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‘Proximidade não é licença’

02 de março de 20263min
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Rossandro Klinjey faz uma reflexão sobre o que as pessoas fazem com o acesso que ganham. ‘O tempo revela quem usa a intimidade como cuidado e quem usa como moeda’. Ouça.

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Assuntos5
  • Integridade e CaraterTeste de caráter verdadeiro · Respeito em relacionamentos privados · Honra do acesso conquistado · Escolhas éticas quando se tem poder sobre outro
  • Uso e abuso de intimidadeIntimidade como cuidado vs moeda de troca · Exposição de segredos em brigas · Exploração de vulnerabilidades conhecidas · Respeito às confidências
  • Proximidade e acesso socialMotivações para se aproximar de pessoas públicas · Diferença entre proximidade verdadeira e interesseira · Círculos internos e bastidores · Privilégio do acesso
  • Limites em RelacionamentosManutenção de respeito após queda de formalidades · Capacidade de machucar quando se sabe demais · Escolha de não machucar apesar da oportunidade · Bater na porta mesmo com acesso livre
  • Relacionamentos e LealdadeLealdade no casamento · Lealdade na amizade de longa duração · Lealdade nas equipes de trabalho · Proteção mútua apesar da convivência
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Refletir para viver, com Rosandro Klingey. Como pessoa pública, aprendi a prestar atenção em algo que pouca gente percebe, o que as pessoas fazem com o acesso que ganham. Quando você aparece, quando tem audiência, quando sua vida fica exposta, muita gente se aproxima. Algumas querem algo, outras querem parecer próximas.

conveniente. Mas de vez em quando aparece alguém diferente. Alguém que entra no seu círculo, conhece seus bastidores e não usa nada disso. Nem para fofocar, se promover ou cobrar favor. Simplesmente guarda. Respeita. Entende que proximidade não é licença. Tenho profunda admiração por essas pessoas. Porque o teste de caráter não é como alguém te trata em público. É o que faz com o que sabe sobre você em particular. Qualquer um respeita limite de estranho. O difícil

é manter o respeito quando a convivência derrubou formalidades. Quando você sabe o suficiente para machucar, mas escolhe não machucar. No casamento isso aparece rápido. Na amizade de décadas, idem. Na equipe de trabalho, nos bastidores, nos grupos de WhatsApp. O tempo revela quem usa a intimidade como cuidado e quem usa como moeda. Tem gente que na primeira briga joga na cara o que você contou em confiança.

Aperta onde sabe que dói. Justamente porque sabe. E tem gente que conhece tudo e protege tudo. Que tem acesso livre e ainda assim bate na porta. Esses são os que merecem ficar. Acesso é privilégio. E privilégio se honra. Não se explora.