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Bebês não falam! Como eu faço para me comunicar com o meu filho?

07 de maio de 202611min
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Leny Kyrillos comenta sobre como as mães podem se comunicar com seus filhos pequenos de forma efetiva. Segundo a especialista, apesar de ser novidade em um primeiro momento, a comunicação passa a ser intuitiva. Ouça.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
L

Leny Kyrillos

ConvidadoEspecialista em comunicação
Assuntos4
  • Comunicação bebê-mãeComunicação intuitiva · Comunicação não verbal · Chorinho do bebê · Hormônios maternos · Microquimerismo
  • Maternidade e Filhos AdultosConexão fisiológica e emocional · Hormônios do bem-estar · Desenvolvimento psicoemocional
  • Rotina e conexão com os filhosConexão física e emocional · Escuta ativa e empática · Respeito às fases de desenvolvimento · Estabelecimento de limites · Diálogo aberto
  • Memória e cognição maternaFernando Gomes · Hospital das Clínicas (HC) · Universidade de São Paulo (USP) · Pesquisa do MIT
Transcrição30 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

CDN comunicação e liderança com Lenny Quirilos.

Leny Quiriro já aqui com a gente no estúdio Leny, muito boa tarde Boa tarde Sardenberg, boa tarde Cássia Boa tarde Leny Boa tarde para todos A gente tem recebido muitas perguntas interessantes aqui dos nossos ouvintes a Leny, como todos sabem ela sempre responde perguntas de ouvintes a gente tem recebido muitas perguntas interessantes algumas curiosas curiosas e tal mas essa eu acho que é a campeã dado

Campeã, assim, de uma coisa inesperada, né? É uma pergunta da questão da Clarice, que ela diz o seguinte, que ela diz que está grávida de nove meses e lhe deu um pânico. Ela disse, bebês não falam, como eu faço para me comunicar? Olha só, e algo muito apropriado, né, minha gente? E uma questão crucial, né? A comunicação da mãe.

É, é essencial e ainda para coroar, domingo é dia das mães. Então, a gente está abrindo esse espaço aqui para falarmos sobre esse tema que certamente vai interessar para mais pessoas. Bom, em primeiro lugar, gente, vamos tranquilizar a Clarice, porque essa comunicação...

ela vai acontecer de uma maneira boa, poderosa, independentemente de algum conhecimento prévio. Isso é muito intuitivo, gente. É algo que chega de uma maneira muito forte e que é preparado efetivamente para que aconteça dessa maneira. A gente sabe que a conexão entre mãe e filho, claro, com o pai também, vamos combinar, mas numa fase mais inicial, a ligação com a mãe é muito maior.

Porque aquele bebê, claro, ficou lá nove meses gestado na barriguinha da mãe. E mesmo no caso de filhos adotivos, a proximidade com a mãe costuma ser muito maior, pelo menos nos primeiros meses de vida. E eu fui pesquisar sobre isso e eu identifiquei que existe um fenômeno complexo com bases muito sólidas que afetam a nossa biologia e a psicologia.

Tive acesso, gente, aos estudos do doutor Fernando Gomes. Fernando Gomes é neurocirurgião, é neurocientista lá do HC, Hospital das Clínicas aqui de São Paulo, da Universidade de São Paulo. E ele traz várias pesquisas que comprovam uma ligação fisiológica e emocional que o vínculo materno gera.

Então, começa assim. Quando uma mulher fica grávida, já começam a acontecer uma série de modificações por conta do desenvolvimento dessa gestação. Existe uma produção diferenciada de hormônios que vão preparando a mulher, preparando o corpo da mulher e o emocional da mulher para esse momento.

E na hora que ela é mãe, especificamente, que nasce o bebê, ela toma um banho de hormônios como ocitocina e prolactina. Esses dois hormônios vão facilitar a produção do leite, porque, é claro, é essencial e a gente aqui levanta a bandeira da importância da amamentação natural. Eles vão ajudar a contrair o útero, para o útero voltar ao tamanho normal, saudável, esperado.

Mas, por tabela, gente, esses hormônios também facilitam o fortalecimento dos laços emocionais entre a mãe e o bebê. Então, vamos combinar. Existe uma ligação, uma ligação muito forte entre os dois. E, claro, Clarice tem toda a razão, né? O bebê não sabe falar nada ainda. Mas a comunicação vai muito além da fala.

A gente se comunica por meio do olhar, a gente se comunica por meio da expressão do nosso rosto. E no caso do bebê ainda, o bebê se comunica por meio do tom do chorinho dele. Então é muito comum e até curioso que muitas mães fiquem desesperadas logo no início e depois de alguns dias, gente, de contato com o bebê.

A mãe atenta até o pai atento já começam a observar, por exemplo, quando o chorinho é de dor. Puxa, essa criança está desconfortável, deve ser cólica. Ou quando é um chorinho de manha, de vontade de estar junto, um chorinho de sono. Então, rapidamente a gente começa a identificar.

Muito além da fala, existem esses outros sinais que a gente chama de não verbais. E quando o pai e a mãe estão atentos, eles conseguem detectar. No começo é aquela história, né, gente? O bebê tem necessidades específicas de alimentação, de sono, de limpeza. Então, às vezes ele chora porque ele está desconfortável, está lá com a fralda sujinha de cocô. E aí ele vai se manifestar para que as pessoas ao redor possam dar os cuidados necessários.

Nossa, Leninha, você falou dessa questão da comunicação não verbal, falou, por exemplo, do olhar. E eu me lembrei da minha mãe, quando a gente era criança. A minha mãe era uma mãe das antigas, assim, muito rígida. Então, quando a gente ia a algum lugar, ela esperava que a gente se comportasse, minha irmã e eu, de uma certa maneira, né? Então, ah, fica ali, não dá trabalho e tal. Mas ela não falava, ela só olhava.

E a gente já entendia tudo. Tipo, ah, se você chega e está mexendo em alguma coisa na casa... Ela só...

Ele olhar assim, ó. Ele olhar 43, né? Você já entendia exatamente o que estava acontecendo. E já parava de mexer, se comportava. E é muito forte, gente. É uma ligação muito intensa mesmo que existe. Agora, tem dados científicos muito concretos a respeito disso. Eu trouxe aqui os dados de uma pesquisa que foi feita no MIT, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, em 2015. Olha que interessante. Eles colocaram eletrodos, colocaram...

formas de detectar o funcionamento do cérebro, inclusive usando imagens de ressonância magnética no momento em que a mãe abraça o bebê, segura o bebê no colo ou dá um beijo no bebê. E é interessante, existe um aumento do fluxo sanguíneo no cérebro do bebê e uma reação química nesse bebê que libera ocitocina, dopamina e serotonina.

Esses são os hormônios do bem-estar. A gente diz que são os hormônios do bem. Eles geram bem-estar e geram apego, conexão emocional. Então, vejam como se trata de uma ligação forte que passa até pela química, pela bioquímica. Essa conexão, inclusive, hoje a gente já sabe, ela começa já na gestação. Existe um fenômeno, gente, onde as células do feto e da mãe acabam se cruzando na placenta.

na barreira placentária. Isso tem um nome, é o microquimerismo. E quando ocorre essa troca...

de componentes da mãe e do bebê, existe uma mudança no processamento de emoções no cérebro das mães, já preparando. Então, Clarice pode ficar tranquila que o cérebro dela já está sendo preparado para isso. E claro que isso favorece o vínculo. Agora, como é dia das mães, eu considerei interessante a gente aumentar um pouco o escopo dessa relação e falarmos também do contato e da relação da mãe com os filhos, inclusive mais velhos.

Então, assim, a busca é por uma conexão forte, física e emocional, especialmente hoje em dia, né, pessoal? Onde a gente sabe que muitas vezes a falta do contato presencial é tão relevante e impacta tanto, principalmente em crianças que estão em momento de formação. A busca por uma escuta bastante ativa, bastante empática, ou seja, dedicar tempo e atenção para a criança. O respeito às diferentes fases.

No caso das mães, a gente passa de uma situação inicial de superdependência para um movimento gradativo de conquista da independência, que é quando essa criança deve ser efetivamente preparada para se virar sozinha e para estar bem aí na vida. Trazer a questão dos limites...

que são essenciais, necessários para a educação da criança com afeto, fazer isso de uma maneira assertiva, porém generosa, e manter um diálogo aberto também com outro genitor, que pode ser o pai, pode ser uma outra mãe, dependendo aí da situação e da relação das famílias.

cuidado em tirar muitas vezes, sem querer, o foco da criança. Às vezes a criança, Sardenberg, começa a contar alguma coisa. Mãe, hoje lá na escola aconteceu tal coisa. E às vezes a mãe ansiosa acaba falando assim, nossa, você sabe que isso aconteceu comigo também, e quando aconteceu comigo eu fiz tal coisa. Então, isso, esse tipo de comportamento, de diálogo, acaba limitando a criança a se perceber menos importante naquele momento.

E pode dificultar que ela volte a contar coisas semelhantes que acontecem a ela. Ouvir para entender, não para aconselhar. Então, aquela história de se eu fosse você, quando eu tinha a sua idade, blá, blá, blá, acaba muitas vezes limitando.

Evitar as interpretações para não parecer um discurso professoral e sim uma escuta mais atenta. E respeitar sempre o sentimento da criança verbalizando. Quanto mais a criança consegue verbalizar aquilo que ela sente, dar nome à emoção, é medo.

É raiva? É frustração? É tristeza? Mais ela consegue lidar melhor com essas emoções. E isso favorece não só o vínculo, mas também o ótimo desenvolvimento psicoemocional dessa criança. Tá aqui.

Tudo muito bem explicado para a nossa Clarice e as mães em geral, né? Sim, isso mesmo. E aí, feliz dia das mães, né, pessoal? Essa figura tão importante, tão relevante nas nossas vidas. Obrigada, ótimo restinho de semana para vocês e para todos. Obrigada, Lelinha.

Obrigado, Leny. Em um mundo cheio de respostas, nós escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha, especialistas em perguntas que movem empresas. Um time de cientistas com visão empreendedora e conhecimento em negócios, trilhando soluções estratégicas com dados e inteligência aplicada. Um negócio com selos de confiança e inovação da B3.

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