'Brasil não precisava ser tão crítico sobre ataque dos EUA ao Irã'
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Posição diplomática brasileira sobre ataques dos EUA ao IrãCrítica do Brasil aos ataques americanos · Falta de necessidade de posicionamento tão crítico · Cautela diplomática versus ideologia · Contraste com posição europeia · Interesse nacional brasileiro
- Conflito EUA-IrãAcordo nuclear iraniano sob Lula · Papel mediador do Brasil · Protagonismo de Lula nas negociações · Rejeição dos EUA ao acordo · Continuidade dessa aproximação
- Conexões políticas e governamentaisVisita do vice-presidente Hélder Queiroz ao Irã · Encontros com líderes do Hamas e Hezbollah · Participação em Fórum de São Paulo · Financiamento de terrorismo internacional · Problemas para política externa brasileira
- Pragmatismo na Politica ExternaPosições ideológicas desconectadas da realidade · Falta de correspondência com interesses brasileiros · Proximidade com Irã como escolha ideológica · Necessidade de abordagem mais pragmática · Incompatibilidade com segurança internacional
E aí, Merval. Boa tarde, ouvinte. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, Merval. Nosso tema, Merval, é a reação do governo brasileiro. O governo brasileiro não tem poder de intervenção no tema, nessas questões, mas tomou posições políticas, né, Merval? Posições diplomáticas, digamos assim. É, Sandro Berg, o Brasil, sobre Lula, sempre foi muito
ligada ao Irã, desde a primeira tentativa de acordo para reduzir o programa nuclear do Irã, que o Lula foi o protagonista, chegaram a um acordo que os Estados Unidos não aceitaram e logo depois os Estados Unidos fizeram um acordo mais amplo. Mas o Lula sempre teve essa ideia de que
Ele poderia ser um mediador da crise do Irã, mas realmente o Brasil não podia ter sido tão crítico, ou não precisava ser tão crítico ao ataque dos Estados Unidos, porque o Irã espalha terrorismo pelo mundo.
era bom que o governo brasileiro tivesse cautela que os europeus tiveram, por exemplo. Porque realmente é uma situação que você não pode apoiar, mas também não pode ficar defendendo o Irã dessa maneira. Então, eu acho que a posição diplomática do Brasil é uma posição
ideológica que não tem sentido na vida real para o nosso país, para o Brasil. Acho que a proximidade com o governo como o do Irã não é uma proximidade que corresponda aos interesses brasileiros. Acho que ele podia ter sido mais cauteloso na sua
E é aceitável, porque um ataque de um país ao outro sempre é criticável, mas não como o Brasil assumiu essa posição. Basta lembrar que não faz muito tempo o vice-presidente Geraldo Alckmin foi à posse do presidente do Irã. Pois é.
do resbolar. Esse é o problema. Sem falar que os líderes desses grupos terroristas todos faziam parte do Foro de São Paulo. Ou fazem parte ainda. Não estou atualizado a esse respeito, mas essa aproximação com grupos terroristas é muito perigosa para o Brasil, para a política externa brasileira. Não tem muito sentido.
você ficar com essa preocupação de ficar próximo a esses países que financiam o terrorismo internacional. Merval Pereira, obrigado Merval. Continuamos amanhã. Obrigado, até. Até amanhã. Até.