Operação da PF: 'total sincronia entre encontros de Castro e aportes no Banco Master'
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Conheça a trilha. Pensar fora da curva é o melhor caminho. Saiba mais sobre a trilha em trilhab3.com.br Dia a dia da economia, com Miriam Leitão. Dia a milha.
Boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam. Em menos de duas semanas, Miriam, o ex-governador Cláudio Castro, foi alvo de uma segunda operação da Polícia Federal. Desta vez, a de hoje, é a oitava fase da Operação Compliance Zero. E a suspeita agora da Polícia Federal é que o Fundo de Previdência do governo do Rio
Aplicou no Master não R$ 900 bilhões, mas R$ 3 bilhões, incluindo letras financeiras e diversos fundos.
Pois é, Sardenberg. Primeiro, a gente tem que entender assim, 11 dias, você falou menos de duas semanas, perfeito. 11 dias, a Polícia Federal visitou duas vezes nesses 11 dias o ex-governador Cláudio Castro. A primeira vez foi uma operação, a operação sem refino, que é, foi a busca e apreensão, foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. E a suspeita era colocar a máquina do Estado, principalmente a máquina...
que deveria cuidar da arrecadação em favor de um grande sonegador, de um dos, talvez, o maior sonegador do Brasil, que é Ricardo Magro. E esse sonegador deve R$ 14 bilhões ao Rio de Janeiro. E ele teria encontrado facilidades na Secretaria de Fazenda, com a participação do governador.
para conseguir renegociar ou não pagar ou jogar para as calendas ou ter um grande desconto nessas suas dívidas tributárias. Agora é uma outra coisa. Agora é o ministro André Mendonça e dentro do Compliance Zero, como você disse, Sardenberg. E aí a suspeita é a relação próxima demais com o Vorcaro e com uma coincidência muito grande entre...
os encontros do Vorcário e Cláudio Castro e os aportes feitos pelo Rio Previdência em papéis do banco. A gente já tinha a informação de que 970 milhões tinham sido investidos pelo Rio Previdência na compra de letras financeiras do Banco Master, que não foram pagas, o banco quebrou sem pagar.
Mas isso aconteceu até entre outubro de 2023 e julho de 2024. E aí começou a ter impedimentos legais para ele continuar fazendo esse mesmo tipo de aporte. Então, diante desses entraves regulatórios...
eles mudaram a modalidade de aplicação entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, portanto, um pouco antes do banco ser liquidado, quando já se sabia, o contexto era um contexto de...
de crise aguda, de crescente dificuldade de crise de liquidez, diz o documento. Nesse contexto, eles investiram mais 2 bilhões. Há um determinado momento, no item 15, que eles falam ao todo em 3 bilhões 690 milhões investidos de dinheiro do...
de dinheiro do Rio Previdência, que foi para o banco de Daniel Vorcaro. E aí eles dizem isso, que é uma relação muito próxima, que assim que eles se encontravam, tinha uma coincidência de data. Eles se encontravam e em seguida tinha uma aplicação do Rio Previdência nesses papéis de altíssimo risco, tanto altíssimo risco que eles não voltaram.
Esse dinheiro não voltou, esse é um rombo no Rio Previdência. De todos os 16 fundos de pensão que estão envolvidos nessas operações danosas feitas com o Banco Master, a maior era, já era...
o do Rio Previdência agora cresceu muito mais, triplicou o tamanho do encontro. Então, eles dizem lá o tamanho do buraco. Eles dizem que entre encontros mantidos entre ambos e os aportes financeiros do Rio Previdência no Banco Master, havia uma total sincronia entre uma coisa e outra.
E, enfim, são duas frentes de explicação que ele tem que dar, dois ministros diferentes do Supremo, duas operações diferentes e o mesmo ex-governador nessa situação, Sardenberg e Kassian. Tá certo. E como você disse, as letras e aportes em fundos que foram e não voltaram, dinheiro perdido.
Exatamente, porque as letras financeiras não foram pagas, o banco quebrou. Mas ele fez o quê? Com essa nova, quando isso aí ficou, por razões regulatórias, não podia comprar mais letra financeira, aí eles começaram a fazer investimentos em fundos do Banco Master. Fundos que já foram fechados, fundos que têm muita fraude dentro deles. Então, fundos desse ecossistema do Banco Master.
É para lá que foi o dinheiro do aposentado do Rio de Janeiro. Aposentados e pensionistas. Foi para esse buraco. Então, é uma situação complicadíssima, né? Esse desequilíbrio atuarial nos fundos de pensão por suspeitas de que tenha sido por corrupção, né? E então...
Eu sei que meu comentário acabou, mas só para dar uma palavrinha, o senador Renan Calheiros fez uma proposta na semana passada que deixou todo mundo estupefato de usar o Fundo Garantidor de Crédito para cobrir todos os rombos nos regimes próprios de Previdência Social, ou seja, nesses fundos de pensão que deram dinheiro para o Banco Master. E ser tudo pago pelo Fundo Garantidor de Crédito. Evidentemente que essa proposta é inaceitável. E espero que o Congresso não leve adiante uma ideia como essa.
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