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A influência de Jackie Wilson, George Benson e Count Basie no jazz e no R&B

01 de maio de 202610min
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João Marcelo Bôscoli destaca a influência de artistas como Jackie Wilson, George Benson e Count Basie na formação do R&B e do jazz, ressaltando a importância da performance no palco e a fusão de estilos na música afro-americana. Ele também analisa a releitura de "Baby Workout".

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Participantes neste episódio2
F

Fernando Andrade

HostJornalista
J

João Marcelo Bôscoli

Convidado
Assuntos3
  • George Benson Baby WorkoutGeorge Benson · Baby Workout · Count Basie Orchestra · Big Band · Jazz · R&B
  • Jackie Wilson R&BJackie Wilson · Mr. Excitement · performance física · Baby Workout
  • Jazz de Thelonious Monk e Art BlakeyCount Basie · Count Basie Orchestra · Duke Ellington · Era de ouro do jazz · Swing · Depressão · Benny Goodman
Transcrição28 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Sala de Música Com Julão Marcelo Bôscoli João Marcelo Bôscoli, boa tarde Muito obrigado, como vai Fernando O Andrade? Tudo bem, tudo bem A O Ouvinte Vamos lá

Tudo bem, também com o ouvinte. Vamos lá, sexta-feira sempre tem uma música pra gente sextar. Não vi nenhuma música aqui, tô achando meio estranho. Ah, pra fazer surpresa pra você, né? Ih, lá vem. Ah, mas não é nada demais, é pra sextar. É uma música que foi gravada originalmente por um cara que influenciou muitos grandes artistas, né? O Michael Jackson, por exemplo, a gente fala muito do James Brown ligado ao Michael, mas Jack Wilson.

Era o Sr. Excitação, Mr. Excitement. Era um cara muito elétrico no palco. Ele, o Joe Tex, James Brown, era uma época onde realmente a performance física, a televisão tinha chegado com força. Claro que desde a época do cinema a gente vê grandes performances, essas figuras do...

As pessoas que cantam e que, além disso... Ele abriu o espacate assim, ó. É, exatamente. O espacate que depois, né? Vimos o Prince fazendo. Quem estava lá na década de 80, lembra da figura do Terrence Tran Darby fazendo isso também.

Mas não é fácil, né? Cantar é abrir o espacate e dançar. É facinho, facinho. E o nosso querido Prince, né? Claro, ele tinha facilidade de ter 1,57m, né? Tinha muita agilidade física, mas sempre de salto alto, né? Ele fazia esse espacate uma vez pra cá, uma vez pra lá, uma vez pra cá. Então ele ficava, às vezes, numa sequência rítmica, fazer isso umas 10, 12, 15 vezes.

Claro que depois operou a coluna, não fez muito bem a ele, ainda mais esse alto alto. Mas é uma fase, sobretudo nos anos 50 e início dos anos 60, dessa postura de performance bem atlética. Só que assim, Baby Workout com Jack Wilson, de 63, foi um grande sucesso da parada de R&B.

Lembrando que nessa época a parada pop e a parada de R&B eram muito orientadas pela questão racial. Até a chegada do Michael nos anos 80, quando deixou de ter a parada black, a gente tinha a parada black, a parada pop, a parada de R&B, enfim, era tudo muito separado. Só que eu vou dar um pulo exatamente para 1990, quando o George Benson fez um negócio muito bacana. Ele gravou.

um álbum com orquestra, e aí ele fez uma homenagem ao Jack Wilson cantando Baby Workout. Então começa numa levada mais R&B, mesmo tendo os metais, e aí lá no meio, a dois minutos, entra a Big Band. Então eu vou pedir para o nosso querido DJ soltar, etc.

Quando você quiser, Nando, a gente dá uma parada, comenta um pouco, e depois a gente solta a partir de dois minutos, que é a virada. Uma virada de tempo, inclusive, porque ele começa com a música que veio depois do jazz, ou seja, dentro da canção, e no final vira uma homenagem a todo jazz que vinha desde os anos 20, sobretudo dos anos 30, quando o jazz para dançar o swing chegou.

Então vamos lá, George Benson fazendo uma música do Jack Wilson, um dos grandes cantores performance aí do final dos anos 50 e dos anos 60, influenciou muita gente. E ele fazendo com a orquestra do Count Basie, que é um grande maestro. Ou seja, é uma misturada que é a cara da sexta-feira, né? Tudo junto, né? Então vamos lá, George Benson, Baby Workout.

Você mesmo, Nando. Você vê aí, tá óbvio, bateria e baixo.

Se fosse pensar, já estaria muito bom. Tá bom, mas assim já estaria bem legal, né? Vamos pensar. Mas como é sexta-feira, queremos mais. Vamos lá. É, vamos lá. Aí os metais vão entrando, ó.

Agora ele faz um grito assim na turma do Jack. Entrando o jazz, né? Bom, o George Benson, um dos melhores guitarristas do século. Cantando também bem, né? Eu sempre falo, Nando, ouvinte, o George Benson tocava como um semideus.

cantava maravilhosamente bem, a época canta até hoje, lindo de morrer, mas pelo menos ele fez muito sucesso, né? João, só uma questão, a gente vai ouvir agora com a Count Basie Orchestra, é isso? É, na verdade ela tá o tempo inteiro no disco, né? Só que nessa faixa, como é uma homenagem ao Jack Wilson, eles ficam ali atrás, mas a partir do segundo minuto...

É, dá uma virada de página e sai do R&B e entra no jazz mesmo da Big Band. Dá uma olhadinha, olha como é bonito. Agora, olha lá. Hã? Como o Benção toca, meu Deus do céu.

Foi, aí girou anos 30, anos 40. Sim. João, vamos lá, uma breve definição sobre Count Basie e Count Basie Orchestra.

Olha, Carl Beis é um dos grandes líderes, junto com o nosso querido Duke Ellington, que é considerado o maior compositor americano.

do século XX, a produção e tudo. Então, nos anos 20, até era de ouro do jazz, e você tinha essas figuras aí, o Count Basin é uma figura de frente, que como compositor e como arranjador revelou uma série de artistas muito importantes. Nos anos 30, quando veio a depressão no mundo, a quebra da bolsa em 29,

essas orquestras passaram a ser cada vez mais requisitadas para levantarem mesmo o astral de um país destruído. E surgiram outros, como o Paul Whiteman, que é um maestro branco, mas também do jazz, que foi chamado de The King of Jazz, depois deu uma confusão danada.

Você tem aí essa figura do Benny Goodman, que comprou muitos arranjos, comprou mesmo legalmente, arranjos dos produtores, compositores pretos à época. A gente está falando de uma época que tinham que ficar em hotel separado, viajar em trem separado.

Ou seja, desse panteão de figuras que ajudaram a desenhar o que é hoje chamado de jazz, jazz para dançar, o Count Basie é uma figura central, pela quantidade de composições e ele como arranjador. Ele era pianista.

mas não era um pianista como Oscar Peterson, como Bud Powell, uma pessoa ligada na técnica virtuoso, mas um dos grandes arranjadores e compositores. Então, quando ele morreu, a banda continuou, tipo o Count Bass Orchestra, e aí...

o nosso querido George Benson, que cresceu no meio de tudo isso, tem blues nele, tem jazz, tem soul, ele fez um álbum com essa orquestra. E aí aproveitou e homenageou o Jack Wilson, né? Porque tem uma intersecção, que eu acho que se você for o blues, está na raiz de tudo da música...

Preta norte-americana, depois veio o jazz, o soul, tudo está ali reunido. Então, eu achei que essa faixa é emblemática. Por isso, cara da sexta-feira, onde os preconceitos ficam do lado de fora e a alegria e a vontade de dançar e se divertir, vem para a pista de dança junto com o Fernando Andrade, o seu melhor companheiro para a sexta-feira. Eu sou testemunha. Ele capota no Nobrega. Um abraço, João. Até segunda. Cuide-se.

Vou fazer o possível, né? É difícil, né? Depois de ouvir essa música e olhar o teu sorriso aí. Valeu, João. Obrigado, ouvinte. Grande abraço.

Divirtam-se. Valeu, valeu.

No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

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