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Em meio a discussões sobre acordo de paz com o Irã, EUA realizam novos ataques

26 de maio de 202610min
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Cristina Pecequilo, professora de Relações Internacionais da UNIFESP, comenta o novo ataque americano ao Irã, em meio a um cessar-fogo cada vez mais instável. Washington classificou os ataques como “defensivos”. Ouça.

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Participantes neste episódio3
F

Fernando

HostJornalista
T

Tati

HostApresentadora
C

Cristina Pecequilo

Convidado
Assuntos5
  • Ataques EUA e IrãAcordo de paz · Cessar-fogo instável · Motivação de autodefesa · Resposta iraniana · Restauração da internet no Irã
  • Memorando de Entendimento Irã-EUAAbertura do Estreito de Hormuz · Questão nuclear iraniana · Levantamento de sanções econômicas · Liberação de fundos iranianos
  • Reunião de gabinete em Camp DavidAcordos de Paz · Acordos de Abraão · Reconhecimento de Israel · Arábia Saudita · Catar · Paquistão · Turquia · Egito
  • Conflito Rússia-UcrâniaOfensiva militar russa · Mísseis hipersônicos · Ataque a dormitório de estudantes · Deslocamento de soldados americanos · Fronteira com a Polônia · Guerra de drones
  • Ataques israelenses no LíbanoRio Litani · Vale do Bekaa · Hezbollah · Netanyahu
Transcrição26 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. CBN Pelo Mundo, com Cristina Pessequilo. Oi, Cris, boa tarde.

Oi, Tati. Boa tarde. Boa tarde, Fernando. Boa tarde, ouvintes. Bom, a gente vai voltar a falar da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Mais ataques dos Estados Unidos e resposta iraniana, Cris. Foi bastante grave esse novo ataque dos Estados Unidos ao Irã. Embora os Estados Unidos digam, dentro daquela linguagem diplomática,

E aí até o Trump nos surpreendendo, usando uma linguagem diplomática, que foi uma motivação de autodefesa, de que o Irã estaria atacando barcos, aviões, drones americanos e eles tiveram que responder. Então foi um pequeno ataque limitado e que isso não significaria o rompimento do cessar-fogo. Por outro lado, o Irã alega que ele vai responder a esse ataque que os Estados Unidos fizeram.

de uma forma bastante decisiva e também de uma forma de legítima defesa. Ou seja, assim como os Estados Unidos alegaram que foi um movimento de autodefesa, o Irã vai fazer a mesma coisa. E nós também tivemos notícia de que houve uma restauração, ainda que parcial, da internet no Irã e de que isso sinalizaria, segundo autoridades iranianas, que o país estaria voltando a uma certa normalidade.

Cris, quais são os pontos desse novo acordo? Que já não é tão novo assim, né? Ele vai e volta, vai e volta. O que está desenhado agora? Nossa, até a gente fica até constrangido de voltar ao assunto, porque sempre esse vai e volta, né? E os pontos que estavam sendo negociados e que ainda continuam tentando ser negociados, principalmente pelos países.

do Oriente Médio, que estão envolvidos na guerra, não só Estados Unidos e Irã, então aqui a gente está falando de Catar, de Paquistão, está falando também da Turquia, eram os seguintes, faltava pouco, segundo eles, para assinar antes do TAMP atacar e de tudo que está acontecendo hoje, novamente, que o Estreito de Hormuz seria reaberto e que em até 30 dias o trânsito de navios no Estreito de Hormuz estaria...

normalizado. E aqui é interessante mencionar que eles nem estavam chamando muito isso de acordo, mas sim de memorando de entendimento, que é uma linguagem para indicar que depois do memorando você teria outros acordos. Então, o primeiro ponto seria a abertura gradual do Estreito de Hormuz até a normalização em até 30 dias. A outra questão era a questão nuclear, com o Trump garantindo que o Irã iria...

levar o seu arsenal, na verdade, o seu urânio enriquecido, para os Estados Unidos e que os Estados Unidos destruiriam todo o urânio enriquecido iraniano. Então, isso seria o que o Trump falou da poeira.

para novas conquistas. E quais seriam as novas conquistas? Os demais pontos do memorando, que seriam o levantamento das sanções econômicas e a liberação de fundos iranianos. O que fica em dúvida é se isso ainda vai continuar na mesa, principalmente depois desses ataques. E aí é uma divergência. As autoridades iranianas falam que o Trump...

Está errado que eles não iam entregar todo o urânio para os Estados Unidos, mas que isso poderia ser feito parcialmente, que o urânio enriquecido não seria destruído. Então, novamente, a gente tem, como você falou, esse vai e vem, essa troca de acusações misturada com uma troca de narrativas, mas na base da mesa é sempre isso, hormônio nuclear, liberação de fundos.

Israel intensificou mais uma vez os ataques ao Líbano, mantinha ataques regulares ali no sul do país. Em quais regiões agora e por que agora, Cris? Então, Tati, Fê, ouvintes, o por que agora, eu fico até pensando em falar uma resposta conspiratória, né? Mas, na verdade, eu acho que o por que agora é derivado desses avanços, né? Que a gente estava observando na assinatura desse memorando de entendimento, apesar...

da troca de fogos entre os Estados Unidos e Irã. E aí o que Israel se vê com o Pelida fazer? Aumentar suas incursões terrestres na região sul do Líbano. Então a gente está falando aí daquela área do Rio Litane, toda a Vale do Beca, totalmente controlada pelo Hezbollah para destruir a infraestrutura do Hezbollah.

Lembrando que algumas semanas atrás a gente falou de um novo encontro entre Israel e Líbano para tentar manter o seu sarfogo. E aí o Hezbollah já dizendo que ele não faria parte disso. Então eu acho que é também uma espécie de reação do Netanyahu para consolidar suas posições. Porque dos três envolvidos aqui, Israel é o país que tem mais interesse na continuidade da guerra.

menos interesse tem os Estados Unidos e menos interesse tem o Irã ainda. Então, para o Netanyahu, quanto mais ele colocar gasolina na fogueira, melhor. E eu acho que essas incursões no Líbano são para fixar a posição e jogar um pouco mais de gasolina na fogueira. Cris, Trump convocou uma reunião de gabinete para Camp David, para amanhã. O que a gente sabe desse encontro e qual é a simbologia de Camp David e não na Casa Branca?

Aqui é até também mais um dos motivos que talvez tem impelido Netanyahu a fazer esse ataque. Quando a gente ouve Camp David, a gente ouve historicamente o nome de um lugar no qual foram assinados os grandes acordos de paz entre Israel e os países do Oriente Médio. Então, o que a gente pode estar observando aqui? Uma jogada do Trump, ele adora essas jogadas de mestre, esses blefes.

para levar uma... As notícias dizem, olha, vai discutir, vai discutir a economia. Mas também tem uma notícia paralela ocorrendo, que é a seguinte, o Trump pediu, dentro dessa sua ideia de jogada de mestre, que outros países do Oriente Médio assinem os acordos de Abraão. O que são os acordos de Abraão? Assim como os acordos de Camp David entre Israel e Egito, assim como os acordos de Israel com Jordânia.

são acordos que levam ao reconhecimento do direito de Israel de existir no sistema internacional como Estado. Então, esses acordos de Abraão foram um dos últimos acordos que o Trump assinou antes de sair da Casa Branca no seu primeiro mandato. Então, foi com Bahrein, Emirados Árabes, Marrocos, que passam a reconhecer o direito à existência do Estado de Israel.

E aí, o que ele está pedindo para que mudem de posição agora? Arábia Saudita, até fiz aqui uma listinha, Arábia Saudita, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, para que esses países também, mesmo aqueles que Egito e Jordânia, que já reconhecem Israel, que eles se comprometam com o Camp David. Então, de repente, a gente pode ter uma junção aí da simbologia de Camp David como um momento de paz com essa pressão do Trump.

para que esses países reconheçam o direito de existência de Israel, incluindo aí também o Irã. Aí a motivação da guerra acaba para Israel. Ô Cris, na guerra da Rússia com a Ucrânia, a gente teve uma grande ofensiva militar russa e a Rússia usou mísseis hipersônicos. Isso foi uma reação à Ucrânia ou foi uma reação às movimentações militares dos Estados Unidos na Polônia?

Foi as duas coisas, Tati, que foram ouvintes. Por quê? Porque o que a gente observou...

nas últimas semanas, foi uma tentativa da Ucrânia de recuperar parte dos seus territórios. É muito pequena, ela não recuperou muita coisa, mas isso foi simbolizando pequenas derrotas para a Rússia. E no fim de semana nós tivemos um ataque muito sério a um dormitório de estudantes civis russos e que foi considerado pela Rússia um crime de guerra. Então, o que a Rússia fez? Ela utilizou mais ainda, ela já vinha utilizando os mísseis intercontinentais.

Oreschnik, e no meio de tudo isso, brigando com a Alemanha, veja, a gente fica falando de tanta coisa ao mesmo tempo, mas o Trump anunciou que soldados americanos que fazem parte da OTAN que estariam saindo da Alemanha por conta da briga dele com o chanceler Mertz.

seriam deslocados para a fronteira com a Polônia. E aí a gente tem essa ofensiva militar russa aumentando ainda mais as tensões da região, lembrando que a gente também estava com uma guerra de drones vindo dos países bálticos e também de alguns países nórdicos para a Rússia. E o chanceler Lavrov, que é o equivalente ao ministro das Relações Exteriores Russo, avisou ao governo Trump de que ele faria esses ataques, seria uma resposta do Putin?

a essas pressões americanas e também às pressões ucranianas e, por que não dizer, europeias, justamente para criar uma situação de falta. Cristina Pessequilo conosco toda terça-feira no nosso estúdio CBN, no CBN Pelo Mundo. Obrigada, Cris. Um beijo para você. Até semana que vem.

Até semana. Beijão, gente. Obrigado, Cris. Em um mundo cheio de respostas, escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha. Fazemos perguntas que movem negócios com dados e inteligência aplicada. Saiba mais sobre a Trilha

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