Episódios de Comentaristas

Pressões externas, risco climático e combustíveis represados elevam temor de nova escalada da inflação

11 de maio de 20266min
0:00 / 6:43
Com IPCA no radar, mercado vê avanço persistente dos preços em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio, ameaça de El Niño e pressão sobre alimentos e combustíveis. Ouça o comentário de Míriam Leitão.

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Participantes neste episódio3
M

Mílton Jung

HostNarrador
C

Cássia Godói

Co-host
M

Miriam Leitão

ConvidadoJornalista
Assuntos4
  • Inflação e Política MonetáriaIPCA · Boletim Focus · IPCA 15 · Anbima
  • Influência do clima na colheitaEl Niño · Alimentação no domicílio · Luiz Otávio Leal
  • Impactos do conflito no petróleo, inflação e jurosGuerra no Oriente Médio · Dólar · Real
  • Subsídio federal para gasolinaPetrobras · Gasolina · Diesel · Congresso Nacional · Fertilizantes · Estreito de Hormuz
Transcrição18 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Dia a dia da economia, com Miriam Leitão. Muito bom dia para você, Miriam Leitão.

Bom dia, Milton Jung, que bom saber que você voltou. Bom dia, Cássia Godói, bom dia, ouvintes da Rádio CBN. Bom dia, Miriam. E nós começamos esta semana aqui, Miriam, de olho claro na economia, mas na apresentação do IPCA amanhã, que é o índice oficial de inflação, que é aquilo que pesa no bolso dos brasileiros. O que você pode antecipar para a gente?

É uma certa preocupação com a inflação, porque, primeiro, tem oito semanas que o Instituto Focus, o boletim Focus, aumenta a projeção de inflação. Já há algumas semanas, já previu uma inflação esse ano acima do teto da meta. Então, essa preocupação é grande. O IPCA 15 veio muito alto, deu 0,89. A previsão dos economistas é que o IPCA mesmo, cheio, vai ser menor do que isso.

Então, tem projeções de 0,70, 0,69, mas enfim.

A Anbima tem uma projeção de 0,83, mas é um número forte para abril. E a preocupação com a inflação vem com a preocupação com a guerra. A guerra impactou muito os preços de alimentos, preços de combustíveis, e isso vai se espalhando pela cadeia de produtos. Afeta produtos industriais que estavam com preços mais baixos.

Tem um ponto jogando a favor, Milton e Cassa, que é o dólar. O dólar tem caído e quando a apreciação do real faz com que haja um alívio nessas pressões inflacionárias. Então, isso é que está permitindo que não suba muito. Mas o dado de amanhã é importante.

ficar em torno de 0,70 por aí, para mostrar isso. Quer dizer, grande parte disso é a inflação da guerra. E o que os economistas dizem, estão muito preocupados, tem surgido uma nova preocupação aí, que é o EUNINHO. O EUNINHO desse ano seria mais forte do que nos anos anteriores. E o EUNINHO sempre eleva a inflação, que como você estava dizendo,

Milton mais pesa no bolso, que é a inflação de alimentos. Tem uma análise do Luiz Otávio Leal, feita, divulgada agora de manhã, e eles mostram o seguinte, que a alimentação no domicílio, nos anos que tem é o ninho,

Tem, em média, analisando as últimas vezes que teve ao Ninho, vai a 11,6%. Quando não tem esse fenômeno, a média é 6,1%. Ou seja, sempre aumentando. Nessa projeção do Luiz Otávio para a inflação do ano, ele passou de 4,3% para 4,7%.

a previsão de inflação do ano. É acima do teto da meta, mas é abaixo da previsão que está sendo feita pelo conjunto dos economistas nesse boletim Focus. E ele explica que é isso por causa de um lado,

O dólar que tem caído e, portanto, aliviado um pouco. E o fato de que a Petrobras não subiu o petróleo, não subiu o combustível, principalmente não subiu a gasolina. O diesel já até subiu. E o petróleo já subiu muito, o preço da gasolina já subiu muito. Mas a Petrobras está segurando.

o preço da gasolina, dizendo que só vai subir quando for aprovado o projeto no Congresso, que permite que usar parte da receita com o novo imposto de exportação para atenuar esse aumento. Então, nós estamos numa situação bem...

Bem crítica a inflação subindo, as projeções de inflação subindo, o preço da gasolina sendo segurado, o medo de a unir chegando, ou seja, é para deixar no radar essa preocupação novamente. Milton e Cassi. Emílio, quando a gente pensa especificamente num aspecto que eu acredito que seja um dos mais preocupantes, que é a inflação dos alimentos, o alerta também se mantém?

Sim, o alerta se mantém na inflação de alimentos por causa do el ninho. Se o el ninho for realmente mais forte e até antecipado, como alguns economistas já disseram, antecipar um pouco o fenômeno do el ninho, isso pode afetar a nossa safra. Vamos lembrar que tem outro problema voando nas nossas cabeças.

que é o suprimento de fertilizantes. A gente não teve problemas na nossa safra, porque a safra foi plantada antes da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Mas a próxima safra precisará de fertilizantes e o Brasil não tem.

produto em estoque. Ele compra de vários países do mundo, não está concentrado, mas uma parte de fertilizante vem, sim, do Oriente Médio e passa pelo Estreito de Hormuz. Veja a tempestade perfeita que está se formando. É um problema complicado essa inflação subida para ficar atento. Milton e Cássia. Muito obrigado, Miriam. Um bom dia para você.

Bom dia.

No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Pressões externas, risco climático e combustíveis represados elevam temor de nova escalada da inflação | Castnews Index — Castnews Index