pra caramba, a gente nem precisa de tudo isso, mas vira e mexe, sai do ar, vira e mexe e fica devagar, dá algum problema
ali na fibra e demoram para consertar. Eu tive uma experiência antes de iniciar essa jornada de coberturas itinerantes aqui, Estados Unidos, depois Espanha, na minha casa, eu fiquei sete dias sem fibra ótica e é uma fibra de... a velocidade é excelente. Então, de acordo com a Fiona, consumidor brasileiro pode observar com mais atenção isso de quais prestadoras elas têm ali a disponibilidade por mais tempo na região,
pesquisar isso quando estiver trocando de empresa, porque acaba sendo um fator importante, determinante, para decidir qual será a próxima prestadora que irá nos atender. Então, a velocidade somente não é suficiente. É preciso ter essa confiança de que você vai poder utilizar o 5G ou a sua fibra em casa. Às vezes, é aquilo, dá uma dor de barriga, precisa da telemedicina, não está funcionando. Tem uma reunião importante de trabalho, no meio da reunião congela,
trava, você não consegue fazer o que você precisa. Então, esses pontos, eles são considerados delicados. E rapidinho aqui, um último destaque da feira é que acredita que pouco se falou do 6G? Eu imaginei que a gente iria ouvir falar mais da próxima versão, geração da internet móvel e não. Nem o 5G está funcionando direito. Que sal 6G, não é mesmo?
Dados também do 5G no Brasil, apesar de todos os problemas, o Brasil está dentro do cronograma previsto pela Agência Nacional de Telecomunicações. E quando é feita a medição específica de 5G, a velocidade também é crescente. Só que aí a gente cai nesse problema. É crescente, mas quando não está disponível, atrapalha todo mundo. Então, tem esse aspecto. Aqui tem se falado muito, tanto de pessoas que representam governos,
celular, tem se falado muito em 5G associado à inteligência artificial. Ou seja, você conseguir ter acesso ao robô, ao chatbot que resolve as coisas para você pelo seu telefone ou pelo seu computador com o 5G ali habilitado. Então, essas duas coisas trabalhando juntas. As duas tecnologias servindo a um propósito para o consumidor final. Agora, 6G, hoje eu conversei com uma pessoa que me disse, Tassos, isso aí, antes de 2030,
Conta, espere sentado, porque a gente não vai falar de 6G, pelo menos até lá, não está padronizado direito, enfim, uma grande confusão. Mas eu digo isso porque em anos anteriores, batia-se muito nessa tecla do 6G, vem a próxima geração aí. Eu juro para você, eu só vi uma empresa dessas grandes, uma que estava lá com o stand divulgando o 6G. Aí o pessoal passa meio assim, canto do olho, será que dá para confiar mesmo nisso que eles estão promovendo aqui?
que não, que existem outras coisas a serem resolvidas, o 5G que você mencionou mesmo, né, a ampliação dele antes da gente falar em 6G. Valeu, Tassius, obrigada e até quinta-feira. Até quinta-feira, beijo. Beijo.