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Guerra eleva petróleo, pressiona dólar e coloca Petrobras e Bolsa à prova

02 de março de 20267min
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No Valor Investe, Gustavo Ferreira fala sobre como o conflito no Oriente Médio impactou os mercado globais, com destaque para a disparada do petróleo tipo Brent, que chegou a subir quase 14% e operar perto dos US$ 80 o barril.

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Assuntos9
  • Preços de Combustíveis e PetróleoAlta do Brent · Preço chegando a US$ 80 · Aumento de 14% · Petróleo como referência global · Impacto nos preços de combustíveis
  • PetrobrasRegulação estatal de combustíveis · Decisão do governo sobre repassar preços · Comportamento atípico das ações · Impacto na rentabilidade da empresa
  • Custos e análise econômicaTransporte rodoviário brasileiro · Repassar custos ao consumidor · Efeito cascata nos preços · Impacto no custo de vida
  • Fluxo Estrangeiro Mercados EmergentesDiversificação de investimentos globais · Saída de investimentos das bolsas americanas · Busca por descontos em emergentes · Comportamento em períodos de crise
  • Reação do Índice BovespaÍndice principal de ações brasileiro · Queda mitigada pela Petrobras · Sucessivos recordes anteriores · Impacto da volatilidade global
  • Risco Financeiro e SistêmicoInflação global · Impacto maior em economias emergentes · Volatilidade esperada · Cenários de crise
  • Mercado FinanceiroDólar subindo durante crise · Volta ao patamar de R$ 5,20 · Demanda por moedas seguras · Incerteza geopolítica
  • Inflação e Política MonetáriaReação esperada do BC · Decisões sobre taxas de juros · Resposta a pressões inflacionárias
  • Renda Fixa vs. Renda VariávelAtratividade de títulos de renda fixa · Taxa Selic · Impacto de possíveis mudanças de juros · Competição entre investimentos
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Quando a gente ia falar do BRB, a gente fala desse assunto daqui a pouquinho, porque o Gustavo Ferreira, que é editor assistente do Valor Invest, está com a gente aqui no estúdio e tem muita coisa para a gente falar sobre os mercados hoje. Gustavo, boa tarde. Alô, alô, Débora, boa tarde para você. Boa tarde, Carol. Boa tarde, ouvinte. Olá, boa tarde. Gustavo, conta para a gente o que já reverberou no mercado, o que essa guerra que estourou, que eclodiu nesse fim de semana já reverberou no mercado. O principal impacto é o petróleo.

Débora, hoje a gente chegou a ter o barril do petróleo numa alta hoje de quase 14%, o Brent, que é o petróleo referência global, referência para a formação de preços aqui no Brasil, chegou a operar na casa dos 80 dólares por barril, deu um recuo ali, uma alta de 6% no fim do dia, mas ainda assim uma alta expressiva. E por que importa o petróleo? Importa não só por causa do preço da gasolina, do preço do diesel, mas por causa do preço de quase tudo que a gente consome.

um país onde o escoamento, o transporte da produção nacional é basicamente feito por estradas. Ou seja, caso essa alta do petróleo seja revertida em alta de combustíveis, esse aumento de custo da produção nacional tende a ser também repassado a consumidores finais, o que nos leva à dúvida de como o Banco Central vai ou não reagir a isso. Mas também, eu acho que aí é um ponto a se ficar atento,

do desenrolar dos conflitos. Trump está falando que talvez tenhamos aí guerra ainda durante quatro ou cinco semanas. Vamos ver como os preços se comportam. Mas também traz uma dúvida política. De contas, o preço do combustível no Brasil, em sua maioria, é regulado pela Petrobras, que é uma empresa estatal. O governo, caso o petróleo, de fato, mantenha esse pique de alta, vai repassar a preços finais? Essa é a grande pergunta do momento e isso impacta

Claro, as ações da Petrobras, que caso o governo e a direção da Petrobras evite fazer esse repasse, as ações da Petrobras, na verdade, podem ter um comportamento, como já teve em anos recentes, durante o governo Bolsonaro, um comportamento atípico. Quanto mais sobe o petróleo, pior para as ações, eventualmente, da Petrobras, porque a Petrobras estaria queimando dinheiro. Muita água para rolar. Espero que não tantas semanas quanto o Trump tem dito, né, Débora?

A tendência de quedas abriu hoje em alta, voltou ao patamar ali de 5,20. A gente tem essa disparada em preço de petróleo. O ouro também subido muito, época de incerteza. Isso acontece. Como é que isso afeta os mercados globais? A Bolsa brasileira também vinha de sucessivos recordes. Deve ter alguma mudança nesse cenário? Pois é, foi o combo completo. De novo, a Petrobras. O comportamento da Petrobras hoje foi o que ajudou a mitigar o impacto na Bolsa do Brasil.

O Ibovespa é o principal índice de ações aqui do Brasil nessa reta final reagindo com uma leve alta por causa das ações da Petrobras. Quem olha para o Ibovespa não vê a história toda porque a maior parte das ações do Brasil operou em queda. O Ibovespa com essa queda mitigada porque as ações da Petrobras nessa reta final do pregrão estão subindo na casa dos 4% com investidores imaginando que a Petrobras sim vai repassar caso se mantenha esse preço mais alto do petróleo pelos próximos dias, pelas próximas semanas.

A Petrobras repassaria isso a preços finais e, portanto, lucraria mais. Só que não é positivo para a Bolsa, porque voltando então ao Banco Central, aquela bela história, menos juros caindo, menor perda de atratividade da renda fixa a variável. Mas tem um ponto aqui que vale prestar atenção na Bolsa brasileira, que ela vinha se favorecendo essencialmente do fluxo estrangeiro, que muito pouco olha o gringo para o nível da Selic.

vinha passando por todo um reposicionamento com investidores tirando dinheiro das principais bolsas, com destaque a bolsa americana, ou se não tirando, ao invés de apostar na bolsa americana, aumentando a sua diversificação e correndo atrás de descontos em mercados emergentes. E aí é uma outra dúvida que pinta. Normalmente, em momentos de crise global, assim como sobe o ouro, assim como sobe o dólar, as bolsas emergentes, que muito embora não tenham diretamente nada a ver com a história,

acabam sendo penalizadas porque sempre pintam. Bom, o risco de mais juros no mundo, com maior inflação, pinta o risco de recessão global. Em caso de recessão global, os mercados emergentes são os principais prejudicados, porque são economias com menores condições de suportar esse impacto. Agora vamos ver o que vai pesar mais. Se vai continuar tendo essa diversificação, por exemplo, quando teve recentemente aquele caso da Groenland, os mercados emergentes se favoreceram, porque o investidor global ignorou,

Esse risco recessivo, imaginando que esses países são os menos diretamente envolvidos no conflito, acabaram optando por mercados emergentes. Hoje já fraquejou isso, a gente teve o dólar voltando a subir. Pouco, subiu 0,6, o dólar vinha caindo bastante, tem bastante gordura para queimar. Mas a gente tem que entender agora, pelos próximos dias, o que vai pesar mais. É esse apetite por mercados emergentes ou essa aversão a risco, e aí a todo e qualquer risco, e mercados emergentes naturalmente oferecem mais riscos, o que vai pesar mais?

sobre o câmbio e aí é a grande chave. Talvez para o desempenho da Bolsa Nacional pese mais essa percepção internacional no momento do que o quanto vai ou não cair a Selic pelos próximos meses do ano. Está certo, Gustavo. Obrigada. E vai contando para a gente como é que vai ficar essa situação nos próximos dias. Teremos dias de alta volatilidade com toda certeza. Obrigada e boa noite. Eu que agradeço. Espero que com melhores notícias pelos próximos dias.

acessarem o valorinveste.com. Tchau, tchau. Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Investe.

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