A reação do setor produtivo ao avanço da regulamentação do mercado de carbono no Brasil
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Cássia
Rosana Jatobá
- Créditos de CarbonoEstímulo à eficiência energética e energia limpa · Cobrança de poluição · Atendimento a investidores internacionais · Melhora da percepção de segurança regulatória · Potencial de atração de investimentos verdes · Brasil como fornecedor de créditos e tecnologias de descarbonização
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Rosana Jatobá já conosco. Boa tarde para você, Rosana. Oi, Cássia. Boa tarde para você e para os nossos ouvintes. Rosana, hoje você comenta a reação do setor produtivo ao avanço da regulamentação do mercado de carbono no Brasil. Rosana, conta para a gente como que está essa situação a partir da publicação pelo governo desse cronograma que agora parece que vai começar a esclarecer como vai funcionar o sistema aqui no país.
Cassio, já queria explicar aqui para o nosso ouvinte que ter o mercado de carbono regulado é muito bom, porque na prática ele diz o seguinte para as empresas, olha, quem polui mais vai ter que pagar mais por isso. E ele acaba também estimulando as empresas a investirem em eficiência energética, energia limpa, inovação, tudo isso para conseguir descarbonizar as operações. A reação do setor produtivo foi positiva.
porque é uma resposta aos investidores internacionais que estão cada vez mais cobrando clareza climática das companhias brasileiras. Então, quando o Brasil apresenta o sistema operacional do mercado de carbono, com todas as regras e critérios oficiais, isso acaba aproximando o país dos padrões internacionais e também melhora a percepção de segurança regulatória, porque todo mundo precisa de previsibilidade.
para tomar decisões de longo prazo, decisões que envolvem descarbonização, energia limpa e adaptação climática. Vamos ver agora como é que vai funcionar esse mercado regulado. Primeiro, Cássia, vão entrar no mercado somente setores altamente poluentes.
como siderurgia, cimento, petróleo, aviação, papel e celulose. Depois vem mineração, energia, alimentos, química e resíduos. E só depois, mais adiante, é que entram os transportes. O que agradou bastante os empresários...
foi o fato de o governo não começar cobrando carbono imediatamente das empresas. Nos primeiros anos, as empresas só terão a obrigação de medir, monitorar e reportar as suas emissões de carbono. É uma fase de aprendizagem do sistema, dá tempo.
para que elas possam organizar os inventários, tecnologia e a sua estratégia climática. Mas é justamente daí que vem a crítica de uma parte das empresas e dos ambientalistas, que é a implementação do mercado muito demorada.
Pelo cronograma que o governo mostrou, o processo só começa em 2027 e alguns setores só entram mesmo depois de 2031. Ou seja, muitos anos pela frente, várias empresas ainda podendo poluir sem pagar nada por isso.
Tem uma outra crítica importante também, é que o mercado de carbono já nasce limitado, porque deixa de fora a agropecuária e o uso da terra, que são justamente os setores ligados à maior parte das emissões brasileiras. Então, continua essa frustração aí. Mas, de qualquer forma, a gente tem que comemorar, foi um passo importante.
definir aí os setores que vão participar e algumas regras. Se o mercado funcionar bem, o Brasil pode atrair investimentos verdes, pode se tornar um grande fornecedor de créditos e de tecnologias de descarbonização. E agora a gente só precisa acompanhar os próximos passos e os ajustes que devem surgir aí nas consultas públicas e na regulamentação final do sistema. Mas o clima é de muito otimismo, uma boa expectativa por parte do mercado, Cássia.
Muito obrigada, Rosana. Voltamos a conversar amanhã. Até lá. Um beijo para você, para os nossos ouvintes e até amanhã.
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
O que é isso?
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