Datafolha mostra desgaste de Flávio, mas não a ponto de inviabilizar candidatura
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- Pesquisa eleitoral Datafolha - cenário presidencialIntenções de voto Lula vs. Flávio Bolsonaro · Caso 'Dark Horse' e impacto na candidatura de Flávio Bolsonaro · Rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro · Candidaturas de Romeu Zema e Ronaldo Caiado · Potencial candidatura de Michele Bolsonaro · Daniel Vorcaro
- Campanha de Flávio BolsonaroMudanças na equipe de comunicação e marketing · Reunião com aliados para explicar a crise · Possível encontro com Donald Trump · Trânsito internacional e capacidade de recebimento pelo presidente dos EUA
- Avaliação do Governo LulaDesenrola 2 · Pacote de combate ao crime organizado · Fim da taxa das blusinhas · Novos subsídios para combustíveis · Ajuda para troca de carros para motoristas de aplicativos e táxis · Impacto de medidas populares na popularidade do governo · Reveses na relação com o Congresso e derrota de nome para o STF · Inflação pressionada pela guerra · Corte de juros
- Lei da Ficha LimpaVotação no Supremo Tribunal Federal · Voto da relatora Carmen Lúcia · Impacto na inviabilização de candidaturas · Discussão sobre a punição estabelecida pela lei · Pedido de vista ou destaque para o plenário físico
- Reforma Política e Sucessão no PTDesenrola dos partidos e multas partidárias · Liberação de disparos em massa para eleitores por partidos · Veto da LDO e repasse a municípios antes da eleição · Emendas parlamentares · Papel do Supremo Tribunal Federal em decisões do Congresso
O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
Viva a voz com Vera Magalhães. Oi Vera, boa noite. Você está com frio por aí, minha amiga? Não é frio, é congelamento, Carolina Moura. Estou aqui encapotada com três, quatro blusas. Enfim, está grave a situação. Boa noite para você e para os ouvintes.
Eu não tenho nem coragem de reclamar do frio do Rio de Janeiro. Hoje foi máxima de 25, mínima de 16. Para mim está frio. Então, não, 16 é o que dizem que está aqui agora, mas a sensação é de um 7, 8. Nossa, que dureza. Bom, vamos começar falando do Datafolha, porque o Lula abriu 9 pontos de vantagem no primeiro turno, né? 4 no segundo em relação ao Flávio Bolsonaro. Dá para dizer que teve um grande abalem na candidatura do PL depois da revelação das relações do Flávio com o Daniel Vorcaro?
Não foi um grande abalo, Carol. Perto da surpresa que houve no momento da revelação, um pouco mais de uma semana atrás, todos os desdobramentos nos quais ficou evidente que ele foi soltando informações aos poucos e de forma seletiva e que chegou a mentir a respeito do fato de que tinha, sim, uma relação.
próximo a convocar ou a ponto de ter liberdade para negociar a liberação de milhões de reais para o filme do pai, o abalo não chegou a ser a ponto de inviabilizar a candidatura, que era um temor que havia por parte de aliados dele, de que houvesse tamanha desidratação nas pesquisas que a direita fosse ser obrigada a pensar em um outro candidato.
Não foi um abalo dessa natureza. Um apoiador do senador, que faz parte da equipe da campanha, chegou a falar que foi um tiro que era para acertar a cabeça e acertou de raspão na orelha. Também não foi assim tão leve. A gente ficou discutindo ali a magnitude do estrago. Chegamos a um consenso de que foi um tiro no joelho. Ele sai manco.
dessa pesquisa, porque o Lula que vinha ali enfrentando uma situação de empate numa fase muito prematura ainda da pré-campanha, em que normalmente um presidente no cargo tem mais vantagem, tem mais tranquilidade, agora se distanciou um pouco, mas não a ponto de achar que a sua reeleição está garantida.
longe disso, porque a rejeição dele segue altíssima, em 45%, enquanto a do Flávio oscilou para cima, para 46%. Então, a do Flávio, neste momento, é numericamente levemente acima da do Lula, mas as posições eram invertidas há uma semana. Então, ainda é cedo para a gente dizer que esse seja um resultado definitivo.
E aí, o que acontece é que a polarização está mantida. Mesmo com esse revés na candidatura do PL, os outros candidatos colocados aí em campo para fazer frente a essa polarização, para tentar furá-la, tentar rompê-la.
não conseguem subir, pelo contrário, ficam ali patinando, Romeu Zema e Ronaldo Caiado. E mesmo a Michele Bolsonaro, que foi testada agora pelo Datafolha, diante daquelas especulações a respeito da troca do candidato, ela não vai melhor que o Flávio Bolsonaro. Ela performa igual a ele no segundo turno e vai pior no primeiro turno. O que ela tem é uma rejeição bem mais baixa.
mas que pode ser decorrência do fato dela ser bem menos conhecida. Ela não tem mandato, ela não está na política. Então, nem isso chega a ser um ativo muito grande para justificar a persistência, a permanência desses rumores de troca de candidatura.
Quer dizer, pelo menos até aqui o Flávio Bolsonaro parece que está vivo como pré-candidato. O que ele fez aí nessa segunda semana da crise para tentar sair das cordas e o que vem ainda por aí?
Ele mexeu principalmente no time de comunicação, Carol. Então, saiu uma equipe bem mambembe ali, que tinha no entorno dele, tanto na comunicação, na assessoria de imprensa, quanto no marketing, que era o tal do Marcelão, uma solução caseira ali, e chamou um publicitário profissional, Eduardo Fischer, que trabalhou com o Roberto Jussos, foi seu sócio por muito tempo na...
na iniciativa privada e depois fez uma campanha que foi a do ex-senador Álvaro Dias à presidência da República em 2018, etc. Então ele profissionalizou um pouco a assessoria de imprensa e o marketing da campanha.
E também tentou fazer aquela reunião para explicar aos seus aliados o que estava acontecendo, tentar tranquilizá-los, mas que aquela não foi exatamente uma iniciativa bem sucedida, porque no dia da reunião veio uma nova revelação, a de que ele tinha ido à casa do Daniel Vorcaro em São Paulo, mesmo depois da primeira prisão do banqueiro.
quando ele já estava de tornozeleira eletrônica. Então, a semana ainda começou conflituosa para os lados do Flávio Bolsonaro. Ele tentou aprumar as coisas com essa mudança no time de comunicação e agora está vendendo essa ideia de que vai rolar o encontro com o Donald Trump. Então, essa é a grande aposta para a semana que vem. Você falou o que está em curso aí em termos de aposta para a semana que vem. É essa provável?
reunião aí, ou possível, ou sei lá, suposta, não sei em que categoria que a gente pode colocar a ideia dessa reunião, porque eles estão assegurando, hoje mesmo, uma pessoa da equipe dele me assegurou que a reunião vai acontecer.
Então, se acontecer, ele vai tentar tirar proveito disso, de uma foto com o Trump, de algum tipo de manifestação de apoio, como uma maneira de, de novo, unir, unificar a direita. Embora a gente saiba que também o Lula se reuniu com o Trump e aí com ganhos um pouco mais concretos, porque se trata de negociação entre dois chefes de Estado com resultados imediatos para o país. Então...
É tentar tirar um pouco do foco dessa história do Master, tentar mostrar o Flávio como alguém com trânsito internacional, com capacidade de ser recebido pelo presidente dos Estados Unidos. Do lado do governo, do presidente Lula, a aposta segue sendo medidas de caráter popular. O governo tem anunciado várias nos últimos dias e vem mais coisa por aí?
Por enquanto não, por enquanto eles vão tentar trabalhar essas muitas medidas que já vieram, que já foram anunciadas, para fazer que elas rendam os dividendos políticos que elas podem render. Então vieram o Desenrola 2.
O pacote de combate ao crime organizado veio a fim da taxa das blusinhas, depois novos subsídios para os combustíveis, inclusive para a gasolina, que até então não tinha tido. E nessa semana um anúncio de ajuda para a troca de carros para motoristas de aplicativos e táxis. Então ele está meio atirando para todos os lados.
na expectativa de que isso encerre uma maré negativa que ele vivia desde o início do ano, que começou com aquela história do desfile do carnaval lá na escola de Niterói, passou por outros reveses na relação com o Congresso, na derrota do nome do Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, vinha ali ladeira abaixo.
A história da guerra voltou a fazer com que a inflação ficasse pressionada, levou uma série de dúvidas quanto à duração e o tamanho do corte de juros, que é algo que o governo vinha esperando com muita expectativa. Então, Lula apelou para essas medidas para tentar empatar um pouco o jogo e tentar equilibrar a balança que vinha muito pendendo para o lado negativo.
Se isso vai resultar em algo efetivo ou não, a gente vai ver nos próximos meses. Por enquanto, o respiro que ele viu nas pesquisas e aquela leve subidinha que foi mostrada primeiro na Quest, que agora está aparecendo nessas outras pesquisas, parece decorrer.
mais do desenrola e daquele encontro com o Trump em que ele conseguiu ter uma postura assertiva e ter um resultado positivo do que do conjunto das medidas. Acho que o resto ainda não deu tempo de fazer muito efeito. Eles esperam que isso vá fazer efeito nas próximas semanas, próximos meses.
Vou falar em medidas populistas, essa semana foi a vez do Congresso fazer das suas, né? Começando por aquela mini reforma eleitoral que você bem batizou de desenrola dos partidos, mas mais generosa com os partidos do que o próprio desenrola com os endividados, né? Ah, bem mais, né Carol? Porque praticamente impede.
que a justiça cobre multas dos partidos por descumprimentos vários da própria legislação eleitoral. Então, blinda um dinheiro que é público, que não é dos dirigentes partidários, não é dos partidos, não é dos seus filiados. É um dinheiro que vai para essas agremiações para custear.
as atividades eleitorais e partidárias dentro de uma legislação que existe e que regulamenta como isso pode ser feito. Não é ao livre arbítrio dos dirigentes partidários que o dinheiro tem de ser usado. Então, é um escândalo, um vexame que a Câmara tenha aprovado uma coisa tão descarada assim.
e ainda enfiado de contrabando a ideia de liberar disparos em massa para eleitores na eleição, por parte dos partidos e das campanhas, e o Senado deverá, nas próximas semanas, chancelar isso. Não vai ser como na PEC da blindagem, em que eles foram tão pressionados pelas ruas que se viram obrigados a engavetar, arquivar.
Então, agora devem ir na mesma linha, vai ficar de novo para o Supremo decidir isso daí.
E teve também aquele veto da LDO que caiu, um veto que impediu o repasse aos municípios nos meses que antecedem a campanha. E vai virar um liberô geral de repasse para os municípios ali com a assinatura dos parlamentares. Deputados e senadores já tinham aquela imensa colher de chá das emendas, bilhões em emendas, e agora querem realmente abolir qualquer tipo de competição para se reeleger.
É, e você veja que o Palácio do Planalto ficou quieto em relação a isso, né? Não falou nada, não teve protestos do Lula, nem nada. Porque, enfim, se o dinheiro correr solto na época da eleição, também não é ruim para o próprio governo. O governo também vai poder irrigar suas bases com repasses, algo que ele não poderia fazer pelo que a lei eleitoral definia. Então, é uma coisa que, ó, não fui eu que...
mas, de qualquer maneira, não é ruim para o governo também. Então, de novo, a única chance disso cair, de voltar a vigorar uma coisa que sempre vigorou, sem nenhum questionamento, que é o fato de que três meses antes da eleição não pode mandar verbas a não ser de convênios já fixados, de programas que já estivessem correndo, etc., etc.,
A única chance de ser restabelecido esse defeso eleitoral é o Supremo gongar essa decisão do Congresso que derrubou o veto do presidente. Mas aí é um monte de coisa que vai ficando acumulada dependendo da justiça e gerando uma grande instabilidade política, jurídica e eleitoral no país.
É, uma medida que já foi judicializada e foi parar no Supremo foi aquela mudança feita na lei da ficha limpa, né? Começou a votação, a relatora aqui, a ministra Carmen Lúcia, votou. Dá para estimar o placar?
Não dá, Carol. Hoje falei com dois ministros, falei com alguns assessores, porque eu estou realmente acompanhando esse caso, porque ele pode definir uma série de candidaturas. E tem uma grande névoa de incerteza em relação ao que vai acontecer. Por quê? Porque a ministra Carmen pôs em pauta...
quando já ninguém até acreditava que fosse ser julgado antes da eleição, tinha muita gente que já achava que ia ser candidato e acabou, mas ela decidiu levar a pauta. No voto dela, ela derruba 100% do que a Câmara mudou, ou seja, volta a lei da ficha limpa aos moldes antigos, e isso vai inviabilizar uma série de candidaturas que já estavam por aí com o bloco na rua.
O que está acontecendo lá dentro? Tem muitos ministros que acham que é excessiva a punição estabelecida pela lei da ficha limpa, que deveria ser oito anos e acabou, sem possibilidade de novas condenações, sem possibilidade de somar condenações e sem aquela coisa de que só passa a contar a partir do período em que a pessoa perde o mandato, etc. Então...
O que a Câmara e o Senado fizeram não é totalmente rechaçado pelo conjunto dos ministros, mas eles estão meio sem jeito de ser aqueles que vão realmente enterrar a lei da ficha limpa. Então está rolando um certo constrangimento, eles não estão sabendo como lidar com esse tema.
que me disseram que pode ter pedido de vista o destaque para o plenário físico dessa matéria, o que vai atrasar um pouquinho mais. O prazo que eles têm para votar no plenário virtual é uma semana, mas se alguém pedir destaque ao plenário físico ou pedir vista, a coisa fica adiada para um outro momento.
Vamos ver. Vera, obrigada, viu? Bom fim de semana pra você e até segundo. Um beijo. Pra vocês também, um ótimo fim de semana. Tchau, tchau. Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido Plugin com até 1.300 km de autonomia combinada com conforto de primeira classe.
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