Desigualdade de renda volta a subir no Brasil em 2025 após período de queda
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Teco
Cássia
Luiz Gustavo Medina
Sra. Debergue
- Desigualdade Social BrasilCrescimento da renda dos 10% mais ricos · Crescimento da renda dos 40% mais pobres · Comparativo de crescimento entre ricos e pobres · Relação de ganho entre os mais ricos e os mais pobres
- Desigualdade SalarialEducação e formação de mão de obra · Execução de políticas educacionais · Formação educacional e mercado de trabalho · Produtividade do trabalhador · Competitividade das empresas
- Produtividade e crescimento do BrasilProdutividade no agronegócio · Produtividade em outros setores da economia · Desburocratização e investimento em educação
O assunto é dinheiro. Com Luiz Gustavo Medina.
E aí, Teco? Oi, Sra. Debergue, boa tarde. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, aos ouvintes. Tudo bem? Tudo certo, Teco. Boa tarde. O Teco, a desigualdade no Brasil, são dados do IBGE, vinha melhorando até 2024, mas no ano passado a diferença entre ricos e pobres voltou a subir em 2025. O que houve, Teco?
Houve, Sellenberg, que os 10% mais ricos conseguiram acelerar a sua renda mais do que os 40% mais pobres. Ambas cresceram, mas a velocidade foi muito diferente. Aliás, foi três vezes maior, inclusive. A renda dos 10% mais ricos cresceu, em média, 9% em 25% e dos mais pobres cresceu 3% e pouco. Como você falou, vinha diminuindo, essa relação já foi 16 vezes.
Estava em 13,2%, agora foi para 13,8%. Ou seja, os 10% mais ricos do Brasil ganham 13,8 vezes mais do que os 40% mais pobres. E é um problema de diversas maneiras isso, né, Stalenberg? É um grande problema, a história da desigualdade, evidentemente. Acho que ninguém fica satisfeito com isso.
E a gente precisa combater isso também um pouco na origem, né? Por que que isso acontece? Por que que não é só distribuir? Não é só aumentar o programa social? Não é só... Enfim, uma parte da solução é essa, mas não é a única, né?
Alô, Teco? Oi. Sim, sim. Tem problema de educação, formação de mão de obra, coisas assim, né? Que você está se referindo. A gente precisa, né? Precisa. A gente está muito atrasado na história da educação, né, Saneberg? É um assunto que todo mundo entende como prioridade para o país, mas a verdade é que muito pouco foi feito aí, se a gente pegar nesse século, né? Tem muita promessa, muita ideia, mas muito pouca execução. A gente vê pelos dados ali.
quando você tem os PISAs e outras provas ali, que a educação melhora muito pouco no país. E isso é uma parte do problema, porque a gente não consegue ter uma boa formação educacional. Isso quando vai para o mercado de trabalho, o trabalhador não é capaz de fazer coisas mais modernas, mais atuantes, mais tecnológicas e que pagam mais também. Então a gente fica fazendo muita coisa.
da primeira etapa da produção industrial ali da coisa, né? A gente fica vendendo comodity, faz essas coisas, mas o salário é mais baixo. E a gente, para dar esse salto, precisa de investimento em educação, não só nisso, mas principalmente nisso, né? Para que o trabalhador seja mais produtivo, as empresas mais competitivas e o Brasil consiga disputar outros mercados em outras áreas também, né?
E um dado paralelo a esse é que a produtividade no Brasil está crescendo muito baixa, exceto o setor do agro. A produtividade no agro cresce muito, mas nos outros setores da economia é muito ruim.
Se a gente pegar dados de 30 anos, praticamente o agro tem um salto de produtividade estúpido. Isso explica por que o Brasil alimenta o mundo, por que o produto brasileiro do agro é tão melhor, tão mais barato do que o resto do mundo. Mas fora o agro, a produtividade do Brasil não cresce. Não cresce e é uma agenda que está perdida ali. Se tentou alguma coisa no governo Bolsonaro, mas muito pouco foi feito.
E nesse governo, assim, não é um assunto praticamente, né? E a gente precisava trabalhar isso, né? Arrumar um jeito do Brasil destravar negócios, desburocratizar o que for possível, fazer lei no que é necessário, mas principalmente investir em você ter educação para que você forme melhor esse cara para chegar no mercado de trabalho capaz de produzir mais e também de cobrar mais por essa hora de trabalho dele, né? Exatamente.
Teco Medina, obrigado Teco, até a semana. Até a semana, tchau, tchau.