Episódios de Comentaristas

Miles Davis: o músico centenário que revolucionou o jazz

27 de maio de 202612min
0:00 / 12:29
João Marcello Bôscoli celebra o centenário de Miles Davis, o trompetista que revolucionou o jazz. Ouça para conhecer!

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Participantes neste episódio4
J

João Marcello Bôscoli

HostApresentador
L

Léo Zilberman

Convidado
N

Nando

Convidado
T

Tatiana

Convidado
Assuntos5
  • Dia do JazzCentenário de Miles Davis · Miles Davis · Jazz · Bebop · Cool Jazz · Kind of Blue · Segundo Quinteto de Miles Davis · Miles Davis Funky
  • Influência do Jazz na Música BrasileiraAnos 20: Era de ouro do jazz · Anos 30: Era do swing · Anos 40: Autoral e aceleração urbana · Anos 50: Cool Jazz e Kind of Blue · Anos 70: Miles Davis Funky e On The Corner · Anos 80: Tutu e Paulinho da Costa · Anos 90: Influência do Hip Hop
  • Influência MusicalCharlie Parker · Dizzy Gillespie · Betty Davis · Led Zeppelin · Sly & The Family Stone · Rock and Roll · Hip Hop
  • Processo CriativoGravação sem ensaio · Imprevisibilidade na música · Diálogo com o silêncio · Solos e conversas musicais · Uso de pedais no trompete
  • O Jogo do Centenário de Miles DavisÁlbum em década errada · Playlist exclusiva como prêmio · Léo Zilberman · Birth of Cool
Transcrição27 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido plug-in com até 1.300 km de autonomia combinada, com conforto de primeira classe. E na cidade você roda no modo 100% elétrico. Com esse SUV, cada caminho leva você mais longe. Dili EX5 EMI. Sua grande jornada começa agora. Saiba mais em dilibrasil.com.br

No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Sala de Música Tom Julão Marcelo Bôscoli Oi, João. Boa tarde. Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, Nando. Boa tarde, ouvinte. Posso fechar a câmera? Eu fui ao dentista e estou com um inchaço aqui. Pode ser? Kiko do Chaves.

É, então, eu queria... Ah, mas você tá tão fofo, assim, com a mãozinha, como quem... Tá bom, então eu vou ficar com a mãozinha. Fica, Jean Marcelo, fica. Tira a mãozinha pra gente ver se tá muito inchado e pra gente poder fazer essa avaliação. Não, você quer rir de mim, né? Eu não quero. Mas a voz tá boa, a dicção tá ótima.

Você pode tocar trompete igual o Miles Davis. Fica de perfil. Não dá. Com essa bochecha é mais fácil como o Disney Glass. Lembra da bochecha do Disney Glass? Sim, sim, sim. Centenário de Miles Davis, vamos lá. Nasceu em 26, naturalmente, tem 100 anos. Primeira conclusão inteligente. Não morreu, né? Não, ele não morre. Miles Davis não morre. Bom, é uma figura interessantíssima. É um homem nascido na década de 20.

É um homem negro americano que não vem de uma situação econômica complicada. Ele tinha uma situação muito boa econômica. E isso permitiu que ele tivesse, desde os 12 anos, a chance de escolher o trompete como o que ele ia fazer da vida. A mãe, inicialmente, queria que ele tocasse violino, mas acabou ganhando de um amigo da família um trompete. E aí sempre teve uma formação, teve apoio.

ou estudar na Júlia, e lá na Júlia ele começou a ser o Miles. Ele resolveu sair da Júlia porque, segundo ele, conversou com o pai, eles estão me atrapalhando. E abriu mão disso para tocar com o Charlie Parker, Dizzy Gillespie, aí ele entra nessa era do bebop, uma era muito importante. Sempre lembrando, é claro que é uma leitura...

amplo assim, né? Mas anos 20 era de ouro do jazz. O nome jazz, primeira vez chega ao disco só na metade da década dos anos 10. É um negócio ali novo. Então era de ouro do jazz nos anos 20. A era do swing, as grandes orquestras, a música pra dançar, anos 30. Nos anos 40, claro, as coisas não param, elas vão se sobrepondo. Nos anos 40 é o momento que os músicos dão um passo à frente e trazem a questão um...

autoral, solo e também acho que influenciado por tudo que ele li, pela velocidade dos centros urbanos, a aceleração e tal. E o Miles também estava nessa cena toda, né? Ele não estava exatamente brilhando ainda nos anos 30, né? Porque ele nasceu em 26, mas no início dos anos 40...

Ele já abriu mão da Julia e foi trabalhar com bebop. Eu separei aqui alguns momentos dele, vou passar rapidinho por cada um, mostrar a influência, a importância dele aqui, nesse curto espaço de tempo é muito difícil, mas no final dos anos 40, ele começa a desenhar aquilo que se convencionou chamar depois do cool jazz. Até a palavra, a atitude, o temperamento, que nos anos 50...

brilhou bastante e ele já fez, começou a desenhar isso no final dos anos 40 e em 49. O nascimento do Cool, do Birth of Cool, né? Miles Davis, final dos anos 40, primeiro trecho de hoje, primeira pegada. Vamos lá.

Muito bem. Vamos lá. Vamos dar um pulo para os anos 50. O álbum mais vendido do jazz, o álbum mais comentado do jazz, que é o Kind of Blue, onde ele parte de um tratado de harmonia e propõe, a partir disso, uma música difícil de passar,

de transformar em palavras. Ela tem muito espaço, ela dialoga com o silêncio de uma maneira única, é baseada em solos, em conversas que acontecem ao vivo entre os músicos, conversas musicais, naturalmente. Então a gente chega ao Kind of Blue. Vamos lá.

João, quando ele coloca o nome do disco de Kind of Blue, ele quer dizer o quê? Olha, normalmente tem muitas coisas. Há livros escritos sobre isso. Há pessoas que trabalharam no disco, que têm versões e tal.

A mais pop, a mais conhecida, é que o próprio blues tem um tipo de resolução harmônica, primeiro grau, quarto grau, quinto grau, e ele prepara o blues e na resolução ele vai para um outro lugar. Então tem essa visão também de ser kind of blues, é tipo blues, entendeu? Mas não é exatamente blues, porque harmonicamente, numa hora específica, onde o formato pede...

ele vai para um outro lugar. É muito interessante. O Miles gravou muito, gente. Ele gravou, às vezes, dois álbuns num dia, três álbuns num dia. Gostava muito de gravar sem ensaiar, fazendo as coisas no estúdio. Não gostava de ensaiar para o show, porque ele queria o imprevisível. E ele dizia que o imprevisível não dá para você ensaiar. Bom, o Miles, no final dos anos 50,

estava nessa evolução do jazz, ainda assim o jazz clássico, sempre propondo coisas diferentes, mas ainda não tinha colocado, nesse momento que a gente vai visitar agora, o jazz na tomada. Eu vou colocar um trecho do segundo quinteto, que é o que mais gosto do Miles, que é... Ele se chama Rapaziada Nova, Wayne Shorter, Ron Carter, Tony Williams e Herbie Hancock. O segundo quinteto. Vamos lá.

Tatiana, como todo mundo ama, o Miles conheceu uma pessoa e se apaixonou pela Betty Davis, que é uma cantora, uma figura muito importante na música, na música geral, no funk. Era uma figura também que estudava moda e manjava muito, de muitas coisas, assim. E influenciou o Miles completamente no tipo de música que ele estava ouvindo.

Ele sempre tocou no festival de Newport, que é um festival de jazz muito importante e tradicional dos Estados Unidos, e sempre tocou e foi embora, nunca viu nada. Com ela, foi a primeira vez que ele tocou e ficou para assistir Led Zeppelin e Slide Family Stone. Aí você percebe que o Miles tem um período mais clássico, camisas, ternos italianos e tal, e tem um momento que ele começa a aparecer com umas roupas muito diferentes, óculos e lenço, e apertando, botando uau uau e pedais no trompete.

vendo o que estava acontecendo no rock and roll, ele pluga na tomada e tem uma série de álbuns, né? Beats Brew e tal. Eu escolhi um aqui dos anos 70, que eu acho que vocês podem ouvir depois com calma, que chama On The Corner. Você já vê que é um Miles Funky, né? Entre outras coisas.

Bom, nos anos 80, ele voltou gravando com o Paulinho da Costa, ele deu muita sorte e gravou um álbum que tem o Tutu. Então a gente está nos anos 70, vamos pular para os anos 80, que é a penúltima de hoje, um trechinho. Vamos lá.

Muito bom, João. Eu sugiro pra gente finalizar, colocar na tomada, que ele já tá na tomada, mas no 220. É isso aí. Então a gente coloca dos anos 90, final dos anos 80, início dos anos 90. Ele começa a se envolver com hip hop e veio com isso aí, né? Ó, vamos lá. Agora posso ter uma revelação aqui. Um pequeno concurso musical. Pode ser?

Hoje? É, agora. Você que tá ouvindo, tem um álbum do Miles que eu coloquei numa década errada. Se você me disser qual foi o álbum que eu coloquei na década errada, eu faço uma playlist com duas horas e meia de Miles Davis, sob medida pra você. Vamos ver se o pessoal pescou.

Vai explodir de clique essa coluna hoje, mais tarde, no Spotify. O pessoal está chegando, disco, década. Eu não me liguei. É, agora eu fiz um curso de marketing, né? Agora eu estou marqueteiro. Ah, eu preciso de likes, né? É isso, obrigado. Fica para amanhã, fica para amanhã. Resultado amanhã.

Sim, eu botei um disco do Miles na década errada. Quem acertar ganha uma playlist exclusiva, não tem AI, né? Vou fazer eu mesmo, um ser humano cheio de falhas e dor aqui. E se acertar eu mando pra você que vai ligar e dizer. Birth of Cool é de 1957. E ele falou em 1949. Quem falou isso? O Léo Zilberman. Pô, o Léo já acertou? Ele trabalha na empresa ou ele tá de fora? Ele é sobrinho neto do Miles.

Fechado. Então ele ganhou duas horas e meia do mar. Agora, pra cobrar, bate naquele guichê ali, ó. Fala com o Chusco e Vira. Valeu, João. Parabéns, aqui é o Léo. Ligeiro. Obrigada por hoje. Porque às vezes eu falo besteiras que eu vejo no dia seguinte, eu falo, bom, agora eu quero...

Quero ver se o pessoal tá ouvindo. Obrigado, viu? Que tá, né? Claro que tá, cara. As pessoas prestam atenção no que você disse. Meu Deus do céu. O contato dele. Um abraço. Contato do Léo. Se vira. Beijo, até amanhã. Beijo, claro que sim, vai ser um prazer. Beijo, até amanhã, ouvinte. Obrigado.

Em um mundo cheio de respostas, escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha. Fazemos perguntas que movem negócios com dados e inteligência aplicada.

Anunciantes2

Dili

Dili EX5 EMI
external

Trilha

external