IPCA-15: 'Não tem um ponto de tranquilização na inflação'
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- Dados de Inflação nos EUAIPCA-15 de maio · Alimentação e bebida · Alimentação no domicílio · Alimentação fora do domicílio · Combustíveis · Energia elétrica · Saúde e cuidados pessoais · El Niño
- Impacto da Guerra nos CombustíveisPreço do petróleo · Subvenção e impostos · Etanol · Óleo diesel · Gasolina
Conheça a Trilha, um negócio da B3. Impulsionamos sua empresa ao fazer perguntas certas para transformar complexidade em decisões claras, seguras e aplicáveis. Saiba mais sobre a Trilha em trilhab3.com.br Dia a dia da economia, com Miriam Leitão.
Míriam. Boa tarde, Sartenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Míriam.
Então, Miriam, saiu hoje o IPCA 15 de maio, veio com 0,62% de inflação, é menor do que abril, mas maior do que o esperado. E os analistas que eu tenho acompanhado aqui falam que tem um viés de alta na inflação, Miriam.
Pois é, Sartenberg, ter sido menor do que em abril, que foi 0,89, não deixa a gente tranquilo, porque, de qualquer maneira, a inflação esse ano está muito pressionada por várias coisas. Então, deu 0,62 em maio, nessa prévia, mas o acumulado de 12 meses ficou em 4,64%. E isso significa que estourou o teto da meta de 4,5, né?
nesses 12 meses. Então, é uma preocupação. E quando você vai também ver os componentes da inflação, o que subiu mais? Alimentação e bebida é, de novo, o destaque. Deu 1,38. Você pode dizer, tá bom, mas em abril tinha dado 1,46. Ou seja, teve uma pequena desaceleração.
Mas isso não tranquiliza, até porque você vai fazer alimentação onde? E aí se vê que fazer um lanche fora de casa ou alimentar-se fora de casa no restaurante teve uma alta menor do que a alimentação no domicílio. A alimentação no domicílio subiu 1,77%. Alimentação fora do domicílio, 0,51%.
É, lanche 0,37. Então, comer fora está subindo menos a inflação do que comer em casa. E dentro disso aí, tem desde produtos que tiveram uma pequena redução, como café, maçã e tal, até produtos que tiveram alta forte, como batata, que teve um aumento de 26%, tomate quase 13%, leite longa-vida também, carnes.
Enfim, e tem também outros pontos, né? Outros pontos de destaque, de preocupação. A combustível é sempre uma preocupação. Aqui, entre os produtos, entre os itens que mais subiram, teve alimentação e bebida, depois habitação, por causa da energia elétrica, e depois saúde e cuidados pessoais.
E os combustíveis desaceleraram. Mas a gente está vendo que os combustíveis estão subindo no mundo inteiro. E esse programa de fazer subsídio, subvenção, retirar impostos, isso segura por um tempo, mas segura por muito tempo não. Então, o grupo de transporte, por exemplo, reduziu a inflação. E deu menos 0,33.
que subiram 6,06% em abril, teve uma queda de 1,47%. Mas quanto disso é sustentável? Etanol teve uma queda de 2,73%, óleo diesel 2,04% e gasolina 1,32%. De queda.
Mas isso é sustentável num momento que o petróleo sobe muito? Não, não é. Então, isso está sendo feito para tentar atenuar os efeitos da guerra. Mas a guerra continua, ela ainda não chegou ao final. Quando ela chegar ao final, a gente vai ter pelo menos um horizonte de alívio. Não vai ser imediato, mas tem um horizonte de alívio. Quando a guerra terminar, se essas negociações derem certo.
Mas nós temos pela frente o EUNIN, está todo mundo muito apavorado com o EUNIN esse ano. Estou vendo gente muito preocupada porque ele viria muito forte. E se ele viria muito forte, ele bate em alimentos. A produção de alimentos já está com custos maiores. Então, não tem um ponto de tranquilização na inflação, não. É ficar olhando o índice dia a dia para acompanhar essa...
a trajetória da inflação esse ano. Sardenberg e Kassian.
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