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Brasil aposta em cooperação e diálogo em encontro entre Lula e Trump

07 de maio de 20266min
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Míriam Leitão comenta a reunião entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a comentarista, a principal preocupação do governo brasileiro é preservar o canal de diálogo com os EUA, apesar das diferenças ideológicas entre Lula e Trump.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
M

Miriam Leitão

ComentaristaJornalista
Assuntos3
  • Reunião Lula e TrumpPreservação do diálogo · Cooperação em segurança pública · Combate ao narcotráfico · Combate ao crime organizado · Lavagem de dinheiro · Proposta de considerar facções criminosas como terroristas · Investigação da sessão 301 · Práticas desleais de comércio · Exploração de terras raras · Lula · Donald Trump e a NASA
  • Comunicação BrasileiraAcordo de cooperação em segurança pública · Combate ao narcotráfico · Combate ao crime organizado · Lavagem de dinheiro · Apreensão de armas
  • Relações Comerciais Brasil-BolíviaInvestigação da sessão 301 · Práticas desleais de comércio · PIX · Desmatamento
Transcrição15 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Dia a dia da economia, com Miriam Leitão. E aí, Miriam?

Boa tarde, Sardenberg, boa tarde, Cássia, boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam. A Lula já está na Casa Branca e provavelmente já deve estar iniciando a conversa com o presidente Trump. E o que você vai nos contar, Miriam? Toda a preparação que foi feita foi feita para, de um lado, desarmar possíveis conflitos e transformar essa reunião no mais proveitosa possível. A primeira preocupação, item 1 é...

manter o clima de diálogo. Apesar deles serem de campos ideológicos diferentes, o que se diz na preparação, eu conversei com pessoas que estavam ajudando a preparar a viagem, o presidente Lula se espelha no seu próprio passado. Ele teve também uma excelente relação com George Bush, independentemente de George Bush ser republicano.

E ele ser do Partido dos Trabalhadores. E ele tem com outros governantes de direita, de centro-direita, uma ótima relação. É verdade que Trump é o mais difícil, até porque ele é ultradireita, está à direita de George Bush. Mas o que aconteceu no histórico recente da relação deles é, primeiro...

aquele contato na ONU, um contato rápido, que permitiu o que eles chamaram de química e isso depois se transformou naquele encontro na Malásia e que a partir desse encontro na Malásia Trump reduziu tarifas de inúmeros produtos que ele tinha aumentado. Então, ele joga nessa mesma trilha, querem manter o canal de diálogo da diplomacia presidencial, uma diplomacia de alto nível e que esteja sempre...

que ele não quer se colocar como nem antagonista do presidente Trump, nem uma pessoa que faz parte daquele bloco que segue, é submetida a Donald Trump. Então, essa é a primeira questão.

manter esse diálogo para outras coisas no futuro. Objetivamente, eles levaram uma proposta de um acordo na área de cooperação, um acordo de cooperação na área de segurança pública, combate ao narcotráfico, combate ao crime organizado, lavagem de dinheiro. E eles levaram dados mostrando que...

O que houve até agora de cooperação no nível das agências governamentais, tipo a doana lá e o Ministério da Fazenda e Polícia Federal aqui, já teve resultados concretos. Por exemplo, meia tonelada de armas que foram apreendidas no Brasil através dessa informação que veio de lá. Então, eles vão mostrar isso. O que quando faz isso, o que o presidente Lula, o governo brasileiro está querendo fazer? É desarmar a bomba do...

daquela proposta de considerar as facções criminosas no Brasil como organizações terroristas. Não para defender as organizações terroristas, mas o Brasil acha que isso é ruim porque tem outras implicações.

no Brasil e até, em último caso, até intervenção. Então, justificaria pela legislação americana. Então, o que ele quer é mostrar o seguinte, em vez de se contrapor à ideia de organizações terroristas, ele falasse, olha, tem uma ideia melhor aqui, que vamos cooperar, que está dando certo isso aqui, vamos tornar isso mais robusto do ponto de vista das relações entre os dois países. Fora isso, ele levou resposta para várias coisas que estão sendo questionadas naquela investigação da sessão 301.

que é o escritório comercial da Casa Branca, fazendo uma investigação para ver se o Brasil tem práticas desleais de comércio, que vai desde o PIX, que a gente tem falado sempre, até outras questões como desmatamento. Então, eu levo resposta para tudo isso.

E, além disso, ele tem a vantagem de ter sido aprovado ontem essa proposta de um marco regulatório para a exploração de terras raras, que é outro interesse dos Estados Unidos. Então, é isso que, em princípio, estava ali na agenda. Vamos ver como é que vai ser essa conversa, como é que vai ser também a entrevista coletiva, porque Trump já usou entrevistas coletivas para constranger interlocutores.

Então, isso é sempre uma preocupação, apesar de eles acharem que não faz sentido nenhum que ele tente fazer esse tipo de armadilha, até porque os diálogos foram bons nos últimos tempos. E o presidente Trump foi ele que tomou a iniciativa de fazer esse encontro agora. Já estava previsto, mas foi encontrado agora. Então, é isso. Está acontecendo nesse momento esse assunto lá em Washington.

E nós já temos informação de que sim, haverá uma conversa breve entre o Trump e o Lula na presença da imprensa. Os repórteres vão ser levados para o Salão Oval e vão acompanhar um pedaço da conversa entre o Trump e o Lula. Depois sai a imprensa e a conversa continua. É isso. Miriam Leitão, muito obrigada. Miriam, vamos seguir acompanhando e a qualquer momento a gente volta a falar deste assunto. Até mais. Até mais.

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