Caso Ypê: ‘Bactéria não tem partido político’
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- Caso Ypê e AnvisaContaminação por bactéria · Acusações de viés político · Alexandre Padilha · Anvisa · Ypê
- Críticas da OposiçãoSuspensão da lei da dosimetria · PEC da Anistia · Pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes · Limitação de decisões monocráticas do STF · Alexandre de Moraes · Sostenes Cavalcante · Congresso Nacional · Supremo Tribunal Federal
- Bancada Bolsonarista· PoliticaDisputa por espaço político · Candidatura ao Senado · Acusações de acordo financeiro · Eduardo Bolsonaro · Ricardo Salles · André do Prado · Tarcísio de Freitas · PL · Assembleia Legislativa de São Paulo
- Posse de Cássio Nunes Marques no TSEConvite a ex-presidentes presos · Prisão domiciliar · Mudança de linha no TSE · Cássio Nunes Marques · Bolsonaro · Fernando Collor · Tribunal Superior Eleitoral · Supremo Tribunal Federal
- Crise de Imagem do STFResiliência dos magistrados · Ressignificação do papel do judiciário · Caso Master · Daniel Vorcaro · Edson Fachin · Carmen Lúcia · Dias Toffoli · Alexandre de Moraes · Supremo Tribunal Federal · Banco Master
- Demissão Crespo São PauloAssociação macabra com morte de juíza · Críticas a privilégios da magistratura · Misoginia · Folha de São Paulo · Edson Fachin · Carmen Lúcia
- Ciro Gomes rejeita convite do PSDB para presidênciaPré-candidatura ao governo do Ceará · Derrota em eleições presidenciais anteriores
Viva a voz com Vera Magalhães.
Vera Magalhães, boa noite, tudo bom? Oi, Carol, boa noite para você, para a Anadédia, boa noite para os nossos ouvintes, também para quem está nos acompanhando, uma ótima semana para todo mundo. Boa noite, Vera. Vera, a gente começa falando sobre essa reunião, essa reação da oposição, as decisões do ministro Alexandre de Moraes de suspender, por enquanto, a aplicação.
daquela lei da dosimetria, até a análise de todos os recursos que existem. A oposição já está se articulando, está falando até em ressuscitar a PEC da Anistia. Samanta Klein conta para nós. Oi, Samanta.
Oi, muito boa noite, Carol Vera, Nadedja. De fato, a gente tem aí essa retomada da discussão a respeito da anistia. Inclusive, o líder do PL, Sostenes Cavalcante, está coletando as assinaturas. Lembrando que são necessárias pelo menos 171 para poder protocolar essa proposta que reaviva o tema da anistia total e restrita.
A medida é justamente uma reação à ordem do ministro Alexandre de Moraes com relação à suspensão da aplicação do PL da dosimetria até que haja uma manifestação do plenário. E o deputado Sostenes Cavalcante também classificou a suspensão da lei como um abuso, afirmou que o Congresso não pode assistir de forma passiva às decisões monocráticas, ao dizer que é necessário enfrentar esse problema já na raiz.
Além dessa PEC da Anistia, a oposição articula um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, assim como também, no mesmo bojo, pressiona o voto da PEC que limita as decisões monocráticas de ministros do Supremo. Conversei com alguns senadores e eles dizem que a ideia agora é tentar articular com a oposição na Câmara para pressionar o...
o presidente Hugo Mota. Já o senador Carlos Viena também protocolou mais um requerimento de urgência, um projeto que prevê a revogação de artigos do Código Penal que tratam de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado.
interrupção de processo eleitoral, além de violência política. Ou seja, na prática, a ideia é tentar evitar qualquer penalização para tentativa de golpe de Estado. Por outro lado, conversei também com o líder do governo aqui na Câmara dos Deputados.
O deputado Paulo Pimenta disse não acreditar que este texto, a PEC da Anistia, vá avançar. E o deputado Lindbergh Farias também afirma que a oposição está usando esse debate sobre decisões monocráticas como uma manobra para se tentar perdoar os condenados pelos atos do 8 de janeiro. Já no Supremo Tribunal Federal...
A ideia é que não se demore muito para pautar em plenário a questão do PL, da dosimetria, que está em suspenso por decisão do ministro Alexandre de Moraes, justamente para evitar um acirramento. O que é preciso fazer? Que o ministro Alexandre de Moraes libere esse caso para que ele seja colocado na pauta do Supremo Tribunal Federal. Com vocês.
Obrigada, Samanta. E aí, Vera, deve prosperar essa história de PEC da anistia? Qual é a tendência no Supremo nesse momento, diante de toda essa reação da oposição?
Cara, eu acho que no Congresso não vai prosperar um projeto ainda mais restritivo, aliás, ainda mais expansivo ali em termos de anistia para os que tentaram golpe tanto no 8 de janeiro quanto na trama golpista. O que a cúpula da Câmara e do Senado tem aí na cabeça, tem em mente?
é que a tendência é que o Plenário do Supremo confirme o projeto de lei. Confirme o projeto de lei da dosimetria. Apesar da iniciativa do ministro Alexandre de Moraes de suspender a sua aplicação nesse momento, até que o Pleno se manifeste,
Existe uma articulação do Congresso com os setores do Supremo para validar a lei, para confirmar, dizer que foi uma votação legítima do Congresso, que não fere nenhum preceito constitucional e que, portanto...
pode-se prosseguir com a sua aplicação. Isso significa que o ministro Alexandre de Moraes está mais isolado do que já esteve? Em parte, sim. Mas também isso deve contar com votos favoráveis, inclusive de aliados do ministro Alexandre lá dentro.
O ministro Gilmar Mendes foi um que, nos bastidores, ao longo de todos os últimos meses, trabalhou pela ideia de se fazer uma nova dosimetria das penas. O discurso vai ser de que isso não...
Vai mudar em nada, não vai deslegitimar o julgamento que aconteceu em agosto do Jair Bolsonaro e dos seus outros aliados em setembro, se concluiu em setembro. E também não vai deixar de caracterizar que o que aconteceu no 8 de janeiro foi uma tentativa de golpe de Estado.
vão dizer que apenas estão adequando as penas de acordo com a vontade do Congresso Nacional, da maioria ampla do Congresso, que aprovou nas duas casas o projeto e depois derrubou o veto do presidente Lula. Então, o que o ministro Alexandre teria feito seria apenas um freio de arrumação para que lá na frente...
o Supremo valide. Ainda não tem data. Chequei ali com integrantes do Supremo, com a assessoria do ministro Edson Fachin, ainda não tem data para isso ser julgado. Mas a tendência é de confirmar. E o Hugo Mota e o Davi Alcolumbre não querem nova... Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Saiba Sa
rodada de encrenca com o Supremo. Então, vão segurar esse PL da dosimetria, o PEC da Ernstia Ampla, o que quer que seja, enquanto o Supremo não se manifestar. Ivera, a gente até consegue entender a linha de raciocínio que pode ter levado...
O líder do PL até essa ideia para, de repente, fazer uma pressão para acelerar, que isso seja avaliado pelo Supremo. Mas como se gasta energia para esse tipo de coisa? Agora vai, é uma PEC, aí vai colher assinatura. Para uma coisa que já se tentou fazer, é complexo, né?
Eu acho que depois da eleição, na legislatura do ano que vem, a depender de como sair a correlação de forças, pode até avançar uma ideia de um indulto, de uma anistia. Mas hoje, com esse Congresso, do jeito que está, com as relações que a gente sabe que existem entre o Alcolumbre, por exemplo, e o próprio Alexandre de Moraes.
O Hugo Mota que também não quer acirrar ainda mais uma série de conflitos que já existem, ligados a emendas, ligados a uma série de outros assuntos. Com a eleição logo aí, ninguém vai querer agora, a essa altura do campeonato, começar uma jornada como essa. Então, me parece que é o que você está falando, um gasto de energia.
mas é para tentar manter principalmente a bolha bolsonarista mobilizada. A gente tem visto que não precisa muito para mantê-los mobilizados. Até a proibição da Anvisa, a detergente, tem sido causadora de altos embates no campo ideológico. Então, quando a gente trata de uma questão que é aquilo que eles mais enxergam, que é Supremo, olha o Supremo de novo.
vitimizando Bolsonaro, isso cria uma enorme mobilização e ajuda, inclusive, nesse momento de pré-campanha eleitoral. Então, me parece que toda essa movimentação tem mais esse sentido de manter a militância mobilizada, indignada, nesse estado de indignação permanente que fomenta também votos.
Vera, já que você falou da IP, deixa eu trazer aqui a informação de que até o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se manifestou hoje a respeito desses vídeos todos que estão rolando nas redes sociais. Em defesa da IP, tem gente postando vídeo usando detergente contaminado para lavar frango. Enfim, diversos tipos de vídeos circulando. E o Padilha deu uma coletiva, refutou as acusações de que a medida da Anvisa teria viés político. Falou que a Anvisa só tem um lado, que é o lado da saúde das famílias.
E falou dessa enxurrada de vídeos irresponsáveis que levam a desinformação à população, porque a gente não está falando de um aspecto político, independentemente se a IP doou para a campanha ou apoiou o Bolsonaro. A gente está falando de uma decisão técnica com base em contaminação, uma coisa muito séria que afeta a saúde das pessoas.
Gente, a gente vive uma era de irracionalidade que é difícil até de explicar para o ouvinte. Porque se você imaginar que as pessoas estão se apegando ali ferrenhamente, com amor, com indignação a uma marca de detergente, porque ela fez uma doação para uma campanha eleitoral e estão pondo a saúde pessoal e saúde da família à frente disso, bactéria não tem partido.
Bactéria é algo que pega todo mundo. E bactéria, essa bactéria que foi detectada em um único lote, não é que está proibindo a empresa de operar no Brasil, tirou todos os produtos. É um lote de detergente, toda hora tem isso em relação a tudo quanto é tipo de produto.
uma hora é pasta de dente, já foi leite, longa vida. Muitos produtos, às vezes, são contaminados por bactéria. E a função da agência reguladora da área de saúde é agir, para, inclusive, evitar um incidente grave de saúde pública.
Mas as pessoas... Bom, eu quero acreditar que a pessoa que estava em vídeo bebendo detergente, ela teve outro trabalho, jogar o detergente fora, limpar, pôr um leite condensado lá dentro, ou um leite de coco e tomar aquele negócio. Porque se alguém está bebendo detergente...
contaminado ou não, né? Não se pode beber detergente quando ele não está contaminado. Talvez não precisássemos dizer isso, mas beber detergente não é legal, mesmo quando ele não está contaminado, tá, gente? Mesmo quando ele doou para uma campanha de alguém que você não gosta, não beba, não é para beber. Também não é para temperar frango. Não, lavar frango é um problema triplo, né? Porque não é para lavar frango nem com água, não é para lavar com detergente, muito menos se o detergente estiver contaminado.
Exato, não lave seu frango. Tempere com outra... Faça uma marinada com outra coisa, não com detergente. Mas, então, é o grau de fanatismo ideológico que uma franja ruidosa...
da sociedade consegue atingir no ano de 2026. Aliás, o Padilha falou essa frase, tá, gente? Aspas, não bebam detergente, não bebam qualquer produto de qualquer marca, muito menos saiam fazendo um videozinho sobre isso. Isso é uma desinformação para a população colocando em risco a vida das pessoas. Precisa o Ministro da Saúde virar público para dizer não bebam detergente. Aqui o ponto chegamos. É isso.
Bom, passando agora para assuntos relacionados às eleições que se aproximam, a gente está na expectativa da posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Larissa Lopes está na linha com mais informações para a gente. Larissa.
Nadege, os dois ex-presidentes da República, Jair Bolsonaro e Fernando Collor, que estão presos, eles foram convidados para a posse do ministro Cássio Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Essa posse aqui está marcada para amanhã à noite.
Collor e Bolsonaro já foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal e cumprem prisão domiciliar. A informação é que o convite foi protocolar para todos os ex-presidentes Bios e para todos os integrantes do Congresso Nacional. Também que Nunes Marques não chegou a convidar nominalmente Collor e Bolsonaro.
diretamente também. E para que possam comparecer os ex-presidentes presos precisam de autorização do Supremo. A defesa de Collor me falou hoje mais cedo que ficou sabendo hoje do convite e que não há uma previsão ainda de procurar o Supremo.
Já a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro não se manifestou, lembrando que foi o ex-presidente Bolsonaro que indicou Nunes Marques para ser ministro do Supremo. Em 2018, na dédia, quando Rosa Weber assumiu a presidência do TSE, Lula também estava preso nessa época. A informação é que ele também foi convidado, pois presidente e ex-presidentes sempre fazem parte da lista protocolar. Na dédia.
Obrigada, Larissa Lopes. Constrangimentos da República, né, Vera? É, essas situações em que você segue uma liturgia padrão para casos que claramente fogem do padrão e acaba gerando um ruído até meio engraçado, né? Repondê-se, vous plé. Não poderei comparecer. Motivo, estou preso.
Sou preso por uma determinação, inclusive, do tribunal do qual o senhor faz parte. Nos dois casos, foi o Supremo Tribunal Federal que condenou a prisão os dois presidentes. Depois, outras medidas posteriores à condenação levaram a que ambos cumprissem. No caso do Collor, em definitivo. No caso do Bolsonaro, provisoriamente. Prisão domiciliar humanitária, por razões de saúde.
E prisão domiciliar humanitária não prevê saídinha para comparecer as solenidades de posse ou outro tipo de festividades. Prevê apenas que você está em casa para fazer um tratamento de saúde, porque a sua saúde impede que você fique no regime de condenação em regime fechado, que é o que cada um deles foi condenado.
Os ministros, tanto Nunes Marques agora, quanto anteriormente Rosa Weber, etc., quiseram cumprir uma formalidade do protocolo, do cerimonial, mas isso soa um tanto quanto esquisito, estapafúrdio, gera esse tipo de ruído. Deveriam, por bom senso, falar que tal e tal pessoa não vai poder ser convidada, porque está numa situação específica, a qual significa que está preso.
e não poderá comparecer. Então, enfim, é a formalidade que gera esse tipo de ruído. A gente está falando aqui do que é esquisito, mas essa posse do Nunes Marques para um mandato bastante simbólico e importante, porque ele vai estar à frente do TSE nas próximas eleições, que prometem dar muito trabalho ao tribunal.
E significa uma mudança de linha, de estilo, de compreensão de uma série de fatores em que a ministra Carmen Lúcia certamente diverge. Eles tiveram ali uma pequena rusga, inclusive na solenidade da semana passada.
um leve cutucadinha que a Carmen Lúcia deu nele, acho que isso prenuncia que a gente pode ver uma mudança em alguns rumos do TSE, acho que não da magnitude, com a rapidez e com a intensidade que muitos bolsonaristas esperariam, mas o ministro Cássio Nunes Marques, por exemplo, não é um entusiasta tão grande de regulação.
de discurso em redes sociais, de responsabilização de plataformas por questões de fake news, discurso de ódio, desinformação. Então, pode ser que a gente veja a reavaliação de algumas condutas recentes do TSE nessa gestão dele com essa mudança aí, com essa trocada guarda no Tribunal Superior Eleitoral.
Bom, a gente segue falando de judiciário, porque em meio a toda essa crise de imagem do Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pediu resiliência dos magistrados, falou em ressignificação do papel do judiciário. Ana Carolina Tomé nos conta. Oi, Ana.
Oi, Carol. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, saiu em defesa hoje da corte e do judiciário. Segundo Fachin, é possível sim fazer críticas ao judiciário, mas elas devem servir o aperfeiçoamento da atuação de juízes e que a magistratura deve ser resiliente diante de ataques infundados. Fachin disse ainda que vive-se um momento de tensão permanente.
mas que a justiça precisa ressignificar o seu papel. Fachin deu a declaração durante a abertura de uma reunião preparatória para o 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário em Brasília. A gente lembra que o ministro, desde que assumiu o comando do STF, vem defendendo a necessidade de um código de conduta para os ministros. A medida ganhou força depois das revelações do caso Master.
e da possibilidade de envolvimento de ministros da corte com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Fachin escolheu o Carmen Lúcia como relator da proposta, mas internamente a medida enfrenta resistências. Toffoli era o relator do caso Master, mas deixou o caso depois das revelações de negócios da família do ministro com o Vorcaro.
Já a Moraes teve a mulher, a advogada Viviane Barsi de Moraes, contratada pelo banco, o que gerou críticas aos ministros e ao STF. Fachin defendeu hoje o judiciário dos ataques. Podemos fazer mais e melhor, mesmo em tempo de crises, mesmo em tempo de interrogações e dúvidas. Defender as instituições sem idolatrá-las. Produzir confiança pública.
longe do cinismo ou da ingenuidade. É possível, simultaneamente, criticar as instituições para aperfeiçoá-las e preservá-las como patrimônio civilizatório, pois as instituições são o suporte fundamental de uma sociedade que se queira livre, justa e solidária.
Fachin já disse que espera a aprovação do Código de Conduta ainda neste ano, mas enfrenta resistências internas, já que uma parte dos ministros entende que a medida já não seria necessária, apenas ações para a defesa da Corte do Judiciário. Carol. Obrigada, Ana Carolina.
A impressão que dá, né, gente, é que o Fachin está reeditando a mesma fala. Toda vez que ele fala, ele fala a mesma coisa, né, já nos últimos meses. Eu acho que a fala dele vem um pouco na esteira de outra comoção que tomou conta do fim de semana, Carol, que foi o fato de que houve uma coincidência.
entre uma charge da Folha de São Paulo falando contra os penduricalhos e que usava uma lápide e uma mensagem nessa lápide para falar do apego de magistrados a essas verbas e a morte de uma juíza durante um procedimento para tentar fazer ali uma fertilização. Uma coleta de óvulos, né? É, uma coleta de óvulos para uma futura fertilização.
Houve uma indignação total e completa, e aí eu acho que abarcou setores da esquerda e da direita, com o que seria uma associação macabra entre a charge e a morte da juiz. E a cartunista, que foi o alvo maior desses ataques.
nega que isso tenha acontecido. A gente que conhece o processo de fechamento, que é algo que é muito complexo e alheio à vida das pessoas, sabe que essas charges são encomendadas com uma certa antecedência. E elas entram ali numa fila de publicação de acordo com quem é o chargista, o cartunista do dia. O umbo desmando do jornal foi ouvir a chargista, foi ouvir os editores e são unânimes em atestar.
que não foi essa a inspiração da charge, inclusive a charge não falava, não se referia a uma mulher, não fica evidente nada disso, então também as acusações de misoginia me pareceram um pouco exageradas, mas é isso, é um outro tema que gera debates muito acalorados numa situação em que não houvesse essa coincidência, talvez esses mesmos que criticaram a charge.
elogiassem ali a coragem de combater privilégios e de denunciar esses privilégios por parte do jornal, mas houve a coincidência. Aí o CNJ, o STF fizeram notas de solidariedade, repúdio, é isso que consideraram uma associação, mas o jornal e a artista negaram veementemente. Acho que nesses tempos de tribunais muito acalorados,
das redes sociais, seria importante, eu sei que é quase impossível pedir isso, que a gente apurasse, desse o benefício da dúvida, investigasse o que aconteceu antes de sair jogando pedra e tirando conclusões peremptórias a respeito de assuntos que são mais complexos.
do que simplesmente emitir uma opinião vaticinando uma coisa e condenando nas redes sociais. A menina teve que fechar o perfil, sofreu ataques violentíssimos. É uma mulher, dificilmamente faria uma charge nessa situação, falando de uma outra mulher que morreu numa circunstância que...
toca a vida de tantas mulheres que já passaram por processos semelhantes. Enfim, a gente está vivendo tempos muito exacerbados, em que no afã de se dar uma opinião, se tira uma conclusão precipitada. Os privilégios da magistratura são uma coisa que tem sido questionada pela imprensa. Há motivos para questionar. Outra coisa totalmente diferente é uma fatalidade terrível.
na vida particular de uma pessoa que, por acaso, era uma juíza. E fizeram uma associação, a meu ver, infundada entre as duas coisas.
A gente faz uma pausa, você acompanha o noticiário da sua região, na sequência o Repórter CBN, a gente volta já já aqui com Viva Voz. Estamos de volta com o Viva Voz, agora para falar sobre mais uma treta entre bolsonaristas em São Paulo, dessa vez envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Ricardo Salles. Quem tem os detalhes é o Klauson Dutra. Oi Klauson.
Tretas desse final de semana. Boa noite agora para você, Carol, e para todos. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro respondeu às críticas feitas pelo deputado e ex-ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro, Ricardo Salles. Os dois trocaram diversas acusações durante o fim de semana em meio às articulações políticas para as eleições deste ano. O principal motivo da briga seria a decisão do PL de lançar o presidente da Lespe, a Assembleia Legislativa de São Paulo, o André do Prado, como pré-candidato ao Senado.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o Eduardo afirmou que Salles partiu para a calunha, ao dizer que ele estaria aceitando dinheiro para apoiar o Prado. Vamos ouvir. Você está virando um meme nas páginas, Salles, por causa dessa sua conduta de ser biruta de vento político. Você é quem, em última análise, está se digastando, não sou eu não, Salles. Eu sou o primeiro suplente de uma chapa.
O cabeça de chapa é outro, é o André do Prado. Você está notoriamente quieto, todo mundo viu isso, porque você acha que essa é a estratégia correta para você se manter dentro do tabuleiro político com mandato. Eu coloquei tudo na minha vida em jogo, um mandato de deputado federal, que vocês devem imaginar como é que é bom, uma candidatura encaminhada para o Senado.
Já Salles disse que haveria indícios de um acordo financeiro com o Eduardo para o apoio à candidatura de André do Prado ao Senado. O ex-ministro buscava apoio do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro para a vaga. Salles também afirmou que o governador Tarcísio de Freitas do Republicanos
Bolsonaro descartou ter o presidente da Lespe na chapa como vice nas eleições para não contaminar o governo com supostos esquemas de corrupção. Salles ainda disse em entrevista a um podcast que Eduardo Bolsonaro foi fazer bravatas nos Estados Unidos e o chamou de burro. A gente separou um trecho, vamos ouvir agora.
Você se mandou para os Estados Unidos porque você quis. Você só inviabilizou o seu retorno para o Brasil depois que você já estava lá nos Estados Unidos falando um monte de merda, inclusive trabalhando contra o Brasil nessa história de tarifácio.
O que eu passei com o ministro, você não passou nem de perto. O seu papai mandou dinheiro para você ficar nos Estados Unidos. Eu não tive essas coisas. A minha família foi acordada com a Polícia Federal na porta. Eu tive a minha casa, meu escritório, invadido pela Polícia Federal. Eu tive o meu passaporte apreendido antes de eu ir para os Estados Unidos, como você foi. Então não vem cantar de galo aqui.
Bom, Carol, a gente lembra que na semana passada, Tarcísio confirmou apoio à candidatura de André do Prado. O outro nome do campo da direita é o do deputado federal e ex-secretário da Segurança Pública aqui de São Paulo, o Guilherme Derrit, do PP. Volto com você.
Obrigada, Klauson. Gente, é impressionante a capacidade do bolsonarismo de produzir tretas do mais absoluto nada, né, gente? E brigar entre si, né? Isso está virando também uma tônica. Mostra a dispersão que existe na direita sem a...
a figura do Bolsonaro ali no dia a dia, né, dando o norte. Não que ele fosse alguém, assim, super do consenso ou da concórdia. Ele, justamente, fomentou essa direita ruidosa.
que vive do caos e que se alimenta desse tipo de retórica mais agressiva. O problema é quando isso se volta para dentro, quando se volta para que uns passem a atacar os outros. E nada mais é em todos os casos que a gente tem, Nicolas versus Eduardo, Nicolas versus Flávio, Michele versus Flávio, agora Eduardo versus Salles.
Em todos esses casos, o que se tem é uma briga pelo espólio, uma briga por poder, uma briga por espaço. Os espaços são limitados. Existe um consenso de que as candidaturas da direita ao Senado são competitivas.
que são competitivas principalmente em estados onde a direita aparece à frente nas pesquisas, como é o caso do estado de São Paulo, e era dado como certo que uma das vagas de candidatura ao Senado da direita seria do Eduardo Bolsonaro antes de ele ir para os Estados Unidos e fazer...
um roteiro parecido com esse que o deputado Ricardo Salles descreveu. Acho que tem uma boa dose ali de fidedignidade na descrição que ele faz da jornada do Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. E aí ele ficou sem espaço, é por isso que ele está vociferando. A gente tem uma escolha de alguém que está fora do país para ser um suplente numa chapa.
Parece uma deferência não ao Eduardo Bolsonaro, mas ao pai dele. E aí, com isso, se selou o destino, que é o da candidatura do deputado André do Prado. Bom, enfim, aquela briga em que todo mundo grita bastante.
Usa bastante palavrão e você pode ver ecos de sentido nos dois lados. Todo mundo tem um pouco de razão. E você citou exemplos de várias tretas, Vera, e depois esse campo político tem que dizer, a eleição está chegando, que está unido, e aí ou finge que nada aconteceu, ou fala, a gente conversou, se arrumou, está tudo certo. Eu tenho a sensação que o eleitor mais da extrema direita, dessa direita mais...
antissistema e mais ruidosa, ele não liga muito pra união não na DED ele quer mesmo é isso que quem é mais contestador quem é mais corajoso, quem lacra mais nas redes sociais, porque a direita gosta de falar muito que a esquerda lacra mas esse é um tipo de lacre esse tipo de briga permanente, você duelar pra ver quem levanta mais a voz, quem usa palavras mais agressivas, é um tipo de lacre muito
E essa lacração de direito eu acho que faz sucesso com um certo eleitorado. Então, acho que eles nem estão procurando muito consenso, não. Boa. Bom, e falando de outra movimentação pré-eleitoral que foi destaque hoje, o ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes, rejeitou o convite do PSDB para disputar a presidência da República em 2026. A expectativa é de que no fim de semana que vem ele apresente a pré-candidatura ao governo do Ceará.
O presidente nacional do partido, Aécio Neves, confirmou que conversou hoje por telefone com Ciro Gomes, disse que o PSDB vai continuar debatendo alternativas para o Brasil, para a polarização. Ciro Gomes participou de um fórum aqui em São Paulo hoje e disse ao G1 que, apesar do amor pelo Brasil, dessa vez pesou mais a decisão de disputar o comando do Ceará. A última eleição presidencial tinha sido a quarta tentativa do ex-ministro de tentar...
assumiu o Palácio do Planalto, mas ele teve o pior desempenho das quatro tentativas, terminou em quatro lugares com 3% dos votos válidos, naquela ocasião concorreu pelo PDT. Eu lembro de ouvi-lo dizendo, Vera, que não concorreria novamente, não seria sem histórico se ele mudasse de ideia e acabasse concorrendo, mas agora já está confirmado que não vai mesmo, não teremos Ciro Gomes nas próximas eleições presidenciais.
Acho que foi uma derrota que pesou muito para ele. Terminar atrás da Simone Tebet, teve ali alguns sequintes que fizeram ele tomar essa decisão. E tem, além disso, o fato de que ele está muito competitivo na eleição para o Ceará. Não vou dizer que é favorito, porque a eleição do Ceará tem essa circunstância de que, muitas vezes, o candidato do PT tem largado atrás, mas tem vencido as eleições. Isso aconteceu em 2018, aconteceu em 2022.
aconteceu em algumas eleições em Fortaleza, então é sempre competitivo. E se for levada a cabo a ideia de se trocar o governador Eumano Freitas pelo ex-ministro Camilo Santana, aí a coisa tende a ficar ainda mais disputada.
O que eu tenho de apuração dessa questão do Ciro é que ele pode repetir uma dobradinha dessa última campanha presidencial. Ele está tentando convencer o marqueteiro João Santana a fazer a campanha dele ao governo do Ceará. Hoje em dia, João Santana já está fechado para fazer a campanha do ACM Neto na Bahia, mas também está em negociações com o Ciro para fazer a campanha dele no Ceará.
Acho que ele ficou mordido com toda essa disputa regional e briga familiar, né, Vera? Resolveu voltar para disputar ele no estado de origem, né? É, e veja, não vai ter o apoio do irmão, né? O irmão Cid Gomes. É, justamente. Que disse que vai viajar e não vai votar para também não ter de votar contra.
o Ciro, mas os outros irmãos, inclusive o Ivo, que também é da política, tende a apoiar o candidato do PT. Então, uma cisânia bem grande na família Ferreira Gomes que não o impedirá de levar essa candidatura adiante. Bom, a gente faz uma pausa para o noticiário da sua região. Voltamos já já aqui com o Viva Voz.
De volta com Viva a Voz, essa semana a gente não vai ter hoje a participação do Edu Graça, mas semana que vem ele está de volta aqui com a gente para falar do noticiário internacional. Vamos falar de um assunto que certamente vai ser pauta durante as eleições. É um tema que preocupa os brasileiros, o enfrentamento ao crime organizado. O governo já vinha prometendo um pacote de medidas aí nessa área. Vai sair finalmente amanhã. Ana Carolina Tomé conta os detalhes para nós. Oi, Ana.
Oi, Carol. O governo Lula lança nesta terça no Palácio do Planalto o programa Brasil contra o Crime Organizado. A segurança pública é um dos grandes temas das eleições deste ano, mas o Ministério da Justiça ressalta que o plano é uma política de Estado a longo prazo e descarta o uso eleitoral da medida.
A CBN, o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, disse que o projeto não é uma bala de prata e mira em desarticular a estrutura das organizações em parcerias com estados e municípios. Chico Lucas antecipou que a medida prevê quatro eixos estratégicos.
asfixiar as finanças dos grupos, cortar a comunicação alícita dos presos com bloqueio de sinais, aumentar a elucidação de homicídios e reduzir o poder de fogo combatendo o tráfico de armas com a criação de uma rede nacional.
Com um investimento total de R$ 11 bilhões, o plano visa combater as facções criminosas e retomar territórios dominados pelo crime. Para asfixiar as contas do crime, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado serão fortalecidas.
O objetivo é desarticular o crime organizado sob a perspectiva dos fundamentos que os constituem. Esse programa trabalha sobre a perspectiva da integração e não tem um viés eleitoral, que não vai resolver o problema daqui para outubro. Ele está dando um caminho que vai ser buscado e vai haver uma caminhada ao longo de um tempo. Então, não é uma bala de prata. A gente quer mostrar que o governo trata o assunto com muita seriedade.
A CBN apurou que 138 presídios estaduais passarão por uma modernização para se equipararem às penitenciárias federais de segurança máxima. Isso inclui a instalação de bloqueadores de celular, reforços de inteligência e regras mais rígidas, como a gravação de conversas nos parlatórios e o fim das visitas íntimas para garantir o isolamento dos detentos.
As outras frentes prevêem a expansão dos bancos de perfis genéticos para solucionar assassinatos e operações de fronteira contra o tráfico de armas. Além do crime organizado, a ordem do presidente Lula é focar na redução de feminicídios e no roubo de celulares. Volto com você. Obrigada, Ana Carolina. E aí, Vera, vai dar tempo de ter algum impacto aí na campanha eleitoral, esse programa lançado amanhã?
Me parece um reembalamento de coisas que já, algumas têm de ser feitas obrigatoriamente. É obrigação do governo federal e dos governos dos estados enfrentar o tráfico de armas, portanto, não está criando nada novo. Mesma coisa, asfixia financeira em relação ao crime organizado.
Já é feito em operações de força-tarefa, como foi, por exemplo, a Carbono Oculto, que teve justamente esse condão e foi bem sucedida, justamente porque mirou esse aspecto da asfixia financeira.
E aí, aumento da taxa de esclarecimento de homicídios é obrigação que os estados e o governo federal têm de perseguir. E a mesma coisa, reforçar a infraestrutura e a segurança dos presídios. Me parece que está pegando um monte de obviedades e injetando um dinheiro de última hora. E aí, provavelmente, os estados vão dizer, mas por que só agora? Por que não me ajudou antes?
Porque não pegou esse dinheiro e já criou uma série de programas para ajudar os estados a fazerem essas coisas que são corriqueiras e que deveriam ser feitas frequentemente e diuturnamente antes. Então, eu acho que é um programa que nasce com a...
cara e todo jeitão de uma iniciativa eleitoral, uma iniciativa para você dar uma cifra, 11 bilhões, como se fosse muita coisa, se você pensar num país com as dimensões do Brasil, com o grau de domínio territorial das facções criminosas, grau de domínio que elas exercem nos presídios.
E a dificuldade que é você rastrear fronteiras de toda a natureza, de norte a sul, 11 bilhões, não é muito dinheiro, é pouco dinheiro. Mas é isso, é tentar dar uma roupagem nova para ações que ou são coiqueiras ou deveriam ser obrigatórias, com um dinheiro que parece muito, mas é pouco, e de um jeito que governadores vão vir dizer que o governo está atrasado na sua obrigação.
vai ter algum efeito? A gente não sabe. Essa questão da atribuição de responsabilidade pela segurança pública é muito difusa. As pesquisas qualitativas que vêm sendo feitas, eu tenho conversado com vários realizadores de pesquisas a respeito desse tema, porque eu acho que ele vai sim ser central, elas mostram...
que a pessoa reclamar, nossa, violência é o pior problema. E de quem é a responsabilidade? E aí é absolutamente difusa a atribuição de responsabilidade entre o prefeito, o governador e o governo federal. E isso também passa por esse crime ideológico. Então, apesar de segurança pública ser um tema eminentemente estadual,
Aqui em São Paulo, por exemplo, diante dessa clara escalada de casos de roubo, furto em São Paulo, nem sempre isso é associado a um governador bem avaliado. Então, é algo difícil de você conseguir criar no eleitor uma visão de que você está sendo bem-sucedido, de que você está fazendo um bom trabalho. Para isso, precisa de um trabalho de longo prazo.
Em Goiás, por exemplo, o governador Ronaldo Cado saiu bem avaliado nessa área, com uma clara aprovação da população na área de segurança pública. Mas ele fez dois governos e teve esse mote muito forte nos dois mandatos dele.
Então, é um tema importante, ele vai ser cobrado de governadores e dos candidatos à presidência, mas não é simples de ser bem sucedido na comunicação e em resultados efetivos em tão pouco tempo. E temos ainda tempo para um último assunto, ver os movimentos do senador Ciro Nogueira, depois de ser implicado no caso Master, Larissa Lopes está de volta com as informações.
Naded, depois de assumir nesta tarde a defesa do senador Ciro Nogueira, o advogado Conrado Gontígio mandou uma nota para a gente dizendo que a primeira tarefa será de se inteirar do teor das peças do caso e o foco dele será sempre o exame jurídico e aconselhamento legal com dedicação e seriedade que o tema exige. Ele ainda parabenizou os advogados constituídos que o antecederam.
na figura, então, de Cacai. E ele falou que foi um excelente trabalho que os advogados realizaram. Lembrando que hoje, então, o advogado Antônio Carlos de Almeida, conhecido como Cacai, ele divulgou uma nota dizendo que, em comum acordo...
Ele deixava a defesa de Ciro Nogueira e ele mandou essa nota, né, dizendo que estava deixando a defesa logo depois de conceder uma entrevista ao portal Metrópolis, quando disse que se votasse no Piauí, não votaria em Ciro Nogueira.
Eu não converso sobre política porque se eu votasse no Piauí, eu não votaria nele. Eu votaria no Hélito, eu votaria no PT. Então, eu não converso... É igual Brasília. Eu não converso sobre política com o Ibanez porque, certamente, eu não vou votar nele. Eu vou votar nos candidatos da esquerda aqui. Então, assim, eu até vi essa declaração dele, mas eu sou advogado. Eu converso sobre questões técnicas. Não dá para conversar sobre política com alguns clientes que eu gosto muito, que eu respeito. Mas eu não converso sobre política sobre isso, não.
Bom, apesar de Cacai ter deixado a defesa logo depois, Ciro Nogueira afirmou que não teve nenhum problema e que o advogado é um grande amigo a quem ele será sempre grato. E só uma última informação, Nadeja, é que o advogado Conrado Gontijo é afiliado de Cacai, então ele tem essa ligação ainda com agora o ex-advogado do senador Ciro Nogueira. Nadeja.
Obrigada, Larissa Lopes. Acaba se tornando uma questão midiática a troca de defesa nesse caso, né, Vera? É, porque o Cacá é um advogado bastante midiático. Ele tem atuação também em redes sociais.
Ele é muito ligado e defensor da esquerda e sempre causou espécie o fato dele ser advogado de figuras ali da centro-direita, como o próprio Ciro Nogueira, ele era advogado dele há muito tempo. Muitas outras ações também, naquela história do Mensalão do PP, que depois resultou em absolvição de todo mundo, ele já atua para o Ciro Nogueira há muito tempo.
Parece ter havido ali um desentendimento entre eles e, nesse caso, não me parece uma troca de advogado que tenha o mesmo sentido de outras que a gente viu aí de delação. Não imagino que o senador Ciro Nogueira esteja se preparando para fazer algo como uma colaboração judicial, uma delação premiada. Então, eu acredito mesmo a desentendimentos ali de uma relação...
que era de bastante tempo, que já devia estar sofrendo algum tipo de desgaste, e que agora eles se afastam, mas não se afastam totalmente. Vai para um advogado que tem até relações.
com o próprio Cacaia. O fim de semana continuou ecoando a história da operação que atingiu o senador Sino Nogueira. Continua havendo um grande temor ali por parte dos políticos de serem a próxima vítima do caso Master, imaginando que podem também ser alvo de fases da...
da apuração e de uma eventual delação de algum outro investigado do caso. Agora que parece que a delação do Daniel Vorcaro subiu mesmo no telhado. Então, agora a gente vai ter que ver as cenas dos próximos capítulos. Todo mundo muito com a orelha em pé. Esse clima não arrefeceu, ele continua. E ele vai seguir como um mote dessa campanha eleitoral também, caso o Master está nos palanques.
Ficamos por aqui, Vera. Boa noite para você. Até amanhã. Ficamos. Até amanhã. Um ótimo jornal para você. Boa noite a todos. Não bebam detergente. E até amanhã. Até amanhã.
Ypê
detergente