Doença celíaca não é 'preferência alimentar'; sem tratamento, doença pode resultar em problemas de saúde
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Luis Fernando Correia
Fernando
Tati
Débora Costa
- Doenca celiaca e intolerancia ao glutenDoença celíaca · Intolerância ao glúten · Contaminação cruzada · Glúten · Vilosidades do intestino · Diagnóstico
- Sintomas e Complicacoes ClinicasAnemia · Osteoporose precoce · Infertilidade · Fadiga crônica · Diarreias · Dores abdominais · Linfoma no intestino
- Banalização da doença celíacaPerda de credibilidade · Impacto em restaurantes e indústria · Dificuldades para celíacos
- Diagnóstico e detecção de doençasPrevalência no Brasil · Prevalência mundial · Dificuldades no diagnóstico · Exame de anticorpos
- Vendas de alimentos e produtosProdutos sem glúten no mercado · Dieta restrita e saudável · Marketing e modismo
- EndometrioseSensibilidade ao glúten · Endometriose
Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido plug-in com até 1.300 km de autonomia combinada, com conforto de primeira classe. E na cidade você roda no modo 100% elétrico. Com esse SUV, cada caminho leva você mais longe. Dili EX5 EMI. Sua grande jornada começa agora. Saiba mais em dilibrasil.com.br
No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Saúde em Foco. Com Luiz Fernando Correia. Oi, doutor. Boa tarde. Boa tarde, Tati. Boa tarde, Fernando. Boa tarde, ouvintes.
Doutor Luiz Fernando, hoje fala sobre doença celíaca a partir do relato da atriz Isis Valverde. É isso, né, doutor? Exato. Chamou a atenção de todo mundo nesses últimos dias um post que a Isis Valverde fez, onde ela conta que teve que ser internada três vezes esse ano por conta da doença celíaca que ela tem, que já descobriu desde os 19 anos de idade.
E ela chama atenção para um detalhe importante de quem tem doença celíaca, uma coisa que a pessoa sofre, que é a contaminação cruzada de alimentos. Vamos entender, então, a história. Doença celíaca, para início de conversa, não é frescura, não é moda.
Isso tem que ser bem separado, a gente vai separar isso aqui para frente. É uma doença autoimune, ou seja, do nosso sistema de defesa do corpo. Quem tem doença celíaca e tem contato com o glúten, que é uma proteína que está no trigo, na cevada, no centeio, esse contato dispara uma reação de defesa, uma reação...
autoimune, que destrói, no fim das contas, chega a destruir as vilosidades do intestino. Vilosidade é como se fossem os dedinhos, vamos dizer assim. Nosso intestino tem uma mucosa para absorver substâncias, o intestino delgado, que é o intestino fino, só que para aumentar a superfície de absorção é como se fossem vários dedinhos. Então ele aumenta, aquela mucosa sobe e desce para facilitar a absorção.
E essa reação inflamatória de defesa vai destruindo essa camada de absorção. E isso leva o quê? Uma pessoa vai ter anemia, vai ter oxoporose precoce, pode ter infertilidade, uma fadiga crônica, porque não consegue absorver as substâncias necessárias. Tem diarreias assim terríveis, muitas dores abdominais, e existe estatisticamente um risco aumentado do linfoma no intestino. E é uma doença genética, né, doutor?
Uma doença genética, ela tem uma característica genética, geralmente tem outras pessoas na família ascendentes que têm essa doença também, mas o mais importante é entender isso. Primeiro, quanta gente tem isso?
São 2 milhões de brasileiros com essa doença. Então, é um grupo específico. No mundo, é 1% da população. É um percentual muito pequeno se a gente levar em conta o total da população. E aqui não tem ninguém diminuindo o sofrimento e as dificuldades das pessoas. É justamente porque isso virou uma modinha.
Virou a modinha, eu tenho intolerância ao glúten. E misturou tudo. E o que é pior, gente, além de diminuir o sofrimento das pessoas que têm a doença, porque fica aquela coisa meio modinha, é uma coisa muito estranha, porque na prática os dados mostram que somente 3 em cada 10 pessoas com doença celíaca fazem o diagnóstico. Então isso é muito complicado, porque a pessoa passa com esse sofrimento a vida inteira
E não tem, porque geralmente isso começa logo depois da infância, com adultos muito jovens. Eu lembro de colega de turma, de faculdade, 20 e poucos anos com isso. Agora, doutor, a gente tem uma dúvida aqui da nossa colega Débora Costa, de Belo Horizonte, pedindo para que o senhor explique por que quem tem endometriose também pode ter sensibilidade ao glúten. Porque aí a sensibilidade ao glúten não vem exclusivamente da doença celíaca. Pode ter outras causas, né? Não.
Não. Não, não. Então vamos separar as coisas. Eu nunca ouvi nada disso, Débora. Eu vou até dar uma olhada depois para tentar descobrir, mas eu nunca ouvi falar disso. E tolerância ao glúten...
De verdade é doença celíaca. Não é intolerância, é sensibilidade. Sensibilidade. Mas não, aí é que começou a complicação. Que aí mistura tudo. Aí fizeram essa bagunça, entendeu? E sabe o que é pior? Eu estava falando essa coisa do diagnóstico. Por que não fazem o diagnóstico? Sabe por quê? Porque todo mundo parou de comer glúten. Porque um monte de gente parou de comer glúten. Muita gente parou de comer glúten. Aí essas pessoas todas vão fazer exame.
O exame busca o anticorpo que o corpo produz contra o glúten. Aí a galera não está comendo glúten e vai fazer o exame. Sabe o que acontece? Dá negativo.
Porque não está comendo glúten, não está produzido a de cor. Ah, perfeito. E aí não faz o diagnóstico, entendeu? Não faz o diagnóstico, nem quem tem, nem quem não tem. Então virou uma grande bagunça, isso virou um grande negócio, um business enorme. Você vai no supermercado hoje, professor. Tem até cerveja sem glúten. Doutor, você vai no supermercado hoje, é tudo sem glúten. Tem uma parte que...
Eu acho que é ótimo. Seria muito legal, mas o problema é que as pessoas que são incentivadas a consumir isso, muitas vezes não tem nada a ver com isso. Mas uma coisa é ser intolerante ao glúten porque você tem uma mudança genética que faz com que o seu corpo funcione de um jeito a não processar aquela substância. Você provoca uma reação de defesa na parede do intestino que inflama uma janela
E acaba sendo destruída se aquela informação se repete. Mas outra coisa também é você ser sensível a essa substância no seu corpo ou se sentir melhor sem ela. Porque pode acontecer também, né? Sabe o que acontece na prática? Se você for olhar, a dieta da galera que é intolerante ou sensível ao glúten é uma dieta bastante restrita.
E uma dieta muito saudável, muitas vezes. Sim. Então, essa pessoa vai ficar bem porque faz uma dieta mais saudável, gente. Não é porque tirou o glúten. Não é porque tirou o glúten. Entendeu? Isso virou um negócio, virou um demônio. Ah, porque o glúten de hoje... Aí vem uma história que o trigo de hoje não é o trigo do passado. Começa a inventar um monte de historinha maluca.
conspiratória para explicar esse negócio, gente, não tem nada disso. Ou você tem ou não tem doença celíaca. Não inventa esse meio de campo aí, não. Porque isso está fazendo mal para as pessoas. As pessoas que têm doença celíaca têm uma vida complicada. Por quê?
Da mesma forma que, obviamente, seria muito interessante que, bom, temos o lado bom aí que o Fernando falou, tem mais produtos sem glúten. Eu lembro, eu estou falando dessa minha colega de turma, são dos anos 80, gente. A gente ia sair com a galera da faculdade, ela não podia comer nada. Sim, é. Era complicado, entendeu? Não tinha esse tipo de coisa. E aí o que acontece? Ao mesmo tempo, também apareceu uma reação das pessoas de banalizarem.
E não cuidarem. Porque quem tem dita intolerância ao glúten, pode comer qualquer coisa, um produto que tenha uma comida que tenha sido feita num óleo, onde foi frito coisas com glúten. Não vai acontecer nada com ela, gente. Perfeito. Agora, com quem tem doença celíaca, simplesmente comer batata frita, feita num óleo, onde foi feita uma fritura de uma parmejana...
Vai dar ruim, entendeu? Essa pessoa vai ter, vai passar muito mal. Eu lembro de uma outra história também, é acontecida lá em casa. A gente tem uma grande amiga nos Estados Unidos que tem doença celíaca. E tem uma marca de sorvete, olha que lá nos Estados Unidos, uma marca de sorvete super conhecida e que a gente comprava em casa e ela adorava quando ia lá em casa. Só que toda vez que ela ia lá em casa, ela passava mal. E até a gente descobrir que aquela marca não tinha escrito no rótulo nada, nenhum alerta.
Então, quer dizer, a vida dessas pessoas é muito controlada, tem que ter cuidado. Agora, como é com essa banalização da intolerância, quem faz comida, quer dizer, quem prepara alimento, muitas vezes restaurantes, muitas vezes até mesmo produção industrial, não se preocupa em fazer direito. Perfeito.
E aí, o coitado, no sentido, né? Mas a pessoa que tem doença celíaca sofre. Certo. Então, gente, vamos fazer certinho o que é de César, já dizia, né?
Tem doença celíaca? Tem doença celíaca. O resto, tá fazendo dieta, malandro. Não inventam a moda, não, porque dieta de moda é um negócio que não adianta nada. É um negócio que toda hora aparece uma. Vamos focar no que interessa? Ah, eu parei de... Sim, eu tenho intolerância, eu sou sensível ao glúteo. Aí parei de comer pão e emagreci. Poxa vida, aquele grúteo que me fazia mal, né? Pô, fazia mal porque você comia muito pão, bicho.
Depois vou te contar uma história engraçada sobre intolerância, não intolerância, doutor.
Doutor Luiz Fernando Corrêa conosco, em geral, um pouquinho mais cedo, às terças e quintas, em Saúde em Foco. Obrigada, doutor. Até quinta. Até mais, até quinta. Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte, o Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão.
Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$ 199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
Dili
Dili EX5 EMIMagalu