Qual a diferença entre os verbos 'sequestrar' e 'capturar'?
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Pasquale
Fernando
Tatiana
Adriana Negreiros
Jader
- A Busca e Captura do AgressorCapturar · Sequestrar · Nicolás Maduro · Imprensa · BBC
- Influenciadora e Sequestro FalsoAção militar vs. ação ilegal · Soberania · Legalidade
- Etimologia e SemanticaRaiz latina · Prender · Pegar sinal
- Apologia ao crime em músicaPedido de resgate · Destino desconhecido
- Literatura e CulturaAdriana Negreiros · Dercia, a Diva Debochada · Rio de Janeiro · Laranjeiras
O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
A nossa língua de todo dia, com o professor Pasquale. Oi professor, boa tarde.
Tatiana, querida, boa tarde. Fernando, querido, boa tarde. Boa tarde. Eu começo dando uma dica. Lembra que outro dia eu falei do livro da nossa Adriana Negreiros, aqui em São Paulo, Dercia, a Diva Debochada? Hoje ela está no Rio de Janeiro, na livraria Janela, Janela Livraria.
Num bairro que tem um nome tão bonito, Laranjeiras, Rua General B. E a livraria é demais, virada para a rua, todo mundo na rua, muito legal. A Adriana vai estar aqui com a gente sexta para falar do livro. Ah, é? Ótimo. Então, quem estiver no Rio de Janeiro, hoje, 19 horas, vá lá. A Adriana merece tudo e mais um pouco.
Vamos lá. Professor hoje, Jader da Rocha, ele está na Flórida, nos Estados Unidos, em Deerfield Beach. E ele fala o seguinte, palavras capturar e sequestrar. Como é que é? Fala de novo. Deerfield Beach. Fala o nome do lugar. Deerfield Beach. Está certo? Deve estar. Eu fiquei com medo de colocar. Falei, acho que eu vou sacanear, vou botar só Estados Unidos. Ouvintes da Flórida me ajudam. Esses nomes são de quebrar isso.
É, de quebrar. Eu diria Deerfeld, do jeito que você disse. Vamos lá. Capturar e sequestrar. A partir do que aconteceu com o Nicolás Maduro da Venezuela, ele foi capturado. Muitos falaram, muitos, alguns setores da imprensa utilizou, alguns setores utilizaram esta palavra, capturar, e outros sequestrado. E aí?
E aí que, olha, ele mandou a pergunta em janeiro, né? Nós já estamos em maio. Eu fiquei aqui pensando, quando vi, logo de cara, ponho no ar, não ponho no ar, isso vai dar... Vai ter gente que vai dizer bobagem. Então, a questão é a seguinte, questão linguística. Primeiro, o verbo capturar, que é da mesma raiz latina de captar.
e de caber, porque para caber uma coisa, para uma coisa caber, ela precisa ficar, de certa forma, presa. Ou seja, este arroz cabe neste recipiente. Caber, captar, capturar. Agora sim, professor, vamos capturar ou sequestrar alguém. Agora vai.
Agora vai. Então, eu dizia que caber, eu estava dizendo que, quando eu dei o exemplo, este arroz cabe neste recipiente e, de certa forma, o arroz fica preso ali. Caber, captar, capturar, tudo isso é farinha do mesmo saco. E, quando a gente procura capturar nos dicionários, a primeira coisa que aparece é prender.
Tomar em captura. O exemplo que o AIS dá é a população ajudou a polícia a capturar os marginais. Vamos lá para o primeiro auxílio, que tem um caso bem interessante. É uma canção antológica dos Titãs, composta por Marcelo Fromer, Arnaldo Antunes e Tony Bellotto. Chama-se Televisão.
Eu peguei a versão do acústico de 97, que é uma coisa de doido. É Titãs, Rita Lee e Roberto de Carvalho tocando piano. Só. Vamos ouvir e prestar atenção, porque vai haver um jogo muito interessante de palavras aí. Vamos lá. A mãe diz pra eu fazer alguma coisa, mas eu não faço nada. A luz do sol me incomoda, então deixa...
É que a televisão me deixou burra, muito burra demais. E agora vivo dentro dessa jaula junto com os animais. Grida, fala pra mãe que tudo que a antena captar meu coração captura.
Vê se me entende pelo menos uma vez criatura. Ocride, fala pra mãe. Captura pra vocês. Vocês se lembram do que é esse Ocride, né? Sim. Lembram-se disso? Do personagem. Do tempo de vocês ou não? Sim, o personagem da TV. É do... Vivido pelo... É.
É o Ronald Golias, né? Ele dizia, ô Crida, ô Crida, fala pra mãe. Fala pra mãe. E aí vem aqui a letra genial que diz, tudo que a antena captar, meu coração captura. Veja que interessante como a língua vai dando caminhos, né? Porque como eu disse, captar e capturar, vem do mesmo, farinha do mesmo saco. Mas aí existem os sentidos...
que vão se especificando. Então, tudo que a antena captar é pegar o sinal. A antena capta. Meu coração captura, meu coração prende, põe dentro dele. E eu acho que para sequestrar, primeiro precisa capturar. E depois...
Depois vamos ouvir o Bezerra da Silva de novo, como ouvimos ontem, se não me engano, ou antes de ontem, já não lembro mais. Uma música que está no disco Partideiro da Pesada, de 1991, composta por Barbeirinho. Olha os compositores. Barbeirinho do Jacarezinho, Rodi do Jacarezinho e Sarabanda.
São três autores. Bezerra da Silva canta e eu não vou dizer o nome da música para não dar spoiler. Vamos lá. Sequestraram minha sogra, bem feito por sequestrador. Ao invés de eu pagar o resgate, foi ele quem me pagou. Sequestraram minha sogra, bem feito por sequestrador.
Ele pagou o preço da mala que ele carregou. Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou. E ele pagou a mala sem alça que ele carregou. Ele pagou, ele pagou a paga da praga que ele sequestrou. O telefone tocou uma bosta... Nada contra as sogras, viu? Mas essa sogra aí devia ser uma mala mesmo, né?
Essa canção, o que é sequestrar? Primeiro, a pessoa precisa ser capturada e depois levada para destino desconhecido. E aí vem o pedido de resgate. No caso do nosso amigo lá, o Nicolás, que muita gente ainda insiste em dizer Nicolás. Nicolás Maduro, isso me dá um...
Me dá uma aflição quando eu ouço falarem da cidade espanhola de San Sebastián, que não é San Sebastián, é San Sebastián. O Nicolás Maduro foi capturado e depois levado embora. Isso é sequestro.
Isso é sequestro. Então, eu tenho a impressão de que não está errado dizer que ele foi sequestrado, porque a gente viu depois os vídeos...
tal, da operação, mas num primeiro momento a operação foi feita no escuro, ele foi captado, capturado e levado embora, sequestrado. Aí fica pela vontade do freguês, mas linguisticamente falando, houve um sequestro, que obviamente parte primeiro do ato de capturar, a captura.
E depois da captura, a pessoa capturada é levada embora e pronto. E aí ela é sequestrada. É isso. Sabe, professor, que na BBC teve uma discussão importante sobre isso também, para tentar normatizar o que os jornalistas usavam, que era capturar ou sequestrar. E a discussão era, se você captura, você está sugerindo que houve uma ação militar.
Com alguma legitimidade. O cara fez alguma coisa, logo vou capturá-lo. E aí no sequestrado, tem mais relação com uma ação que foi ilegal contra um chefe de Estado soberano. E aí foi uma baita discussão também. Mas depois eu fui ver na BBC, eles usaram um sequestrado em vários momentos.
Isso faz todo sentido do mundo. Faz todo sentido do mundo. Como eu disse, primeiro captura, depois... Para sequestrar, tem que primeiro capturar. Legal ou ilegalmente. No caso do Maduro, ilegalmente, porque o que houve foi a invasão de um país, a quebra da soberania.
E pronto, isso configura uma ação ilegal, uma ação, portanto, de sequestro, que passa primeiro pela captura. Mas é isso, eu não sabia desse detalhe da BBC, que eles estão seguindo essa terminologia e me parece absolutamente adequada essa opção. É isso, independentemente de viés político, não há... Sim, sim.
questão política, que há uma questão, pelo amor de Deus, uma questão linguística e uma questão de soberania, de legalidade, de território e por aí vai. É isso. Professor, obrigada por hoje. Um beijo. Até amanhã.
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
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