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A escalada de ataques que pode levar ao fim do cessar-fogo entre Irã e EUA

05 de maio de 20265min
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A possibilidade de um colapso do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã aumenta significativamente, já que ambos os lados têm realizado ataques. Na Cisjordânia, colonos israelenses têm intensificado os ataques contra palestinos.

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Assuntos3
  • Ataques EUA e IrãColapso do cessar-fogo · Irã · Estados Unidos · Ataque a instalação petrolífera de Fujairah · Estreito de Hormuz
  • Ataque em BeiruteColonos israelenses · Palestinos · Violência e intimidação · Impunidade · Escritório das Nações Unidas para a coordenação de assuntos humanitários
  • Projeto Liberdade de TrumpDonald Trump · Segurança de navios · Organização Marítima Internacional
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. O Mundo em 3 Minutos

Olá, seja bem-vindo ao Mundo em Três Minutos. A possibilidade de um colapso do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã aumenta significativamente, já que ambos os lados têm realizado ataques. Eu vou começar pelo ataque a uma instalação petrolífera de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Foi um ataque com um drone iraniano. Três pessoas ficaram feridas.

Em reação dos Emirados Árabes Unidos, essa reação foi contundente, classificou os ataques como uma escalada perigosa, responsabilizar diretamente o Irã, disseram que eles representam uma violação do direito internacional e da Carta da ONU, e mais, que reservam o direito pleno e legítimo de responder.

Foi o primeiro ataque desse tipo desde o cessar-fogo, que foi firmado em 7 de abril. E aqui tem mais um ponto importante, porque Fujairá é um ponto estratégico, porque permite exportar petróleo sem passar diretamente pelo Estreito de Hormuz. O local é um dos maiores centros de armazenamento de petróleo do Oriente Médio.

Fora isso, os Emirados Árabes Unidos disseram que interceptaram três mísseis lançados pelo Irã. Teve um quarto que caiu no mar. Tem mais. Os Estados Unidos atingiram pelo menos sete pequenos barcos iranianos que eram usados para lançar mísseis e drones contra navios da marinha americana e outras embarcações comerciais.

Tem o navio, o navio mercante sul-coreano HMM, ele foi atingido também no Estreito de Hormuz. Ou seja, tudo isso reforça a percepção de que a travessia do Estreito de Hormuz não é segura.

E sobre aquele projeto Liberdade que Trump anunciou, que falamos aqui ontem, que iria escoltar com segurança navios que estão retidos no Golfo, há informações contraditórias. Os Estados Unidos afirmaram que dois navios de bandeira americana conseguiram atravessar o estreito sem especificar quando. Já o Irã negou que qualquer travessia ocorreu nos últimos dias. Não houve indícios de aumento significativo do tráfico no estreito de Hormuz. Isso é fato.

Centenas de navios comerciais e até 20 mil marinheiros estão impedidos de atravessar o estreito há meses, segundo a Organização Marítima Internacional. Passamos agora para a Cisjordânia, onde colonos israelenses, colonos extremistas, têm intensificado os ataques contra palestinos.

Uma reportagem do New York Times relata que, com as atenções voltadas para a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, a campanha de violência e intimidação e impunidade tem se alastrado pela Cisjordânia ocupada. Entre o início da guerra, em 28 de fevereiro e 27 de abril, 13 palestinos foram mortos, centenas ficaram feridos e 622 foram expulsos de suas casas, segundo o Escritório das Nações Unidas, para a coordenação de assuntos humanitários.

Em todo o ano de 2025, o órgão havia registrado 15 palestinos mortos. Até agora então, foram 13 nesse ano. Hoje, são em média sete ataques por dia. E a reportagem conta ainda que colonos extremistas chegam a divulgar seus próprios ataques.

Tem um grupo online que disse que, em um mês, atacou 40 comunidades palestinas, com 79 pessoas feridas, 63 carros destruídos e 32 construções incendiadas, além de centenas de oliveiras que foram arrancadas.

A polícia israelense afirmou ter aberto investigações sobre alguns casos, os mais graves. Historicamente, a polícia raramente responsabiliza colonos. Nas últimas duas décadas, 93% das investigações foram encerradas sem nenhuma acusação formal, segundo o Grupo de Direitos Humanos Yeshidin. Mundo em três minutos. Até amanhã.

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