O reggae da Costa do Marfim
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Nando
João Marcello Bôscoli
Tatiana
- Reggae jamaicanoAlfa Blondie · Tiken Jah Fakoly · Coupé Décalé · Balafon
- Zoblazo e Funk da Costa do MarfimMayway · Zoblazo · James Brown
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho. Que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
Sala de Música Tom Julão Marcelo Bôscoli Gravei com João Marcelo Bôscoli um pouquinho antes do estúdio começar.
João Marcelo Bosque, João, boa tarde, tudo bem? Boa tarde, Nando, boa tarde, ouvinte, boa tarde, Tatiana, que está com a gente. Vamos lá, João, hoje, Músicas do Mundo, nós vamos ouvir um reggae, mas é um reggae da África? É, vamos ouvir um país muito especial, porque recebeu o reggae de uma maneira diferente. A gente ouve ali, na música da Costa do Marfim, tem muitas tendências.
mas eu separei algumas, mas quis mostrar o reggae com destaque, porque é muito interessante, né? É um momento de explosão do reggae no mundo e encontrou na costa do Marfim, na África, um lugar que desenvolveu essa linguagem musical, incorporou elementos próprios, muitas vezes nas letras, contando os dramas locais, e eu separei como o primeiro, assim, para hoje.
conhecido internacionalmente, é o Alfa Blondie, numa grande canção dele, faixa título do seu álbum de 1992, Mazada. Vamos lá. Reggae da Costa do Marfim.
João, Alfa Blonde me traz ótimas recordações. Olha, Alfa Blonde é um caso interessante.
de um artista que vem de um país africano, a Costa do Marfim, que tem muitas células próprias musicais, tem muitos gêneros lá, tem instrumentos próprios. A gente já, algumas vezes, já falou de artistas da Costa do Marfim aqui, eu lembro que a gente já falou do Coupé de Calê, que é a música pop dos anos 2000, mas não dá para deixar de considerar que tem o reggae da Costa do Marfim e o Alfa Blonde.
É um grande representante disso. O que muda? Primeiro, a questão das letras. Algo muito importante na música, na canção. Ter a letra associada à melodia. Então, todos os problemas locais, as crônicas locais, ele traz ali.
Tem, evidentemente, os elementos fundamentais para você reconhecer como reggae, mas, vez ou outra, ele coloca elementos próprios ali, sejam instrumentos locais, já falou aqui dos instrumentos da costa do Marfim, o balafon é muito conhecido, que é um tipo de um xilofone feito de madeira, tem um som bem aveludado.
Então, acaba sendo o reggae, mas se você prestar atenção e ouvir com aquele cuidado, você percebe que há algo local, da Costa do Marfim. Assim como na música de outro expoente, Tiquem Jafacoli, que também é um artista da Costa do Marfim, que se dedica exclusivamente ao reggae e participa com vários artistas desse circuito mundo afora.
com a banda inglesa Steel Pools, também com o pessoal dos Lions Amber, gravando também na Jamaica. E é um cara da costa do Marfim, que decidiu abraçar o reggae, colocar os seus elementos locais e produziu um reggae que, de novo, se você presta atenção, ouve com muito cuidado, há algo diferente ali. Então, vamos ouvir Chicken Jaffacoli.
João, e o Facoli está na pista, no verão europeu vai bombar, vai estar. Primeiro ele passa por Quebec, depois Caixcais, Portugal, depois toca na Alemanha, está com a agenda cheia. Vamos lá, João. Nada mal, o reggae é realmente...
um daqueles gêneros que tem um nível de rejeição dos mais baixos que conhecem. É verdade. Muito difícil, né? Tem alguém que fale, ah, não gosto. É uma música muito relaxante e extremamente confortável de ser ouvida, cheia de nuances e tal. É um negócio realmente... É uma invenção maravilhosa, né? É uma evolução musical que chegou...
a uma essência incrível. Mas a Costa do Marfim, só para não parecer que temos só o reggae, Maywey é um artista local também, e ele criou um gênero que ele batizou de Zoblazo, e já é dos anos 90, já é uma outra proposta musical, também da Costa do Marfim. Vamos ouvir isso.
Nossa, eu nunca ouvi isso. Zoblazo. Essa é uma das novidades de hoje. A gente nunca trouxe zoblazo. Reggae já trouxemos de muitos lugares do mundo.
A gente só não trouxe o reggae brasileiro, que tem muitos representantes, porque a proposta é a música do mundo. Mas Mayway é, eu acho que, o tipo de música que a gente escuta e espera de um país como a Costa do Marfim. Só que é legal também perceber que vários outros gêneros, vários inovadores da Costa do Marfim, se encantaram, como aconteceu em muitos países, com o James Brown.
Então, quando você pega o início dos anos 70 na costa do Marfim, também tem o funk com um sabor local. Então, essas células que conhecemos, rítmicas, esses gêneros, se espalham pelo planeta todo e vão ganhando novos contornos nos países onde eles pousam. E eu acho legítimo isso, como cantou o compositor inglês.
São muitos países, mas um mundo só é bom, né? É um mundão só que mistura tudo, né? Legal, João, adorei. Bom conhecer esse som. Falamos mais amanhã. Um grande abraço. Obrigado por hoje, João.
Obrigado, Nando. Obrigado, Tatiana. Muito obrigado, ouvinte. Até amanhã.
No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
Magalu