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Irã busca um novo aiatolá

02 de março de 20263min
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A semana começa com a expectativa da escolha de um substituto do líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, no Irã. Ele foi morto num ataque conjunto de Estados Unidos e Israel.

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Assuntos4
  • Bombardeios MilitaresBombardeios de EUA e Israel no Irã · Mais de 2.000 alvos atingidos · Contra-ataques iranianos · Alvos em países do Golfo · Mortes de soldados americanos
  • Inteligência Artificial MilitarPressão sobre vizinhos do Irã · Custo econômico distribuído · Pressão sobre atores energéticos · Fechamento do Estreito de Ormuz · Bloqueio de comércio petrolífero
  • Crise InstitucionalRecusa em entrar na guerra · Ações defensivas na região · Lições do Iraque · Cautela de antigos aliados americanos
  • Conflito EUA-IrãRetorno às conversas diplomáticas · Nova liderança interina aberta ao diálogo · Entrevista à revista Atlântica
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Olá, eu sou Fernando Andrade, seja bem-vindo ao Mundo em Três Minutos. A semana começa com a expectativa da escolha de um substituto do líder iraniano, o Ayatollah Ali Khamenei, no Irã. Ele foi morto num ataque conjunto de Estados Unidos e Israel. Hoje o Irã tem, então, um Ayatollah interino, Alireza Araf. Então, ele, juntamente com o presidente do país, Masud Pezeskian, e o chefe do judiciário do país,

junto com os membros da Assembleia de Especialistas, a escolha de um sucessor, de um novo Ayatollah. Em entrevista à revista The Atlantic, Donald Trump disse que essa nova liderança do Irã está disposta a voltar às conversas, a voltar a dialogar, voltar a negociar. E esse domingo foi de muitos bombardeios dos Estados Unidos e Israel. Mais de 2 mil alvos foram atingidos. O Irã também atacou Israel e países do Golfo,

Emirados Árabes Unidos, o Qatar, Bahrein e o Kuwait, todos esses com bases militares americanas, foram atacados de alguma forma. Jordânia também. Inclusive no Kuwait, três soldados americanos morreram. Eu conversei com o Rodrigo Amaral, professor de Relações Internacionais da PUC de São Paulo, sobre qual está sendo essa estratégia de reação do Irã nesse momento. Me parece que o Irã está tentando jogar os custos disso também para os seus vizinhos. Vocês vão ter que se mobilizar.

vão ter que se posicionar e vão ter que encarar as sociedades de vocês. E nenhum desses países quer o quê? O extensionamento de uma guerra. E qual que é a grande aposta iraniana? Ao pressionar esses países, pressiona-se os setores estratégicos, o setor energético, principalmente do petróleo, que vão fazer essas empresas pressionarem as empresas norte-americanas, vão pressionar o governo Trump. Uma das medidas mais claras sobre isso é o fechamento do Estreito de Hormuz, onde passa cerca de 20% a 30%

do petróleo consumido no mundo por dia. Ou seja, o que o Irã está fazendo? Eu vou dificultar isso economicamente para todo mundo. Essa me parece ser a estratégia. O Irã não quer estender a guerra por quatro semanas, como o Donald Trump falou. E eu, honestamente, acho que o Donald Trump também não quer, porque o custo interno disso é grande. Bom, e por falar nisso, uma pesquisa da Reuters Ipsos, divulgada neste domingo, mostrou que apenas um, um em cada quatro americanos, aprova a operação militar no Irã.

E teve um vídeo divulgado na noite deste domingo em que Trump disse que, infelizmente, provavelmente, haverá mais baixas americanas e que os Estados Unidos vão vingar as mortes dos soldados mortos. E eu queria destacar aqui a reação de um antigo e importante aliado dos Estados Unidos, o Reino Unido. Kerry Starmer divulgou um vídeo em que diz Nós não vamos entrar nessa guerra, mas continuaremos com nossas ações defensivas na região. Ele finaliza dizendo

nós lembramos os erros do Iraque e aprendemos essas lições. Mundo em 3 minutos. Até a próxima edição.

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