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'Música para sextar': Leven Kali, o holandês referência do Neo-Soul

22 de maio de 20269min
0:00 / 9:54
João Marcello Bôscoli prepara a trilha do dia com Leven Kali, cantor, compositor e produtor holandês que já trabalhou com a Beyoncé, compôs para o Drake, e que traz uma faixa de Neo-Soul com 'clima de férias' para embalar a 'música para sextar'. Ouça.

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Participantes neste episódio3
J

João Marcello Bôscoli

HostApresentador
N

Nando

Convidado
T

Tatiana

Convidado
Assuntos3
  • Leven Kali e Neo-SoulLeven Kali · Neo-Soul · Beyoncé · Drake · Cena de Neo-Soul na Califórnia · Eric Abadu · DiAngelo · Tony! Toni! Toné! · New Jack Swing · Michael Jackson · Teddy Riley · Neo-Soul brasileiro · Death Jam
  • Memória e MúsicaSteve Wonder · Prince · Jamiroquai · Marcos Valle
  • Música Cristã BrasileiraRian Fidelis · Ion · JP · 2 de 1 · Gabriel Quirino · Júlia Mestre
Transcrição23 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Sala de Música, com Julão Marcelo Pôscoli. Oi João, boa tarde. João? Boa tarde Tatiana, boa tarde Nando, boa tarde ouvinte, tudo bem com vocês? Tudo bem com você.

Tudo ótimo. Como é que vocês estão? Estamos com frio. É, está 16 graus, né? Então não carece. Compreensível, né? Você não está com frio, não? Estou só pensando nos ouvintes agora que estão, sei lá, na Bahia, rindo da nossa cara. É verdade. Merecemos. E aí, o que você traz nessa cesta friorenta no Sudeste?

Hoje pela manhã recebi uma mensagem do meu querido amigo Anderson Camorra e falou, João, dá uma ouvida nisso. O cara que nasceu na Holanda, faz Neo Soul, já compôs pra Beyoncé, já compôs pro Drake e tal. Tá fazendo o trabalho dele agora. Aí eu ouvi e falei, nossa, mas é a cara de sexta-feira. Ele que é um homem que circula por toda a noite dessa cidade vibrante. Ele falou, João, essa aqui funciona, essa aqui é boa, hein?

Aí eu falei, eu ouvi e falei, nossa, é a cara, né? Então, Liv and Kelly, tem tudo a ver com a preparação pra sexta-feira, eu acho, o tema da música, porque fala de respiração. De você respirar e fazer as suas coisas, se preparar, seja qualquer atividade, né? Isso! Olha aí, comigo, por favor.

Por exemplo, quando vai nadar, ele respira assim, cara. Isso, respirar é muito importante.

Tatiana, essa música foi pra sexta-feira preparatória pras férias. Tem um clima de férias. Nossa, a minha eu olho assim no horizonte. Quer dizer, hoje não tá dando pra ver nada aqui no horizonte de São Paulo. Mas eu já vejo ela se aproximando, assim. É que antes de eu me ausentar, vai ter alguém que vai se ausentar também, entendeu? É só uma semaninha. Mas, João, conte mais dessa música. Quem é? Olha, Livin Kelly é Livin, escreve K-A-L-I.

Faz parte de uma cena vibrante que tem na Califórnia, de Neo Soul. E aí começaram a misturar com as outras tendências, né? Porque é um lugar que tem muita gente produzindo ao mesmo tempo. Sempre foi um lugar de muitos estúdios. Hoje esses grandes estúdios se deslocaram ainda a alguns, mas os pequenos estúdios, os home studios, os estúdios de médio porte...

É um pessoal que trabalha de uma maneira muito intensa, trocando. Agora, essa cena específica de Nelsoul, e a gente fala de Nelsoul, o início dessa era, tem Eric Abadu, DiAngelo, o pessoal do Tony, Tony, Tony, tem uma turma ali que fez essa remodelagem, foi quase que um balanço de fim de século, esse negócio de fazer uma citação.

literal do que vinha acontecendo nas décadas anteriores, isso também é uma coisa que foi estabelecida ainda no século XX, no final dos anos 90, o neo-soul é uma das demonstrações, porque usa todos os elementos clássicos, mas traz uma nova camada de novidades. E esse neo-soul, diferentemente de outros termos que surgiram e partiram, ou ficaram...

num lugar específico da prateleira, por exemplo, New Jack Swing. Quando o Michael Jackson gravou o álbum Dangerous dele, o primeiro sem o Quincy Jones, o lance na época era o New Jack Swing com o Teddy Riley. Hoje a gente ouve falar de New Jack Swing, mas não é como o Nelsoul. O Nelsoul tem uma cena de Nelsoul.

Na Holanda tem cena de Nelsol aqui no Brasil, Nelsol brasileiro tem, é das mais ativas, e lá em Los Angeles também. Então ele aparece nesse contexto, é um cara que tem hoje 30 anos e vem participando como compositor, como produtor de beats, e foi trabalhando com esses grandes artistas nos times de produção, até chegar a hora que ele vê a possibilidade de assinar com um selo, no caso...

o selo da Death Jam, que é um selo muito importante na história do hip-hop e do R&B contemporâneos. Voltaram com tudo e gravou esse single aí que eu achei que tem a cara da sexta-feira. Então, neo-soul dançante.

Sim, Tatiana, aparece um monte de coisa que a gente já ouviu. Isso! Agora eu ouvi um tema em pala, assim, de repente. A Lili, nosso ouvinte, está dizendo que podia ser um mashup com o Jamiro Kwai. Exato! Que também surgiu nos anos 90, nessa época de releituras já, de reinterpretações, ele apareceu.

Ele era... Nossa, lembra um pouco o Steve Wonder, lembra um pouco o Soul dos anos 70 e tal. Já era retro, já era vintage naqueles tempos. Como a gente faz tempo na festa, né? É, a gente tá aqui há anos. Chegam novos artistas, né? É. São 12 notas, né? Você sempre diz isso, eu sempre lembro disso que você fala. Nossa, parece claro, é um número limitado de combinações, afinal de contas.

É, a natureza com carbono, hidrogênio, oxigênio, fósforo, nitrogênio, consegue fazer tantas coisas. Sim. Doze notas dá pra fazer muita coisa. Mas a gente que já tá na festa faz tempo fala, eu já ouvi alguma coisa assim antes, né? Mas também tinha isso quando ouviram, né, sei lá, o Prince falava, ah, eu já ouvi isso antes. Pô, parece um pouco tal coisa. Nada, a música sempre vem de algum lugar, né? E é sempre bom lembrar que tem essas doze notas.

Tem a batida do nosso coração, tem a caminhada, o passo, né? O passo, o passo é uma coisa que só nós temos. Tem Nelson sendo feito aqui no Brasil? Ah, tem, tem. Rian Fidelis, né? Tem o Ion, a dupla do Rio de Janeiro, que gravou um segundo recentemente.

com o JP, tem o 2 de 1 de Santos, tem muita gente. E há artistas, por exemplo, o produtor da Júlia Mestre, o Quirino, o Gabriel Quirino, ele produz também o 2 de 1, que é uma coisa mais soul. Mas quando você ouve a Júlia, tem esse ingrediente lá.

Quando eu falei do Livin Kelly morar num polo que tem muita gente se conversando e produzindo música, é isso. Você sente uma textura meio índia ali, não parece? Parece. Ao mesmo tempo, é neo-soul, né? Então é uma mistura boa, né? Vamos misturando aí. O Duda está dizendo que lembra o Marcos Valle.

Ah, Marcos, vai bicicleta. Não é? Dá cheio também. O começo é verdade. Adorei, adorei. E eu amo, porque aí bate em cada ouvido de acordo com o repertório de cada um. É legal demais, né? Quando os ouvintes participam assim, ah, me lembrou tal coisa e tal. Nossa, pode crer. O Steve Wonder ali ontem dizendo que das coisas mais legais que a música faz é nos dar as memórias. E quanto mais tempo você... É...

se relaciona com determinada música, mais memórias você tem. Então hoje é isso, a gente tem um repertório gigantesco de memórias, né? Que às vezes através de novos sons remetem essas memórias. E o que eu acho mais gostoso é quando abrem novas janelas, né? Sim, sim. Novas surpresas, timbres e tal, é gostoso, né? Bom demais, bom demais. Novidadeiro. Você é novidadeiro, né, filho? Você é, né?

Eu gosto. Ainda bem que você compartilha com a gente, João. Obrigada. Obrigado, Tatiana. Uma vez joca, bom fim de semana, mantenha-se vivo. Respire, sempre, respirando. Respira, isso, respira e volta segunda-feira. Um beijo. Até o som, seus passageiros. Obrigado por hoje. Comandante Bosco, desligado por Rory, a cidade. Boa viagem. Boa viagem, João. Obrigado, tchau.

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