Comissão Especial discute há mais de 3 horas o fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas
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- Fim da escala 6x1Jornada de 40 horas · Leo Prates · Câmara dos Deputados · Senado Federal · Pressão empresarial · Transição de 10 anos · Afastamento por saúde mental · Burnout
- Possível candidatura de Marcelo Crivella ao SenadoDavi Alcolumbre · Lula · Bolsonarismo · Governo · Intervenção em órgãos de investigação · Polícia Federal · Inquérito do Master · MAPA
- Assinatura de projetos de leiRicardo Zevedo · Erika Hilton · PSOL · Palácio do Planalto · Oposição · Eleições
- BolsonarismoPopulismo de direita · Nicolas Ferreira · Júlia Zanatta · Sostenes Cavalcante · Reforma trabalhista de 2017 · Rogério Marinho · Flávio Bolsonaro
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Oi, Maria Cristina, boa tarde. Boa tarde, Tati. Fernando, boa tarde, ouvinte. Bom, nessa quarta-feira, a Comissão Especial da Câmara já discute há horas o fim da escala 6x1, jornada de 40 horas, a maneira como essa transição pode ser feita, de que maneira uma nova escala seria implementada, quais setores...
seriam contemplados, quais setores ficariam de fora. Nossa reportagem trouxe esses detalhes, Maria Cristina, dessas discussões, já com manifestações que pouco agregam, como por exemplo do deputado Sostenes Cavalcante do PL do Rio de Janeiro, que aparentemente tem se manifestado ali só para tumultuar, nada a agregar nessa discussão.
Como é que estão essas discussões e qual é a previsão de votação na comissão especial? Pois é, Tati, este foi um projeto que surpreendeu a todos, porque o ouvinte deve estar lembrado quando isso surgiu pelas mãos de um vereador do Rio, Ricardo Zevedo, do PSOL do Rio, e da deputada federal Erika Hilton, também do PSOL aqui de São Paulo.
os dois primeiros parlamentares a falar nisso. Quando isso surgiu, parecia algo realmente fora de propósito de um... O Brasil ali imerso em muitos problemas ali lidando com... Tentando conter inflação, pressão fiscal, no momento em que esse debate começou. Pouca gente apostou que isso pudesse ir para frente.
e eis que acabou a coisa evoluindo e vai a votação hoje, está mais de três horas sendo discutido na comissão especial e há um acordo com o relator, que é o Léo Pratos, do Republicanos da Paraíba e com o presidente da Câmara, Hugo Mota, para que seja votado hoje na comissão, deve ser aprovado e votado também no plenário em que se prevê também aprovação.
No meio desse caminho, o Palácio Planalto abraçou esse projeto e aí a oposição ficou um pouco desnorteada, o que fazer e parte da oposição acabou tendo que abraçar também. Há uma pressão empresarial para que o projeto no Senado fique para depois das eleições. E quem está pressionando para que ele passe, vai...
fazer força para que seja votado logo, porque as eleições acabam sendo, digamos assim, um impulsionador da votação, porque ninguém quer ficar mal lá com o eleitor lá na frente se votar contrariamente. Isso ainda não está muito claro se eles vão conseguir ou não, se o empresariado vai conseguir ou não adiar essa votação no Senado. O que se quer também é uma transição mais longa, mas o fato é que...
Todas as pesquisas de opinião variam um pouco, mas em média dão ali que o fim da jornada 6x1 tem um apoio de 7 em cada 10 brasileiros. Então, é muito difícil se insurgir contra. As empresas se valem do aumento de custo, o aumento de custo é real, ainda que essa estimativa de uma queda de 6% do PIB é absolutamente...
e realista, foi uma queda que a gente não assistiu nem na pandemia, a Erika Hilton falou isso hoje na comissão, mas acaba falando mais alto o argumento de quem defende o projeto, essas pessoas usam o número recorde do Brasil em afastamento por saúde mental, em 2025 foram 546 mil trabalhadores afastados de subatividade.
por conta de burnout, por conta de esgotamento mental. Agora, o projeto abrigou, para atender esse reclamo empresarial, medidas para flexibilizar a contratação por parte de pequenas e médias empresas. Há uma pressão em função da produtividade. O que se diz, e é verdade, que a produtividade no Brasil é baixa.
Agora, por outro lado, e que esse projeto não ajuda nisso, mas o que está prevalecendo é a ideia de que não há como se aperfeiçoar, um dos problemas da produtividade é a baixa formação dos trabalhadores brasileiros, mas não há como se aperfeiçoar...
e buscar uma formação melhor, se o trabalhador não tem tempo para isso. Então, um dos meios para isso seria reduzindo a jornada de trabalho. Agora, o mais curioso de toda essa tramitação, Tati Fernandes, para mim, é o nó que está dando no PL e na bancada bolsonarista em torno desse projeto. Por quê?
O que representa o fenômeno do bolsonarismo no Brasil, rapidamente? É a ascensão do populismo de direita. Pela primeira vez o populismo de direita teve chance eleitoral e conquistou o poder no país. Porque antes os políticos tinham vergonha de se dizer de direita, porque ser de direita era ser contra o povo. Mas o bolsonarismo conseguiu encontrar pontos de convergência com o eleitor.
e representar em grande parte o que o eleitor quer. Não fosse isso, não teriam chegado à presidência, como chegaram. Não teriam eleito a maior bancada da Câmara dos Deputados, certo? Mas agora a bancada está em parafuso. Por exemplo, o Nicolas Ferreira está contra o projeto, a Júlia Zanatta, Nicolas Ferreira do PL de Minas Gerais, um deputado com muita presença nas redes sociais, a Júlia Zanatta.
também porque vem de um estado de Santa Catarina que é de pequenos produtores que dizem que o custo vai aumentar muito, o desemprego lá é praticamente zero, é 2%, e eles não vão ter a quem contratar mais. E a coisa está tão em parafuso que o Sostrins Cavalcante, deputado importante do PL do Rio de Janeiro, apresentou a proposta de uma jornada de 4x3.
Por que isso? Para não ficar contra, não ficar mal com o eleitor e dizer que o PT votou contra. Ora, está muito claro que é uma jogada, porque se o PL não quer nem a 5 por 2, como é que vai endossar a 4 por 3? Agora, para dar um nó ainda mais apertado nesse parafuso...
O coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro, a presidência, o senador Rogério Marinho, ele foi o deputado, no governo Michel Temer, ele era deputado, ele foi o relator da reforma trabalhista lá em 2017. E esse projeto que acaba com a jornada 6x1, ele colide frontalmente, mas no sentido inverso do que apontava aquela reforma.
E, então, para a gente ver como é uma pauta que realmente está baratinando e vai ser interessante saber como isso será empacotado na campanha do Flávio Bolsonaro à presidência. Há, de fato, uma parte da base deles, que é o pequeno comércio, o dono de farmácia, o dono de padaria, que será afetado mais à base.
de trabalhadores será beneficiado. Isso aí não tem muita dúvida. O discurso de quem é contra é de que não se pode impedir que o trabalhador, se quiser trabalhar mais, o faça. Mas não é isso que o projeto faz. O projeto, na verdade, ele não impede que você trabalhe mais. Ele dá direito de você usufruir dois dias de folga por semana. Então,
Está aí um bom debate e um debate que vai render muito. Está rendendo, aliás, está há mais de três horas lá na comissão. E está rendendo... A gente sente falta e reclama muito de temas reais, da vida real, sendo debatidos em campanhas eleitorais, porque são campanhas eleitorais tomadas por insultos, por xingamentos e fake news. Eis um debate da vida real que afeta...
Muita gente, trabalhadores, empreendedores, empresários e vai valer a pena acompanhar isso, a votação até o fim hoje e como é que a coisa evolui no Senado. No Senado, Maria Cristina, prevê algum problema haja vista os atritos entre Lula e Davi Alcolumbre? Ou já passou?
Bem, Fernando, um dos motivos de o senador Davi Alcolumbre, de alguma maneira, querer adiar isso é porque ele terá... O que acontece? Davi Alcolumbre chegou à presidência do Senado, a primeira vez que ele foi eleito, com o apoio do bolsonarismo, dos votos dos senadores bolsonaristas. Ele não pode perder esses votos porque...
senão ele não será reconduzido à mesa. E ele também gostaria do voto dos governistas, então ele está aí entre a cruz e a espada. Ele está tentando a reaproximação com Lula, então se houver uma pressão do governo para que seja colocado em votação,
Vai ser difícil para o Davi Alcolumbre resistir. Mas, por outro lado, ele tem que garantir o voto dos senadores do PL. Ele quer garantir. Que, aliás, já tem outros candidatos. Então, se ele perceber que ele não vai ter o voto dos senadores do PL, é possível que ele abra mão. O que ele gostaria para dar curso a essa pauta?
e dar esse discurso eleitoral para o Lula, de que aprovou o fim da jornada 6x1, na verdade, que houvesse uma intervenção nos órgãos de investigação, na Polícia Federal, para que essa investigação, esse inquérito do Máster não prosseguisse sobre si, sobre sua família, sobre seu grupo político na MAPA e também o da Refide. Mas isso dificilmente ele vai conseguir.
E no governo, espera-se que mesmo que isso não passe no Senado, a aprovação pela Câmara já garantirá, digamos assim, a possibilidade do presidente Lula faturar na campanha como um candidato que se manifestou favoravelmente e trabalhou pelo projeto. Perfeito.
Maria Cristina Fernandes conosco diariamente em Tudo é Política. Obrigada, Maria Cristina. Até amanhã.
Até tarde, Fernando. Até amanhã. Boa tarde, os ouvintes. Até amanhã. Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido Plugin com até 1.300 km de autonomia combinada com conforto de primeira classe. E na cidade, você roda no modo 100% elétrico. Com esse SUV, cada caminho leva você mais longe. Dili EX5 EMI. Sua grande jornada começa agora. Saiba mais em dilibrasil.com.br
No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
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