GDF busca saída para crise do BRB enquanto pressão por socorro federal expõe impasse político e fiscal
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Crise política no São PauloBRB · Banco Master · Governo do Distrito Federal · Celina Leão · Luiz Fux · Tesouro Nacional · Dário Durigan · Ibanez Rocha
- Troca de defesa do ex-presidente do BRBPaulo Henrique Costa · Daniel Vorcaro · Uso de dinheiro público
- Supremo Tribunal FederalSupremo Tribunal Federal · Corte Constitucional · Julgamento de casos criminais · Mediação
- Política do EndividamentoFundo Garantidor de Crédito · Pool de bancos · Risco de crédito
- Possíveis soluções para o BRBVenda de parte do banco · Privatização do banco · Calendário eleitoral
Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido plug-in com até 1.300 km de autonomia combinada, com conforto de primeira classe. E na cidade você roda no modo 100% elétrico. Com esse SUV, cada caminho leva você mais longe. Dili EX5 EMI. Sua grande jornada começa agora. Saiba mais em dilibrasil.com.br
No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Dia a dia da economia. Com Miriam Leitão. Bom dia pra você, Miriam Leitão.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Miriam. Miriam segue as conversas no sentido de salvar o BRB, o Banco de Brasília, que enfrenta dificuldades financeiras desde que foi usado para as falcatruas com o Banco Master. Aliás, nesse caso, nas investigações ontem, surgiram diálogos entre o ex-presidente do BRB, o Paulo Henrique Costa, e o Daniel Vorcaro, que revelam a promiscuidade nas relações entre os dois, usando o dinheiro público.
Como é que está o plano para salvar o BRB agora, Miriam?
Olha, Milton e Cássia, só tem um plano possível, que é um plano do governo do Distrito Federal salvar o banco que o governo do Distrito Federal arruinou. Não é a governadora atual Celina Leão, mas ela era vice-governadora no período em que o banco foi quebrado pelo seu controlador. E agora é ele que tem que resolver. Essa solução de ir para o Supremo da governadora Celina Leão...
não faz sentido. Primeiro, o seguinte, quer dizer, o que aconteceu? Ele foi ao Supremo pedindo que o Supremo obrigue o Tesouro Federal a socorrer o banco. E aí, simplesmente, o que o ministro Luiz Fux tinha que fazer é falar, olha, não é minha função, não é função do Supremo fazer isso, não está nas nossas prerrogativas.
Aí o que faz o ministro Luiz Fux? Chama para uma reunião de conciliação. O Supremo é Supremo, Supremo Tribunal Federal, uma corte constitucional e, além disso, julga os casos criminais de pessoas com prerrogativo de foro. É isso que é o Supremo. O Supremo não é uma Câmara de conciliação.
E está tentando ser isso. Já teve um precedente do ministro João Mar Mendes na discussão do marco temporal, que ele fez uma mediação, como se fosse possível, e agora tem essa questão que o Supremo assume a posição que não é do Supremo. Ele não tem que fazer isso. E o ministro Luiz Fux deve não dar um passo além disso. Não pode ele fazer alguma determinação de que o Tesouro socorra o BRB.
E aí o ministro da Fazenda, Darío Durigam, fez bem de dizer, tudo que eu posso conceder é permitir que o governo do Distrito Federal se divide além do que ele atualmente pode. Porque como o governo do Distrito Federal tem déficit, tem baixa capacidade de pagamento, dentro do CAPAG, que é capacidade de pagamento, ele está na letra C.
Ou seja, de A a D, ele está na letra C do ponto de vista do risco do crédito, alto risco de crédito. Então, ele pode flexibilizar essas regras para que o governo do estado federal pegue um empréstimo maior. Mas tem que ser um empréstimo no fundo garantidor de crédito com um pool de bancos. Eu tenho acompanhado isso e durante muito tempo...
O governo do Distrito Federal não se articulou com os bancos, achou que o fundo ia dar o empréstimo sem os bancos estarem juntos. E o fundo já disse que não vai dar. Então, eles estão negociando isso. Então, tudo que ele pode fazer é flexibilizar, mas ele não pode dar a garantia do Tesouro. Se der a garantia do Tesouro, se o governo não pagar, quem paga são os contribuintes do país todo, através do Tesouro Nacional.
Então, qual é o caminho que pode ser? Olha, o caminho tem que ser o governo do Instituto Federal pensar nas soluções realmente importantes. Tudo que aparece lá de solução, vamos vender uma parte do banco para capitalizar o banco. Ah, não, mas isso aí, então vamos ver como é que a população, o eleitorado vai aceitar isso. Privatizar o banco, por exemplo, ele pode separar o banco ruim do banco bom e privatizar o banco. Ele tem que pensar nesse tipo de solução.
Mas não, não pensa nesse tipo de solução porque tem medo do eleitorado, tem medo de perder a eleição. Então, o calendário do banco está submetido ao calendário eleitoral e é um erro. Cássia. Enquanto isso, Miriam, se discute, como você estava explicando para a gente, essa possibilidade do governo do Distrito Federal poder se endividar mais, fazer um empréstimo.
Mas aí quem seria uma espécie de fiador desse empréstimo não seria a União, não seria o governo, mas seria uma espécie de consórcio de bancos.
É, esse consórcio de bancos, junto com o Fundo Garantidor de Crédito, dão um empréstimo. Tudo que o Tesouro fala, eu autorizo ele tomar esse empréstimo, apesar da sua baixa capacidade de pagamento. Mas ele ser o fiador, se ele for o fiador, daqui a alguns meses vai estar o Tesouro pagando a conta.
de um crime que foi cometido no BRB. Tem que entender isso, é crime cometido no BRB. O que aconteceu foi que aceitaram os administradores escolhidos pelo governador, então, Ibanez Rocha, aceitaram comprar uma carteira podre.
e compraram essa carteira podre de 12 bilhões, e o banco agora está tentando digerir essa carteira e não consegue. Essa é a dificuldade do banco. Então, ele tem que resolver sozinho esse problema. O governo do Distrito Federal criou o problema. Ele tem que resolver sozinho o problema. Não pode passar essa conta para o distinto público. Muito obrigado, Miriam, e um bom dia para você. Bom dia. Bom dia.
Dili
EX5 EMI