Episódios de Comentaristas

Guerra no Oriente Médio se espalha e deve durar de quatro a cinco semanas

03 de março de 20264min
0:00 / 4:33
Inicia nesta terça-feira (3) o quarto dia de guerra no Irã. A novidade, apesar de ruim, é a entrada do Hezbollah, do Líbano, no conflito. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pronunciamento, mas pouco explicou sobre planos do futuro para a guerra. Disse que deve durar entre quatro e cinco semanas. Ouça.

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Assuntos7
  • Conflito Irã-EUAEntrada do Hezbollah · Ataques entre Israel e Líbano · Quarto dia de guerra no Irã · Vítimas em Beirute
  • Resolucao de ConflitosPrevisão de 4 a 5 semanas · Pronunciamento de Trump · Incertezas sobre prolongamento
  • Transição no IrãMorte do líder supremo · Falta de mudança democrática esperada · Incerteza sobre transição política · Estrutura descentralizada de resistência
  • Objetivos Militares EUADestruição do programa nuclear iraniano · Destruição do programa de mísseis iraniano · Falta de plano político
  • Tensão no Estreito de HormuzFechamento do estreito · 20% do petróleo mundial passa pelo local · Ameaças de ataque a navios
  • Conflito EUA-IrãManifestações coordenadas pelo Estado · Mensagens entre opositores do regime · Verificação pela BBC
  • Audiências públicas e parlamentaresExplicações sobre a guerra · Participação de autoridades do governo Trump
Transcrição8 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Voltamos e destacamos o noticiário internacional. Na cola do repórter ZBN, o Fernando Andrade chega para nos falar informações atualizadas sobre o conflito no Oriente Médio. O Mundo em Três Minutos. Olá, eu sou o Fernando Andrade, seja bem-vindo ao Mundo em Três Minutos. Entramos no quarto dia de guerra no Irã e cheio de incertezas. A novidade, uma novidade ruim, foi a entrada do Hezbollah, do Líbano, nesse conflito.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, é um diplomata, foi presidente da Corte Internacional de Justiça, é contra o braço armado do Hezbollah e vinha trabalhando para que o grupo baixasse armas e focasse na política libanesa. Estava tentando fazer isso, principalmente porque o grupo está enfraquecido, está fragilizado desde os últimos ataques de Israel, que matou diversos líderes do grupo. Só que não deu certo, Hezbollah lançou mísseis contra Israel,

norte e a Israel revidou, foram várias vítimas, principalmente no subúrbio de Beirute. Sobre Trump, ele fez um pronunciamento, mas pouco explicou sobre planos sobre o futuro dessa guerra. Disse que vai durar, deve durar, entre quatro e cinco semanas. Falou de novo sobre os objetivos militares, aí foi o de sempre, destruir o programa nuclear do Irã, destruir o programa de mísseis do Irã, mas nada falou sobre o futuro político do Irã. Após a morte do líder Ayatollah,

Ali Khamenei. E sobre isso eu falei no Estúdio CBN com o João Paulo Charlô, jornalista e autor de As Regras da Guerra.

que destino essa transição política pode ter, quanto tempo vai levar, por quanto tempo essas células iranianas conseguem resistir. Esse é outro dado importante. Essas forças iranianas agem de maneira muito descentralizada. Você pensa no Iraque, mataram, prenderam o Saddam Hussein, a coisa fica sem cabeça e as forças têm dificuldade para reagir. O que a gente está vendo no Irã é que parece que tem um esquema ordenado, mas de células muito independentes. Então esses ataques acontecem independentemente de o Ayatollah estar vivo,

o Ayatollah A, B ou C. E esse é um elemento com o qual eu acho que os Estados Unidos não estavam contando e que pode prolongar essa guerra por tempo determinado. E até agora, dentro do Irã, há manifestações que são coordenadas pelo Estado. São manifestações para, digamos assim, orar pela morte de Ali Khamenei. Segundo a BBC, há mensagem circulando entre pessoas contrárias ao regime, dizendo não façam manifestações. E essas mensagens foram verificadas pela BBC.

A noção é a seguinte, que o Estreito de Hormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial, continuará fechado e a Guarda Revolucionária do Irã subiu o tom, disse que se algum navio tentar passar, eles vão atacar. E ó, deve haver uma boa discussão hoje no Senado americano. O secretário de Estado, Marco Rubio, o diretor da CIA, John Hatcliffe, o secretário de Defesa, Pete Hexet e o general da Força Aérea, Dan Kane, vão dar explicações sobre essa guerra ao senador.

Não faltarão perguntas. Mundo em 3 Minutos. Até a próxima edição.