Ao tentar soar ‘desconstruído’, Lula reforça visão ultrapassada sobre gênero
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Débora
Bruna Barbosa
Bruno Caraza
Igor Cardim
Larissa Lopes
Luiz Fernandes Filiage
Vera Magalhães
- Fim da escala 6x1Votação na Câmara dos Deputados · Manobras da oposição · Erika Hilton · Sostenes Cavalcante · Reginaldo Lopes · Davi Alcolumbre
- Genero e PoderDivisão de afazeres domésticos · Visão de gênero de Lula · Desigualdade na divisão de tarefas · Lula · Donald Trump
- Crise do Banco Master e STFTentativa de compra do Master pelo BRB · Carteira podre do Master · Fundo Garantidor de Crédito (FGC) · BRB · Banco Master · Ibanez Rocha · Renan Calheiros
- Absolvição e processo criminalTentativa de golpe de Estado · Delação premiada de Mauro Cid · Jair Bolsonaro · Nunes Marques · Procuradoria-Geral da República · Mauro Cid
- Viagem de Flávio Bolsonaro aos EUAEncontro com Donald Trump · Cooperação Brasil-EUA · Classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas · Flávio Bolsonaro · Donald Trump · Christopher Landau · Eduardo Bolsonaro
- Aliança entre Ronaldo Caiado e Romeu ZemaDesgaste da pré-campanha de Flávio Bolsonaro · Pulverização de votos da direita · Crise do Banco Master · Ronaldo Caiado · Romeu Zema · Flávio Bolsonaro · Lula
- Eduardo Bolsonaro e o filme Dark HorseFinanciamento para o filme · Mansão no Texas · Daniel Vorcaro · Eduardo Bolsonaro · Heloísa Bolsonaro
Em um mundo cheio de respostas, nós escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha, especialistas em perguntas que movem empresas. Um time de cientistas com visão empreendedora e conhecimento em negócios, trilhando soluções estratégicas com dados e inteligência aplicada. Um negócio com selos de confiança e inovação da B3. Conheça a Trilha. Pensar fora da curva é o melhor caminho.
Viva a voz com Vera Magalhães. Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem? Oi Débora, boa noite pra você, boa noite pra Carol, pra todo mundo que nos acompanha por rádio e também por imagens. Oi Vera, boa noite.
Bem, meninas, hoje foi aprovado em uma comissão da Câmara o texto base da PEC do fim da escala 6x1. A Larissa Lopes tem mais informações ao vivo. Oi, Larissa.
Oi, Débora. Boa noite para vocês. Olha, a expectativa agora aqui no plenário, a sessão já está aberta e os parlamentares devem votar logo mais a PEC, que põe fim à escala 6x1, já em dois turnos, hoje aqui nessa sessão da Câmara, para que o texto já possa ir para o Senado. Lembrando que foi aprovada nesta tarde ainda...
o relatório da PEC na comissão especial que trata do tema. Foi uma votação bem expressiva, o placar ficou em 34 a 4. Esses votos contrários, apenas de três parlamentares do PL e um do Partido Novo. Primeiro foi uma votação simbólica, o presidente da comissão, Alencar Santana, ele...
falou para que quem fosse favorável que levantasse, que ficasse em pé, mas depois teve um requerimento para que fosse uma votação nominal. E então, assim foi. A sessão durou aproximadamente seis horas, começou ainda pela manhã e terminou agora há pouco. E assim que acabou, já veio para o plenário. Enquanto antes mesmo da discussão, de terminar a discussão, o Gumota já inseriu esse item na pauta para a votação em dois turnos. Teve um tumulto ali que foi causado.
pelo líder do PL aqui na Câmara Sósteres Cavalcante, que inclusive chegou a ser vaiado e bateu boca com alguns parlamentares, porque ele mudou de posicionamento. Até falei há pouco que antes ele já assinou emendas, uma que previa que a jornada poderia chegar a 52 horas semanais e outra de uma transição de até 10 anos. Mas ele hoje falou que era favorável, que deveria...
As pessoas deveriam ver quem está do lado do trabalhador e foi nesse momento que teve um bate-boca e vaias ali, né? Já que ele assinou essas propostas e hoje já apresentou um destaque ali na comissão para que entrasse em vigor já imediatamente após a promulgação dessa PEC. E disse que apresentaria um destaque de preferência aqui no plenário para que a jornada fosse de 4 por 3.
O que já está descartado, já que o consenso é para que seja a jornada 5 por 2. E só para fechar, Débora, técnicos aqui do Congresso, eles até avaliam que o PL não pode apresentar esse destaque de preferência.
Porque a PEC de Erika Newton já está pensada nessa que foi aprovada, que é do deputado Reginaldo Lopes. Porque o destaque de preferência seria justamente recuperar aquele texto lá atrás de Erika Newton, que previa a escala 4x3. Mas ela foi a pensada e essa seria a manobra aqui no plenário da oposição, mas pode ser ali que não seja possível.
E a gente vê como fica essa votação. As apostas aqui estão entre 380 a 450 votos favoráveis dos parlamentares. Lembrando que o mínimo é de 308 votos favoráveis para que essa PEC seja aprovada.
Obrigada Larissa pelas informações então o fim da escala 6x1 deve ser votado ainda hoje no plenário da Câmara o governo contando com uma ampla aprovação, o que que está por trás dessa manobra, essa tentativa de manobra da oposição hein Vera, tentando trazer a discussão da escala 4x3
Bagunça, né, Débora? Não é convicção, não é nenhum tipo de apreço especial aos trabalhadores, não é uma história ali condizente com o que o deputado Sostenes Cavalcante e a bancada do PL defenderam ao longo de toda a discussão. Então, é tratar um assunto seríssimo, importantíssimo, com uma absoluta falta de seriedade, fazendo molecagem. Uma hora você apresenta uma coisa para tumultuar de um lado.
aumentando a jornada de trabalho, e aí depois você tumultua do outro, falando, já que é assim, vamos fazer 4x3. Não dá para tratar discussões importantes e complexas com esse tipo de histrionismo. Isso depõe contra a atuação do líder do PL.
e acaba isolando a bancada nessa discussão. Se dependesse de convicção, está óbvio que a direita seria contra a redução da jornada e a redução da escala. E eu acho que tem maneiras bastante dignas de você dizer que você é contra por razões econômicas, explicita-las, existem argumentos para isso. Agora, ficar fazendo chicana numa votação que é super importante, isso é de outra natureza.
Isso é outra coisa e isso não condiz com trabalho parlamentar sério. A deputada Erika Hilton propôs 4x3 lá atrás e ficou evidente ao longo da discussão que isso não era viável, que isso não era sustentável. Então, essa discussão já estava afastada. Ela propôs por uma questão ideológica. O PSOL, de fato, propugna uma jornada dessa que, na realidade brasileira...
não é aplicável, não é factível, isso ficou demonstrado ao longo da discussão. Portanto, já se tinha superado esse ponto que no início foi proposto com honestidade intelectual, embora com uma carga ideológica que não condiz com a realidade econômica do país. Agora, você voltar nisso.
por uma questão apenas de tumultuar algo que você tentou impedir lá atrás, aí me parece um pouco demais. Então, eu acho que essa manobra não vai dar em nada. Ficou pior para o deputado, ficou pior para a bancada do PL. E agora é uma questão de implementar com rigor e com seriedade, com colaboração de todas as partes envolvidas, uma mudança que é bastante significativa.
nas relações de trabalho, na organização da jornada de trabalho do país, fazer o que precisa ser feito para evitar que isso gere desemprego num primeiro momento, que isso gere repasse de custos para os preços. Então, requer uma vigilância de toda a sociedade, de todos os setores, dos governos.
dos parlamentares na forma como vão redigir essa proposta que vai virar uma emenda à Constituição. Portanto, estão colocando dentro da Constituição um mecanismo completamente novo que muda a jornada, muda a escala de trabalho.
com as exceções que precisa haver para algumas áreas da atividade, com as transições que são necessárias para dar sustentabilidade à medida. Então, requer seriedade e parcimônia, seriedade e responsabilidade em todas as etapas daqui por diante, a votação em plenário, votação no Senado e a implementação da medida.
E no Senado também, apesar daquela reunião ontem dos empresários, quando havia o Columbre, a tendência é de passar também, Vera? Também, lembra? Eu falei isso aqui anteontem. Ele não ia segurar uma coisa que ganhou tração na Câmara, que ganhou tração em todas as bancadas, que ficou popular também nos partidos do Centrão, e ele é do União Brasil.
que é um expoente dos mais relevantes do Centrão, não teria sentido achar que o Davi Alcolumbre seria o obstáculo para essa votação. Então, vai passar no Senado também. Eu tinha falado até na possibilidade de estenderem a votação até o segundo semestre. Eu acho que do jeito que está...
com a coisa muito disseminada em todas as bancadas, capaz de ser esse semestre ainda, ser até meados de junho, até antes do Arraial, antes da festa junina, capaz dessa proposta ter sido aprovada em final, incluindo o Senado.
Bom, vamos para o nosso próximo assunto, porque o presidente Lula falou hoje mais uma vez sobre fim da escala 6x1. Ele tinha feito uma fala sobre as mulheres, mercado de trabalho, trabalho doméstico. Hoje ajustou um pouco esse discurso, falou que os homens têm que aprender a dividir os afazeres. Conta para a gente, Luiz Fernandes Filiage. Boa noite.
Oi, boa noite, Carol. Boa noite, ouvintes. É isso mesmo, Lula. Ele ajustou esse discurso sobre as mulheres e o trabalho doméstico após declarar na terça-feira que a vida da mulher é mais grave porque além do emprego tem louça, banheiro e casa para cuidar. Lula fez a afirmação ao defender o fim da escala 6x1. As declarações desta quarta-feira ocorreram durante uma cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras no estado do Amazonas.
Acabou o tempo em que mulher só era para trabalhar de secretária.
Eu, quando vejo uma mulher trabalhando num estaleiro como esse, sendo soldadora, montadora, eu acho uma coisa extraordinária porque significa o avanço das mulheres no mundo do trabalho. Eu espero que um dia as mulheres digam para o homem, nós já aprendemos a entrar no mundo do trabalho. Agora, por favor, parceiro, entre na cozinha para ajudar a gente a fazer os afazeres de casa.
Carol, em 2022, conforme o IBGE, as mulheres dedicaram mais de nove horas por semana a mais do que os homens aos afazeres domésticos ou ao cuidado de pessoas. A desigualdade na divisão de tarefas domésticas é alvo de críticas, sobretudo, de mulheres e de movimentos feministas.
Ainda no mesmo evento, Lula voltou a citar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar sobre a exploração de petróleo no Golfo do México. O petista afirmou que a Petrobras é uma empresa muito respeitada no mundo e que espera que Trump não interfira em futuras parcerias da Petrobras com a Pemex, companhia estatal de petróleo mexicana.
Obrigada, Luiz. Deu uma ajustada porque a fala inicial tinha sido infeliz. Deu para entender a intenção do que o presidente quis dizer, porque é fato que as mulheres têm uma carga muito maior de trabalho doméstico, mas acabou ficando uma fala meio mal colocada ali.
É, eu não sei avaliar a intenção, sei avaliar o resultado. E eu acho que o resultado da primeira e também nessa segunda fala mostram o presidente absolutamente desconectado da realidade do que se busca em termos de igualdade entre homens e mulheres no trabalho. Ninguém quer que o homem ajude.
foi o verbo que ele usou hoje, já na tentativa de corrigir, ele falou que está na hora do homem ajudar a fazer os fazeres domésticos. Então, a fala de ontem mostra o que está introjetado no Lula. O Lula tem um pensamento antiquíssimo em relação a gênero, sempre teve.
continua tendo esse mandato que ele tentou dar mais vagas e mais oportunidades para mulheres no primeiro escalão. Se mostrou não satisfatório, porque todas as vezes em que ele teve de demitir ministros...
para abrigar ali aliados. Essa carga também caiu sobre o ombro das mulheres. Quando ele foi instado a praticar uma política de maior equidade na indicação para o Supremo Tribunal Federal, ele ignorou a questão de gênero, deixou para lá, nunca...
se sensibilizou com os clamores da sociedade a esse respeito e vira e mexe, ele dá uma declaração caricata. Na verdade, essas declarações são caricatas. Ah, foi-se o tempo em que a mulher era só secretária. Que tempo ele está falando? Esse tempo é lá atrás, entendeu? As mulheres hoje em dia são muito mais que secretárias ou soldadoras. Ah, está na hora do homem entrar na cozinha. Na verdade, essa hora já passou.
As mulheres querem direitos mais sofisticados e bem mais amplos do que essas migalhas que o presidente está oferecendo nesses discursos. São muito ruins, o de ontem era sofrível e lamentável e o de hoje para consertar, a meu ver, não consertou nada.
porque mostra que essa misoginia, esse machismo estrutural, estão ali profundamente arraigados na alma do presidente. É uma espécie de camada de pré-sal do modo como o Lula enxerga as coisas, como ele pensa, e que já gerou ali pérolas no passado, a coisa do grilo duro e outras tantas abominações.
que ele fala, vira e mexe, em relação a gênero. Então, na verdade, se ele quiser atualizar esse discurso, ele vai precisar de muitas horas de estudo e de compreensão do quanto ele está lá atrás reproduzindo clichês, achando que está dando uma de descolado e de desconstruído em termos de questão de igualdade de gênero.
E vejam só, o eleitorado feminino foi extremamente importante para a vitória de 2022. E nas últimas pesquisas de intenção de voto, o eleitorado feminino, a maioria está com o presidente Lula, mas vem caindo também. Quer dizer, se esse foco não for ajustado, isso pode ser um problema mais adiante.
O que ele se beneficia nesse caso é na polarização, porque a gente sabe que o bolsonarismo tem ali uma rejeição maior do eleitorado feminino. Então, as mulheres que estão claramente decepcionadas...
com o que foi alcançado no governo Lula frente ao que ele prometeu, ainda que tenha sido aprovada uma série de projetos importantes, a questão da igualdade salarial, etc. Mas não tem muita opção para esse eleitorado que preza a questão de gênero como política pública, porque isso nunca foi da natureza do bolsonarismo, nunca foi oferecido dessa maneira e não seria agora.
Então, o Lula ainda se beneficia dessa polarização nesse caso. Mas existiu um recuo muito grande de intenção de voto dele entre as mulheres. Isso sofreu uma melhora agora, nessas últimas pesquisas, já diante da crise do filme Dark Horse. E agora, vamos ver como ele chega na eleição perante esse eleitorado para o qual ele prometeu muito, entregou muito menos.
Tem mais um assunto aqui sobre um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que pediu uma revisão da condenação. O Igor Cardim tem informações ao vivo. Igor, boa noite.
Oi, Débora. Muito boa noite para você e também para os nossos ouvintes. O ministro Nunes Marques, do STF, deu prazo de 20 dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro contra a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado.
O despacho foi assinado nesta quarta e amplia o prazo normal de 10 dias sob a justificativa de complexidade do caso. No entendimento do ministro Nunes Marques, esse entendimento diz que após a manifestação da PGR, o processo seguirá para análise do relator e do revisor, que deve ser o ministro.
André Mendonça, antes do julgamento. A defesa de Bolsonaro pede a anulação de toda a ação penal, alegando que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário do STF e não na primeira turma da corte. Os advogados também solicitam a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, apontando suposto cerceamento de defesa e pedindo a absolvição do ex-presidente.
ou, de forma alternativa, a exclusão de parte das condenações como a do crime de organização criminosa armada. Lembrando que Bolsonaro cumpri prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, concedida por razões humanitárias relacionadas ao estado de saúde do ex-presidente, e que agora já entra no seu terceiro mês, lembrando que ele deu 90 dias, o prazo que deve seguir até o dia 24 de junho. Débora.
Obrigada Igor pelas informações pedidas que já foram feitos antes, né Vera? Durante o curso do julgamento e do processo.
Exato, já foram oferecidos recursos em todas as etapas, muitos deles nem eram recursos reconhecidos ali pelo regimento do Supremo e agora isso caiu com o ministro Nunes Marques por uma regra de alternância de turmas que existe prevista lá no requerimento do...
no Regimento, desculpa, do Supremo. Então, como ele foi julgado pela primeira turma, agora tem uma determinação de que o pedido de revisão criminal, que é esse pedido que a defesa entrou, não pode ser relatado por nenhum ministro da turma que o julgou, portanto, caiu na segunda turma. Isso excluiu uma série de ministros que já tinha sido contrária a qualquer expediente desse, e aí foi sorteado.
para o ministro Nunes Marques. O ministro Fux, que mudou de turma, não podia ser sorteado porque ele participou daquele julgamento, então ele foi excluído do sorteio. E aí, com isso, poderia cair para Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça ou Nunes Marques e caiu com Nunes Marques. Ele ampliou o prazo agora para essa manifestação.
atendendo a um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Vamos ver o que a PGR vai falar a respeito do caso. Mas as chances nesse contexto atual são muito remotas. Bolsonaro pode se beneficiar de alguns expedientes da revisão da dosimetria das penas, que já foi aprovada no Congresso, mas que certamente vai ser...
discutida pelo próprio Supremo Tribunal Federal, e mais tarde, a depender do curso da eleição, pode se beneficiar de anistia ou indulto aprovados no próximo mandato. Por hora, revisão criminal parece menos provável. No futuro, uma outra revisão...
Pode acontecer? Já aconteceu. O caso todo da Lava Jato sofreu uma grande e ampla revisão dentro do Supremo Tribunal Federal, que não é exatamente o Instituto da Revisão Criminal, mas acabou sendo, porque foi tudo revisto. Muitas das regras que foram aceitas no passado foram revistas pelo mesmo colegiado com uma nova configuração. Então, isso também pode acontecer. Isso decorre quase sempre de uma mudança de vento política.
Então eu acho que tudo isso, qualquer mudança mais significativa que resulte até eventualmente na anistia ou no indulto para Bolsonaro, só terão mais chance de prosperar depois da eleição caso a oposição vença e faça uma maioria muito significativa no Congresso.
Viva a voz de volta. Bruna Barbosa tem informações ao vivo de São Paulo sobre uma possível aliança entre Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Explica pra gente, Bruna. Boa noite. Será, Débora. Boa noite pra você, pra Carol e pra Vera. Zema e Caiado discutiram aqui em São Paulo essa possibilidade, tudo por conta do desgaste da pré-campanha de Flávio Bolsonaro depois dessa crise.
envolvendo a relação com Daniel Vorcaro. Segundo interlocutores, a conversa entre os dois foi motivada pela avaliação de que a desaceleração da candidatura de Flávio pode pulverizar os votos da direita e favorecer a reeleição do presidente Lula. Caiado deu uma entrevista hoje cedo à Rádio Nova Difusor, uma rádio aqui da Grande São Paulo, e confirmou que existe o diálogo sobre uma eventual composição entre os dois nomes. A gente tem o trecho. É mais uma última vez que ele nos conversou.
E ele é uma pessoa aberta. Então nós estamos realmente avaliando. Neste momento, as suas candidaturas vão em uma posição, vamos reconhecer, tem que ter a oportunidade de reconhecer, é acima de nós. No momento em que nós unirmos as nossas forças, elas poderão chegar fortes, só nos segundo turno, ou poderão ainda chegar competitiva ainda no primeiro.
Bom, desde a semana passada a gente tem falado aqui na CBN que Zema tem aproveitado o enfraquecimento da campanha de Flávio para ampliar a aproximação com empresários aqui de São Paulo. O ex-governador de Minas, inclusive, intensificou reuniões com setores estratégicos da economia e tem se apresentado nessas ocasiões como alternativa da direita.
para a disputa presidencial. Internamente, Zema tem afirmado que qualquer definição sobre essas alianças vai ficar só para agosto, que é o prazo final para o registro das chapas na justiça eleitoral. As fontes que eu conversei ligadas à campanha do Mineiro disseram que ele vai levar a candidatura até o fim. Hoje, depois dessa entrevista do Caiado, Zema fez uma publicação nas redes sociais, não confirmou nem negou a possibilidade de aliança, mas voltou a afirmar que vai trabalhar para tirar o PT de Brasília. Essas são palavras de Romeu Zema.
Não é de hoje que esses dois nomes aparecem nessas especulações sobre composição para vice, embora ambos tenham descartado publicamente essa possibilidade em outras ocasiões. É claro que antes da crise envolvendo o Master, a hipótese considerada mais forte nos bastidores era de uma aliança entre Zema e Flávio Bolsonaro. Hoje, porém, segundo interlocutores do Zema, esse cenário está tratado como fora de cogitação.
Lembro que, na segunda-feira, numa agenda aqui em São Paulo, Caiado admitiu que ainda enfrenta baixa atração nas pesquisas, o que ele atribui ao desconhecimento do eleitorado em relação ao seu nome, mas avalia que os debates eleitorais podem alterar esse quadro. Na última data folha, que foi divulgada em 22 de maio, Caiado tem 4% das intenções de voto, Zema 3. Eles estão empatados dentro da margem de erro, assim como Renan Santos, do Missão, que também soma os mesmos 3%. Tudo é, Bora.
Obrigada, Bruna, pelas informações. Bruna Barbosa em São Paulo. Jogo a pergunta pra você, Vera. Será os dois teriam aí lastro, intimidade, parafraseando Odete Reutemann? Acho que eles não têm lastro e nem intimidade, né? O lastro requerido aí seria voto.
E nenhum dos dois vai bem nas pesquisas. É um tipo do caso em que a soma numa chapa não vai resultar na soma dos percentuais de cada um deles na pesquisa. Provavelmente eles podem até ter um pouquinho a mais, mas não vai chegar a ser uma chapa competitiva, porque o que está faltando para um e para outro não é a percepção com um vice bom.
a coisa pode engrenar. É a percepção de quem é mais capaz de vencer o Lula. Essa é a grande pergunta que move os votos da oposição. É a rejeição ao presidente Lula que move essa decisão de voto. E hoje o Lauro Jardim já informou, eu também já tinha especulado isso aqui na coluna.
Até quando a Faria Lima estaria disposta a ir com os Bolsonaro, né? E parece que já foi metabolizado o caso Master. Por mais que ele permaneça inexplicado, eles olharam as pesquisas, viram que não mexeu muito e continuam fazendo a opção até aqui de ir com o Flávio Bolsonaro, por ser aquele que, na visão de uma certa...
camada do empresariado, do setor financeiro, etc., tem mais possibilidade de vencer o Lula. Para isso tem sido importante um trabalho de formiguinha feito pelo senador Rogério Marinho, que é alguém respeitado nesses meios.
do dinheiro, de ir até essas pessoas, acalmá-las quanto ao que pode estar por vir e acenar com aquilo que eles mais querem, que são mudanças na política econômica e fiscal do governo e também na política no que concerna os benefícios sociais.
Isso é o grande assunto quando se pensa no que seria um governo Flávio Bolsonaro. Eu tenho ouvido isso muito desde que eu fiz a pergunta do que fazia a Faria Lima permanecer atrelada aos Bolsonaro a despeito de um histórico grande de ameaças à democracia, etc.
E essa percepção de que viria um Paulo Guedes e, por exemplo, acabaria com a política de valorização automática e real e anual do salário mínimo, com tudo que ela embute em termos de impacto em previdência e em outros gastos, isso está muito disseminado.
disseminado nesses setores, de que o empresariado, de que o setor financeiro serão ouvidos na composição da equipe econômica e que o Flávio Bolsonaro vai ter um posto Ipiranga para chamar de seu e esse posto Ipiranga vai reduzir gastos. Reduzir gastos, nesse caso, com ênfase na redução principalmente de o comprometimento dos gastos com esses benefícios sociais, principalmente...
a política de valorização real do salário mínimo. Bom, a gente vai para o nosso próximo assunto, que é esse rolê que o senador Flávio Bolsonaro está dando nos Estados Unidos. Porque ontem teve um encontro com o presidente Donald Trump, hoje ele teve outras agendas com outras autoridades, mas está querendo fazer tudo, menos voltar para o Brasil e lidar com o caso do Banco Master. Igor Cardin, conta para nós.
Pois é, Carol, ele aumentou essa ofensiva política lá nos Estados Unidos, depois de ter se reunido com o Trump ontem, hoje encontrou no Departamento de Estado dos Estados Unidos com o vice-secretário americano Christopher Landau. A agenda é tratada por aliados aqui do PL no Brasil como uma estratégia para aproximar a imagem de Flávio ao republicano e também fortalecer ali esse momento de pré-campanha ao Planalto no fim do ano.
Também participaram do encontro hoje o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo, que disse que o encontro ocorreu a convite de integrantes do governo americano e que hoje Flávio voltou a discutir a cooperação entre o Brasil e os Estados Unidos, além daquela proposta de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
Na saída, Flávio encontrou ali alguns jornalistas e foi questionado sobre a tratativa do nome do presidente Lula nessa reunião entre Trump e ele. Ontem, ele disse que ele que citou ali as diferenças entre o presidente Lula e ele.
Não, eu que na verdade, me separar de quem é Flávio e de quem é Lula. Só isso, nesse contexto. Ele elogiou? Ele mostrando que eu sou completamente diferente dele, só isso. Vamos falar depois. Mas houve um elogio, senador? Bom, em outra frente ali, o irmão dele, Eduardo Bolsonaro, hoje foi alvo ali de uma revelação do portal do Intercept Brasil que revelou que ele vive em uma mansão no Texas, avaliada em cerca de 6 milhões de reais.
O imóvel, que possui quatro quartos, piscina, acesso a um clube privativo, chegou a ser anunciado para aluguel por cerca de 30 mil reais. Essa publicação afirma que o padrão de vida do ex-deputado levanta questionamentos sobre a fonte de renda nos Estados Unidos, já que Eduardo afirma morar de aluguel nos Estados Unidos desde que...
deixou o Brasil e enfrenta dificuldades financeiras. Ele também foi questionado pelos jornalistas na saída dessa agenda no Departamento de Estado e disse que desde março não recebe dinheiro público, lembrando que depois que deixou de ser deputado federal, ele retornou à Polícia Federal, onde ele era escrivão no Rio de Janeiro, e em março ele deixou de receber estes proventos.
Desde março não recebo dinheiro público, sou uma pessoa igualzinho a vocês, dinheiro privado, tudo meu. Não querem saber, não querem saber, o valor pode ser o valor que quiser. O dinheiro é seu, é do pagamento de posto, o dinheiro é meu. O Intercept Brasil afirma ter confirmado o endereço da residência a partir de registros públicos e de uma visita feita ao imóvel, onde foi recebido pela esposa de Eduardo Heloísa Bolsonaro. Carol. Obrigada, Igor.
É isso, né Vera, que a gente falava ontem, né? Tá tentando mudar de assunto, criar uma pauta positiva pra fugir da polêmica Banco Master.
Pois é, mas ficou tão vazio, né? Discutiram o quê? Sobre nada? Não tem um assunto que eles possam arriscar que tenha sido tratado, porque também não vou inventar que foi tratada alguma coisa de relevância concreta, porque isso poderia ser desmentido pela Casa Branca. Fica evidente que o encontro foi muito mais rápido do que os aliados do Flávio Bolsonaro chegaram a dizer no momento, que provavelmente teve esse constrangimento.
de ter havido uma menção ao Lula, o próprio Flávio Bolsonaro parecia tão nervoso que fez um ato falho, falou presidente Lula em vez de falar Trump, e essa questão que ele tenta dizer ali, do assunto da segurança pública, a coisa da equivalência dos grupos terroristas, dos grupos de narcotráfico a terrorismo.
que é algo que fica evidente, que é contrariar os interesses brasileiros, porque pode ser um risco à nossa soberania, pode ser um tiro no pé dele na campanha eleitoral. Ele não vai saber defender por que isso interessa ao Brasil e não só aos Estados Unidos. Então ele fala que a relação de colaboração fica mais parecendo uma relação de subserviência. E isso não é bom. A foto tem um pouco de subserviência, porque não estão no mesmo patamar, não estão de igual para igual.
E o que ele consegue contar do encontro denota uma grande subserviência em relação aos Estados Unidos. Então, não vi grande vantagem para o senador Flávio Bolsonaro decorrente desse rápido, desse encontro relâmpago com o Trump.
E o site Intercept também trouxe a informação de que Eduardo Bolsonaro também teve conversas com o Daniel Vorcaro para conseguir financiamento para o filme Dark Horse.
que conta a vida do pai deles. E a agência pública trouxe aqui também uma informação de que Eduardo Bolsonaro e a Go Up, que é produtora do filme, procuraram empresas da Hungria para pagamentos de Dark Horse. Ou seja, um emaranhado de...
de caminhos que talvez não sejam tão claros. É, eu acho que o dark é o que mais tem aí em relação a esse caso. Tudo está num escuro, numa zona de opacidade, zona de total falta de transparência. Quando o ex-deputado Eduardo Bolsonaro fala com o intermediário para falar com o Borcário, ele mostra ali uma avidez.
Uma verdadeira ansiedade para que o dinheiro fosse depostado nos Estados Unidos. O melhor é que seja a firma dos Estados Unidos, que já seja Estados Unidos para Estados Unidos e tal. Então, uma pressa em obter os recursos, que a gente não está falando de qualquer dinheirinho. De muitos recursos, ele mesmo nas mensagens reconhece que é muito dinheiro. Então, opacidade total em relação a esse assunto.
Só para reforçar aqui, na verdade a conversa não foi direta entre Eduardo e Daniel Vorcar, como a Vera citou. Houve a intermediação, segundo o Intercept Brasil, de Tiago Miranda, que é sócio do portal Léo Dias. E a gente faz agora uma pausa, você fica com notícias da sua região. Na volta tem Bruno Carasa para falar sobre a crise no BRB.
São seis e cinquenta e três, a gente tá de volta com o Viva Voz e quem já está conosco em áudio e vídeo é o Bruno Caraza, nosso colunista, comentarista aqui das quartas-feiras. Boa noite, Bruno. Boa noite, Vera, Débora, Carol, boa noite pra você que tá com a gente. Boa noite. Oi, Bruno, boa noite. Enquanto a gente passa frio aqui em São Paulo, eu já soube que o Bruno tá no Recife, tá quente por aí? Ai, que inveja.
Mas Mineiro sabe como é que é, né, Vera? Vem pra praia e chove, né? É uma autoação, tá chovendo aqui. É a sina do Mineiro. Essa é a sina do Mineiro. Então eu tô animada. Então se você é recifense e tá pegando essas chuvas, vocês já sabem a quem culpar. Ô Bruno, a gente viu nessa semana, né, uma...
longa e intensa movimentação para tentar salvar o BRB. Esse é um dos desdobramentos do caso Master, um dos principais. O Ministério da Fazenda até aqui se nega a dar um aval para um empréstimo para salvar o BRB, mas admite que a liquidação do banco poderia ter consequências graves, inclusive quebrar o fundo garantidor de crédito.
O que vai acontecer? Como vai sair desse impasse?
Pois é, Vera, a conta dessas tenebrosas transações entre o BRB, que é o Banco Estatal do Distrito Federal, na época governado pelo Ibanez Rocha, do MDB, e o Banco Master, essa conta está chegando. Só fazendo uma recapitulação nessa história, o BRB tentou comprar o Master, o anúncio foi em março do ano passado, aí o Banco Central foi analisar a operação, o Banco Central descobriu...
série de transações super suspeitas, inclusive que o BRB teria comprado um volume imenso, bilionário, algumas dezenas de bilhões de reais de carteira podre do Master, com ativos que não tinham lastro, ativos super avaliados e a partir disso o BRB começou a ter um problema.
Ele tentou contar com o apoio do Ministério da Fazenda para a União dar um aval para o empréstimo que seria necessário para equalizar as contas. O ministro da Fazenda, o Dário Durigam, não é bobo, viu que esse abacaxi poderia ser passado para a União, para os contribuintes federais. E o que está sendo negociado agora é que os bancos, tanto os públicos quanto os privados,
vão dar uma espécie de fiança para o BRB no empréstimo, algo em torno de 5 bilhões de reais, para tentar equacionar, pelo menos no curto prazo, a situação do banco, que ainda é muito difícil e que pode comprometer o fundo garantidor de crédito, como você mencionou muito bem agora.
Inclusive tem uma pressão política, né, Bruno, para que o FGC cubra os prejuízos que os fundos de previdência de estados e municípios tiveram com o Banco Master. É uma boa ideia isso? Pois é, Débora. Essa proposta surgiu nessa semana, uma proposta do senador Renan Calheiros.
de algumas capitais e cidades do Brasil. Essas operações não são cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito e aí a classe política está tentando empurrar essa conta.
não foi criado para isso, ele foi criado para resguardar as poupanças das pessoas que foram prejudicadas em operações e isso...
fizeram operações erradas que devem ser penalizados por isso e não socializar o prejuízo por meio do fundo garantidor de crédito, que eu repito, não foi criado com esse objetivo. Bruno, a gente já está em cima da hora aqui, mas queria te ouvir sobre o que o Brasil tem que aprender com essa crise toda para que isso não se repita no futuro.
Zé Carol, tem vários pontos, né? Você redefinir a fiscalização do Banco Central e da CVN. O próprio desenho do fundo garantidor precisa ser repensado para evitar comportamentos oportunistas como esse do Banco Master. Mas, principalmente, a gente vê que precisa limitar a ação da classe.
política com instituições financeiras. Nesse caso do Banco Master, o que a gente está vendo é BRB, Banco Estatal do Distrito Federal, Governador Ibanez Rocha, Fundos de Previdência...
de Castro, o fundo do Amapá ligado ao Columbre. Na verdade, a gente então precisa repensar o Credicesta, que é a origem lá do Márcia, lá atrás, ligado ao PT da Bahia. Então a gente precisa redefinir essa relação entre classe política e instituições financeiras estatais de diversas naturezas.
Como o Bruno é um colunista muito disciplinado e não estourou o tempo, sobrou tempo até para uma dica. O Henrique, nosso operador aqui da mesa, que é esse fense, torcedor fanático do esporte, te recomenda que já que está chovendo vá tomar um caldinho de peixe com macaxeira na Praça da Igrejinha em Boa Viagem. Opa, eu estou em Boa Viagem, então estou indo para lá.
Marcaixeira com charque e caldinho de peixe. Esse é o cardápio, tá bom? Ótimo! Fechado! Delícia! Então formou. Até mais, até semana que vem. Obrigado pela dica. Até mais, gente. Tchau, tchau. Beijo, Bruno. Até.
E assim a gente se despede do Viva Voz de hoje. Amanhã tem mais, né, Vera? Amanhã tem mais, sete horas. Até lá. Tchau, tchau. Beijo, Vera. Beijo, até. O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a Bio ID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocavamos milhões de veículos nas ruas.
Aqui, tecnologia não é um acessório. É a base. Bateria, chip, motor, software. Tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos. Criamos mobilidade para todos. BYD. Uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro e salvar vidas.
BYD
Veículos elétricosTrilha