'Eu importo?': a importância de se sentir importante em todas as relações
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Carol Tilkian
Fê
Nando
Tati
- Importância dos relacionamentos humanosDefinição de importância · Jennifer Wallace · Mattering Institute · Desengajamento no trabalho · Phubbing · Relações conjugais · Amizade · Família · Valorização e contribuição · Educação do cuidado (mulheres) · Pertencer vs. Importar · Morris Rosenberg · Autoestima · Cinco pilares do sentir-se importante · Reconhecimento · Dependência/Necessidade · Cuidado · Extensão do ego · Sintonia · Criança mal acolhida · Pulsão de morte · Ferenc · Ruth Kohn · Negligência · Vida diminuída · Expectativa · Impor limites · Codependência · Epidemia da solidão · Comunicação específica · Escuta ativa
- Comunicação em RelacionamentosPhubbing · Comunicação digital vs. presencial · Mensagens de voz vs. ligações · Perguntas específicas · Conexão humana · Redes sociais
- Relacionamentos FamiliaresExpectativas familiares · Apoio familiar em conquistas · Amizade profunda · Vínculos protocolares
CDN Amores Possíveis, com Carol Tilguian. Oi, Carol. Boa tarde.
Boa tarde, oi Tati, oi Nando, oi ouvinte. Oi Carol. Carol hoje fala sobre a importância de se sentir importante em todas as relações. E aqui a gente está falando mesmo de todos os tipos de relação, Carol?
Todos os tipos de relação, inclusive essa pauta surgiu de uma palestra da Jennifer Wallace, ela fez uma palestra no South by Southwest, que é um grande festival de inovação agora em 2026, ela é fundadora do Mattering Institute, Mattering é importância, então é o instituto que analisa a importância.
E na fala dela, ela teve uma fala muito focada no trabalho. Então, ela já abre essa palestra mostrando que cerca de 70% dos americanos se sentem desengajados nos seus trabalhos, não por preguiça, não porque tem muita coisa para fazer, mas porque eles sentem que não fazem diferença para ninguém.
E vendo a palestra dela, eu fiquei com vontade de trazer essa pauta para a gente de quantas vezes a gente sente que não faz diferença, a gente se sente desimportante. Ela começava a palestra com uma provocação, né? E se você tivesse uma plaquinha no pescoço, escrita eu importo, o que será que as pessoas falariam para você?
Para quem será que a gente está querendo fazer essas perguntas? Escuta, eu importo mesmo aqui nesse trabalho, eu importo nessa amizade, eu importo nessa família. E hoje eu quero começar a semana convidando a gente a refletir o que significa se sentir importante e como cada vez mais a gente está aprendendo a se apagar.
E aí se sentindo cada vez menos importante. Então, queria até abrir a coluna perguntando para os ouvintes em que momentos, situações, relações você se sentiu pouco importante ou se sentiu invisibilizado?
Acho que eu posso até trazer alguns exemplos cotidianos para... Ilustrar. Para inspirar, para ilustrar exatamente. Por exemplo, jantar. A gente chega, depois de um dia difícil do trabalho, senta na mesa com a companheira, com o companheiro, começa a contar uma coisa importante do trabalho e aí, de repente, a pessoa está ouvindo e tá. Lasca o celular e começa...
Então ela até acena com a cabeça, faz um hum, mas você vê que ela não está ali prestando atenção. Isso é o que se chama de fubbing e tem muitas pesquisas mostrando quanto esse desprezo pelo celular tem feito as relações conjugais adoecerem. Hoje quase metade das pessoas, 46% das pessoas, dizem se sentir regularmente ignoradas.
Em favor das telas. Aqui eu trouxe o exemplo do jantar com o companheiro ou companheira, mas isso acontece no jantar de amigas, isso acontece na reunião de pauta. Depois, a amiga que sumiu, né? Aquela amiga que você era super grudada, que vocês se falavam sempre. E aí, de repente, no seu aniversário, vem uma mensagem só de feliz aniversário. Não vem uma ligação, ela não passa na tua casa.
Ninguém brigou, né? As pessoas vão se afastando. Aí você fala, nossa, o dia que era tão importante para mim. Ela sabe que eu gosto de aniversário, me mandou uma mensagem de texto ou me mandou um áudio. Essa era a pessoa que eu esperava que me ligasse, né? Já trouxe esse dado aqui, tem uma pesquisa do Poder Data que mostra que um a cada três brasileiros sente que só tem um amigo próximo, profundo.
E depois quando a gente pensa num almoço de domingo, num familião, é aquela família onde você...
cresceu, que você estava curtindo, você queria ver aqueles primos de novo. E aí as perguntas são meio protocolares. Ah, e aí, como é que você está? Ah, tudo bem. Ah, que bom. Daí passa a pergunta para o próximo. Ah, e o trabalho? Ah, está legal. Quer dizer, parece que a pessoa está interessada na tua vida, mas as perguntas são genéricas.
E aí a gente sente que é muito mais um vínculo protocolar do que efetivamente um interesse daquela pessoa. Então, conceituando o que é a importância...
Para a Wallace, eu acho muito interessante, porque ela fala que a definição para ela é uma equação de dois lados. É você se sentir valorizado e, ao mesmo tempo, poder trazer valor para o outro. Então, não é só receber afeto, é também ser útil, contribuir, ser necessário. E eu acho que isso é bonito, porque muitas vezes a gente confunde.
Ah, eu importo com ser amado, ser cuidado. E tem muita gente que recebe afeto, mas ainda assim não se sente importante. Porque às vezes você recebe afeto porque você está doente, ou você recebe afeto porque você se separou e está passando por uma fase difícil, porque está desempregado. E aí...
É como se aquelas pessoas também, até pelo fato de você, de repente, sei lá, se separou, e todos os seus primos, suas primas, seus irmãos são casados. Parece que daí você vai fazer uma colocação sobre família, e as pessoas não te levam em consideração, afinal de contas você não tem filhos. Ou afinal de contas você não é mais casada. Ou você quer ajudar a organizar o Natal da família, as pessoas falam, não deixa.
sendo que você está na situação difícil do trabalho e as pessoas querem te poupar.
mas você se sente pouco útil ali, como se eles te diminuíssem. Então, é importante... E também, por outro lado, a gente aprende a se sentir importante ao se fazer necessário. Acho que nós, mulheres, somos educadas para isso, com a educação do cuidado. Então, é, ganha uma boneca, quem ama cuida, vai cuidar do seu irmãozinho. E aí, a gente está entregando, entregando, entregando.
E não está sendo valorizado, né? Eu acho muito interessante, queria trazer aqui. Eu estava revendo o debate da Globo News com o Juliano Casarré, o Ismael dos Anjos e a Vera. E o Ismael apontou como a gente tem que tomar cuidado quando os homens falam, eu ajudo a minha mulher. Ué, se é uma casa e se os filhos são dos dois, não é uma ajuda. Nossa, a gente fala muito disso aqui há muito tempo. Não tem ajuda. Exatamente. Cada um faz sua parte.
Então, o meta, quando você se sente importante, não é deixa que eu te ajudo. Deixa que eu assumo a minha parte. Exatamente. E aí tem um outro conceito que ela traz, que eu acho muito interessante, que é pertencer é diferente de importar. Pertencer é estar no grupo. Ela traz uma frase que eu acho que resume bem, que é pertencer é estar dentro da sala.
Importar é alguém notar quando você vai embora. Eu acho isso tão bonito, né? Porque muitas vezes a gente tá ali. Tá no grupo de amigos, tá na família. Então, as pessoas te incluem nas fotos, conversam com você. Mas parece que pouca gente ali realmente sabe.
do que você gosta, o que te machuca, o que te alegra. Então você faz parte daquele grupo, mas tá todo mundo meio...
no familião, nos funcionários da empresa, na turma da faculdade. E aí a gente tem um monte de grupos de Instagram e não se sente importante para nenhum deles. Talvez você está lá fazendo parte daquele jantar de amigas e nenhuma delas notou que você está com um olhar super triste.
e que talvez esteja acontecendo alguma coisa com você e você precisa falar. E eu acho bonito porque ela bebe do Morris Rosenberg, que foi o grande estudioso da autoestima, e ele fala algo que eu trago muito aqui para a gente, a gente discute muito o quanto a autoestima não tem a ver com você cuidar de você mesmo. Gostar de ele... Filipe.
Foi o cara que trouxe essa ideia de, olha, gente, gostar de si não é o suficiente. Não esqueçam enquanto você não se amar, ninguém vai te amar. Se a gente não tiver alguém que nos valorize, que pergunte genuinamente coisas específicas e profundas da nossa vida, a gente não vai conseguir se sentir amável e não vai conseguir se amar. E aí ela traz...
Cinco pilares desse sentir-se importante. Primeiro é o reconhecimento, que é a gente ser percebido, é alguém te notar. E anotar, notar e falar, está tudo bem, você está com um olhar mais distante, ou que bom que você veio, adorei que você chegou cedo, obrigada por contribuir com essa sugestão de pauta nessa reunião.
O segundo pilar é o que ela chama de dependência. Eu não gosto muito da palavra dependência, mas é esse sentir-se necessário. Então, é...
ver que você tem uma função afetiva naquele vínculo. A sua opinião importa quando as pessoas vão tomar decisão, os seus gostos importam, os seus limites importam. Você vai contribuir, ainda que você não seja a pessoa que mais saiba, porque acho que em dinâmicas de casal a gente faz isso, né? Ah, ele é bom com as finanças, deixa que ele resolve isso.
mas também importa a minha opinião sobre qual é o plano a médio prazo e como é que eu acho que a gente pode cortar os gastos no curto prazo para isso se viabilizar. Ainda que o outro seja mais expert em algum tema, é importante você mostrar para o outro que ele também é necessário, não é sobre quem sabe mais. O terceiro pilar é o cuidado.
E é essa sensação de que o seu bem-estar interessa a alguém. E aí alguém que pergunta, como é que foi o seu exame? Você ia fazer um check-up, tá tudo bem? Ou, e aquela reunião difícil do trabalho, deu tudo certo? Você falou que talvez estivessem cortes na empresa? Aconteceu alguma coisa? Você quer que eu te acompanhe naquele exame?
Exatamente. É a pessoa lembrar de algo que você falou. Se interessar. E não é assim como está o seu trabalho. É ir àquela reunião difícil de apresentação do semestre. Porque aí você vê que a pessoa prestou atenção, né? E aí ela vai para um quarto pilar que ela chama de extensão do ego, que é quando as pessoas se sentem...
conectadas, é quase como se fosse, nossa, a gente é muito igual, a sua vitória me dá alegria, a sua dor me toca, e acho que é bonito a gente pensar na sua vitória me dá alegria, porque a gente também, principalmente as mulheres, estamos educadas para competir.
Para não dividir a vitória, né? Quem aqui não ouviu? Não conta o mocinho que você está gostando, porque senão suas amigas vão olhar para ele. Ou antes de acontecer algo bom, melhor não contar, senão o povo zica tudo.
sentir que você importa é sentir que mesmo uma amiga que perdeu o emprego vai ficar feliz com a sua conquista com a sua promoção, exatamente e o quinto pilar que eu acho que é o mais difícil da gente exercitar nos nossos tempos é a sintonia porque tem a ver com a qualidade de presença a gente só está em sintonia se a gente não está no fubbing
Por exemplo. O que é o fubbing mesmo? O fubbing é o celular. Quando a gente não é abduzido pela tela. Exatamente. Mesmo na presença de alguém com quem você está jantando, convivendo, passeando, sei lá eu. Exatamente. Carol, já foram cinco? Eu estou aqui contando, mas agora já me perdi. Já foram cinco pontos? Ela está no quinto. Depois eu tenho os ouvintes. Vamos lá. A sintonia que é difícil. Isso. E acho que...
Os efeitos da gente sentir que se importa pouco têm muito a ver com um conceito do Ferenc, que é esse psicanalista sobre o qual eu tenho me debruçado cada vez mais, que é a criança mal acolhida e sua pulsão de morte.
O que ele fala é que crianças que percebem nos gestos, no jeito do colo, no tom da voz, na impaciência dos pais, que a sua chegada não é celebrada ou que eles são um problema.
começam a entender que a existência incomodava mais do que alegrava. Eu estive recentemente num congresso em Nova York, eu entrevistei, vou trazer até aqui, em breve, highlights dessa entrevista com uma grande estudiosa, chama Ruth Kohn, sobre negligência. Que é exatamente essa sensação. Muitas vezes você fala, não, não é que eu fui negligenciado, meus pais eram casados, eu tive uma boa educação, estudei numa escola legal, só que às vezes eles estavam...
fazendo, não no celular, mas estavam lendo jornal, ou estavam conversando entre eles, e você ia contar da sua lição de casa, e eles falavam, ah, que legal. Aí a gente sente...
Porque a gente não é importante. E a gente começa a se diminuir, a gente não se coloca na reunião, a gente não paquera ativamente no bar, porque você acha que ninguém vai te achar interessante, a gente não puxa papo no aplicativo, a gente não pede o aumento. E aí a gente vai criando uma vida cada vez mais diminuída.
com a sensação de não ser importante e com uma dificuldade enorme de pedir por esse espaço. Antes de eu seguir, queria ouvir o Fê e os ouvintes. Eu tenho uma pergunta também que é o que faz com que as pessoas se sintam importantes? Porque a gente está falando sobre se sentir importante, mas eu, na minha cabeça, tenho a mesma lógica do cuidado e do oferecer ajuda. Às vezes, a ajuda, o cuidado que a gente tem para dar...
não é exatamente o que aquela pessoa precisa. Então, às vezes, eu acho que fazendo determinadas coisas, você vai se sentir importante. Mas não é disso que você precisa para se sentir importante. É importante que a gente diga o que nos faz sentir importantes?
É muito importante. Aí acho que a gente também desconstrói um mito do amor, que é se essa pessoa me conhece, eu não preciso pedir nada. Ela tem que saber, tem que adivinhar. É a lógica da mãe e do bebê, né? Ah, essa mãe adivinhou. O bebê tá chorando, isso é cólica, isso é fome.
Isso é o dentinho nascendo. A gente tem medo de pedir para ser visto ou de pedir para se sentir importante e ser visto como alguém narcisista, egocêntrico. Parece que há uma autoexposição. E, na verdade, o pedido é...
um guia de conexão. Eu estou precisando falar, porque eu estou numa crise na relação com o meu irmão. Posso marcar um jantarzinho para falar sobre isso? Eu até dividi com a Tati, né? Também um outro workshop que eu participei agora em Nova York sobre a escuta. Ela traz algo que eu acho muito interessante, que é quando alguém está passando por um momento difícil...
A gente tende a falar, ó, tô à disposição. E aí parece que você tá mostrando pro outro que ele importa, né? Ó, se você precisar de qualquer coisa, eu tô aqui. Só que em momentos de luto, de separação, de doença na família, a gente tá tão desestruturado que às vezes a gente nem sabe pedir. Então mostrar que você se importa é ter uma atitude bem diretiva. É falar assim, olha, terça-feira eu tô indo jantar na tua casa. Você quer que a gente peça pizza ou japonês?
Então você já dá uma data, você se intromete mesmo e dá duas opções.
E aí a pessoa vai responder. A gente tem medo de parecer invasivo, mas o que todos esses estudos de comportamento, psicanálise e psicologia mostram é que as pessoas se sentem muito mais acolhidas e importantes do que quando a gente faz essas ofertas genéricas do tô aqui pra o que você precisar, pode contar comigo pra tudo. Vamos ser...
um específico nesse tudo e eu acho que para a gente também tem que poder se deixar depender que a gente tem tanto medo né também nesses diagnósticos de Tik Tok a sua dependente emocional e aí parece que a gente tem que ser independente tenho que resolver tudo não posso dar trabalho
É o contrário. Pra gente sentir que importa, a gente tem que exercitar também, poder falar, olha, tô precisando disso e você importa pra mim. E é por isso que eu tô vindo pedir esse conselho pra você. Porque você é um amigo sábio, porque você é um ex-chefe que foi meu mentor. Carol. Oi, Fê. Vamos lá, vamos pros ouvintes, tem vários. Vamos, vamos. O Rogério fala assim, e daí
Eu senti isso quando terminei o mestrado, a minha família não fez sequer um café. Daí ele foi para o doutorado. Aí ele mesmo fez uma comemoração, a mãe não foi. Ele foi para a terapia, porque ela nunca deixou de elogiar as dissertações e teses dos primos e tios. Com ele foi diferente. O Murilo de Itajaí, até um tempo atrás, me perguntava se era importante para as pessoas.
pelo que eu sou ou pelo que eu fazia por elas. Aí, com o tempo, ele percebeu que o problema estava na expectativa. Ele esperava uma atenção que não voltava na mesma proporção. Pensou, então, em se valorizar mais e se dedicar aos outros na mesma intensidade que recebia. Quando ele começou a impor limites, vieram os rótulos, veja só, egocêntrico, chato, individualista. Mas, olhando para trás, dizia ele nunca estive tão feliz em paz comigo mesmo.
Maravilhoso, eu queria fazer dois comentários o primeiro trazendo esse primeiro ouvinte e da mãe não ter feito nenhum café não ter ido a gente volta pro poxa, essa mãe que lá atrás sabia que esse meu choro era do dentinho ou esse era da cólica não sabia que meu doutorado era importante
Mas talvez a gente tenha que marcar. Por exemplo, eu fui fazer uma palestra no Fronteiras do Pensamento em março. Para mim era muito importante. Eu falei no meu grupo da família. Falei, esse evento é muito importante. Eu ficaria muito feliz se vocês fossem. E três dos meus primos foram.
Talvez se eu só tivesse convidado, eles não teriam ido e eu poderia falar, tá vendo? Menosprezam o meu trabalho, mas vão sempre na palestra da outra fulana que sei lá o que, sei lá o que. Então, eu acho que é importante a gente...
pedir esse olhar carinhoso para coisas que nos importam. E na fala do Murilo, eu só queria que a gente tomasse dois cuidados. Um, quando ele fala, aí eu também comecei a dar o que os outros dão. Já estou até quem está vendo a gente pela tela fazendo assim... Colocando uma mãozinha de se defendendo. Se defendendo e assim, bom, então vamos viver aqui na lógica da escassez. Vocês me dão pouco, eu também vou dar pouco, nunca estive tão feliz. Eu acho que a mudança se dá pelo positivo.
A questão é não entrar numa lógica de codependência, que é o que ele colocava, de eu fazia e esperava que as pessoas falassem, ai Murilo, olha só que incrível que você é. Então, o quanto eu estou ultrapassando os meus limites para ser amado por ser útil?
E o quanto eu estou sendo útil para alimentar esse vínculo? E aí vale voltar para o começo da coluna, que é uma equação dos dois lados. É você poder ser útil e ao invés de você tirar esse investimento, faz um movimento oposto, peça. Ao invés da gente se desinvestir, está todo mundo vivendo essa epidemia da solidão, porque a OMS já mostrou que um a cada seis...
uma a cada seis pessoas no mundo se sente sozinha.
que a gente possa falar para o outro, explicar para o outro como a gente se sente importante e como ele poderia contribuir. É falar para as amigas que só mandam mensagem de voz, agora falar, não, você está na categoria das amigas que eu quero uma ligação e uma passadinha aqui em casa. Então, por favor, não vou nem ouvir esse seu áudio, me liga.
E eu acho que é poder, é algo também que eu trouxe no começo da coluna, mas eu queria reforçar, que a gente faça perguntas mais específicas e não tenha medo de fazer perguntas que parecem invasivas. Porque acho que hoje a gente está com tanto medo. A gente já não liga para as pessoas, porque parece que a ligação é uma invasão de privacidade, você manda uma mensagem, pode falar.
Liga! Se a pessoa não puder atender, ela não vai atender. E aí, ao invés de perguntar como foi o seu dia, pergunta algo específico. Se você sabe que a pessoa ia ter...
Dez reuniões, Zé. Como é que foi essa maratona de reunião? Você está cansada? Não está? Ou você terminou de ler aquele livro que você tinha postado uma frase? O que você achou dele? Quanto mais específico a gente for nas perguntas...
E quanto mais a gente puder fazer esses ganchos de, olha, lembrei de você. Então, talvez você está ouvindo essa coluna e fala, olha, lembrei de você que se importa tanto comigo. E manda ela para alguém. Isso, essa é uma boa. Ou fui num show, lembrei de você. Para a gente elaborar a sintonia em momentos de muitas redes.
Que a gente possa trazer esse humano e o específico. Ao invés de mandar um saudades, vamos marcar de combinar. Tem que ser algo muito de vocês duas. Sim, sim. Sabe, ó. Bom, encerra, Carol, por favor. Tá bom. Acho essa uma boa dica. Vai depois no seu tocador preferido ou no site da CBN. Manda essa coluna pra quem você gosta e diz. Lembrei de você hoje, tava ouvindo a Carol Tchukian na CBN. Ó, vê se você gosta. Tá bom.
É um jeito de puxar assunto. E eu me importo com você, porque você… E aí, falar algo muito específico da pessoa. Muito bom. Lição de casa no Amores Possíveis de hoje com o Carol Tchukia. Toda segunda-feira aqui com a gente. Carol, um beijão. Obrigada. Boa semana pra gente. Um beijo. Boa semana pra todos vocês. Me importo muito com todos vocês. Ah, e a gente com você. Um beijo, Carol.