'ONU é a favor dos minerais críticos para fazer a promoção energética. Problema é modelo de mineração'
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- Minerais críticos e terras rarasRelatório da ONU · Crise ambiental · Corrida pelos minerais críticos · Zonas de sacrifício · Lítio · Cobre · Terras raras · Salar do Atacama · República Democrática do Congo · Cobalto · Governança global para mineração
- Impacto Ambiental da MineraçãoVale do Jequitinhonha · Terras raras no norte de Goiás · Sul da Bahia · Mata Atlântica · Comunidades locais · Pressão hídrica · Projetos de mineração no Brasil
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CBN Sustentabilidade com Rosana Jatobá E aí Rosana, como vai? Oi Sardenberg, boa tarde pra você, pra casa e pros nossos ouvintes. Boa tarde Rosana. Rosana vai comentar o relatório da ONU que alerta para...
Problemas ambientais, uma eventual crise ambiental causada pela corrida aos minerais críticos. Rosana. Sardenberg e a ONU é a favor dos minerais críticos para fazer a transmissão energética. O problema é o modelo de mineração. Não faz sentido explorar minerais como lítio, cobre e terras raras para garantir energia limpa se essa exploração está criando as chamadas zonas de sacrifício.
Há áreas onde o meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas estão sendo sacrificados pelo avanço econômico e tecnológico. E o pior, os maiores impactos estão em regiões mais vulneráveis. Por exemplo, 54% dos projetos de mineração estão localizados em territórios indígenas, mas os benefícios dessa mineração estão indo para os países ricos. O Salar do Atacama, no Chile, por exemplo, é uma dessas zonas de sacrifício.
A mineração do lítio, que sai de lá para abastecer os carros elétricos e os sistemas de inteligência artificial da Europa, consome cerca de 65% da água da região e está afetando muito o abastecimento da população. Na República Democrática do Congo, na África, que é o maior produtor de cobalto do mundo,
72% dos moradores que vivem ali próximos às minas estão com doenças de pele e 56% das mulheres com problemas ginecológicos. E cresceu muito também o número de bebês com má formação congênita por contaminação por metais pesados.
terras raras na austrália outro exemplo está adoecendo os moradores de comunidades por causa da geração de resíduos radioativos enfim então a onu diz que esse modelo de mineração precisa mudar e está pedindo aos países que criem uma governança global
para uma mineração com regra clara e fiscalização de verdade, colocando as comunidades em primeiro lugar para que elas se protejam dos riscos e também se beneficiem financeiramente, até porque a demanda por esses minerais críticos vai aumentar cerca de seis vezes até 2040 e a vida de milhões de pessoas pode ser prejudicada.
Rosane, aqui no Brasil nós já temos regiões que estão sofrendo com essa demanda, com essa pressão global pelos minerais críticos? Caça, o Brasil ainda não figura na lista de países com essas chamadas zonas de sacrifício. Mas nós já temos aqui algumas regiões que começam a preocupar. Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, que é o principal polo de lítio do Brasil. Já existe lá escassez de água.
Terras raras no norte de Goiás, com risco de geração de rejeitos complexos e potencialmente tóxicos. Tem também o exemplo do sul da Bahia, com projetos ligados a níquel e terras raras. Lá eles estão sofrendo risco de desmatamento da Mata Atlântica, conflitos com comunidades locais e pressão hídrica também.
Então, gente, o Brasil ainda está no começo da curva dos minerais críticos. Nós temos cerca de 150 projetos mapeados por aqui. Isso é bom porque ainda dá tempo de a gente escolher o caminho certo por uma mineração mais responsável. Vamos torcer, a expectativa dos ativistas é que essa nova lógica proposta pela ONU
Governança Global, Proteção Comunitária e Fiscalização, entre agora na nossa política de minerais críticos, que está tramitando no Congresso e deve ser aprovada ainda este ano. Vamos esperar para ver.
O futuro não começa com um carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
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