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O condomínio pode permitir o consumo de bebida alcoólica na piscina?

27 de maio de 20266min
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Uma ouvinte conta que está montando um novo regulamento interno no condomínio onde mora e pergunta se pode proibir o consumo de bebida alcoólica na piscina. Saiba mais!

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Participantes neste episódio4
C

Carlos Eduardo Éboli

HostJornalista
B

Beatriz Pacheco

Co-hostJornalista
A

Ana Leoni

ConvidadoJornalista
C

Carol

ConvidadoApresentadora
Assuntos2
  • Consumo de ÁlcoolRegulamento interno de condomínio · Proibição de bebida alcoólica · Consumo moderado vs. excesso · Multas e advertências · Área comum como extensão da casa · Livre escolha e intimidade
  • Tabagismo e saúdeÁrea descoberta em condomínio · Não incomodar os outros
Transcrição14 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

CDN Morar Bem, com Márcio Raskorski. Márcio, bom dia. Oi, Marcela, bom dia. Bom dia, Márcio.

A Ruth conta aqui que está montando um novo regulamento interno lá no condomínio dela e pergunta, podemos proibir bebida alcoólica na piscina? Ah, de jeito nenhum. Isso é uma proibição que não faz o menor sentido. Eita, lá no meu prédio é proibido. No meu também. Puxa vida, mas imagina você trabalha a semana inteira, aí chega final de semana, você quer ir para a piscina.

Você quer relaxar um pouquinho, fazer um brinde com o seu marido, com a sua namorada, com o seu esposo, sei lá com quem. E você não leva taça de vidro, não leva garrafa de vidro para não ter perigo. E você não pode.

Não faz o menor sentido. O excesso tem que ser coibido. Então, se alguém for para a piscina, se portar super mal e beber até cair, essa pessoa vai tomar uma multa, vai tomar uma advertência. Agora, proibir as pessoas de consumir moderadamente.

Álcool na piscina é a mesma coisa você proibir criança de brincar na piscina. Se alguma criança brincar com exagero, molhar todo mundo, o pai vai tomar uma multa. Se alguém beber em demasia na piscina, vai levar a multa. Agora, proibir a pessoa de consumir, de tomar uma cerveja, de tomar uma taça de vinho na piscina da sua casa.

Eu acho que não faz o menor sentido. Claro, você pode colocar um monte de mecanismo no regulamento interno para que você tenha uma piscina sob controle. Você não tenha ninguém gritando, ninguém com garrafa de vidro, com copo de vidro, ninguém com caixa de som incomodando os outros. É a mesma coisa, vai mal comparando, é a mesma coisa você proibir de ouvir música na piscina.

Você pode proibir de levar a caixa de som, mas se você levar o seu fone, tá tudo bem. Com a bebida alcoólica é a mesma coisa, se você beber moderadamente. Se você não levar nada de vidro, por que você não pode fazer um brinde na sua piscina? Agora isso pode ser... Desculpa te interromper, Bárcio, mas agora isso pode ser decidido, por exemplo, numa assembleia? É assunto que pode ser levado? Pode, pode ser levado. Agora, juridicamente, é muito frágil.

Como é que você vai restringir o que a pessoa consome ou não na área comum do prédio, que é uma extensão da sua casa? Ah, então, olha, a gente tem uma campanha que a gente não quer que as pessoas engordem, e aí nós vamos proibir de consumir chocolate na piscina. E o que você não quer dizer é muito íntimo, diz respeito à livre escolha das pessoas. Então você vai proibir mau comportamento na piscina por conta de álcool, e não proibir o álcool. Eu não vejo sentido, mas...

A Ruth está passando por isso no prédio dela. Talvez a maioria vai decidir que não pode descer com álcool na piscina. Eu acho uma pena você morar num prédio gostoso e você gosta de tomar uma taça de vinho, você não pode levar um vinho porque resolveram proibir. Ah, eu concordo. Penaliza todo mundo que se porta bem.

Vou pedir pra mudarem lá no meu prédio, Nadeja. Isso aí, pode proibir então vidro, de repente proíbe lata, mas aí você leva no seu copo térmico ali com segurança. Pois é. Acho que tudo é questão do excesso, é o que o Márcio falou, né? As atitudes provocadas a partir do excesso, não o uso, o consumo, né? É, e a gente consome no restaurante, a gente consome no bar, a gente consome álcool em todos os lugares. Num momento de lazer na nossa casa, puxa vida, lá é proibido.

Não faz o menor sentido. Mas é uma discussão bem atual nos prédios. Pois é, o pessoal está cada vez mais falando sobre esse assunto. E aí no seu prédio também tem essa discussão? Você também ouve falar sobre isso? Conta pra gente no 1199119981. Quero entender também se os outros prédios aqui têm essas determinações, assim como o meu e o da Nadedja e o da nossa ouvinte que está começando a criar esse estatuto agora do uso da piscina. No seu tem, Márcio?

O meu é liberado, ô Marcela. Agora, olha que curioso. Hoje em dia é super chique fumar charuto. Os marmanjos adoram fumar charuto, mulher também, claro. Mas, e aí? O teu prédio tem uma área descoberta, tem um banquinho lá que dá pra todo mundo sentar, bater um papo. Pode levar um cinzeiro e fumar um charuto?

Por que não, se não incomoda os outros? Então tem isso também, tem um monte de discussão. É a extensão da nossa casa. A gente não pode esquecer que a área comum é uma extensão da nossa casa. Certo. É isso, Márcio. Valeu. Amanhã a gente volta a conversar. Um beijo, hein? Valeu, beijo. Até amanhã. Beijo.

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