Mark Zuckerberg admite que a Meta monitora as teclas digitadas por funcionários
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Dia Dia Digital. Com Tássio Beloso.
O Tássio Sveloso gravou o comentário de hoje em que ele fala o seguinte, o Mark Zuckerberg admitindo que a meta monitora até as teclas digitadas por funcionários da empresa.
Oi, oi, Cássia, Muniz, bom dia para vocês dois e bom dia para você, ouvinte da CBN. Olha só, da próxima vez que você ligar o computador, se for computador fornecido pela empresa, pense bem, viu? Pense bem se a sua empresa não está ali rastreando o que você faz nessa máquina. Se você trabalha para a meta, pode ter certeza de que isso está acontecendo. Não é mais as escondidas. O próprio CEO e fundador...
Mark Zuckerberg admitiu que está adotando essa conduta. Lembrando que a meta está por trás de WhatsApp, Facebook, Instagram, várias outras tecnologias por aí. Essa história já tinha vazado na imprensa internacional e agora, lá no Vale do Silício, inclusive, na Califórnia, nos Estados Unidos, essas big tech têm uma cultura muito aberta e fazem...
reuniões enormes com boa parte da empresa e a alta liderança. Perguntas e respostas. E esse assunto veio à baila e Zuckerberg confirmou, portanto, que vai detectar a partir de agora quais teclinhas estão sendo pressionadas no teclado do computador do funcionário, quais cliques estão sendo feitos em qual parte da tela. E isso é uma ruptura gigantesca em relação ao que nós temos hoje.
Porque se a gente parar para pensar, ali quando você está no horário da empresa, costumo brincar que é o taxímetro ligado, você está trabalhando no ambiente profissional,
Normalmente, o resultado do seu trabalho é propriedade da empresa. Então, um relatório, um projeto, um e-mail. Agora, a meta passa a considerar também o que a gente pode considerar como o comportamento daquele trabalhador. Inclusive, os cliques e as teclas que são pressionadas, fora...
dos aplicativos, dos programas, dos projetos da própria meta. Então, é uma situação nova que levanta uma série de questionamentos em relação à privacidade. Bom, aqui não dá para dizer que os funcionários não sabem. Eles sabem que isso está acontecendo. E Zuckerberg explicou por quê.
Ele explicou qual é a lógica por trás dessa decisão. É o seguinte, inteligência artificial. A gente sabe que para a inteligência artificial funcionar bem, precisa ter muitos dados ali por trás, sendo computados, sendo levados em considerações para produzir uma resposta, para produzir um relatório. Ele disse o seguinte,
Na meta, os funcionários ali estão muito acima da média. Eles têm um nível de especialização, um nível de inteligência, inclusive ele falou, muito maior do que, inclusive, trabalhadores terceirizados, que muitas vezes, aliás, são contratados por essas empresas, pelas Big Tech, para...
trabalharem fazendo a rotulagem de dados para participarem de projetos treinando os modelos de inteligência artificial. Então, em vez de recorrer a esses outros trabalhadores, a gente vai lá e coloca os nossos próprios funcionários. Muitos têm MBA, PHD...
são doutores, então realmente são profissionais de ponta e a meta passa a levar isso em consideração para criar essa tecnologia de inteligência artificial. Como isso vai ser usado, aí fica a grande questão.
A gente não sabe se vão usar só internamente, para os próprios projetos, mas é o conhecimento e o comportamento desses trabalhadores que passará também a ser levado em consideração. Você ficaria confortável com essa história?
E aqui não custa lembrar que no ano passado, em setembro, o Banco Itaú fez no Brasil a demissão de cerca de mil trabalhadores e começaram a surgir relatos de funcionários que receberam a justificativa de que também estavam sendo monitorados.
profissionais que trabalham de home office, que trabalham no formato híbrido. E depois disso o banco veio a público e disse que tinha feito uma revisão das condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada. Por trás disso, existe um tipo de programa de computador que faz todo esse monitoramento, chamado Bossware.
E até então, ele era usado apenas para saber se a pessoa estava ali na frente da máquina. Então agora a meta, o Zuckerberg, avança nessa história. Cria uma versão 2.0 dessa tecnologia do Bossware, em que não só você sabe se a pessoa está trabalhando, mas o que ela faz ali se torna propriedade, se torna treinamento para os sistemas da empresa. Que mundo esse que nós estamos vivendo, não é mesmo?
Uma boa sexta-feira pra todo mundo, sextou, e até a próxima.
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
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