Crescimento de Flávio Bolsonaro em pesquisas acende alerta no Palácio do Planalto
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Muito bom dia para você, Lauro Jardim. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Lauro. Lauro, você tem acompanhado as movimentações nas pré-candidaturas. Eu queria que você nos dissesse como é que o governo está analisando o crescimento de Flávio Bolsonaro em pesquisas eleitorais mais recentes. Pois é, Milton. Na semana passada foram publicadas algumas pesquisas
em queda e o Flávio Bolsonaro crescendo. O governo naturalmente se preocupou, embora isso tenha apenas tornado público um fato que o governo já sabia, porque o governo tem pesquisas internas que estão em linha com esses resultados. Mas, Milton, se isso era novidade da pesquisa para a população em geral, um outro tópico dessa pesquisa, das pesquisas, era uma repetição de uma dor de cabeça constante
para o Palácio do Planalto, que é a seguinte. Essas pesquisas mostraram que a rejeição ao Lula entre os evangélicos manteve-se em patamares altos. Por isso, o governo trabalha hoje com uma certeza em relação à campanha eleitoral desse ano. O calcanhar de Aquiles do Lula continua sendo os evangélicos, e esse tema foi discutido novamente no Palácio do Planalto nos últimos dias. Nessa quinta-feira, Milton e Cássia,
Vai ser divulgada uma nova rodada de pesquisas, dessa vez do Datafolha, e entre os assessores do Lula, ninguém duvida da manutenção desse quadro ruim para o Lula. Ainda mais depois do desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval, o desfile que tinha uma ala ironizando a família conservadora, foi considerado desastroso pelo ministro Sidonio Palmeira e por integrantes da alta cúpula do PT, como o próprio presidente do partido, o Edinho Silva,
Foi mais um motivo para deteriorar a já atritada relação do Lula com os evangélicos. Essa vulnerabilidade do Lula, Milton, é antiga e até hoje o governo não conseguiu superar. Essa vulnerabilidade já se apresentava assim na eleição passada e se manteve intocada, praticamente intocada, nos últimos quatro anos.
possa entender melhor como é que isso pode ser traduzido de modo mais concreto. Vamos lá. Na última Quest de fevereiro, 61% dos evangélicos declararam desaprovar o governo contra 34% que disseram aprovar. No início do governo, em abril de 2023, ou seja, meses depois do Lula ter começado esse terceiro mandato, a mesma Quest apurou que 55%
E 44% aprovavam. Quer dizer, apesar das diversas tentativas de aproximação do PT com o meio evangélico, o resultado é frustrante para o partido, para o Lula. Nada saiu do lugar. Eu lembro aqui que o Lula recebeu várias vezes líderes evangélicos no Palácio do Planalto. O Lula já indicou um evangélico, o Jorge Messias, para o Supremo.
no PT, um sem número de vezes, pedindo que essa aproximação tem que ser feita, mas o fato concreto é que, em quatro anos, o PT e o governo não conseguiram a fórmula de diminuir essa rejeição. E ela é vital para a vitória do Lula em outubro. Bom, para terminar, Milton e Cárcia, dá para dizer que duas coisas são certeza em relação a esse assunto. A primeira é que o Lula e o PT ainda não encontraram
de se aproximar dos evangélicos. E a segunda certeza é que o Lula e o PT vão continuar tentando essa aproximação na campanha, porque, em parte, a reeleição do Lula depende disso. Muito obrigado pelas informações e pela apuração, Lauro. Bom dia para você. Bom dia para você, Milton, para você, Cássia, para os ouvintes e até quarta-feira.