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'Desaprovação de Milei dispara e cenário econômico agrava crise'

06 de maio de 202613min
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Em Pelo Mundo, Ariel Palacios destaca que Javier Milei enfrenta forte queda de popularidade, com aumento da desaprovação e piora das expectativas econômicas, impulsionadas por inflação persistente, cortes em áreas como saúde e educação e desgaste político do governo.

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Assuntos8
  • Calote do governo Milei em hospitais públicosUniversidade de Buenos Aires (UBA) · Hospitais públicos · Cortes de orçamento · Falta de insumos médicos
  • Argentina e reformas de MileiJavier Milei · Queda de popularidade · Expectativas econômicas · Inflação persistente · Cortes em saúde e educação · Desgaste político
  • Popularidade e imagem de Javier Milei na ArgentinaConsultoria Subancórdoba · Consultoria Management and Fit · Desaprovação · Aprovação · Otimismo econômico
  • Situação Econômica ArgentinaDesemprego · Inflação · Fechamento de empresas · Queda da atividade econômica · Aposentadorias baixas
  • Corrupção Governo LulaJavier Milei · Escândalo da criptomoeda · Suborno para compra de medicamentos · Karina Milei · Créditos bancários irregulares · Enriquecimento ilícito
  • Número de aviões em operações de combateJavier Milei · Força Aérea Argentina · Dinamarca · Custo de aquisição
  • Oposição fragmentada na ArgentinaEleições presidenciais · Liderança opositora · Estratégia da oposição
  • Povos Germânicos e Formação de ReinosHenrique II da Alemanha · Atelstan, o glorioso · Etherrad, o despreparado · Maria Sanguinária · Alexandre o Grande
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. CBN Pelo Mundo, com Ariel Palacios. Oi, Ariel, boa tarde.

Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, Fernando. Boa tarde a todos. Como estão? Boa tarde. Boa quarta-feira a todos. Meio da semana. Ou como diriam os alemães, mitwoh. Porque mitwoh é o meio, woh é a semana. Então, quarta-feira é literalmente o meio da semana. Curiosos aqui para saber sobre a situação na Argentina, Ariel, e a popularidade do presidente Javier Melec. Que vai, ma...

Desde que ele tomou com as posse, na verdade, né? Nunca teve muito bem, mas o que aconteceu com a motosserra? Uma coisa é vencer eleições e outra... Bom, isso é um clássico na América Latina. Uma coisa é vencer as eleições e outra coisa é governar e governar mais ainda um país...

como a Argentina, não é? E também depende da qualidade da pessoa que toma posse para governar um embrólio como este, ou da falta de qualidade. O fato é que a ideia da motosserra para resolver todos os problemas da problemática argentina está embaixo. Uma pesquisa da consultoria Subancórdoba indica que a imagem do presidente vai de mal a pior e vai de mal a pior sem parar.

O levantamento afirma que em apenas seis meses, a desaprovação de Milley subiu de 49,6% para 64,5%. E a aprovação, que era de 48,5% no final do ano passado, agora é de 34,3%. Quer dizer, um pouquinho mais do que um terço.

A pesquisa também sustenta que 71,2% dos entrevistados consideram que a Argentina precisa de uma mudança de governo. Apenas 21% acreditam que não é preciso mudar o atual governo. E outra pesquisa da consultoria Management and Fit também vai mais ou menos pelo mesmo caminho, indica uma queda.

Da imagem, em fevereiro, segundo a consultoria, contava com uma aprovação de 46,8%, mas agora está em 37,2%. E a desaprovação, segundo essa outra consultoria, era de 50,7% e agora de 54,3%.

E segundo essa consultoria, é a maior desaprovação desde o início do mandato do presidente. E o otimismo sobre a economia, que em fevereiro já era péssimo, baixíssimo, apenas 27,3% estavam otimistas sobre o andamento da economia, agora o otimismo é de...

15,4%. Então, por trás de toda esta queda da aprovação, ou seja, o aumento da desaprovação, estão, por exemplo, para começar, dentro da área política, há vários casos de corrupção do governo Milley, recordando que Milley chegou ao poder. Milley era um outsider, outsider mesmo, porque não fazia parte da política. Ele havia sido eleito deputado dois anos antes de ser eleito presidente. Era um economista que não era um economista do establishment, porque...

um economista de quinta categoria, que ele próprio dizia, vivia na Pindaíba, e era verdade, nenhuma empresa importante o contratava. Então, ele chegou ao poder com esse discurso de não sou corrupto, não estou com a velha política, mas no fim das contas acabou mostrando que não era bem assim, porque vários escândalos de corrupção clássicos. Então, por exemplo, o escândalo da criptomoeda...

que Milley havia feito publicidade de uma criptomoeda e que era uma grande maracutaia e que levou 100 mil pessoas a uma perda total de 180 milhões de dólares. Depois o suborno para a compra de medicamentos para pessoas com deficiências físicas mentais, na qual estava envolvida a irmã de Milley, Karina Milley, a toda poderosa secretária-geral da presidência. E para o caso...

Também é o caso dos créditos bancários irregulares para parlamentares amigos de Milley e o escândalo das suspeitas de enriquecimento ilícito do chefe do gabinete de ministros. E desta forma, o governo Milley fica cada vez mais parecido aos governos corruptos da ex-presidente Kessina Kirchner e Alberto Fernandes. E aí, já na área econômica, a irritação popular crescente contra Milley se atribui ao crescimento do desemprego.

ao persistente aumento da inflação, porque a inflação na Argentina desacelerou do início do governo Millet até junho do ano passado, no primeiro ano e meio, só que ao longo deste último quase novo outro ano, seria completado agora em junho, neste quase um ano adicional, a inflação voltou a crescer.

Desde junho, voltou a crescer e sem parar. Também o fechamento de dezenas e milhares de empresas argentinas, a queda da atividade econômica, as baixíssimas aposentadorias, recordando que dois terços dos aposentados estão abaixo da linha da pobreza, e os cortes de fundos também para educação e saúde pública. Tatiana e Fernando.

Só um detalhe antes da próxima pergunta, Ariel. No ano que vem tem eleição na Argentina, tem eleição para presidente na Argentina. O Milley pode se reeleger?

Ele pode ser candidato no ano que vem, porque na Argentina, tal como no Brasil, uma pessoa pode ser candidata para uma reeleição. Se ele quiser voltar ao poder, tem que esperar outro mandato presidencial no meio. A dúvida é como é que ele vai estar em matéria de pesquisa e a principal dúvida é também quem que estaria, quais pessoas estariam do lado da oposição para ser candidato. Porque a oposição está fragmentada, não é uma liderança sólida.

Na boa parte da oposição, enquanto está todo esse cenário catastrófico na economia, o pessoal fica na maior parte do tempo de boca calada, não se mexem muito. Então, há uma certa... E a grande dúvida é, estão esperando que o governo Milley afunde sozinho ou se eles dão um empurrãozinho para o Milley afundar mais ainda? Então, depende da estratégia da oposição. O fato é que a oposição não está se mexendo muito atualmente. Inclusive, vários setores criticam que as lideranças opositoras e...

Tem uma espécie de banquete político na frente que não estão sabendo aproveitar em matéria de escândalos, de crise. Enfim, então... Mas vamos ver, porque a política argentina tem se mostrado cada vez mais cheia de surpresas. Um ponto que poderia ser explorado, Ariel, seria esse da saúde da Argentina estar em crise por causa de um calote do milênio. Não pagou o quê?

Ele é uma coisa muito interessante, porque o governo Milley tem tido duas formas de gastar menos. Uma é a de realizar orçamentos com cortes profundos em relação aos gastos dos anos prévios. Então ele vai cortando educação, saúde, os gastos mais variados, que é um clássico do ajuste. E outra forma é...

Ter um orçamento X aprovado, mas enviar menos dinheiro ou não enviar nada do que estava previsto, ou seja, dando um calote. Porque se o orçamento foi aprovado e o dinheiro não é entregue, então é um calote.

Não vejo outra palavra nisso. E isso que está acontecendo da parte de Milley com os sistemas de hospitais públicos da Universidade de Buenos Aires. A UBA. Os seis hospitais da UBA que atendem 700 mil pessoas por ano, anunciaram que poderiam deixar de funcionar se não receberem o dinheiro que o governo Milley deveria ter entregue nos primeiros quatro meses este ano e não entregou. Houve dinheiro para os salários.

dos médicos, enfermeiros, etc. Não houve dinheiro para o funcionamento dos hospitais. Todos os insumos médicos que os hospitais precisam. E energia elétrica, enfim, todos os outros gastos. Bom, faltam 45 dias, segundo a Universidade de Buenos Aires, para que esses hospitais entrem em paralisia total. Eles atendem 700 mil pessoas na maior concentração urbana do país, uma das maiores concentrações urbanas da América Latina. Isso vai ser catastrófico. Mileni eители eители.

pago para esses hospitais 57 milhões de dólares, aqueles que estão previstos no orçamento mas ele não entrega, só que Milley por exemplo fez outros gastos que não tem como justificar, comprou 24 aviões F-16 usados da Dinamarca com 40 anos de uso, para um país que não tem hipóteses de conflito, a Argentina não está no Oriente Médio, não está na África Subsaariana então a Argentina não precisa 24 aviões

F-16, e ainda por cima, usados. O total do dinheiro usado para comprar esses aviões antiquados é de 600 milhões de dólares. 600 milhões. E o Milen não está entregando 57 milhões para a Universidade de Buenos Aires. O que gastou em dois aviões desses usados já serviria para cobrir o funcionamento dos hospitais. Mas há outras prioridades. Sem dúvida. Efeméride, Jarião.

Efeméride, em um dia como este, mais do ano 973, nascia Henrique II da Alemanha, conhecido como Henrique o Santo, filho de Henrique II da Baviera, mas conhecido como Henrique o Briguento, um dos tantos reis europeus que carregavam apelido. E essa aqui é só uma desculpa para falar daqueles apelidos bizarros.

dos monarcas europeus. Um caso de... O primeiro reino da Inglaterra, o Atelstan, que foi coroado no ano 927, era chamado Atelstan, o glorioso. Seu filho Edmundo, o magnífico. Aí depois veio Eduardo, o mártir. Aí você diz, uau, um upgrade atrás do outro nessa família. Aí veio Etherrad, o despreparado. Aí já a coisa pegou outro enfoque. Depois os ingleses tiveram monarcas como Maria Sanguinária,

Mas essa forma de usar apelidos vai desde o greco, macedônio Alexandre o Grande, o russo Ivan o Terrível e, por exemplo, nos Países Baixos, o rei Guilherme o Silencioso, também chamado de Guilherme o Taciturno. Mas também existem denominações que não pegam tão bem, como o rei Franco Pepino, o breve.

O rei de Castela e Leão, Henrique, o impotente. O rei francês, Carlos, o calvo. Outro francês, Luiz V, o preguiçoso. O português, Alfonso II, o gordo. E o rei britânico, Jaime II, chamado o estercolizado. Porque, segundo boa parte da população, ele parecia...

Pariu de esterco. No entanto, também estão denominações positivas como o rei francês Felipe, o belo, o rei Navarro Santos VI, o sábio e por aí vai.

Jesus é o Cristo, porque Cristo significa ungido, não é nome e sobrenome. Se alguém, por acaso, pensou nisso, não, que fique bem claro. E o apelido de Simão Bolívar, o herói da independência da Venezuela, da Colômbia, do Equador e da Bolívia. Aliás, Bolívia vem de Bolívar, que era o libertador. Mas o apelido de Simão Bolívar veio depois, não era usado enquanto ele estava ali se atarefando em expulsar os espanhóis de metade da América do Sul, a outra metade da América do Sul.

tirando o Brasil, perdão, da América Hispânica, Sul América Hispânica, América do Sul Hispânica, aí no caso foi o general José de San Martín no comando dos exércitos argentinos, que independente do Chile e também do Peru.

O Uruguai e o Paraguai se independizaram por conta própria. Muito bem. Ariel, o elegante. Qual é a música que a gente está a se despedir? Obrigado. A música... Vamos com o final da quarta sinfonia de Piotr Elitch Tchaikovsky. O Elitch do meio não é apelido. O Elitch é filho de Elias, porque os eslavos colocam o It como patronínico. Então, aí vem o caso do Piotr, filho de Elias Tchaikovsky.

A CIDADE NO BRASIL

Ariel Palacios conosco toda quarta-feira em CBN pelo mundo. Valeu Ariel, até a semana que vem.

Muito obrigado, Tatiana Fernando, a todos. Um abraço. Em um mundo cheio de respostas, nós escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha, especialistas em perguntas que movem empresas. Um time de cientistas com visão empreendedora e conhecimento em negócios, trilhando soluções estratégicas com dados e inteligência aplicada. Um negócio com selos de confiança e inovação da B3.

Conheça a trilha. Pensar fora da curva é o melhor caminho.