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Músicas do Mundo: os jamaicanos Toots & the Maytals

02 de março de 202611min
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João Marcelo Bôscoli fala sobre a banda jamaicana Toots & the Maytals, que começou no início dos anos 1960 a gravar músicas de reggae. Ouça.

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Assuntos2
  • Toots & the MaytalsHistória da banda · Início nos anos 1960 · Gravações de reggae · Ska Rocksteady · Evolução musical
  • Reggae jamaicanoOrigem e desenvolvimento · Influências musicais · Período de formação · Características do gênero
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Sala de Música. Com João Marcelo Bôscoli. Oi, João. Boa tarde. Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, Nando. Boa tarde, ouvinte. Música do mundo, hein? É, qual é a parte do mundo, João? Jamaica. Hum, gostamos. Muito suspeiro. É, muito musicais, né? Fiquei ouvindo Tuts and the Maytals. Começaram no início dos anos 60, Tatiana. Eles pegaram o Ska Rocksteady.

gravar reggae. Então, realmente, aquele pessoal que começaram em 62, imagina. Em 72, o Toots assinou junto com a banda, The Maytals. Mas é um realmente reggae, raiz total. Enfim, eu conto outras histórias. Vamos ouvir aí. Na sequência, eu falo mais um pouquinho que tem umas histórias interessantes a respeito de Toots and The Maytals.

Ska, Rocksteady, Reggae pra você, música do mundo. Mas primeiramente, você poderia explicar onde que o Ska e o Rocksteady se encontram aqui nesse som? Olha, aqui eles estão já no Reggae mesmo, né? Vou falar uma historinha bonitinha sobre o Reggae que conta que teve uma crise,

de calor, né? Na ilha. E o ska... Esquentava muito o ambiente, as pessoas dançavam de maneira frenética. Os músicos... O ska é um pouco mais acelerado. Mais acelerado, né? Quem já ouviu o Pararamas... Bota em muitas bandas. Olha a munheca pra tocar essa música na bateria, hein, João Marcelo? Exato. E aí é isso, Tatiana. Aquele calorão, né?

É, recorde. Foram se esvaziando, assim, né? Os clubes começaram a ter problemas, né? E aí, uma solução natural. A música é uma reportagem do seu tempo, né? Ela tá ali, não dá em árvores, nasce nas pessoas. O pessoal adorou, o pessoal da guitarra, no lugar de... Gastando energia, ficando calor, ar-condicionado, era algo raro lá. É. Tira o pé. É, tipo, faz um... É uma que sobe, uma que desce, né?

Você faz uma música inteira, você fazia antes três compassos, né? Mas vocês lembram, a gente já falou do Mento aqui, que é a grande música jamaicana da primeira metade do século XX, e aí o Sky, e aí o Rocksteady, pra mim, é como a gente ouviu agora o reggae, né? Se você tirar o James Brown aí da atitude desse artista, do Toots, né? Que inclusive, acho importante lembrar que foi de uma música dele,

que veio a dude reggae, que veio a palavra que cunhou o termo, que dá nome ao gênero. Mas é importante lembrar que, como a gente viu em muitas coisas da África, felacute e tal, James Brown é o cara desses caras todos aí. Você vê que ele me dá uma, me dá duas, a própria atitude. Tem James Brown aí também.

dos primeiros, né? Porque aí foram, durante os anos 60, início dos anos 70, eles passaram por tudo e quando chegou o reggae, não só eles apresentaram, viveram esse calorão, como também é do Toots, né? Do Toots Hibbert, né? Que é o compositor da música do reggae, que a gente já tocou aqui. Hoje, tem outra aqui, uma música que é 5446 era o meu número. O que será que quer dizer isso, Nando? Vamos ouvir, Tatiana?

Bora. Mistérios, mistérios, mistérios. Daniel tá dizendo que já foi essa, que foi a que ele tocou. Então é a Redemption Song, é a minha redenção que errei. É a música, a canção da redenção. Uma grande canção de redenção pro João. Eu quero fazer cinema. Você traz um reguinho aqui, eu penso, por que eu não ouço mais

reggae, né? Eu gosto tanto, ouço tão pouco, deveria. É gostoso demais, né? E é legal porque uma hora surge nos lugares, né? Sobretudo se a gente viaja pras zonas litorâneas, né? Combina muito, né? Bom, só pra dizer, como eu me enganei, né? 5446 was my number é com relação, ele conta, né? O Tuts, no período que ele puxou uma etapa lá na, quando ficou, foi preso por posse de entorpecentes,

Não acredito. Ele afirma que ele era inocente. Ele nega. Ele nega. Não, não dá pra negar, né? Porque se o cara assistir os clipes, for ao show e pegar a foto de divulgação, vai ver que não dá pra negar, né? Mas enfim, rendeu uma boa música. Mais um artista que foi assinado, né? Teve contrato com a lendária gravadora Island, lançou Bob Marley, do querido Chris Blackwell. E tem outras histórias aí, né?

Mas nenhuma que possa ser contada nesse horário, né? E a Redation Song que a gente tá ouvindo agora não tem nada a ver com a do Bob Marley e The Whalers? E aí, o que você acha? Tem ou não tem? Ah, eu perguntei primeiro. É a mesma canção? É a mesma coisa? Mentira! É? Então, aumenta, deixa eu ver. Vai, sobe aí, Dani. Vamos ver. É isso mesmo, ó. Não que eu esteja identificando, eu tô só acreditando no que o João tá dizendo, porque eu não tô conseguindo ouvir a música do The Whalers aí, não.

Ah, tem que ouvir e fazer um AB. Ouve uma, ouve a outra. Melodinha é que nem passarinho, Tatiana. O negócio voa, quem pega é dele. Tá, entendi. Bom, olha, guarde o nome T-O-O-T-S and the Maytals. M-A-Y-T-A-L-S. Y não tá... Ah, é bom, né? Y. A gente tá num país onde mais da metade das músicas,

usam esse deslocamento da sílaba tônica, o hiperbibasmo. Então, aqui eu posso aproveitar que a gente está num quadro musical e fazer isso também. O que você acha, Tatiana? Eu acho maravilhoso. Lembra da palavra boêmia? Virou boêmia por causa de uma música. Boêmia. Deslocaram. É, virou boêmia. É boêmia, né? De regresso. Mas ainda é segunda-feira, eu lhe peço. Pega leve, boêmia. Tá bom. Boêmia.

Aqui me tens de regresso, regresso. Vou encerrar, mas eu vi um desenho animado que a pessoa falava lá, um beijinho lá. Socorro, socorro. Lembrei de você. Socorro. Socorro. São cinco horas e o João não para de falar. Tchau, João. Até amanhã. Amanhã tem. Amanhã é o tema. E o tema é? Amanhã a gente conta. Combina de manhã.

Conta para o ouvinte na porta de entrada do Estúdio CBN.