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Espanha e Uruguai farão único duelo entre campeões na 1ª fase da Copa do Mundo

03 de maio de 202616min
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A primeira fase da Copa do Mundo terá 72 jogos e apenas um deles vai colocar, frente a frente, duas seleções campeãs mundiais. No dia 26 de junho, em Guadalajara, no México, jogarão Espanha e Uruguai, pela última rodada do Grupo H. Apesar de serem duas camisas pesadas, o momento das duas equipes é muito diferente.

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Assuntos9
  • Empate do Vasco na ArgentinaArgentina · Lionel Scaloni · Copa América · Lionel Messi · Inter Miami
  • Análise da Seleção EspanholaEspanha · Luiz de la Fuente · Eurocopa 2024 · Liga das Nações · Lamine Yamal
  • Desempenho do UruguaiUruguai · Marcelo Bielsa · Copa do Mundo de 2002 · Copa América 2011 · Luis Suárez
  • Copa do MundoEspanha · Uruguai · Guadalajara · Grupo H
  • Arabia SauditaArábia Saudita · Copa do Mundo de 2022 · Evert Renat · Roberto Mancini · Copa da Ásia
  • Análise da Seleção de Cabo VerdeCabo Verde · Portugal · Benfica · Sporting · Paris Saint-Germain
  • Seleção da ÁustriaÁustria · Ralf Hagnick · Red Bull · Liga das Nações da Europa
  • Argélia· InternacionalArgélia · Manchester City · Borussia Dortmund · Vladimir Petkovic · Copa Africana de Nações
  • Seleção da JordâniaJordânia · Copa da Ásia · Copa Árabe · Rennes
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A primeira fase da Copa do Mundo terá 72 jogos e apenas um deles vai colocar frente a frente duas seleções campeãs mundiais. No dia 26 de junho, em Guadalajara, no México, jogarão Espanha e Uruguai pela última rodada do Grupo H.

Apesar de serem duas camisas pesadas, o momento das duas equipes é muito diferente. A Espanha chega ao Mundial como uma das grandes favoritas ao título. A novíssima geração que decepcionou ao cair nas oitavas de final da Copa de 2022 para o Marrocos, agora está mais madura. Ganhou a Eurocopa em 2024.

e somou um título e um vice-campeonato nas duas edições da Liga das Nações, disputadas desde o Mundial do Catar. Para otimizar o talento dessa nova geração, a Federação Espanhola decidiu, após o Mundial de 2022, promover ao cargo de técnico Luiz de la Fuente.

Um treinador que chegou à seleção em 2013 para treinar o time Sub-19 e depois escalou para o Sub-21 e para a seleção olímpica. Em 2021, a Espanha perdeu para o Brasil na decisão do ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio. De La Fuente era o técnico e tinha no seu time titular nada menos do que seis jogadores que hoje fazem parte da seleção espanhola. O goleiro Naysimon, o lateral Cucurelha...

os meias Merino, Dani Olmo e Pedri e o atacante Oyarzabal, autor do gol do título da Euro em 2024. A título de comparação, naquela seleção brasileira medalha de ouro, apenas dois titulares hoje fazem parte do time da Copa.

Bruno Guimarães e Matheus Cunha. Além do entrosamento e da filosofia de jogo bem estabelecida, a Espanha aposta alto no talento de Lamine Yamal, a estrela do Barcelona que vai completar 19 anos, seis dias antes da final da Copa, e que aposta neste Mundial para mostrar que realmente será um dos maiores jogadores de sua geração. Para isso, porém...

ele precisará primeiro se recuperar de uma lesão na coxa sofrida na semana passada. Em entrevista antes do jogo deste 2 de maio contra o Osasuna, o técnico do Barcelona, Hansi Flick, pediu calma, dizendo que Yamal ainda tem tempo. Ele acha que o jogador estará na Copa e disse que o Barcelona está em permanente contato com a seleção.

Já o Uruguai, por outro lado, chega cambaleante. Depois da eliminação na primeira fase no Mundial de 2022, a Celeste fez uma aposta ousada no treinador argentino Marcelo Bielsa, que é um desses nomes que dividem os fãs de futebol.

entre os entusiastas de suas ideias e os depreciadores dos seus pouquíssimos títulos. Na Copa do Mundo, por exemplo, Bielsa esteve apenas uma vez, em 2002, quando chegou o favorito com a Argentina e acabou eliminado na primeira fase. O estilo de jogo autoral e ofensivo não tem muito a ver com o estereótipo em torno da seleção uruguaia.

Mas esse nem foi o principal problema. Aliás, o primeiro impacto foi positivo, com grandes vitórias sobre Brasil e Argentina. O problema é que este projeto envolvia também romper os laços com os últimos remanescentes da geração semifinalista da Copa em 2010 e campeã da Copa América em 2011.

Com Bielsa e com o temperamento difícil tanto do técnico quanto de alguns desses jogadores, o Uruguai não tem mais o zagueiro Godin, o craque Luiz Soares ou o artilheiro Cavani. Também não era para ter mais o interminável goleiro Musleira.

Mas o arqueiro de 39 anos voltou à seleção em março, diante das dificuldades do time para encontrar o seu goleiro. O Uruguai dos zagueiros Jiménez do Atlético de Madrid e Ronald Araújo do Barcelona, do Meia Valverde do Real Madrid e do Arrascaeta do Flamengo, que agora se machucou e é dúvida para a Copa.

começou a degringolar com a eliminação para a Colômbia na semifinal da Copa América. O quarto lugar nas eliminatórias com apenas duas vitórias nos últimos sete jogos e a goleada de 5 a 1 sofrida para os Estados Unidos em novembro do ano passado são apenas pano de fundo para o grande drama uruguaio neste ciclo, a má relação de Bielsa com os jogadores da seleção. Eu sempre digo uma palavra. Eu sou tóxico.

No fim do ano passado, Bielsa disse que geralmente se relaciona bem com seus atletas e nunca foi alvo de tantas queixas. Mas disse também que é uma pessoa tóxica, que piora quem se relaciona com ele porque só quer falar de trabalho, só aponta os defeitos, só mostra o que está errado, só quer cobrar melhorias. Disse que teve problema com Luiz Soares, que saiu da seleção falando que o técnico nem cumprimenta os jogadores. Com os demais, a questão é que...

Eles reclamam do treinador. Diante do favoritismo das gigantes do grupo, as outras seleções tentarão surpreender ou pelo menos conseguir uma vaga como uma das oito melhores terceiras colocadas. A Arábia Saudita protagonizou em 2022 uma das maiores zebras da história das Copas, ao vencer a futura campeã, a Argentina, por 2 a 1 na estreia.

acabou eliminada na primeira fase e não se encontrou mais. O técnico francês Evert Renat deixou a seleção para treinar o time feminino da França, de onde saiu após uma campanha fraca nos Jogos Olímpicos de Paris. Ao mesmo tempo, o técnico italiano Roberto Mantini ia mal na Arábia Saudita. Ele até resistiu à eliminação nas oitavas de final da Copa da Ásia.

mas não à sombra de Evey Renat e aos resultados ruins nas eliminatórias, como a derrota para a Jordânia e os empates com o Tajiquistão, Bahrein e Indonésia. Com Renat de volta, a Arábia Saudita fez o mínimo suficiente para se classificar para a Copa, mas caiu nas quartas de final da Copa do Golfo e também da Copa Ouro da CONCACAF, que disputou como convidada.

E ainda na semifinal da Copa Árabe. As derrotas por 4 a 0 para o Egito e por 2 a 1 para a Sérvia no mês de março foram o fim da linha para Heverenat, que foi demitido e deu lugar ao desconhecido treinador grego Georgios Donis.

que desde 2021 trabalha no futebol saudita e estava treinando o Al-Kalej, um time de meio de tabela da bilionária Liga Local. À frente de um projeto esportivo ousado, que conta com os investimentos da ditadura saudita para enviar jovens para se desenvolverem na Europa, de olho na formação de um grande time para a Copa de 2034, que será sediada na Arábia Saudita, este modesto técnico tem como principal missão, de curto prazo,

vencer a estreante seleção de Cabo Verde. O futebol deste arquipélago de dez ilhas vulcânicas que somam meio milhão de habitantes ainda é modesto. Nenhum jogador da seleção atua na frágil liga do país, que tem 12 times que, em sua maioria, replicam nomes ou escudos das equipes de Portugal, país do qual Cabo Verde só se tornou independente em 1975. A maioria dos atletas está em times pequenos da Europa.

sobretudo nas duas principais divisões do Campeonato Português, onde atuam 14 dos jogadores convocados pelo técnico bubista de um ano para cá. Os que estão em equipes maiores são o zagueiro Sidney Cabral, reserva do Benfica, o zagueiro David Moreira, do time B do Sporting, e o atacante Fábio Domingos, que tem 18 anos e joga no time de base do Paris Saint-Germain. Ele nasceu em Luxemburgo.

e defendia a seleção de base do país europeu. Mas em março, aceitou ser convocado pelo país dos seus pais. Já o zagueiro Roberto Lopes nasceu na Irlanda e foi convidado em 2019 pelo então técnico de Cabo Verde, o português Rui Águas, que mandou para Roberto uma mensagem na rede social LinkedIn. O problema é que Lopes não sabia falar português e não entendeu nada.

E foi preciso receber outro convite, agora em inglês, meses depois, para aí sim iniciar a trajetória na seleção. Hoje, ele é um dos líderes do time que tirou camarões da Copa, mas ao mesmo tempo sequer se classificou para a última Copa Africana de Nações. Um time que tem como ídolo e capitão...

O goleiro Vozinha, apelido que Josimar Dias, hoje com 39 anos e jogando no Chaves da segunda divisão portuguesa, recebeu ainda na infância, quando sempre corria para a avó quando algo dava errado.

Para mim e para todos os jogadores, a melhor coisa que aconteceu para nós durante a nossa carreira toda era algo que a seleção e o país já andavam a procurar há muito tempo e dar isso ao povo nos 50 anos de independência para Cabo Verde é um motivo de muita satisfação, orgulho e uma felicidade enorme ver a alegria no povo. Vamos Argentina!

Dado o favoritismo na chave, Espanha e Uruguai talvez se enfrentem já classificados na última rodada. Mesmo neste caso, o jogo valerá muito. É que os dois primeiros colocados deste grupo H vão cruzar na segunda fase contra os dois primeiros do grupo J.

O que significa que quem passar em segundo neste grupo, pega o primeiro colocado do grupo da Argentina. A campeã de 2022 está vivendo em céu de brigadeiro desde aquele título. A escaloneta, como é chamada a equipe de Lionel Scaloni, o antigo interino que agora é um herói nacional.

fez pouquíssima questão de testar a si mesma em alto nível desde a memorável final contra a França no Catar. Os 13 amistosos disputados nesse período foram contra Panamá, Austrália, Curaçao, Indonésia, El Salvador, Costa Rica, Equador, Guatemala, Venezuela, Porto Rico, Angola, Mauritânia e Zâmbia.

A Argentina ganhou todos. Quando foi preciso competir, o time não deixou a desejar. Venceu a Copa América e liderou as eliminatórias com nove pontos de vantagem sobre o segundo colocado, aplicando, inclusive, uma histórica goleada por 4x1 em cima do Brasil. Para a Argentina...

É como se esses três anos e meio desde o fim da Copa de 2022 tivessem sido apenas três semanas. O time que goleou a seleção de Zâmbia por 5 a 0 em março tinha impressionantes nove titulares em comum com a equipe que iniciou o jogo contra a França na final da última Copa. As únicas mudanças foram o Leandro Paredes, que entrou na prorrogação naquele jogo, e Thiago Almada, ex-Botafogo e hoje no Atlético de Madrid,

que era reserva em 2022, nos lugares de Depol, que neste jogo contra a Zâmbia entrou no segundo tempo, e Di Maria, que se aposentou da seleção após a Copa América de 2024. Se o zagueiro Christian Romero se recuperar a tempo de uma lesão no joelho, Di Maria será a única ausência na seleção argentina dentre os 11 titulares da final de 2022.

Ou seja, estará lá, mais uma vez, o tal Lionel Messi, que vai prolongando a sua carreira sem muita dificuldade na Liga Norte-Americana, onde defende o Inter Miami. E está pronto para ajudar a Argentina?

E a FIFA, já que ele é, sem dúvida, a maior estrela do evento para o mercado norte-americano, que, por enquanto, não esgotou praticamente nenhum jogo deste Mundial.

Aos 38 anos, Messi diz estar surpreso com a paixão do povo americano e também do povo canadense pelo futebol. Disse que os torcedores gostam de ver os jogos de torcer pelas suas equipes e que não há dúvidas de que os Estados Unidos saberão organizar um grande mundial.

Não que fosse preciso, mas a Argentina ainda deu uma certa sorte com os adversários da primeira fase. A estreia será contra a Argélia, que volta à Copa do Mundo após duas ausências, na Rússia e no Catar, e tem apenas dois jogadores de destaque no primeiro escalão do futebol mundial. O lateral esquerdo, Aitno Rui, do Manchester City, e o zagueiro, Ben Sebaini, do Borussia Dortmund. O time do técnico suíço, Vladimir Petkovic, passou fácil pelas eliminatórias.

mas caiu nas quartas de final da Copa Africana de Nações no começo do ano. E quando saiu das fronteiras africanas, somou uma derrota por 4x3 para a Suécia em 2025 e agora em março, uma goleada por 7x0 em cima da Guatemala e um empate em 0x0 com o Uruguai. A segunda seleção a tentar parar a Argentina...

será a Áustria, que não joga a Copa do Mundo desde 1998 e estava sendo condenada à perigosa repescagem europeia até os 31 do segundo tempo do último jogo, quando alcançou um empate em casa com a Bosnia-Herzegovina para pegar a vaga direta. O time é treinado pelo técnico alemão Ralf Hagnick, que assumiu a seleção há quatro anos depois de uma breve passagem pelo Manchester United. Ele carrega a experiência de duas passagens pelo Leipzig.

parceiro do Salzburg no projeto esportivo da Red Bull. Os dois times somados ofereceram quatro jogadores para a seleção austríaca nos jogos do mês de março. A vitória por 1 a 0 sobre a Coreia do Sul e a goleada por 5 a 1 sobre Ghana animaram um pouco os austríacos, que sequer estão na primeira divisão da Liga das Nações da Europa.

A Argentina vai fechar a primeira fase contra a estreante seleção da Jordânia, que além da vaga no Mundial, vem empolgada com os vice-campeonatos na Copa da Ásia de 2023 e na Copa Árabe de 2025. O time é um dos mais desconhecidos da Copa. Dos 26 convocados para os amistosos de março, quando a Jordânia empatou com a Costa Rica e com a Nigéria, 22 jogam na Ásia.

e 11 na própria Liga da Jordânia. Sete deles no Al Hussein, atual bicampeão nacional e líder desta temporada, mas que sequer disputa a principal Liga dos Campeões da Ásia. As exceções em meio aos que jogam na Ásia estão todas no ataque. O capitão e artilheiro Altamari, do Rennes da França, Abus Raya, do Raja Casablanca do Marrocos, e os jovens Ibrahim Sabra, do Locomotiva da Croácia, e Al Fakuri, que joga no Pirâmides do Egito.

De São Paulo, Leonardo Dai.

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