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Quadrilhas que roubam condomínios: como se proteger?

02 de março de 20266min
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O CBN São Paulo noticiou mais um caso de roubo a condomínio, no Morumbi. Marcio Rachkorsky explica como quadrilhas estão se organizando para fazer esses crimes e dicas para os moradores se protegerem.

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Assuntos5
  • CondomíniosSistemas de portaria duplos · Câmeras inteligentes com deteccao de risco · Controle de acesso em elevadores com senhas · Camadas multiplas de seguranca · Integracão com centrais de monitoramento
  • Organizacao de quadrilhas de rouboPlanejamento e estudo de condomínios · Informantes internos · Migracao de criminosos de roubos a bancos · Conhecimento de bens valiosos · Tranquilidade e despreocupacao dos criminosos
  • Exposicao de Dados PessoaisFotos em frente ao prédio com placa visível · Geolocalização de residência · Publicacao de bens valiosos · Informacoes sobre rotina familiar · GPS no carro revelando endereco
  • Roubo e criminalidade urbanaInvasao de condomínio · Roubo em apartamento vazio · Tranquilidade dos criminosos na cena · Comportamento perante câmeras de segurança
  • Cuidado Pessoal e Bem-estarConsciência sobre compartilhamento online · Evitar publicacao de bens valiosos · Protecao de informacoes de rotina · Comunicacao com seguranca do prédio
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CDN Morar Bem, com Márcio Raskorski. Oi, Marcela, bom dia. Bom dia, Márcio, tudo bem? Fala, Muniz, tudo jóia. Márcio, a gente tratou aqui mais cedo sobre mais um caso de roubo a um condomínio, mais uma vez no Morumbi. E eu e a Marcela, a gente estava comentando aqui mais cedo como chama a atenção o modo como esses dois homens que estavam ali na cena do crime, eles claramente falavam também com outras pessoas que não estavam por ali.

como eles agiram e a tranquilidade com que eles estavam ali na frente das câmeras de segurança, como se nada estivesse acontecendo, aparentavam saber muito bem o que estavam fazendo e despreocupados. Claro que eles tinham disfarces ali, né? Máscara, boné e tal, mas eles estavam com uma tranquilidade enorme em simplesmente invadir um condomínio, ir até um determinado apartamento e roubar tudo que queriam desse apartamento.

quadrãozinho de galinha. São quadrilhas, eles estudam os condomínios, eles têm informação prévia. Então, como é que ele sabia que aquele apartamento estava vazio e que tinha um relógio caro lá dentro? Como é que ele sabia que aquele apartamento não tinha ninguém? Então, obviamente, tem alguém que passa as informações porque é uma quadrilha, eles se organizam. Eu, outro dia, estava numa palestra com um ex-delegado e ele falou que muitas quadrilhas que roubavam banco migraram para roubar condomínio, porque

Ficou mais simples, mas também é tudo planejado igual eles planejavam para roubar um banco. E ele já vai pontualmente nos apartamentos que tem joia, que tem Rolex, que tem dinheiro guardado lá, que eles sabem que tem dólar, que tem ouro, sei lá o quê. Então, é isso. Agora, o que fica de lição, né? Você olhando as imagens e vendo todo o cenário ali, toda a cena de onde aconteceu,

segurança. Então, tem que ter dois portões, de forma que se um abrir, o outro vai estar ali fechado. Tem que ter algum sistema de câmera que consiga identificar um comportamento de risco. O portão foi forçado, a câmera ou algum sensor consiga identificar e mandar um sinal para uma central. Isso já é possível. Depois, nos elevadores. Gente, o cara passou a primeira barreira, que foi a portaria. Ele vai subir para o apartamento. No elevador, você consegue colocar uma placa,

no sistema do elevador, que cada andar tem uma senha. E aí, para ir no décimo andar, você precisa digitar a senha do décimo andar. Agora, você vai receber um amigo, você vai receber um parente. Você, do décimo andar, libera o elevador. E aí, você consegue ter dupla, tripla, quádrupla camada de segurança, etapa por etapa. Então, não adianta a pessoa entrar pelo portão e estar livremente dentro do apartamento. Tem que ter outras barreiras. E dá para fazer.

transformar o prédio numa prisão, nada disso, mas com tecnologia, sem precisar ter um monte de homem de segurança lá, não é nada disso. É com tecnologia tentar blindar um pouquinho mais. E além disso, criar, seja com o porteiro ou seja com a empresa que monitora lá de longe, criar alguns códigos, algumas coisas que rapidamente têm acionamento de polícia. A gente percebe que os caras ficam à vontade, né? Eles entram tranquilamente, pontualmente vão lá no apartamento, ficam um tempão, saem,

volta, tranquilo, ninguém aborda. Então, acho que é isso. Em linhas gerais, é isso. É, uma lição de casa aí pra ser feita, né? Pra ficar de aprendizado, já que, infelizmente, nesse caso aconteceu, mas é isso que você falou. Claramente, eles sabiam muito bem onde eles estavam indo, o que eles estavam buscando. Como disse a Brisa, que nosso ouvinte era fita dada. É, claramente. Fita dada, é. Agora, sabe, Marcela, eu trabalho com um amigo meu que se chama Renato, que ele é bem especialista, assim, em segurança dessas pessoas, mais de alto luxo, tudo, e ele fala, Márcio, as pessoas colocam

sem querer, não é por mal, óbvio, colocam na rede social, em tempo real, onde elas estão, que relógio que elas estão usando, aí tira a foto na frente do prédio, aparece a placa do prédio com o número da rua. É verdade. Às vezes as pessoas vão no, sei lá, lavar o carro e deixa lá no GPS do carro, o endereço diz assim, casa, aí o cara vai lá e vê onde é a casa, onde é o trabalho, tira a foto,

dos filhos e com o uniforme das crianças. Alguns cuidados que são necessários com o uso das redes, né? É, que a gente não tem, né? A gente tira espontaneamente uma foto ali e posta. A gente nunca acha que vai acontecer com a gente, né? Ah, mas eu nem sou tão rico, eu nem tenho tanto dinheiro, eu sou só um trabalhador, vamos escolher outro. É isso do cara ter um relógio caro, ele tira uma foto com o relógio e posta lá o nome do prédio que ele mora, tudo na frente do prédio e

facilita, né? Mas a gente não tem muito, eu em especial não tenho muito essa atenção e quase ninguém tem. É, sem dúvida. Márcio, obrigada. Boa semana pra você. Até amanhã.

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