Episódios de Comentaristas

Impactos da guerra no Oriente Médio: 'inflação tem subido toda semana'

25 de maio de 20265min
0:00 / 5:49
Miriam Leitão destacou a alta da inflação, que sobe a cada semana, influenciada pela guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã. Segundo ela, grande parte desse aumento é causada pela incerteza em torno do conflito. Ouça o comentário.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
M

Miriam Leitão

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Impactos do conflito no petróleo, inflação e jurosInflação subindo toda semana · Guerra no Oriente Médio · Estados Unidos · Irã · Incerteza do conflito · Boletim Focus · Meta de inflação · Estreito de Hormuz · Donald Trump
  • Projeções EconômicasProjeção de inflação · Projeção da Selic · Juros caindo lentamente · Crescimento econômico
Transcrição15 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Conheça a trilha. Pensar fora da curva é o melhor caminho. Saiba mais sobre a trilha em trilhab3.com.br Dia a dia da economia, com Miriam Leitão.

Miriam. Boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam. Como toda segunda-feira, o Banco Central publicou hoje o relatório o Boletim Focus, que resume a opinião do pensamento econômico fora do governo, né? E a projeção de inflação subiu mais uma vez, subiu para 5,04. Quer dizer, passou de 5, que é o teto da meta, né?

Não, o teto da meta é 4,5. Isso. 5 já é um estouro bem forte, né? É um número meio simbólico, né? 5 é uma alta, forte de inflação. Grande parte disso é produzido pela guerra, e a guerra é uma incerteza quando é que ela vai terminar, quando é que ela vai dissolver seus efeitos. Esse ano é um ano difícil, porque a gente está com a perspectiva de ter o ninho.

Então, tem aumento de custos, é o ninho, uma guerra que a gente não sabe como é que vai terminar. Então, a inflação subindo é uma preocupação e tem subido toda semana, nas últimas semanas, 11 semanas, creio eu, 11 semanas com sempre previsão.

de cada previsão pior do que a da semana anterior. E isso é porque nem todo mundo faz na mesma hora a revisão das suas projeções, mas quando vem várias semanas sendo elevada, é porque essa é a tendência geral, todo mundo está vendo a tendência. O número, às vezes, há divergências entre uma instituição e outra, entre uma consultoria e outra, mas eles estão prevendo todos uma inflação, uma previsão mais alta de inflação.

mais alta nesse ano. No ano que vem e no outro ano continuará, como a previsão mostra que vai estar dentro do intervalo de flutuação da meta, mas esse ano estouraria. Então, seria 5,04%. Isso pode mudar, o cenário ficar mais benigno. E como é que ele ficaria mais benigno se a guerra terminar?

Está todo mundo olhando para essa negociação, esse vai e vem do Trump com os iranianos, e se eles conseguirem chegar a um acordo e normalizar o comércio, a passagem pelo Estreito de Hormuz demora mais ou menos 30 dias.

a gente tem um segundo semestre mais tranquilo do que o primeiro semestre do ponto de vista das pressões inflacionárias. Tem a sazonalidade, a sazonalidade de alimento e tal, mas haverá uma expectativa melhor se essa guerra for resolvida logo. Então, tem alguns bancos que trabalham com essa hipótese, já estão embutindo aí uma expectativa de que...

A guerra vai acabar até o fim do primeiro semestre e a gente vai ter um segundo semestre de deflacionário, de redução dessas pressões. E mesmo assim, chegando no final do ano com esse estouro do teto da meta. Acho que tem cinco semanas que já estava prevendo acima de 4,5.

E também vai subindo, Sardenberg, a cada semana, a previsão da Selic, que dessa vez saiu de 13 para 13,25. Lembrando, antes da guerra, a previsão ia chegar no final do ano em 12%. Agora estão prevendo em 13,25. Então, é uma alta muito forte nessa previsão. Por que os juros caem menos? Porque a inflação subindo mais.

E eles estão prevendo para 2027 juros de 11,25 e 2028 10%. Claro que tudo isso é muito chute. Os juros no final de 2027 e os juros no final de 2028 é chute, é uma projeção. Mas o que eles estão vendo com isso é um cenário em que a inflação fica acima do centro da meta, que é 3%.

E fica, e os juros, portanto, caem muito lentamente com os juros altos todos esses anos. Vamos ver como é que realmente a realidade vai se comportar. Eles têm errado bastante. No último ano até, eles acertaram, por exemplo, sobre crescimento, algumas coisas assim. Mas eles vão... O importante não é achar que isso aí é um acerto ou erro. Na verdade, é assim. Como que eles estão vendo agora...

o cenário. E eles estão vendo um cenário de uma inflação que fica em 5% e juros que caem muito pouco, Sartenberg e Cássia.

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