Crise no Banco de Brasília: 'é preciso limitar ação da classe política com instituições financeiras'
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Carol
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Bruno Carazza
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Tchau, Vão! O pessoal do SBT tá perguntando se o Gogó tá em dia. Tiago, avisa a torcida que o coração já tá saindo pela boca. E o Brasil inteiro, estamos na mesma torcida, em uma só voz. A Copa que o Brasil quer ver é no SBT e na N-Sports. São seis e cinquenta e três, a gente tá de volta com o Viva Voz. E quem já está conosco em áudio e vídeo é o Bruno Caraza, nosso colunista, comentarista, aqui das quartas-feiras. Boa noite, Bruno.
Boa noite, Vera, Débora, Carol. Boa noite para você que está com a gente. Boa noite. Oi, Bruno. Boa noite. Enquanto a gente passa frio aqui em São Paulo, eu já soube que o Bruno está no Recife. Está quente por aí? Ai, que inveja. Mas mineiro sabe como é que é, né, Vera? Vem para a praia e chove, né? É uma audição. Está chovendo aqui.
É a sina do mineiro. Essa é a sina do mineiro. Então, se você é recifense e está pegando essas chuvas, vocês já sabem a quem culpar. Bruno, a gente viu nessa semana uma...
longa e intensa movimentação para tentar salvar o BRB. Esse é um dos desdobramentos do caso Master, um dos principais. O Ministério da Fazenda até aqui se nega a dar um aval para um empréstimo para salvar o BRB, mas admite que a liquidação do banco poderia ter consequências graves, inclusive quebrar o Fundo Garantidor de Crédito.
O que vai acontecer? Como vai sair desse impasse?
Pois é, Vera, a conta dessas tenebrosas transações entre o BRB, que é o Banco Estatal do Distrito Federal, na época governado pelo Ibanez Rocha, do MDB, e o Banco Master, essa conta está chegando. Só fazendo uma recapitulação nessa história, o BRB tentou comprar o Master, o anúncio foi em março do ano passado, o Banco Central foi analisar a operação, descobriu...
uma série de transações super suspeitas, inclusive que o BRB teria comprado um volume imenso, bilionário, algumas dezenas de bilhões de reais de carteira podre do Master, com ativos que não tinham lastro, ativos super avaliados. E a partir disso o BRB começou a ter um problema de...
soluções, ele tentou contar com o apoio do Ministério da Fazenda para a União dar aí um aval para o empréstimo que seria necessário para equalizar as contas. O ministro da Fazenda, o Dário Durigam, não é bobo, viu que esse abacaxi poderia ser passado para a União, para os contribuintes federais e o que está sendo negociado agora é que os bancos, tanto os públicos quanto os privados...
vão dar uma espécie de fiança para o BRB no empréstimo, algo em torno de 5 bilhões de reais, para tentar equacionar, pelo menos no curto prazo, a situação do banco, que ainda é muito difícil e que pode comprometer o fundo garantidor de crédito, como você mencionou muito bem agora.
Inclusive tem uma pressão política, Bruno, para que o FGC cubra os prejuízos que os fundos de previdência de estados e municípios tiveram com o Banco Master. É uma boa ideia isso? Pois é, Débora. Essa proposta surgiu nessa semana, uma proposta do senador Renan Calheiros.
e também de algumas capitais e cidades do Brasil. Essas operações não são cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito e aí a classe política está tentando empurrar.
foi criado para isso, ele foi criado para resguardar as poupanças das pessoas que foram prejudicadas em operações e isso seria...
fizeram operações erradas que devem ser penalizados por isso e não socializar o prejuízo por meio do fundo garantidor de crédito, que eu repito, não foi criado com esse objetivo. Bruno, a gente já está em cima da hora aqui, mas queria te ouvir sobre o que o Brasil tem que aprender com essa crise toda para que isso não se repita no futuro.
Zé Carol, tem vários pontos, você redefinir a fiscalização do Banco Central e da CVN, o próprio desenho do fundo garantidor precisa ser repensado para evitar comportamentos oportunistas como esse do Banco Master, mas principalmente a gente vê, precisa limitar a ação da classe política com instituições.
financeiras. Nesse caso do Banco Master, o que a gente está vendo é BRB, Banco Estatal do Distrito Federal, Governador Ibanez Rocha, Fundos de Previdência...
com o Cláudio Castro, o fundo do Amapá ligado ao Dalvinho Alcolumbre. Na verdade, a gente então precisa repensar o Credicesta, que é a origem do Márcia lá atrás, ligado ao PT da Bahia. Então, a gente precisa redefinir essa relação entre classe política e instituições financeiras estatais de diversas naturezas.
Como o Bruno é um colunista muito disciplinado e não estourou o tempo, sobrou tempo até para uma dica. O Henrique, nosso operador aqui da mesa, que é esse fense, torcedor fanático do esporte, te recomenda que já que está chovendo vá tomar um caldinho de peixe com macaxeira na Praça da Igrejinha em Boa Viagem. Opa, eu estou em Boa Viagem, então estou indo para lá.
Marcaixeira com charque e caldinho de peixe. Esse é o cardápio, tá bom? Ótimo! Fechado! Delícia! Então formou. Até mais, até semana que vem. Obrigado pela dica. Até mais, gente. Tchau, tchau.
O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
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